universidadedasquebradas2017

 

Você é produtor, artista, ativista cultural ou atua em movimentos sociais engajados com a (ou na) periferia?

Então venha para a Universidade das Quebradas (UQ) – Laboratório de Tecnologias Sociais da UFRJ, em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), onde o conhecimento da periferia se encontra com a academia.

Nesta edição, o Programa Universidade das Quebradas, em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), busca investigar, a partir da mostra “O Rio do samba: resistência e reinvenção”, a emergência de uma cidade catalisadora que se constitui com o complexo sociocultural do samba. Serão estudados os processos de resistência, reinvenção, urgências e suas dimensões atuais. Além disso, nesta edição, as aulas e atividades do Programa Universidade das Quebradas terão acessibilidade em LIBRAS, permitindo que a comunidade surda possa participar do curso.

O curso é gratuito, com 80 vagas, sem burocracias de acesso e sem exigências de escolaridade mínima. O processo seletivo tem o seguinte cronograma:

  • Inscrições abertas: até 30 de julho de 2018
  • Resultado preliminar: 02 de agosto de 2018
  • Entrevistas: 06 e 07 de agosto (previsão)
  • Resultado final: 08 de agosto (previsão)

As aulas serão às terças-feiras, de 13h às 18h, no Museu de Arte do Rio (MAR), Praça Mauá, 5, Centro – RJ.

Calendário UQ no MAR – 2018.2:

  • Início: 14 de agosto (previsão)
  • Término: 04 de dezembro (previsão)

Critérios para certificação:

  • Mínimo de 75% de frequência
  • Trabalho final

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

ANTIGO Quebradeiro – https://goo.gl/forms/jrPcW7iOz2mu0Ebf1

NOVO Quebradeiro – https://goo.gl/forms/3cyym9xwvIqKpt3k2

 

 

alunoscontadores2018

 

Apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, o projeto Alunos Contadores de Histórias é uma ação realizada pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, que relaciona a atividade de humanização da saúde com os conceitos de Inovação Social. A cada semestre, esse projeto de extensão universitária capacita uma nova turma de alunos. Munidos de jalecos coloridos e sacolas repletas de livros infantis, eles dedicam duas horas semanais ao projeto, doando e recebendo sorrisos ao contar histórias infantis para as crianças atendidas no IPPMG, Instituto de Pediatria da UFRJ, localizado na Ilha do Fundão. Desde 2008 o projeto incentiva o hábito da leitura e ajuda a amenizar o sofrimento das crianças e adolescentes no ambiente hospitalar.

Os interessados em fazer parte desta história devem ler o edital de inscrição onde é possível encontrar mais informações sobre o projeto e esclarecimentos acerca do funcionamento do processo seletivo para a turma de 2018.2. As inscrições se encerram às 12h do dia 28 de julho. Mais informações através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

BiodiversidadeAs mudanças foram propostas a partir de sugestões dos pesquisadores e aprovadas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) entre março e junho deste ano

Atendendo a demandas da comunidade científica, o plenário do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aprovou entre março e junho de 2018 uma série de medidas que simplificam o cumprimento da Lei de Acesso à Biodiversidade e Conhecimentos Tradicionais (Lei 13.123/2015) e o preenchimento do cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen) para pesquisas em Biodiversidade.

As medidas foram encaminhadas pela Câmara Setorial da Academia do CGen, composta por cientistas que fazem a interface entre a academia e o Conselho.

No total, sete resoluções e uma orientação técnica foram elaboradas em consonância com as sugestões e contribuições vindas da comunidade científica. O objetivo é mitigar o impacto causado em algumas áreas de pesquisa que foram abarcadas pela Lei e em um primeiro momento não foram contempladas de forma adequada no SisGen.

Uma dessas resoluções (Nº 10 de 19 de junho de 2018) permite aos pesquisadores das áreas de Filogenia, Taxonomia, Sistemática, Ecologia, Biogeografia e Epidemiologia, fazer o cadastro de suas pesquisas por meio de um formulário simplificado, que estará disponível na próxima versão do SisGen. Esse novo formulário dá ao pesquisador a opção de indicar os números de registro, indicadores únicos ou do localizador padrão de recursos (URL) ou equivalentes em que estejam registradas estas informações nos bancos de dados, repositórios ou sistemas de informação de acesso aberto ao Estado brasileiro. Ou seja, por exemplo, ao invés de incluir no SisGen as informações sobre cada um dos exemplares estudados e sobre a procedência deles, o pesquisador poderá indicar apenas o localizador padrão de recursos (URL) do banco de dados, no qual estas informações estão disponíveis.

Outras resoluções também simplificam o preenchimento do SisGen. Como a que estabelece o nível taxonômico mínimo exigido para a identificação de cada grupo de organismos da biodiversidade nos casos de pesquisas em taxonomia e filogenia (Resolução CGen Nº 6 de 20 de março de 2018), em: I – Domínio (Archaea, Bacteria e Eukarya), no caso de bactérias, fungos microscópicos, e demais micro-organismos, com exceção de vírus; II – Classe, no caso de algas macroscópicas; III – Ordem, no caso de fungos macroscópicos e animais; e IV – Família, no caso de vírus e plantas. Ou seja, o pesquisador que estuda fungos macroscópicos ou insetos poderá indicar apenas a ordem destes organismos, sem precisar indicar as espécies de cada amostra estudada. Isso dá ao pesquisador a oportunidade de fazer apenas um registro para uma determinada ordem no lugar de 1000 registros de diferentes exemplares da mesma ordem.

Ainda sobre o nível taxonômico mínimo exigido para a identificação do patrimônio genético, o pesquisador de qualquer área, inclusive envolvido com desenvolvimento tecnológico, estudando micro-organismos não isolados de amostras de substratos, por exemplo, por meio de metagenômica (técnica que permite estudar os genomas de micro-organismos de um nicho ecológico sem necessidade de fazer culturas individuais), poderá indicar o Domínio como nível taxonômico (Resolução CGen Nº 8 de 20 de março de 2018). Com isso, o pesquisador precisará fazer, no máximo, três registros: para Archaea, Bacteria e Eukarya.

Outra demanda contemplada é a resolução que simplifica a exigência de indicação da localização geográfica (Resolução CGen Nº 7 de 20 de março de 2018). Nos casos em que o acesso seja exclusivamente para fins de pesquisa e quando é necessário o registro de mais de cem localidades diferentes, a indicação do munícipio onde foi obtido o patrimônio genético é a informação mínima exigida.

Mudanças importantes também foram aprovadas para remessa de patrimônio genético. Foi aprovado novo modelo de Termo de Transferência de Material (TTM). Agora, por meio dessa resolução (Resolução CGen Nº 5 de 20 de março de 2018), a instituição brasileira poderá firmar um único TTM com uma mesma instituição estrangeira, com prazo de validade de até 10 anos, e renováveis. Ou seja, a cada remessa o pesquisador fará o cadastro no SisGen, anexará o TTM único com a instituição estrangeira e uma guia de remessa numerada de forma sequencial, com descrição das amostras a serem remetidas. As remessas das amostras do patrimônio genético serão acompanhadas pelo comprovante de cadastro de remessa (que deve ser realizado previamente à remessa), pela cópia do TTM assinado e pela guia de remessa. Nesse modelo de TTM foi ainda retirada a exigência de incluir informações pessoais do representante legal da instituição destinatária.

Quanto ao trânsito de patrimônio genético brasileiro, uma resolução aprovada em 19 de junho (Resolução CGen Nº 11 de 19 de junho de 2018) estabelece que a devolução de amostras de patrimônio genético brasileiro emprestadas às instituições nacionais por instituições estrangeiras mantenedoras de coleção biológica, uma atividade rotineira e muito particular a estas coleções, não configura remessa. Nestes casos, as amostras deverão estar acompanhadas de cópia dos TTMs, ou das Guias de Remessa, ou, ainda, de outros documentos legalmente constituídos à época que formalizaram o empréstimo, e que contenham a identificação das amostras.

