manuaisregistroprogramadecomputadoredesenhoindustrial

Na UFRJ, existem centenas de laboratórios, centros de pesquisa de saúde, engenharias, e muitos outros campos desenvolvendo trabalhos que resultam em novos produtos e processos para a sociedade. Porém, para que esse ciclo não se quebre e a sociedade passe a receber cada vez mais o retorno daquilo que investe nas instituições científicas e tecnológicas, é necessário que seja construída uma autêntica cultura de propriedade intelectual.

A propriedade intelectual é formada pelo conjunto que engloba a propriedade industrial, o direito de autoral e a proteção sui generis. O direito autoral diz respeito aos direitos de autor, direitos conexos e programas de computador. A proteção sui generis abarca topografias de circuitos integrados, cultivares e os conhecimentos tadicionais. A propriedade industrial, por sua vez, engloba as patentes, os desenhos industriais, as marcas e as indicações geográficas.

Buscando disseminar os conhecimentos sobre propriedade intelectual para a nossa comunidade acadêmica, a Agência UFRJ de Inovação elaborou recentemente dois novos manuais. Um trata especificamente sobre o registro de desenhos industriais. O outro aborda o tema do registro de programas de computador. Ambos foram desenvolvidos pela engenheira Giselle Barbosa Godinho, servidora da Agência UFRJ de Inovação, durante seu mestrado no Profnit (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia) sob a orientação da Profa. Flávia Lima do Carmo.

Desenhos Industriais

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Pode-se incluir nessa definição o formato de uma garrafa de refrigerante, as características de um mouse ou de um teclado de computador, por exemplo.

Assim como a marca, o desenho de um produto pode fazer a diferença e influenciar a escolha do consumidor. Portanto, deve ser registrado para garantir o retorno dos investimentos em design e pesquisas de opinião. O registro de Desenho Industrial é um título de propriedade temporária, outorgado pelo Estado aos autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras dos direitos sobre a criação.

O “Manual UFRJ para Procedimentos e Registro de Desenho Industrial” pode ser baixado aqui. Nele é possível obter mais detalhes sobre o tema.

Programas de Computador

Diferente de todos os outros processos que passam pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de programas de computador é regido por leis de direitos de autor. Em 1998, foi criada uma legislação específica, baseada em leis anteriores sobre o assunto, mas modificadas para atender as particularidades dos programas de computador e seus meios de distribuição. Na Agência UFRJ de Inovação, essa é a principal atividade exercida na área de direito autoral.

O “Manual UFRJ para Procedimentos e Registro de Programa de Computador” pode ser baixado aqui. Nele é possível obter mais detalhes sobre o tema.

 

 

elap

A Universidade Federal do Rio de Janeiro sediará, entre os dias 13 e 16 de maio, o 1º Encontro Latino-Americano de Pós-Graduação (ELAP). O encontro tem como objetivo fortalecer os laços institucionais, acadêmicos e políticos entre estudantes e pesquisadores que atuam na pós-graduação frente à atual conjuntura de aprofundamento da crise na educação e provável avanço qualitativo dos ataques à universidade pública no Brasil e na América Latina.

O evento contará com três mesas de abertura cujos temas serão, respectivamente: “Dilemas ético-políticos na produção de ciência e tecnologia: os desafios da universidade pública na atualidade de América Latina”; “Pra que serve o teu conhecimento?: a relação do mercado com a produção científica nas universidades públicas; e “Disputas ideológicas em ciência e tecnologia na América Latina: “escola sem partido”, a guerra às drogas e a questão de gênero no cenário atual.

Também haverá oficinas temáticas relacionadas a Ciência e Tecnologia. Será um momento de troca de experiências e reflexões a partir dos elementos em comum e da diversidade da América Latina. Os interessados em inscrever propostas de oficina devem enviar seus projetos para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. informando: nome da oficina, público-alvo, objetivo geral e específicos, metodologia, referências bibliográficas, material e infraestrutura necessária.

O evento também contará com grupos de trabalho com o objetivo de criar um dispositivo de acompanhamento das políticas voltadas para a educação, ciência e tecnologia nas universidades públicas na América Latina e Caribe.

Finalmente, haverá a possibilidade de submissão de trabalhos acadêmicos, relatos de experiências, pesquisas e extensão articulados junto aos movimentos sociais, coletivos e/ou entidades e áreas afins. Os trabalhos acadêmicos científico (com opção de ser acadêmico artísticos) deverão estar orientados por algum dos seguintes eixos:

1) Movimentos sociais e lutas na América Latina

2) Estado, direitos sociais e políticas sociais

3) Conservadorismo e direitas na América Latina

4) Organizações de esquerda e suas estratégias de atuação

5) Debate sobre diversas epistemologias

6) Relação universidade e sociedade

7) Questões de gênero na América Latina

8) Questões de territórios rural e urbano e sua relação com meio ambiente

9) O desenvolvimento, a ciência e a tecnologia, e as universidades na América Latina

10) Disputas de currículo na universidade

11) O público e o privado na ciência e na universidade pública

12) Relações étnicos raciais na América Latina e Caribe

13) Relações internacionais

14) Justiça ambiental e soberania alimentar

15) Saúde e privatização

16) Segurança pública na América Latina

O prazo para submissão de resumos se encerra em 15 de abril de 2019.

Maiores detalhes sobre o 1º Encontro Latino-Americano de Pós-Graduação (ELAP) podem ser obtidos através do site do evento: www.grupodetrabalhoeorientacao.com.br/elap.

 

 

Biodiversidade

Os primeiros esforços do Brasil no sentido da consolidação de uma política de conservação da biodiversidade nacional remetem à Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92. Esta convenção teve como pilares, além da conservação de nossa biodiversidade, a promoção da justa repartição de benefícios provenientes do uso econômico de nossos recursos genéticos, respeitando assim a soberania de cada país.

Oito anos mais tarde, ocorreria um caso emblemático relacionado a este tema. Em 2000, a Bioamazônia (Associação Brasileira para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia) tentou firmar um polêmico contrato de exploração de recursos genéticos da Amazônia com a empresa farmacêutica internacional Novartis Pharma AG. O referido acordo estipulava que durante um período de três anos a Bioamazônia deveria fornecer à empresa suíça amostras de microorganismos, preparando extratos a partir delas. Tais amostras, bem como todos os direitos de patentes relacionadas, seriam propriedade da Bioamazônia. Em contrapartida, a Novartis escolheria as amostras (cepas e extratos) para análise e seria proprietária de todas as invenções que resultassem do trabalho com as amostras, inclusive compostos diretos e derivados. Lançados os produtos, a Bioamazônia receberia a bagatela de 1% dos royalties sob a venda líquida dos produtos.

À época, o Ministério do Meio Ambiente chegou a considerar o contrato de bioprospecção ilegal e, felizmente, em prol da soberania nacional, ele acabou sendo anulado em 2001. Ficava evidenciada então a inexistência de uma legislação que protegesse adequadamente os recursos genéticos brasileiros.

Pouco tempo depois, em 2001, o governo instituiu a medida provisória 2186-16, que, basicamente, dispunha sobre as obrigações e direitos relativos ao acesso a componentes do patrimônio genético nacional. Mas a medida falhou em atingir os fins propostos, pois, segundo especialistas, apresentava uma série de impasses burocráticos.

Apenas em 2015, fruto de uma extensa discussão envolvendo o setor acadêmico, empresarial e povos indígenas e comunidades tradicionais, viria a ser sancionada a Lei 13123, que ficou conhecida como o Marco Legal da Biodiversidade, revogando a antiga medida provisória. A partir dessa lei, foram incorporados ao ordenamento jurídico nacional diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Posteriormente, em 2016, através do Decreto nº 8.772, foi criado o SisGen, um sistema mantido e operacionalizado pela Secretaria Executiva do CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético). Contudo, ainda hoje, muitos pesquisadores possuem dúvidas em relação ao cadastramento e à correta utilização deste sistema.

Pensando nisso, a farmacêutica Marcela Mariana de Almeida Ribeiro, servidora da Agência UFRJ de Inovação, desenvolveu em seu mestrado no Profnit (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia), sob a orientação da Profa. Flávia Lima do Carmo, uma cartilha que tem por objetivo justamente o esclarecimento de nosso corpo acadêmico acerca de questões relativas ao tema. O material pode ser acessado através deste link.

 

 

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Curso de Proteção de Programas de Computador", agendado para o dia 11 de abril de 2019, das 8h30 às 17h30, na Rua Mayring Veiga, 09, no Centro do Rio de Janeiro

O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre a proteção dos programas de computador e o registro de software como forma de assegurar ao autor direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de sua criação; e a patente de invenções implementadas por programas de computador.

São pré-requisitos: ter concluído o Curso Básico de P.I. (modalidade presencial, promovido pelo INPI) ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR, modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012).

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis (40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições).

As inscrições são feitas exclusivamente por meio deste link.

 

 

chinasummerschool

A Universidade de Tsinghua, na China está oferecendo duas vagas para alunos que estejam cursando graduação ou o primeiro ano de mestrado na UFRJ para o programa Experiencing China.

O programa de duas semanas de atividades de aprendizado e imersão cultural oferece aulas interativas sobre uma ampla gama de tópicos, incluindo arquitetura, cidade criativa, educação, História, economia e estudos de gênero. Os alunos participarão de palestras, discussões de projetos, workshops e visitas com outros estudantes provenientes de mais de 50 países e regiões de todo o mundo.