Conforme a orientação técnica aprovada (Orientação Técnica CGenNº 3 de 19 de junho), a data da disponibilização do cadastro pelo CGen será a data de disponibilização de versão do SisGen que contenha estas funcionalidades. Sendo assim, as pesquisas que estão no escopo das Resoluções Nº 6, 7, 8, e 10, terão um ano após a disponibilização da nova versão do SisGen para serem cadastradas.

É importante ressaltar que essas recentes simplificações só foram possíveis porque contamos com a colaboração dos cientistas e suas representações, que levaram suas dificuldades e propuseram caminhos nas discussões sobre a implementação da nova Lei da Biodiversidade.

As atividades da Câmara Setorial da Academia podem ser acompanhadas por meio das memórias de reuniões, propostas de minutas de resoluções e orientações técnicas e links/documentos importantes para a academia, na página da CSAcademia.

As normas do CGen estão disponíveis neste link. As resoluções Nº. 10 e 11 e a Orientação técnica Nº. 3 de 19 de junho de 2018 serão publicadas em breve.

Manuela da Silva, pesquisadora da Fiocruz/Rio de Janeiro e coordenadora da Câmara Setorial da Academia do CGen

Laila S Espindola, professora da Universidade de Brasília, conselheira da SBPC e conselheira do CGen

Mercedes Bustamante, professora do Departamento de Ecologia da Universidade Brasília, representante da SBPC no CGEN

Luciane Marinoni, professora Titular na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Câmara Setorial da Academia do CGen

 

FONTE: Jornal da Ciência

 

 

smartcities

 

O Parque Tecnológico da UFRJ e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) deram início a uma parceria que tem como objetivo estabelecer um ambiente de demonstração de novas tecnologias e soluções para a melhoria do dia a dia das cidades. O Parque passa a integrar o conselho consultivo do Ambiente de Testes de Tecnologias para Cidades Inteligentes da ABDI/Inmetro, que está sendo montado em Xerém (RJ). Este projeto tem como objetivo reunir empresas e organizações que desenvolvem novas tecnologias para as chamadas cidades inteligentes e que poderão ter, no local, um espaço de teste para suas soluções. Os 350 mil metros quadrados do Parque e o campus da própria UFRJ poderão ser também uma das extensões do ambiente montado em Xerém. O Parque passa a ser um living lab (laboratório vivo) associado.

“Este tipo de parceria é fundamental para elevar o debate sobre o tema. Traz experiência prática sobre inovação e pode ajudar a desenvolver o ecossistema de cidades inteligentes”, destaca Carlos Frees, líder do projeto pela ABDI. Para o projeto, a participação do Parque é de extrema relevância: “O que eventualmente não puder ser testado dentro do Inmetro, nós poderemos colocar em prática aqui na Universidade. Questões que exijam adensamento populacional podem ser um exemplo. Passam cerca de 100 mil pessoas por dia aqui no campus”, relata Leonardo Melo, gerente de desenvolvimento Institucional do Parque.

Sobre o ambiente de Testes de Tecnologias para Cidades Inteligentes da ABDI/Inmetro

O ambiente de testes está sendo montado no campus do Inmetro em Xerém (RJ). No local, empresas que desenvolvem tecnologias para cidades inteligentes vão poder instalar suas soluções e testá-las. A ABDI e o Inmetro vão validar o funcionamento. As tecnologias com eficácia comprovada serão disponibilizadas em um showroom para apreciação de prefeitos. Caso o gestor municipal se interesse por alguma, ele poderá negociar a instalação diretamente com a empresa. No momento inicial serão testados dez cenários, entre eles iluminação inteligente, mobilidade urbana e segurança. Estão inscritas mais de 130 empresas no projeto.

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade – alunos e corpo técnico-acadêmico – e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Inaugurado em 2003, o Parque ocupa uma área de 350 mil metros quadrados e abriga centros de pesquisa de empresas inovadoras, laboratórios da UFRJ, uma incubadora de empresas e espaços para desenvolvimento do empreendedorismo e integração. Hoje estão instaladas no Parque, 66 instituições, sendo 16 empresas de grande porte nacionais e multinacionais, 9 pequenas e médias, 5 startups do programa CrowdRio, o HUB de inovação na UFRJ, 27 residentes da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, além de 9 laboratórios da própria UFRJ.

 

 

101inpi20182

 

Até 19 de julho, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Inscrições e maiores detalhes neste link.

 

 

anpei2018novadata

 

Devido à paralisação dos caminhoneiros e bloqueios que ocorreram em todo o país no final do mês de maio, não foi possível realizar a Conferência ANPEI de Inovação 2018 no cronograma previsto. O evento, contudo, já tem uma nova data e irá ocorrer entre os dias 15 e 17 de agosto, no ExpoGramado, Gramado – RS.

Com o tema central “Novas Alavancas de Criação de Valor”, o evento abordará o desenvolvimento e o fortalecimento do ecossistema de inovação diante das mudanças socioeconômicas que aconteceram nos últimos anos, tendo como base quatro perspectivas: tecnológica, do cliente, da organização e do ecossistema.

De acordo com o Comitê Técnico do evento - composto por integrantes da Anpei, especialistas do Sistema Nacional de Inovação e representantes de grandes empresas, instituições científicas e tecnológicas, consultorias e agências do governo - há um leque de desafios e oportunidades nas novas formas de criação de valor.

“Está prevista uma grande transformação na formação e no perfil dos profissionais, no ecossistema empreendedor, no ambiente das empresas e por meio de novas tecnologias. Novos conhecimentos e habilidades precisarão ser desenvolvidos em um curto espaço de tempo, assim como a capacidade das organizações de entender, acompanhar e se adaptar a essas mudanças. Além disso, a “voz do cliente” será mais forte do que nunca”, explicou o Comitê Técnico da Conferência Anpei 2018.

O evento contará com palestras de especialistas, apresentações de cases de inovação de grandes empresas e instituições científicas e tecnológicas, debates, networking, rodadas de negócios e visitas técnicas.

Sobre a Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como um fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

Em sua última edição, ocorrida nos dias 31 de outubro e 1o de novembro de 2017 em Belo Horizonte - MG, o tema trabalhado foi “Inovação em um Mundo em Transformação”. O evento contou com 78 sessões, 199 palestrantes e reuniu 1592 participantes em dois dias.

A missão da Anpei

A Anpei atua há mais de 30 anos com o ecossistema de inovação e possui expertise nesta nova dinâmica mundial de modelos de interação entre os principais atores, destacando-se como uma rica fonte de aprendizado, networking e articulação. Dentre suas ações, estão o estímulo a debates com a iniciativa privada, o governo e instituições científicas e tecnológicas para traçar melhores políticas e práticas para fomentar a inovação no país. Saiba mais: anpei.org.br

 

 

No dia 20 de junho, a Faculdade Nacional de Direito (FND) sediará a Feira do Empreendedorismo Social.

Fruto de uma parceria com o Sebrae, o evento será voltado aos MEIs (microempreendedores individuais) e contará com três atividades:

10h - Exposição de produtos de diferentes gêneros produzidos pelos microempreendedores

11h - Roda de conversa sobre a importância das enzimas e probióticos para a saúde plena (palestrante Janete Pereira da Silva, MEI participante do projeto)

14h - Consultoria jurídica gratuita para MEIs

Feira do empreendedorismo social FND.UFRJ

 

 

 

gastronomiaparque

A partir da próxima segunda, dia 11 de junho, o Parque Tecnológico da UFRJ passará a contar com empreendimentos de alunos do curso de Gastronomia. A ação “Gastronomia do Parque” acontecerá sempre às segundas-feiras, das 11h às 15h, no prédio do MP, local de realização da feira gastronômica do Parque.

 

 

acoesafirmativas2018

No dia 12 de junho, o Parque Tecnológico da UFRJ sedia o evento de premiação dos cinco melhores trabalhos desenvolvidos nos programas de pós-graduação da Universidade que tratam de questões relacionadas à inclusão de grupos marginalizados ou propostas de ações que visam a melhorar a qualidade de vida desses grupos. O Ações Afirmativas da UFRJ, uma parceria da Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR 2) com o Parque, irá conceder prêmios em dinheiro nos valores de R$ 7 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente, para os três primeiros colocados e R$ 1 mil a dois trabalhos merecedores de menções honrosas. Os critérios para a premiação foram originalidade e o caráter inovador, bem como a profundidade de suas análises e potencial de aplicabilidade prática.