Esta é a quarta edição do programa, que contou com dois alunos da UFRJ no ano passado. As atividades, que serão em inglês, ocorrerão de 11 a 24 de julho. As duas bolsas oferecidas cobrem matrícula, taxas da universidade, acomodação e seguro básico de acidentes. Ficarão a cargo dos estudantes as despesas com passagem aérea e seguro médico apropriado.

Ocorrerá uma seleção interna, posteriormente transmitida para a Universidade Tsinghua. Os candidatos têm até o dia 17 de março para preencher o formulário de candidatura, que pode ser acessado aqui.

Para conhecer mais sobre o Experiencing China acesse este link.

Os alunos pré-selecionados passarão por uma entrevista e o resultado será liberado até o dia 29 de março.

Em caso de dúvidas, o telefone de contato é 3938-7150 (Rejane Rocha).

bootcampbiohacking

 

Depois do sucesso do Bootcamp de Fabricação Digital, realizado na última semana de fevereiro deste ano, o iHUB está agora com inscrições abertas para o Bootcamp Biohacking. Trata-se de um bootcamp prático no qual os participantes aprenderão a projetar, crescer e extrair seus próprios biomateriais usando apenas hardware de código aberto que os próprios participantes fabricarão. A ideia é que ao fim todos os participantes sejam capazes de construir e operar máquinas e protótipos de código aberto. O curso ocorrerá entre os dias 25 e 29 de março no Fablab da Firjan Senai, que fica na Praça Natividade Saldanha, 19, próximo à estação Triagem do metrô. As inscrições ficam abertas até 15 de março e podem ser realizadas através deste link. O email para contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Programação

Dia 01

-    Abertura

-    Programação da semana: documentação e descrição dos objetivos

-    Introdução da FIRJAN, Fab Lab SENAI e instalações.

-    Fabricação subtrativa 2D

-    Controle Numérico e GCode

-    Fresagem de grande formato

-    Design digital - 2D 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 02

-    Biologia molecular

-    Bioarte

-    Biomateriais

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 03

-    Genética

-    Biosensor

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 04

-    Técnicas de separação

-    Bioinformática

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 05

-    Espectrometria

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

-    Exposição de equipamentos

 

 

programadementoring2019

Estão abertas até o dia 22 de março as inscrições para o Programa de Mentoring da Alumni Coppead em parceria com Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ. O projeto, que está em sua quinta edição, seleciona ex-alunos do Instituto Coppead com experiência no mercado para mentorar startups residentes da Incubadora de Empresas da Coppe. Nos 4 primeiros ciclos, foram mais de 40 mentores e mais de 30 empresas apoiadas.

O programa está em busca de ex-alunos do Coppead com pelo menos 5 anos de experiência em cargos de gestão e vontade de contribuir com a expansão do ecossistema empreendedor da UFRJ e auxiliar no crescimento de startups inovadoras. Os selecionados participam de um workshop de formação de mentores e desenvolvem um plano de mentoria junto com a empresa. Além da experiência de mentoria, o programa é uma oportunidade de ampliar o networking e aprimorar habilidades técnicas e relacionais.

Para participar do processo de seleção, basta fazer uma candidatura através do formulário. Nesta edição, o programa será realizado de abril a dezembro de 2019. O regulamento e o Guia do Mentor estão disponíveis no site do Instituto Coppead

 

 

Nos dias 23 e 24 de maio, será realizado o Pharma Meeting Brazil 2019. O evento acontece na cidade de São Paulo, no Novotel Morumbi, e é destinado a empresas do setor industrial farmacêutico e do segmento da saúde que estejam oferecendo ou procurando oportunidades de licenciamentos (in e out), co-marketing, co-promotion, além de empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, terceirização de produção, desenvolvimento de novas formas de aplicação e suprimento de APIs.

Mais informações em: http://pharmameetingbrazil.com.br.

 

pharmameeting2019

 

 

 

osiris2

 

A Biologia Sintética é uma área emergente que busca a construção de novas vias biológicas artificiais ou o redesenho de sistemas biológicos naturais já existentes. O interesse pelo tema e o amplo leque de aplicações possíveis motivou estudantes de diferentes áreas a fundarem, com a mentoria da professora Mônica Montero Lomeli, do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ), a Osiris, equipe que é pioneira neste ramo do conhecimento no estado do Rio de Janeiro.

O grupo é composto pelos estudantes da UFRJ Daniel Rodrigues (Biofísica), João Gabriel Silva (Biotecnologia), Vitória Almeida (Nanotecnologia), Lucas Teixeira e Isis Botelho (ambos da Engenharia de Bioprocessos). Eles acabam de lançar uma campanha de crowdfunding que visa a custear a participação da Osiris no iGEM, (International Genetically Engineered Machine), uma competição internacional de engenharia de sistemas biológicos que ocorre em Boston no final do ano.

A ideia dos universitários é apresentar o projeto DiagSyn, que consiste numa plataforma de diagnóstico para diferentes doenças transmitidas por mosquitos. Projetada para ser um dispositivo de detecção e rápido diagnóstico, ela permitirá identificar instantaneamente, usando apenas uma amostra de sangue, se o indivíduo possui os vírus responsáveis pelas doenças da dengue, zika e chikungunya. A ideia é montar um aparelho que funcionará utilizando ferramentas das ciências biológicas, no qual o reconhecimento do patógeno ocorrerá dentro do sistema, com detecção possível graças a uma fita de DNA estruturada (aptâmero) que irá reconhecer o vírus e indicar a doença.

Conforme explica João Gabriel Silva, o objetivo da equipe é demonstrar o potencial de impacto social da Biologia Sintética. “Doenças transmitidas por Aedes Aegypti são comuns no Brasil e podem ter picos alarmantes em certos períodos do ano, superlotando hospitais e, consequentemente, dificultando o atendimento correto aos pacientes. Um diagnóstico preciso e rápido poderia ser utilizado a fim de reduzir o tempo de espera do resultado de exames e diminuir a concentração em prontos atendimentos. Assim, nosso dispositivo estará focado em diagnosticar as doenças de dengue, zika e chikungunya para um melhor atendimento em hospitais e centros médicos”, explica o universitário.

Os interessados em contribuir ou em obter mais informações sobre o projeto podem fazê-lo através do endereço https://www.catarse.me/osiris. Lá também consta um vídeo com mais detalhes sobre o projeto.

 

 

consultapublicainpi

O INPI iniciou consulta pública sobre a nova versão das diretrizes de exame de pedidos de patente na área de biotecnologia. A consulta foi publicada no Diário Oficial da União de 6 de fevereiro e fica aberta pelo prazo de 60 dias.

O novo texto traz alterações em alguns itens das Diretrizes vigentes na Resolução INPI/PR Nº 144/2015, publicada na RPI nº 2306, de 17/03/2015.

Os interessados devem enviar as sugestões para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Após o prazo, o INPI apresentará as propostas recebidas durante a consulta pública e o texto definitivo das diretrizes.

Veja a publicação no Diário Oficial da União.Confira a  página da consulta pública com a proposta de novas diretrizes de exame de pedido de patentes em biotecnologia.

Acesse o formulário eletrônico para participar da consulta pública.

 

 

parquetecnologicopolobiotecnologia

Desde 1º de fevereiro de 2019, o Polo de Biotecnologia da UFRJ passou a ser administrado temporariamente pelo Parque Tecnológico e, desta forma, as empresas instaladas passaram a ter acesso aos serviços e atividades de interação com a universidade desenvolvidos pela instituição. Em maio de 2018, o convênio da Fundação Bio-Rio, antiga gestora do Polo, com a UFRJ teve seu prazo encerrado. Com a decisão da UFRJ pela administração do local, as atuais 34 empresas lá instaladas iniciam, a partir de agora, um processo de transição, com duração ainda indefinida, para que se estruturem aos processos e serviços oferecidos pelo Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Uma empresa instalada no Parque deve, obrigatoriamente, manter relações de pesquisa e desenvolvimento com a UFRJ para viabilizar parcerias capazes de promover inovações. O Parque também acompanha a gestão das pequenas e médias empresas instaladas e realiza atividades que estimulam o relacionamento entre as organizações residentes e demais públicos de interesse.

“Para o Parque Tecnológico este é um processo que vai ao encontro de nosso planejamento estratégico, de ampliar nossa atuação nas mais variadas áreas do conhecimento. Acreditamos que as empresas atualmente instaladas no Polo possuem sinergia com nossas atividades e com as capacidades inovadoras dos grupos de pesquisa da UFRJ. Desta forma, iremos, cada vez mais, intensificar nossa estratégia de transbordamento das atividades do Parque”, diz José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

MJV

A MJV, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, está lançando uma plataforma de empreendedorismo para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os alunos e professores terão acesso a materiais exclusivos sobre negócios, ferramentas para começar a empreender e workshops para desenvolver e testar suas ideias. Para participar e conhecer um pouco mais sobre a plataforma basta acessar o link.

A MJV, tradicional consultoria em tecnologia e inovação, é pioneira no uso do Design Thinking no Brasil, com mais de 21 anos de experiência e mais de 200 projetos realizados em grandes clientes como Coca-Cola, Bradesco Seguros e Santander.

 

 

editaldeinovacaonaindustria

Startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica interessadas em solução de desafios propostos por grandes indústrias podem contar com três chamadas do Edital de Inovação para a Indústria categoria C. O valor total do apoio é de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de projetos em áreas como sustentabilidade, bem-estar social, inteligência operacional e eficiência.