Para José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, o prêmio é de grande importância pois incentiva a produção científica e reforça o compromisso do Parque com a Universidade. “É muito importante participar e ser um ator nesse tipo de ação, já que um dos compromissos do Parque é justamente o fortalecimento da temática 'diversidade' e por isso a interação com as diversas áreas de conhecimento de UFRJ é absolutamente estratégica para nós. Incentivar e premiar a produção de pesquisa comprometida com a redução de desigualdades é muito gratificante”, afirma.

O evento de premiação é aberto ao público e contará com presença de especialistas no tema, além de uma mesa redonda com a apresentação dos trabalhos premiados. O Auditório do Parque fica na rua Paulo Emídio Barbosa 485, prédio da Administração, na Ilha da Cidade Universitária.

 

 

Em 26 de junho, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) receberá a terceira edição do Ciclo de Cinema, Cultura e Direitos Intelectuais. Na ocasião, será exibido o documentário Guerra das Patentes (Alemanha, 2014, Dir. Hannah Leonie Prinzler), filme que investiga o sistema contemporâneo de patentes, as empresas que lucram com seu funcionamento, as batalhas jurídicas e as formas de resistência que surgem pelo mundo. Após a exibição, haverá debate com o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, e também com o advogado de propriedade intelectual, Gabriel di Blasi.

Será a estreia carioca desse filme que foi vencedor do prêmio de júri de melhor documentário na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O evento é produzido pela Comissão de Direitos Autorais, Imateriais e Entretenimento (CDADIE) da OAB/RJ em parceria com o CCJF e conta com o apoio da Agência UFRJ de Inovação. Essa edição também contará com o apoio da Comissão de Propriedade Industrial (CPIP) da OAB/RJ.

O evento é gratuito e começa às 18h. O CCJF fica na Avenida Rio Branco, 241, no Centro do Rio.


Mais informações: https://www.facebook.com/ciclocinemaculturaedireitosintelectuais

 

 guerradaspatentes

 

 

mercadovivo2

 

Mostrar, na prática, que é possível criar novas formas de produção e consumo mais solidárias. Este é o objetivo principal do Mercado VIVO, uma ação que busca alimentar uma microeconomia de trocas onde os bens e serviços circulam em prol do bem comum e não tão somente da mera acumulação de capital.

A iniciativa consiste em um mercado popular e itinerante que disponibiliza saberes, serviços, objetos, afeto, experiências e arte de forma cooperativa e sem o uso do dinheiro, contribuindo com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo. No Mercado VIVO cada um participa como quiser, disponibilizando o recurso que tiver, mas sem uso de dinheiro. As trocas de bens e serviços são mediadas pelo “irreal”, moeda social do Banco dos Irreais.

Idealizado pelo artista plástico José Miguel Casanova, o Banco dos Irreais consiste em um banco de tempo, prática intimamente relacionada com a economia solidária. A moeda utilizada nesse banco, o “irreal”, equivale a uma hora na qual se realiza uma atividade qualquer. Assim, os investidores do banco se comprometem a dar momentos significativos de seu tempo e recebem em troca o número equivalente de irreais, que podem ser trocados pelo que é oferecido pelos demais investidores. Mas como essa economia se baseia mais na qualidade do que na quantidade, no Mercado VIVO, as partes podem negociar diretamente caso a caso.

Para entender melhor esta iniciativa, a Agência UFRJ de Inovação realizou uma entrevista com Valeska Xavier, coordenadora do Mercado VIVO que acaba de retornar da Espanha, onde apresentou o projeto em um encontro da rede LASIN (Latin American Social Innovation Network) na Universidade de Alicante.

Confira a seguir:

 

1) Poderia explicar melhor como funciona o Mercado VIVO?

O Mercado VIVO é mercado popular e itinerante que disponibiliza saberes, serviços, afeto,objetos e arte de forma colaborativa e sem o uso do dinheiro, contribuindo com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo e com a segurança alimentar dos envolvidos.

Nesse Mercado VIVO cada um participa como quiser, disponibilizando seu tempo, habilidade, serviço, objetos, etc. Esses recursos são trocados pela moeda social Irreal, que, por sua vez, é usada para adquirir bens e serviços no Mercado. Para facilitar a interação e as trocas, foram criadas cinco instalações.

A Ecoloja de Trocas Solidárias disponibiliza para a troca produtos usados em bom estado como roupas, livros, artesanatos, CDs, obras de arte, produtos artesanais. Na Troca de Saberes, acontecem oficinas, rodas de conversa, serviços e apresentações artísticas. Aqui cada participante, ao oferecer sua atividade, recebe o equivalente em irreais. O Ateliê Livre disponibiliza materiais para fazer artesanatos, artigos de cama e mesa, obras de arte, etc. Os produtos finais vão para a Ecoloja de Trocas e os participantes recebem o pagamento em irreais. O Mutirão de Produção e Consumo reúne um grupo de mulheres em vulnerabilidade social, pequenos produtores, educadores e universitários para produzir coletiva e solidariamente produtos artesanais de primeira necessidade (higiene, limpeza e preparações alimentícias) que serão compartilhados entre os participantes. E na Agência dos Irreais são emitidas as notas de irreais e compartilhados tempo em serviço.

O lastro do Irreal é o tempo compartilhado, e o tempo de todos têm igual valor. Ou seja, no Mercado VIVO todos têm igual poder aquisitivo, pois todos têm o potencial de compartilhar seu tempo e habilidades produzindo bens materiais e culturais úteis à vida em sociedade.

O Mercado VIVO afirma os valores da solidariedade e da cooperação como forma de organização social, alimentando uma microeconomia colaborativa baseada em trocas, onde os bens e serviços circulam em prol do bem comum e não da acumulação de capital.

 

mercadovivo2) Quem são os responsáveis por esta iniciativa?

A iniciativa do projeto é do Instituto Unitas, ONG que atua no Rio de Janeiro criando espaços populares de discussão, construção de conhecimento e convivência cooperativa.

 

3) Como surgiu este projeto?

Surgiu da crescente necessidade de se criar novos arranjos de convívio, produção e consumo baseados na colaboração e não na competição, como alternativa para a resolução de problemáticas socioambientais.

Se pensarmos no cerne das mazelas sociais que nos atingem (desigualdade, desemprego, educação de má qualidade, desequilíbrio ambiental, insegurança alimentar), vamos encontrar uma causa original: uma sociedade construída em cima de uma economia baseada na acumulação de capital e no consumo. Nesta economia de mercado, a riqueza é produzida por muitos e concentrada nas mãos de muito poucos, e os recursos são colocados como escassos, pois impera a lógica da competição e da acumulação. É considerada riqueza o que gera capital, incluindo as epidemias e as guerras, e o dinheiro e o mercado são os intermediários entre a produção e o consumo, distanciando o produtor do consumidor e determinando o poder aquisitivo das pessoas.

Percebendo a importância e potência de contribuir com a construção de novos arranjos produtivos, o Instituto Unitas cria, em 2014, a Feira de Trocas Solidárias, que foi se expandindo como espaço democrático de trocas até se consolidar como Mercado VIVO.

Nessa empreitada muitos foram os parceiros que compartilharam recursos conosco fortalecendo este microssistema colaborativo, como o Banco dos Irreais, trazendo a plataforma online de troca de tempo; a Universidade das Quebradas, acolhendo as instalações do Mercado e configurando arranjos de trocas de bens culturais; a Agência de Inovação da UFRJ, colaborando com métodos e estimulando o empreendedorismo social; o CIEP João Mangabeira e a E.M. Bahia, onde exercitamos o consumo colaborativo com os alunos; o MUDA, com a expertise na produção de hortas caseiras e o Ecentex da COPPE/UFRJ, com consultoria na área da gestão de redes.