O Edital de Inovação para a Indústria categoria C é uma parceria de grandes empresas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na análise do gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim,as novas chamadas se destacam pelo maior aporte financeiro que as empresas estão colocando nos projetos. “O aumento da quantia investida pelas empresas mostra que elas estão vendo maior valor agregado nos editais de inovação”, afirma. “O edital não só conecta a demanda de grandes empresas com startups, como é uma oportunidade de compartilhar riscos tecnológicos e de negócios, bem como de ter acesso ao quadro de pesquisadores que o SENAI coloca à disposição”, complementa.

Especialista em inovação do Sebrae, Agnaldo Dantas acredita que o Edital de Inovação para a Indústria é uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre os pequenos negócios e as médias e grandes empresas. Para ele, com a parceria, as grandes empresas ganham agilidade ao agregar pequenas empresas capazes de desenvolver soluções para os seus problemas. As pequenas ganham tanto no aspecto financeiro, quanto pelo fato de terem o suporte de grandes indústrias. “É o que chamamos de um jogo de ganha-ganha entre as empresas. Mas ganha também o país, com empresas mais inovadoras e mais competitivas”.

Empresas parceiras

Uma das chamadas é da Enel, um dos principais players de energia do país. As inscrições abriram em 23/01 e se encerram em 29/03.  A empresa propõe três desafios. Um deles pede soluções para levar água potável a populações sem acesso a serviços de água tratada e esgoto. O segundo diz respeito à diminuição de poeira em residências próximas a construções de usinas fotovoltaicas e eólicas.

O terceiro pretende resolver a gestão de resíduos sólidos e promoção do melhor aproveitamento do lixo no Nordeste brasileiro. “Buscamos ideias inovadoras e sustentáveis para solucionar desafios encontrados no desenvolvimento de nossos negócios, sempre atentos às necessidades das comunidades locais”, afirma a responsável por Projetos de Sustentabilidade em Geração e Transmissão da Enel no Brasil, Débora Pinho.

A outra chamada é da Engie Energia. Neste caso, as inscrições seguem até 31/03. Serão selecionadas até seis startups que apresentem soluções aplicáveis e funcionais. Dos três desafios propostos, dois estão centrados no desenvolvimento de plataformas digitais (como formato de nuvem e big data) que permitam otimizar o consumo de energia por meio de análise de perfil de consumo, inteligência operacional e diminuição de desperdícios.

O terceiro pede um sistema para gestão da saúde e segurança do trabalho para reduzir a incidência de acidentes. “Queremos promover o progresso harmonioso e temos na inovação e nas parcerias com startups pilares fundamentais para transformamos a relação das pessoas com a energia para um mundo sustentável”, ressalta Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil.

A terceira chamada é da Ternium, empresa especializada na produção e processamento de produtos em aço. As inscrições vão até 15/03. Serão selecionadas até dez startups que apresentem soluções para três temas. O primeiro deles propõe que a startup desenvolva monitoramento online para garantias físico-químicas das matérias-primas e solução automatizada para determinação de peso de materiais baseado na relação "volume versus densidade".

O outro diz respeito à mobilidade com segurança e pede à startup que crie tecnologias para carros industriais autônomos de transporte de metal líquido nos processos siderúrgicos. E, por fim, uma solução para rastreamento e monitoramento online dos resíduos e coprodutos gerados no processo siderúrgico. “Estamos sempre em busca de novas tecnologias que aprimorem a segurança operacional, melhorem a qualidade de trabalho dos nossos funcionários e promovam inovação. Estamos animados com as novas ideias e soluções que podem surgir desse projeto”, conclui o presidente-executivo da Ternium, Marcelo Chara.

Como funciona

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI, do Sebrae e do Serviço Social da Indústria (SESI). Desde que foi criado, em 2004, ajudou mais de 800 empresas a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores. As chamadas funcionam da seguinte maneira: grandes empresas fazem parceria com o SENAI, Sebrae e SESI para abrir a chamada e atrair startups interessadas em resolver desafios propostos. As grandes empresas financiam parte dos projetos, a outra parte é financiada por SENAI, SESI e Sebrae. O SENAI disponibiliza ainda laboratórios e centros de inovação para a execução dos projetos.

 

 

bootcampdefabricacaodigital

A Agência UFRJ de Inovação está apoiando o Bootcamp de Fabricação Digital, programa de treinamento prático e intensivo de cinco dias e uma ampla introdução a ambientes de prototipagem e fabricação rápida.

O programa é organizado pelo HUB de Inovação na UFRJ, pelo Maker Factory Impressão 3D e também conta com apoio da FIRJAN Senai, do Parque Tecnológico da UFRJ e do LAB3i – Laboratório de Inovação Informação e Interação, da Coppe/UFRJ.