Ao final de 2017, o projeto foi selecionado para a mentoria da Unidade de Suporte à Inovação Social - USIS/ UFRJ.  A USIS é parte do projeto de pesquisa LASIN, cofinanciado pela Comissão Europeia, com o propósito de implementar um modelo de envolvimento Universidade/comunidade. Com metodologia própria, desenvolvida previamente no projeto de pesquisa, a comunidade interna à UFRJ (professores, técnicos administrativos e estudantes) trabalha com a comunidade externa (grupos comunitários, ONGs e/ou OSCIPS, organizações governamentais e empresas), apoiando o desenvolvimento de inovações sociais. Esta mentoria forneceu importantes instrumentos de aprimoramento da gestão e comunicação do Mercado VIVO, bem como estimulou conexões e parcerias dentro da UFRJ.

Outra vitória foi a parceria com o Instituto de Nutrição da UFRJ que contribui na construção de conhecimento científico, formação de alunos e avaliação do projeto. Esta ação conjunta fortalece a proposta de promoção da Segurança Alimentar, que é definida como o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem  a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.

O principal fator de risco da insegurança alimentar é a falta de acesso aos alimentos devido ao baixo poder aquisitivo. Outro fator importante é o modelo agrícola brasileiro, que favorece o agronegócio em detrimento da agroecologia, o que faz com que os brasileiros sejam o povo que mais consome agrotóxicos no mundo.

A contribuição do Mercado VIVO se dá na medida em que disponibiliza democraticamente aos participantes preparações alimentícias e produtos de higiene e limpeza feitos artesanalmente, com matéria prima natural e livre de  toxinas  e agrotóxicos, bem como serviços e oficinas, sem o uso do dinheiro. Este acesso se dá não como uma doação, mas como resultado de um novo arranjo de produção e consumo, onde os participantes passam para o patamar de pequenos produtores, experimentando formas de produção e consumo alternativas ao grande mercado que os excluiu. 

 

4) Por que o Mercado VIVO optou por fazer uso da moeda “irreal”?

Porque a proposta do Banco dos Irreais é fundamentada na economia solidária e busca contribuir com um sistema econômico mais justo e que beneficie a todos. O lastro da moeda é o tempo e, portanto, promove inclusão democrática. A plataforma online dos irreais facilita trocas de tempo sem o uso do dinheiro e promove conexão entre instituições e pessoas que vem exercendo o consumo colaborativo e ajudando a construir uma nova economia.

 

5) O Banco dos Irreais é um banco de tempo em que cada irreal equivale a uma hora de determinada atividade. É fácil entender a troca de serviços mediada por esta moeda. Mas como funciona a troca de produtos por irreais?

Cada recurso que circula no Mercado VIVO é valorado de forma igualitária, um saber, uma experiência, uma intervenção artística, valem um irreal. Da mesma forma, nos espaços produtivos do Mercado VIVO, o tempo de trabalho, somado a recursos materiais doados ou reutilizados, se transformam em um produto (uma peça de arte, um produto natural de higiene, uma roupa customizada etc) que também vale um irreal.  

O Mercado VIVO produz seus produtos a partir do tempo em serviço dos participantes. Sendo assim, o lastro da moeda continua sendo o tempo, que é usado na produção e também na articulação e promoção de campanhas de arrecadação de objetos usados, sólidos reutilizáveis, material orgânico, sobras de alimentos e insumos que serão transformados nos bens e serviços que estarão disponíveis nas instalações do Mercado VIVO, bem como na captação de recursos públicos para o custeio das despesas em dinheiro.

 

6) O Mercado VIVO hoje é um projeto de extensão universitária da UFRJ em parceria com o Instituto de Nutrição e Mutirão de Agroecologia. Existe alguma diferença entre o Mercado VIVO e o “Mercado Vivo na promoção de Segurança Alimentar e Nutricional”? Qual a importância da obtenção deste reconhecimento institucional?

Existe diferença enquanto local e metas de atuação. O Mercado VIVO atua em 3 espaços: Escola Municipal Bahia no complexo da Maré, CMS Madre Tereza de Calcutá, na favela do Bancários e Faculdade de Letras, na Cidade Unversitária. No âmbito do “Mercado Vivo na promoção de Segurança Alimentar e Nutricional”, a atuação se dá no CMS Madre Tereza.

Há que se ressaltar que o objetivo do projeto é o mesmo em todos os locais de atuação: contribuir com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo e com a segurança alimentar dos envolvidos.

 

7) Como têm sido as reações da comunidade acadêmica e externa?

O Mercado VIVO atua em espaços e com públicos dos mais diversificados, como o Museu de Arte do Rio (MAR), a Colônia de Pescadores Z10, escolas e creches públicas e postos de saúde de comunidades em vulnerabilidade e em vários espaços da UFRJ. Estivemos também, na última quinzena de maio, na Universidade de Alicante na Espanha a convite da LASIN e da USIS (Unidade de Suporte em Inovação Social da UFRJ). Em todos os lugares que estivemos a proposta do Mercado VIVO é muito bem acolhida pela imensa maioria dos participantes. As pessoas se mostram muito curiosas e receptivas às atividades propostas.

Nos locais onde o Mercado VIVO fica por um tempo maior, como no CMS Madre Tereza e na Faculdade de Letras da UFRJ, já podem ser percebidos resultados positivos no orçamento familiar dos participantes mais assíduos.

Com o Mercado VIVO cria-se oportunidades de vivências colaborativas de produção e consumo. Ao produzirem o que vão consumir e ao adquirirem produtos e serviços sem usar dinheiro, os participantes criam conexões  entre si e alcançam autonomia de produção e acesso a produtos de primeira necessidade, arte e conhecimento.

Este exercício colaborativo é muito importante para mostrar outras possibilidade de convívio e consumo, ampliando as estratégias de sobrevivência e bem-viver.

 

8) Onde os interessados podem conhecer o Mercado VIVO?

O Mercado VIVO funciona todas as terças, das 8h às 12h, no CMS Madre Tereza de Calcutá, no Bancários (Av. Ilha das Enxadas, 100). As atividades do Mutirão de Produção e Consumo voltadas a alunos, comunidade acadêmica e inovadores sociais acontecem quinzenalmente no bandejão da Faculdade de Letras da UFRJ (datas na fanpage do MercadoVIVO).

 

 

crowdrio

O Parque Tecnológico da UFRJ e o Telefónica Open Future, programa global de inovação aberta e empreendedorismo do Grupo Telefónica (controlador da Vivo), prorrogaram para o dia 17 de junho as inscrições para a seleção de 16 startups com projetos de base tecnológica para participar do programa de aceleração Crowd Rio. O programa tem como objetivo impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas, fornecendo infraestrutura de espaço, suporte técnico e mentoria.

O processo seletivo é aberto a todos que tenham interesse em desenvolver e acelerar projetos inovadores em áreas como IoT (Internet das Coisas), Soluções Digitais em Telecom, Agtech (Agronegócio Inteligente), Big Data, Inteligência Artificial, E2E (End to End), Smart City e Cloud.  As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma Open Future, no link http://bit.ly/crowdcall01.

 

 

galeriacircuito

O Parque Tecnológico da UFRJ inaugura no dia 6 junho a segunda etapa da Galeria Curto Circuito de Arte Pública, uma parceria da instituição com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) que vem transformando os 350 mil metros quadrados do Parque em uma área de experimentação da arte, tecnologia e inovação.

Serão quatro novas obras no espaço, totalizando, neste momento, 10 trabalhos de alunos e professores da Escola de Belas Artes. A maior parte das peças é interativa e pode ser usada como mobiliário urbano pelos visitantes e funcionários do Parque e de suas empresas. Nesta nova fase, os artistas Bruno Life, Cristiano Nogueira, Jandir Leite Moreira e Thales Valoura apresentam seus projetos com inspirações que vão desde memórias da infância a escolhas e dualidades da vida.

Além disso, o ambiente conta com 24 esculturas da exposição “Memórias do Boto” e um pavilhão com intervenções desenvolvidas pelo Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO) e pelo Laboratório de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/UFRJ).

Na primeira etapa do projeto, patrocinada pela empresa Vallourec, o Parque abrigou 16 obras de alunos e professores da EBA e de artistas reconhecidos nacional e internacionalmente.

Evento de inauguração

Dia 6 de junho, às 10h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Na data, haverá uma mesa redonda sobre arte, tecnologia e inovação com especialistas e artistas participantes da nota etapa da Galeria. Entre eles, a diretora da Escola de Belas Artes, Madalena Grimaldi, e o professor Jorge Soledar, que falará sobre arte pública e contemporânea.  

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. O Parque abriga, atualmente, 66 instituições. Hoje estão instalados centros de pesquisa de 16 empresas de grande porte nacionais e multinacionais, 9 pequenas e médias, 6 startups do programa CrowdRio, além de 9 laboratórios da própria UFRJ. No Parque, está instalada também a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, que, atualmente, abriga 27 start ups. Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 110 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1380 postos de trabalho altamente qualificados.

 

 

aviso

 

Temos todos acompanhado com atenção e preocupação o movimento de paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil e suas consequências mais imediatas tanto em relação aos transportes quanto ao abastecimento. Nesta quinta-feira (24/05), vários funcionários da UFRJ já tiveram dificuldades em chegar ao Fundão. Assim, seguindo instrução da Reitoria, e, ainda mais, diante da informação de que a rede de internet será suspensa à tarde para manutenção, a coordenação da Agência UFRJ de Inovação optou por suspender o expediente desta sexta-feira (25/05).

Contamos com a compreensão de todos.

 

 

esua2018

A UFRJ realizou, nos dias 16/5 e 17/5, a segunda edição do Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade (II Esua). O evento reuniu alunos, servidores e terceirizados para sensibilizar e discutir a importância da inclusão e da acessibilidade na vida universitária no auditório Quinhentão, no Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A mesa de abertura contou com o pró-reitor de Pessoal, Agnaldo Fernandes; o pró-reitor de Políticas Estudantis, Luiz Felipe Cavalcanti; a vice-diretora da Diretoria de Acessibilidade (Dirac), Cláudia Martins; a coordenadora da Agência de Inovação, Iris Mara Guardatti; e a decana do CCS, Maria Fernanda Quintella.

Cavalcanti celebrou a importância de se construírem espaços formais e informais para discutir áreas sensíveis como a acessibilidade. “Precisamos de espaços democráticos como esse, plurais e com participação efetiva de todos, como com a criação da PR-7, do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva e da Dirac. Garantir a acessibilidade é garantir a permanência dos alunos.”

Já Agnaldo Fernandes destacou que a Universidade é uma voz que não pode se calar e precisa resistir diante das dificuldades enfrentadas. “Realizar um evento como este é, também, ser um polo de resistência e de afirmação da UFRJ como um polo de conhecimento”, afirmou lembrando que ainda existe um caminho longo para sensibilizar a comunidade para a inclusão.

Após a mesa de abertura, o evento contou com a apresentação de servidores da UFRJ com deficiência que explicaram as particularidades de cada caso, como dos surdos, cegos, disléxicos e pessoas com deficiência física. Como o professor da Microbiologia, Leonardo Rochetto, que ressaltou suas dificuldades enquanto aluno, pesquisador e, posteriormente, docente da Universidade. Para ele, mais do que as dificuldades de acessibilidade física, uma das maiores mudanças precisa ser atitudinal. “Muitas vezes não encontrei vaga na iniciação científica, enquanto outros colegas que buscavam depois de mim conseguiam”, contou ressaltando a importância de sensibilizar a comunidade.

Em seguida, foram apresentados programas realizados atualmente pela Universidade que visam a uma maior inclusão e à produção de conhecimento por meio de ferramentas de acessibilidade, como o Dosvox, produzido pelo Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, que produz programas de computadores para cegos, e o Projeto Surdos, desenvolvido pelo Instituto de Bioquímica Médica, que desenvolve um glossário científico em libras.

Para encerrar o evento, aconteceu mais uma edição da Plenária do Fórum.

 

FONTE: CoordCOM

 

 

embalagemmorangos

 

Otimizar a logística de transporte, manuseio e distribuição de frutas e hortaliças, diminuindo custos e evitando o desperdício. São estes os objetivos de um bem-sucedido projeto desenvolvido a partir de uma parceria envolvendo a UFRJ que acaba de resultar na concessão de uma patente de modelo de utilidade pelo INPI.

Os esforços conjuntos entre o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA - UFRJ), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. O projeto resultou em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Destas patentes, a mais recente a ser concedida é a de uma embalagem para morangos e similares.

A embalagem mais utilizada hoje em dia para o transporte e comercialização de morangos consiste em uma barca funda sem tampa, que é complementada por uma cobertura de filme plástico. Este formato induz ao empilhamento de frutos uns sobre os outros. Já a utilização de filme plástico para lacrá-la causa-lhes injúrias mecânicas, além de impedir seu perfeito processo de respiração.

Outro modelo muito utilizado são as embalagens do tipo barca com tampa acoplada, contendo furos para melhor arejamento das frutas. Todavia, esses furos muitas vezes são superdimensionados e distribuídos de forma inadequada, permitindo que insetos e sujeira entrem em contato com os frutos. Além disso, a embalagem também permite formar uma dupla camada de frutos, o que aumenta a possibilidade de injúrias mecânicas e redução de vida útil.

Em suma, as atuais embalagens não satisfazem todos os requisitos necessários ao perfeito acondicionamento, armazenamento, transporte, comercialização e exposição de morangos e similares. Os espaços que sobram ainda permitem o deslocamento dos frutos dentro dos nichos, promovendo seu choque e provocando danos e nódoas nos mesmos, o que reduz seu valor de mercado.

Já as novas embalagens, por conta de uma geometria otimizada, evitam a compressão e injúrias mecânicas dos frutos e, por consequência, aumentam sua vida útil ao manter suas propriedades. Finalmente, o perfeito acondicionamento também valoriza sua exposição para venda.

A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

 “Num país como o Brasil, em que muitas pessoas ainda não têm acesso à alimentação, jogar de 30% a 35% do que produzimos fora é um desperdício muito grande. Fala-se muito em aumento de produtividade, mas ao diminuir o desperdício, é possível aumentar a oferta, sem necessidade de aumentar a área plantada”, explica Antonio Soares Gomes, pesquisador da Embrapa que é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto.

Este vídeo produzido pela Embrapa ilustra bem todo o potencial das novas embalagens.

 

 

tedufrj2018

No próximo dia 04 de junho, o auditório do Centro de Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai sediar a terceira edição do TEDxUFRJ. O encontro, cujo tema central é “como (re)construir a universidade?", acontecerá em um hall de convivência de 600 m² e se dará em quatro vias: entre pessoas, ou seja, estudantes, professores, comunidade local e apaixonados por mudanças; entre disciplinas, design, saúde, tecnologia e comportamento; entre lugares, portanto, unidades acadêmicas, outras universidades, empresas e poder público; e entre tempos, isto é, entre o passado, presente e futuro.

O TED é uma organização, sem fins lucrativos, dedicada à difusão de ideias sob a forma de palestras, curtas e impactantes, com cerca de 18 minutos. Não por acaso, o slogan do evento é “ideias que merecem ser compartilhadas”.

A conferência, com entrada gratuita, já tem mais de 500 inscritos e contará com 11 palestrantes (egressos ou não da UFRJ). As palestras são pano de fundo para um ambiente intimista cheio de conexões que ajudarão a construir o clima de cooperação e criação colaborativa que deixem um legado não só para a universidade, mas também para a sociedade. Crise de financiamento, metodologia de ensino defasada, pouco diálogo com a sociedade, gestão precária, falta de acesso. Os problemas enfrentados pelas universidades brasileiras, sobretudo as públicas, são alardeados a todo momento pela imprensa, pela classe científica e pelos estudantes.

Esses são alguns dos temas que serão abordados nos quatros blocos do TEDxUFRJ 2018:

1. Apresentação do contexto universitário brasileiro atual

2. A saúde da universidade: aspectos que merecem atenção para a manutenção de uma universidade saudável

3. A cultura dos construtores: todos são responsáveis pela construção da universidade

4. O futuro: projeções para a universidade no Brasil do TEDxUFRJ 2018

Diferente da maioria dos eventos TEDx, o da UFRJ é organizado exclusivamente por alunos que se dividem em uma jornada no mínimo tripla, conciliando faculdade, estágio e evento. Há estudantes dos mais diversos cursos, como Engenharia, Artes Visuais, Arquitetura, Biblioteconomia, Letras, Biomedicina, entre outros.