Os participantes conhecerão as máquinas e aprenderão a operá-las. Ao longo do bootcamp serão fornecidas as ferramentas e ensinadas as habilidades para desenvolver ideias dentro do escopo da fabricação digital. Os participantes também irão desenvolver objetos feitos sob encomenda e que serão prototipados como finalização do evento.

O programa é destinado a profissionais interessados em diversificar suas habilidades acessando um novo campo como a fabricação digital e que também tenham interesse no movimento maker.

As inscrições vão até o dia 8 de fevereiro e podem ser feitas através deste link.

 

 

 

modulosO Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

 

“Lira Itabirana” é um poema de 1984 assinado por Carlos Drummond de Andrade. Naquela época, um dos maiores nomes da literatura brasileira já criticava a cobiça por trás da mineração sem respeito ao meio ambiente e à comunidade. O poeta parecia prever os desastres ambientais e sociais que viriam a ocorrer 2015, em Mariana, e em 2019, em Brumadinho. Os dois casos chocaram o Brasil por conta da destruição provocada e pelos danos ambientais de magnitude incalculável.

Além da grande quantidade de desaparecidos e de tantas outras vidas perdidas, uma questão recorrente em desastres deste porte é a das pessoas que perdem suas moradias e acabam desabrigadas. Nestes momentos difíceis, as construções habitualmente adaptadas para servirem de abrigo aos que perderam suas casas são os ginásios, igrejas e escolas municipais. Ocorre que, não raramente, os desabrigados enfrentam problemas como superlotação, brigas e falta de privacidade, causando ainda mais desconforto justamente àqueles que já estão passando por árduas provações. Muito disso em função de se tratarem de locais improvisados às pressas para atenderem a estas demandas emergenciais.

Em 2013, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ, a então aluna Natália da Cunha Cidade defendia um trabalho final de graduação intitulado “Habitação Emergencial”, no qual apresentou um interessante e inovador projeto para abrigos temporários. Impossível não fazer uma associação com os lamentáveis efeitos destas recentes tragédias da mineração no Brasil.

O trabalho de Natália inova justamente quando propõe que os abrigos passem a adotar estruturas modulares que podem ser produzidas a um menor custo através do uso de materiais simples presentes na construção civil, tais quais tubos e conexões de PVC, juntamente a divisórias de náilon resinado para as vedações. Por conta do material utilizado, além da fácil estocagem – já que suas peças ficam guardadas como um "kit" –, as estruturas concebidas pela arquiteta podem ser montadas por mão de obra não-especializada, uma vez que se tratam de simples encaixes. Elas também possuem uma leveza muito maior, o que representa mais facilidade para o seu transporte. Desta forma, o projeto representa uma alternativa barata e prática para repensar os abrigos temporários.

Atualmente busca-se parcerias para que o projeto possa ser desenvolvido em larga escala. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

redacao

Oficinas gratuitas ajudarão pesquisadores na redação de patentes. Organizadas pela Axonal, serão mais de 70 edições cobrindo todas as 27 unidades federativas. 

As oficinas são uma parceria da Axonal com universidades e instituições de ciência e tecnologia e têm como objetivo capacitar os participantes a darem os primeiros passos na redação de patentes, incluindo a realização de buscas, identificação e leitura de documentos relacionados, definição do escopo da invenção, decisão sobre formas de proteção, elaboração de quadros reivindicatórios e relatórios descritivos.

No Rio de Janeiro, as oficinas acontecerão nos dias 11 e 12 de fevereiro, na UERJ.

Mais informações em www.axonal.com.br/capacitacao

 

 

bndes

 

Com o foco em desenvolver e fomentar o empreendedorismo no Brasil, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento – criou o BNDES Garagem, uma iniciativa de apoio às startups brasileiras, que inclui a realização do Programa BNDES Garagem de Desenvolvimento de Startups e a estruturação de um Centro de Inovação no Rio de Janeiro.

O programa será dividido em duas vertentes: um projeto focado em ideias e desenvolvimento de produto e uma outra que abordará negócios já em fase de tração, respectivamente, BNDES Garagem Criação e Aceleração. Compostos por workshops presenciais, conteúdo, acompanhamento no dia a dia, acesso à rede de mentores e parceiros, os programas contribuirão para a geração de negócios. As startups selecionadas, além destes benefícios, também terão direito a um escritório completo na WeWork Carioca.

A iniciativa terá a parceria de duas grandes aceleradoras, referências na aceleração de startups e geração de negócios: a Liga Ventures, a primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas do Brasil e responsável pela aceleração de mais de 100 startups nos últimos 3 anos fazendo negócios com grandes corporações como Unilever, GPA, Porto Seguro, Mercedes-Benz e outros; e a Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, que tem como objetivo buscar, investir e escalar as melhores startups fazendo negócios com Vivo e Telefônica, com grandes empresas e parceiros do mercado. A Wayra está presente em 10 países e já investiu em mais de 800 startups.