O TEDXUFRJ é realizado com o apoio institucional do Parque Tecnológico e da Agência UFRJ de Inovação, além de contar com um time que reúne iniciativas de dentro e fora da universidade, como Centros Acadêmicos, o Diretório Central dos Estudantes, o Núcleo de Empresas Juniores da UFRJ (UFRJr), além de organizadores de outros eventos TEDx no Brasil e no mundo.

Sobre o evento

A iniciativa surgiu há mais de 30 anos, na Califórnia, e a ideia deu tão certo que, em 2009, criou-se o TEDx: uma espécie de TED que pode acontecer em qualquer lugar do mundo, organizado por qualquer pessoa, com entrada gratuita. De lá para cá, mais de 5 mil TEDx aconteceram pelo mundo, incluindo o Iraque, o Irã, o Iêmen, a Antártida, o Afeganistão, favelas, presídios, a muralha da China e num palco flutuante no Rio Negro, no Amazonas.

Serviço

TEDxUFRJ 2018 “Como (re)construir a universidade?”

14 de junho, das 10h às 18h

Auditório do Centro de Tecnologia da UFRJ - Bloco A - Cidade Universitária (Ilha do Fundão)

Mais informações

Matheus Leite
Telefone móvel: 21 98737-5173
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
FB: https://www.facebook.com/TEDxUFRJ/

 

 

parquetecnológico

O Parque Tecnológico da UFRJ irá realizar o evento de lançamento do Programa Crowd Rio no dia 15 de maio, de 14h às 16h. O Crowd Rio é uma parceria entre o Parque e o Telefónica Open Future, programa global de inovação aberta e empreendedorismo do Grupo Telefônica, que tem como objetivo estimular o empreendedorismo local, aplicando a metodologia de pré-aceleração para desenvolver negócios inovadores. Serão selecionadas até 16 startups baseadas em IoT (Internet das Coisas) e tecnologias digitais. 

O evento de lançamento é aberto ao público e acontecerá no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Durante o encontro, serão apresentados os requisitos de seleção para o CrowdRio, os benefícios de fazer parte de um programa global de inovação e de uma rede de startups presentes em 17 países onde o Telefónica Open Future opera. 

As inscrições para participar do programa de aceleração devem ser feitas por meio da plataforma Open Future, no http://bit.ly/crowdcall01 até o dia 05 de junho. Esta é a 2ª edição do programa em parceria com o Parque.

 

 

doencasnegligenciadas

Desde o dia 8 de maio, pedidos de patentes de produtos e processos farmacêuticos, além de equipamentos e materiais de uso na área da saúde, relacionados à Zika e Chikungunya, passaram a fazer parte da lista de doenças negligenciadas que se beneficiam do exame prioritário do INPI, conforme Resolução nº 217/2018, publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2470.

De acordo com o novo normativo, também passam a ter o exame acelerado no Instituto os pedidos de patentes relacionadas às doenças raras, classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como aquelas que atingem 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos.

Outra mudança é que também as patentes já concedidas poderão se beneficiar do exame prioritário na segunda instância administrativa.

É importante destacar que essa medida considera o alinhamento do INPI às políticas públicas de assistência à saúde, do Ministério da Saúde, e ao desenvolvimento do complexo industrial da área da Saúde.

Acesse aqui a página de exames prioritários do INPI.

 

FONTE: INPI

 

 

acessibilidade2018

A UFRJ realizará, nos dias 16 e 17/5, o II Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade. Organizado pela Reitoria por meio do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva (II UFRJ Esua), o evento acontecerá no auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no CSS, com o objetivo de dialogar com alunos, professores, técnicos-administrativos e funcionários terceirizados.

O encontro quer mostrar à comunidade acadêmica a importância do tema da acessibilidade, promovendo a inclusão por meio da informação e do conhecimento. Serão quatro turnos distintos: na manhã, tarde e noite do dia 16/5 e na manhã do dia 17/5, com as mesmas atividades. No encerramento haverá a plenária mensal do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva, durante a tarde de quinta-feira.

Entre as atividades planejadas, está o Módulo de Sensibilização, no qual pessoas com deficiência e que fazem parte do corpo social da Universidade possam compartilhar suas experiências e esclarecer toda a comunidade universitária sobre a relevância da acessibilidade e da quebra de barreiras comunicacionais e atitudinais.

As inscrições para podem ser feitas neste link.

 

 

incubadoraselecao2018A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu edital para seleção de startups e projetos inovadores de base tecnológica.  As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de junho de 2018 e as informações completas estão no site http://www.incubadora.coppe.ufrj.br.

As propostas apresentadas deverão atender os critérios: o produto ou serviço deve ser inovador; potencial de interação com as atividades de pesquisas desenvolvidas pela UFRJ, pelos institutos de pesquisas localizados na Cidade Universitária e com outras empresas residentes na Incubadora e no Parque Tecnológico da UFRJ; viabilidade técnica, econômica e capacidade gerencial. Os candidatos devem agendar uma entrevista, através do telefone fornecido no edital, para retirada do roteiro da proposta a ser apresentada.

De acordo com Lucimar Dantas, gerente da Incubadora, “as empresas selecionadas poderão ficar incubadas por um prazo máximo de três anos, durante os quais terão à disposição infraestrutura física e tecnológica (sala de uso privativo, auditório, salas de reunião, internet e telefonia), além de um pacote de serviços para o desenvolvimento da empresa na área de negócios (assessorias, treinamentos e acompanhamento) ”.

As propostas poderão ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas, individualmente ou em sociedade, e poderão ter como objetivo o desenvolvimento de uma nova linha de produtos ou serviços, seja por uma empresa já existente ou a ser constituída.

 

Três novas empresas chegaram em abril à Incubadora

Com a chegada das empresas Kognitus, Aquateck e Anlix em abril desse ano, a Incubadora passa a contar com a 27 residentes. Em mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de mais de 92 empresas, responsáveis pela criação de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2016, as empresas da Incubadora alcançaram um faturamento de R$ 343 milhões.

 

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisas localizados no ambiente acadêmico. A Incubadora possui, atualmente, 27 empresas residentes e 66 graduadas.

Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 92 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados.  A Incubadora lançou no mercado de trabalho, além de companhias bem-sucedidas, uma mão de obra altamente qualificada, com cerca de 25% de mestres e doutores a frente destes empreendimentos.

 

 

aualcpiEntre os dias 8 e 10 de maio, ocorrerá, em São Caetano do Sul, a 10ª Cátedra de Integração Latino-Americana e Caribenha, uma iniciativa realizada desde 1999 pela Associação de Universidades da América Latina e o Caribe para a Integração AUALCPI. O tema desta edição será “A Educação Superior e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, abordado a partir da relação da Universidade e a agenda estratégica das 17 metas estabelecidas pelo pacto liderado Organização das Nações pela Unidas, componentes do debate definido pela III CRES – Conferência Regional de Ensino Superior da IESALC/UNESCO.

O evento reunirá instituições universitárias, professores, pesquisadores e estudantes a fim de gerar um debate sobre integração regional e promover a apresentação de trabalhos acadêmicos. A Agência UFRJ de Inovação estará presente representada por Sandra Korman, que participará do no painel de apresentação de experiências de educação vinculadas a temas de empreendedorismo e inovação.

Durante o primeiro dia, entre 10h e 16h, será realizado o 1o Encontro de Educação Empreendedora na América Latina, iniciativa da AUALCPI em aliança com o Grupo de Educação Empreendedora em Engenharia da Associação Brasileira de Educação em Engenharia, o Núcleo de Pesquisa de Dinâmicas Empreendedoras da Universidade Federal de Itajubá, o Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS, a Agência Inova UFABC, o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Delegacia Regional ABC) e o Comitê dos Jovens Administradores do Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo.

Esta iniciativa tem como objetivo iniciar uma articulação ao redor da educação empreendedora regional, tanto no tocante a práticas exitosas quanto a visões e linhas de atuação. A ideia é aproximar quem desenvolve ações neste campo, criando um espaço de diálogo permanente que possa colaborar com a consolidação desse tema na agenda prioritária das instituições de educação superior e instituições que trabalham com essa pauta em níveis nacional e internacional.