O programa BNDES Criação é destinado à empreendedores que querem ou estão tirando suas ideias do papel. Em geral, são empreendedores que ainda não lançaram seus produtos ou lançaram em ambiente controlado, com poucos usuários testando. Utilizando metodologias que são referência para o desenvolvimento de startups, esse programa visa ajudar empreendedores na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiar o desenvolvimento do produto mínimo viável (MVP), validação de problema e solução, até o lançamento da startup para os clientes no mercado.

O programa BNDES Aceleração, por sua vez, vai apoiar startups já constituídas, com produto no mercado e que buscam ganhar crescimento e escala. Ele oferece acesso a uma ampla rede de mentores, potenciais investidores e parceiros. Além disso, vai fomentar a geração de negócios entre as aceleradas e as empresas parceiras do BNDES, trazendo inovação para todas as partes interessadas no processo.

A participação é gratuita e a data limite para as inscrições é 27 de janeiro de 2019. Mais informações.

 

 

startupreciclagem

Você sabia que até 2050 devem ser produzidas mais de 30 bilhões de toneladas de plástico, aumentando ainda mais a poluição mundial? A iniciativa alemã Global Pioneers quer contribuir para a solução deste desafio e, para isso, busca startups com ideias visionárias voltadas a gestão de resíduos, reciclagem e sustentabilidade.

Sua startup se encaixa neste perfil? Então não deixe de participar. A startup selecionada poderá receber investimento de até 25.000 euros.

Acesse: www.global-pioneers.com

 

 

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A Fundación MAPFRE deu início à 2ª edição dos "Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social", em parceria com o I.E (Instituto de Empresas), e reconhecerá com 30 mil euros, iniciativas que possuam grande potencial de impacto social nas seguintes categorias: melhora da saúde e tecnologia digital (e-health); inovação em seguros (insurtech); mobilidade sustentável e segurança viária.

Os prêmios estão divididos em três regiões geográficas: Brasil, América Latina e Europa. Além da premiação em dinheiro para os três vencedores (um por categoria) , as 9 iniciativas selecionadas para a grande final que acontecerá na Espanha, receberão sessões presenciais de coaching, todas as despesas de viagem pagas, presença na mídia para dar visibilidade a seus projetos e participação na Rede Innova, um ponto de encontro baseado no sistema de cocriação para viabilizar o intercâmbio de conhecimento especializado e o apoio mútuo entre seus membros, além de promover projetos de impacto social em todo o mundo.

As inscrições estão abertas até 31/01. Para mais informações acesse: http://fundacionpremiosinovacao.mapfre.com.br/

 

 

irisina

A Doença de Alzheimer (DA) afeta hoje cerca de 35 milhões de pessoas no mundo, das quais mais de 1 milhão está no Brasil. A DA tem como seu principal sintoma a perda progressiva de memórias e, infelizmente, ainda não tem cura. Não se sabe exatamente o que causa a DA, mas há fortes indícios de que falhas na comunicação entre os neurônios, as chamadas sinapses, estão por trás da perda de memórias em pacientes com aessa enfermidade.

Por outro lado, sabe-se que o exercício físico é muito importante para a prevenção de diversas doenças. Embora os benefícios do exercício sejam melhor conhecidos na prevenção de doenças cardiovasculares e endócrinas, por exemplo, estudos realizados nos últimos anos revelaram que a atividade física pode também trazer benefícios para pacientes afetados pela DA, especialmente nos estágios iniciais da doença. No entanto, muito pouco se sabe ainda sobre como o exercício dispara sinais no cérebro dos pacientes para promover tais benefícios.

Os professores Fernanda G. de Felice e Sergio T. Ferreira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, lideraram uma pesquisa que revelou que um hormônio recentemente descoberto e chamado de irisina pode ser a chave para entender os benefícios do exercício físico na DA. Os pesquisadores da UFRJ mostraram que a irisina, já sabidamente produzida pelo músculo, também pode ser produzida pelo cérebro em resposta ao exercício físico.  Havia-se descrito anteriormente que a função da irisina seria regular o metabolismo do tecido adiposo, onde ficam armazenadas as reservas de gordura do corpo, em resposta ao exercício físico. No entanto, o novo estudo mostra que a irisina também tem efeitos benéficos no cérebro, ao promover mecanismos que protegem as sinapses e favorecem a manutenção das memórias. O grupo de cientistas da UFRJ inicialmente mostrou que a irisina se encontra em níveis bastante diminuídos nos cérebros de pacientes afetados pela DA, assim como no cérebro de camundongos que são utilizados como modelos experimentais da doença.