Informações através do link: http://www.aualcpi.net.

Inscrições através do link: http://www.goo.gl/k5AP47.

 

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No dia 26 de abril é celebrado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. A data comemorativa visa a promover a discussão sobre o papel da PI no encorajamento à inovação e criatividade. Em 2018, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) escolheu como tema “Alimentando a Mudança: Mulheres na Inovação e Criatividade”.

Nada mais pertinente então do que dar voz a uma mulher que tece uma reflexão altamente crítica sobre algumas peculiaridades que atualmente envolvem a seara da Propriedade Intelectual. O texto a seguir é de autoria de Sibelle de Andrade Silva, assessora da Diretoria de Inovação e Tecnologia da Embrapa. Ao tocar em pontos nevrálgicos do setor patentário, a provocação feita por Sibelle também é bastante útil para pensar, por analogia, a lógica de produção industrial compulsiva - e muitas vezes narcisista - que ronda hoje o meio acadêmico.

 

Patentes: Quantidade, Qualidade e Oportunismo

“Números de pedidos de patente vem sendo notadamente perseguidos por várias instituições. Por outro lado, o grande número de pedidos de patente abandonados ou indeferidos de instituições nacionais e pessoas físicas demonstra que pode haver uma falha no sistema: os usuários podem estar utilizando-o para obter vantagem aparente numa negociação, numa parceria, numa relação de trabalho, que, na prática, termina por não se concretizar. Outra possibilidade é a existência de um desconhecimento bastante sério sobre as reais finalidades e fragilidades do sistema de patentes.

Números crescentes sobre novos pedidos de patentes são propagados, por exemplo, por universidades. Um exercício de busca simples traz algumas indagações relevantes. Considerando pedidos de patente depositados no Brasil entre 01 de janeiro de 1996 e 31 de dezembro de 2004 (considerando que tais pedidos de patente depositados até 2004 já tiveram seu exame concluído, o que é uma consideração razoável) e uma busca pelo nome do depositante contendo a palavra “universidade”, encontram-se 249 patentes concedidas em meio a 1077 pedidos de patente depositados. Isso indica um aproveitamento, em termos de qualidade de um pedido de patente de cerca de apenas 23%. Os 77% restantes, independentemente de não terem sido deferidos, estão nas bases de dados de patentes e frequentemente aparecem como indicadores em estudos de prospecção tecnológica que não atentam para o status efetivo dos pedidos de patente.

Especialistas em propriedade industrial, ao avaliarem a qualidade da redação de um pedido de patente, bem como a análise quanto ao potencial de deferimento de uma proposta de pedido de patente frequentemente enfrentam um grave problema: eles só podem comprovar sua tese, sua razão, sobre a fragilidade ou eficácia da proteção de um pedido após os muitos anos que leva o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI para efetivar o exame substantivo. Mas isso não devia ser um entrave e essa está longe de ser uma crítica ao INPI. A disseminação de conhecimentos sobre o mundo da propriedade industrial poderia, inclusive, jogar a favor do próprio INPI. O tempo vem mostrando que é possível haver um uso oportunista do desconhecimento do sistema de patentes e das diferenças entre se ter um pedido de patente e uma patente concedida.

Contudo, existe ainda outro gargalo, mais apertado. Entre os 23% que são as patentes de fato, será que houve licenciamento ou uso efetivo? Será que foram inovações?

Depositar um pedido de patente é fácil. Obter o simples número de protocolo de um pedido de patente é tarefa irrisória. Difícil é esse mesmo pedido traduzir uma redação adequada à práxis da propriedade industrial, que configure segurança jurídica a um licenciamento e/ou transferência de tecnologia e que termine por ser deferido pelo órgão responsável e por fim utilizado no mercado. Aí reside o desafio.

Essas são apenas algumas indagações para refletir sobre o sistema de patentes e sobre os usuais rankings que são divulgados, seja no Brasil, seja no exterior. É fato que o exercício de busca aqui realizado é superficial e limitado, mas é um indício preocupante.

Patentes podem ser catalisadores, jamais reagentes e muito menos produtos do processo de inovação. As informações sobre números de patentes não devem ser as únicas consideradas nessa equação. São necessárias reflexão e crítica, além de foco na inovação per se e não em sua moldura.

Sibelle de Andrade Silva, Eng. Química, MSc em Propriedade Intelectual e Inovação

 

 

biomakerbattle

 

O HUB de Inovação na UFRJ, a Biominas Brasil e o Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) firmaram uma parceria para implementar, no Rio de Janeiro, uma edição do Biomaker Battle, competição científica em Ciências da Vida que tem o propósito de gerar visibilidade para a qualidade do trabalho científico desenvolvido nas universidades e centros de pesquisa brasileiros. O objetivo é criar oportunidade para a aplicação prática de ideias de negócio, projetos e pesquisas no desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de Saúde Humana, Digital Health, Saúde Animal, Meio Ambiente e Agronegócio.

O Biomaker Battle - Edição Rio de Janeiro acontecerá no dia 18 de maio no Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, na Rua Diniz Cordeiro, 30, Botafogo, Rio de Janeiro. Neste dia, os estudantes, professores, pesquisadores e profissionais selecionados participarão de palestras, workshops e mentorias de curta duração. Em paralelo, eles serão desafiados a utilizar o conteúdo e ferramentas aprendidas para construir um modelo de aplicação de suas ideias de negócio, projetos ou pesquisas que demonstrem potencial na resolução de problemas reais da sociedade. No final do dia, todos os estudantes e pesquisadores farão a apresentação dos resultados de seus trabalhos para uma banca de avaliadores que escolherá a equipe vencedora.

São consideradas elegíveis inscrições individuais ou de equipes de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais vinculados aos cursos de Graduação e Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior brasileiras (por exemplo, Universidade, Faculdades, Centros Universitários) e demais pesquisadores que comprovem experiência em Saúde Humana, Digital Health, Saúde Animal, Meio Ambiente, Agronegócio ou outras áreas de conhecimento.

Maiores detalhes sobre a competição constam neste endereço.

As inscrições devem ser realizadas até 10 de maio através deste link.

O que significa Biomaker?

O termo foi criado numa clara referência ao Movimento Maker, a versão tecnológica da cultura Faça-Você-Mesmo (Do It Yourself). Esta cultura tem em sua base a convicção de que qualquer pessoa pode criar, construir, fabricar e encontrar soluções para consertar coisas simples do dia-a-dia ou até mesmo resolver grandes problemas do mundo atual. O prefixo “bio” faz alusão à área de Ciências da Vida.

 

 

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A Ilha do Fundão como hoje a conhecemos foi criada a partir de uma grande obra de aterro em um arquipélago de oito ilhas no início da década de 1950. Até então, as três ilhas maiores da região eram: a Ilha da Sapucaia, que corresponde agora à área da Reitoria, Parque Tecnológico e Vila Residencial; a Ilha do Fundão original, que abriga o Hospital Universitário; e a menos conhecida Ilha do Bom Jesus da Coluna, local onde, em 1705, foi erguida uma igreja homônima no estilo pós-barroco, atualmente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por conta de sua importância cultural.

Mas o destino reservava ainda outro marco digno de prestígio à Ilha de Bom Jesus. Em outubro de 2017, o bucólico local acabaria por se tornar a sede do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, um dos sete hubs regionais que a empresa possui espalhados pelo mundo – os demais ficam no Japão, China, Índia e África do Sul e EUA, além da sede, na França.

A localização de um centro de pesquisa deste porte no Brasil é algo estratégico para a empresa. Além de ser o quarto maior mercado consumidor de cosméticos do mundo (atrás apenas de EUA, China e Japão), o Brasil também conta com um diferencial que é a riqueza da miscigenação de sua população. Diferentes tons de pele e diversos tipos de cabelos reunidos em um só local, por motivos óbvios, representam um valioso ativo para um centro de pesquisa do ramo de beleza. A proximidade geográfica com os principais institutos e laboratórios da maior universidade do Brasil completa o rol de vantagens do ambiente que abriga o imponente centro de pesquisa da L’Oréal.