“Isso nos levou a imaginar que a falta de irisina no cérebro poderia ser prejudicial às sinapses e, portanto, poderia prejudicar a memória”, explica Mychael V. Lourenco, primeiro autor do estudo agora publicado e também professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

Confirmando essa hipótese, eles descobriram que a reposição dos níveis de irisina no cérebro de diferentes formas, inclusive através do exercício físico, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pela DA. Mais ainda, os pesquisadores descobriram que a irisina atua como responsável pelos efeitos benéficos do exercício físico no cérebro e na memória dos camundongos.

Esses resultados revelam que a irisina é um novo alvo para o desenvolvimento de tratamentos para a DA. Além disso, as descobertas do grupo brasileiro reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer. “Este novo estudo demonstra, ainda, que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro, o que pode ser terapeuticamente importante para pacientes idosos que não conseguem mais se exercitar adequadamente”, conclui Fernanda de Felice.  Finalmente, “por se tratar de um hormônio produzido pelo próprio organismo humano, imagina-se que a irisina poderia trazer menos efeitos colaterais adversos em futuros testes clínicos com seres humanos e, especialmente, em pacientes afetados pela Doença de Alzheimer”, complementa Sergio Ferreira.

 

 

museulego

Uma dupla de publicitários brasileiros, Caio Gandolfi e Diego Ferrite, inscreveu esta maquete do Museu Nacional — destruído pelo incêndio em 2 de setembro de 2018 —, em Lego, as pecinhas de montar, num concurso online promovido pela empresa dinamarquesa. Caso o projeto seja “curtido” no site por 10 mil pessoas, ele vai virar um brinquedo e será colocado à venda pela Lego. E todos os royalties das vendas do produto serão repassados pelos publicitários ao fundo de reconstrução do Museu Nacional. Veja aqui o projeto.

 

 

armadilhaparaaedes2018

 

As altas temperaturas dos primeiros dias de 2019 não deixam dúvidas: estamos em pleno verão. A estação mais quente do ano, comumente associada a férias e diversão, é caracterizada por dias mais longos, noites mais curtas e mudanças rápidas nas condições diárias do tempo, com chuvas fortes e de curta duração.

São estas características que, além de proporcionar momentos de diversão, também estão associadas a algo que, de forma contrária, não tem nada de bom: possíveis surtos e até mesmo epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya. Tais doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que encontra na alternância de altas temperaturas com chuvas típicas do verão o ambiente ideal para o desenvolvimento de suas larvas e para sua reprodução.

As fêmeas do mosquito não colocam seus ovos diretamente na água, mas a milímetros acima de sua superfície, na parede do reservatório. Quando chove (e no verão as chuvas são constantes), o nível da água sobe, atingindo os ovos e fazendo-os passar à fase de larvas e até fase adulta. Além disso, o verão também é ideal para o desenvolvimento das larvas, já que a temperatura mais favorável para o seu crescimento é entre 25 e 30°C. O resultado desta combinação é o aumento da população de Aedes aegypti e, com isso, o aumento do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito.

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

A invenção já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela UFRJ junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado para produzi-la em escala, permitindo que a população em geral possa usufruir do invento. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

finepstartup2019

A Finep lançou, no dia 7 de janeiro, a segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup, que tem como objetivo alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. O limite de recursos totais desta rodada é de R$ 30 milhões para 30 startups. O período para envio de propostas fica aberto até o dia 28 de fevereiro.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das empresas selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. Além disso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As startups concorrentes precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Ou seja: não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

Assim como na primeira rodada, o processo de seleção será composto por três etapas: avaliação de plano de negócios (eliminatória e classificatória); banca avaliadora presencial (eliminatória e classificatória); e visita técnica e avaliação de documentação jurídica (eliminatória). O resultado final está previsto para julho.

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Construtech, Economia Circular, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech/Insurtech, Healthtech, Mineração, Óleo & Gás, Química e Materiais Bio-baseados. Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Quem é empreendedor sabe que o caminho entre a ideia do negócio e o lucro costuma ser longo e cheio de obstáculos. O objetivo da Finep é ajudar startups brasileiras a superar o gap de apoio conhecido como “vale da morte”, fase em que muitas delas se desestruturam por falta de recursos. Empresas nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função de ausência de garantias e geração de caixa.

Modelo de investimento inédito no Brasil

O Finep Startup surgiu para preencher justamente a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e o aporte feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do grau de maturidade da empresa.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações. Esse tipo de contrato transforma a investidora – no caso, a Finep – em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem-sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. O modelo, inédito no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente os Estados Unidos, mas incorporou novidades. A avaliação da empresa (valuation), por exemplo, não será feita na entrada do programa.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio. As startups não necessitam somente de recursos financeiros, mas também de auxílio em questões extremamente relevantes para o futuro do negócio, como governança e gestão.

 

 

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, "a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

 

 

dl101pbr2019

 

Até o dia 1 de fevereiro, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Inscrições e maiores detalhes neste link.

 

 

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