A arquitetura do local, que ocupa 15 mil metros quadrados, por si só, já impressiona. Fruto de um projeto altamente compromissado com a sustentabilidade, a instalação faz reuso de água e em breve contará com geração própria de energia advinda de painéis solares. O centro também valoriza ao máximo a iluminação natural, o que acaba rendendo aos funcionários que ali trabalham uma vista privilegiada da Baía de Guanabara.

Conforme frisou Cristina Garcia, diretora científica da L’Oréal Brasil, que guiou recentemente uma visita da equipe da Agência UFRJ de Inovação à empresa, toda a estrutura foi meticulosamente pensada para criar o ambiente mais propício possível para a inovação. "O modelo flexível de trabalho e a estrutura com poucas paredes também favorecem a interação entre os diversos setores da equipe formada por cerca de cem pesquisadores. Até as bancadas dos laboratórios são móveis e com rodízios, o que permite o seu rápido deslocamento e rearrumação conforme a necessidade das pesquisas que estejam sendo desenvolvidas no momento”, explicou.

O esforço para promover a interação entre a equipe, aliás, parece ser um esforço constante por parte da empresa. Segundo a diretora de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil, Fabiana Munhoz, apesar do grupo que atua especificamente na área de pesquisa avançada ainda ser relativamente pequeno, estes funcionários trabalham de maneira colaborativa e aberta, integrando-se a uma rede global composta por 23 centros de pesquisa ao redor do mundo. “Na verdade, este é um centro muito inovador até para os padrões internacionais da L’Oréal, porque nós nos preocupamos em trazer para cá esta questão da colaboração, da transversalidade, das diversas áreas trabalhando em conjunto. O objetivo final é desenvolver produtos e inovações disruptivas cada vez mais pensando naquilo que pode realmente mudar a vida do consumidor brasileiro, mas que tenham também um potencial global”, comentou.

 

DNA inovador

A inovação, por sinal, é algo que está profundamente arraigado na história da L’Oréal. “A empresa já conta com mais de cem anos de existência e desde o seu início tem a inovação em seu DNA”, ressaltou Fabiana remontando às origens da gigante dos cosméticos francesa. Em 1909, Eugène Schueller, um jovem químico com espírito empreendedor, fundou a empresa que se tornaria o Grupo L’Oréal. Tudo começou com as primeiras colorações capilares que ele formulou em sua garagem e vendeu para cabeleireiros parisienses.

Pouco mais de um século depois, a companhia conta com cerca de 4000 pesquisadores espalhados por todo o mundo. São eles os principais responsáveis por números como os do ano retrasado, quando a L’Oréal registrou impressionantes 472 pedidos de patentes. Ainda de acordo com Fabiana, os bons resultados têm uma razão de ser: “Nós temos o maior investimento da indústria cosmética em pesquisa e desenvolvimento. Aproximadamente 3,5% do faturamento do grupo são reinvestidos em P&D”.

Dentre os resultados práticos desta preocupação contínua com a pesquisa científica destaca-se, por exemplo, o surgimento da spin-off Episkin, que também dá nome ao modelo de pele humana reconstruída desenvolvido pelo grupo de cosméticos. “A Engenharia de Tecidos figura como um novo ramo do conhecimento que já se tornou praticamente uma ciência em si. Este é um dos principais eixos de pesquisa em que a L’Oréal tem investido nos últimos 30 anos, buscando substituir a experimentação animal e reforçar o compromisso da empresa com a segurança de seus produtos e seus consumidores”, explicou Rodrigo de Vecchi, gerente de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil.

 

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Aproximação com a UFRJ

Sobre a interação com instituições científicas e tecnológicas e, mais especificamente, a prospecção de novas tecnologias em universidades, a equipe da L’Oréal explicou que não existe um modelo rígido de mapeamento. Segundo Fabiana Munhoz: “A nossa forma de prospecção não é processual. Atualmente, conforme as necessidades da empresa vão despertando interesse em determinados eixos de pesquisa, são realizadas buscas bibliográficas para encontrar as respectivas soluções. Mas muitas vezes a própria proximidade com os pesquisadores acaba sendo um importante atalho”.

Justamente por conta disso, a aproximação com a UFRJ é vista como algo importante para a empresa. “Nós já tivemos algumas interações mais pontuais com a UFRJ. E neste momento em que estamos de mudança para cá, gostaríamos de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica. Estar aqui conversando com o núcleo de inovação tecnológica da Universidade é um passo muito grande para reforçarmos esta interação”, comentou Fabiana.

“É uma via de mão dupla. Tanto para que nós possamos conhecer melhor as potenciais pesquisas desenvolvidas nos laboratórios da UFRJ quanto para que os laboratórios da Universidade tomem conhecimento das nossas linhas de pesquisa e das nossas necessidades. Tenho certeza de que este encontro será um importante pontapé inicial neste sentido”, reforçou Cristina Garcia.

 

13ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO- ABC Para Mulheres na Ciência oferece bolsa de R$ 50.000 reais a sete jovens cientistas brasileiras

Buscando reconhecer a participação das mulheres na ciência e favorecer o equilíbrio de gênero na pesquisa brasileira, a L’Oréal organiza anualmente, desde 2006, o “Pra Mulheres na Ciência”. Neste ano, sete jovens cientistas brasileiras das áreas de Física, Química, Ciências da Vida ou Matemática serão premiadas com bolsas no valor de R$ 50 mil cada. De acordo com relatório da UNESCO, atualmente as mulheres correspondem a somente 30% dos pesquisadores do mundo.

As candidatas interessadas em participar da 13ª edição do prêmio devem se inscrever até 4 de maio através do site https://goo.gl/srU3vj . Para participar, é necessário ter concluído o doutorado a partir de 2011, ter residência estável no Brasil e desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais. A cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro. O regulamento completo consta em https://goo.gl/smQaLF.

Mais detalhes sobre o programa em:

www.facebook/paramulheresnaciencia

www.paramulheresnaciencia.com.br

 

 

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Foram prorrogadas até o dia 04 de maio as inscrições para a 13ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO- ABC Para Mulheres na Ciência. As candidatas podem se inscrever através do site https://goo.gl/srU3vj . Sete jovens cientistas brasileiras das áreas de Física, Química, Ciências da Vida ou Matemática serão premiadas com bolsas no valor de R$ 50 mil cada. Para participar, é necessário ter concluído o doutorado a partir de 2011, ter residência estável no Brasil e desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais (confira o regulamento completo: https://goo.gl/smQaLF). A cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro.


Realizado desde 2006, o programa tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro.


Saiba mais sobre o programa:
www.facebook/paramulheresnaciencia
www.paramulheresnaciencia.com.br

 

 

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Nos dias 8, 9 e 10 de maio, de 11h às 20h, o Parque Tecnológico da UFRJ promove a 5ª edição de sua Feira Gastronômica e Cultural. Vinte empreendedores do curso Gastronomia da UFRJ farão parte do evento, que contará com lanches, doces, refeições salgadas, culinária vegetariana e bebidas artesanais. A feira terá um happy hour, a partir das 16h, com bandas independentes da UFRJ.

 

 

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Estudantes da UFRJ criaram um aplicativo de celular que auxiliará profissionais a melhorarem a qualidade das anestesias nos consultórios odontológicos. Com interface e recursos simples, o Anestesia do Bem indica, em poucos segundos, a dosagem exata que deve ser aplicada a cada paciente. No dia a dia, o cálculo é feito à mão ou por meio de uma dosagem padrão. 

Edgar Souza, Kaíque Guerra e Eduardo Fernandes, estudantes da Faculdade de Odontologia, desenvolveram o aplicativo em parceria com a Empresa Júnior de Consultoria e Desenvolvimento Web da UFRJ (EJCM). Segundo eles, o projeto inovador ajudará a garantir mais segurança e rapidez nos procedimentos. 

“No caso de mepivacaína 3%, por exemplo, segundo a dosagem máxima permitida pelo fabricante, podem-se usar sete tubetes. Porém, em um paciente de 40kg, segundo o cálculo correto, utilizaríamos quatro tubetes. Levando em consideração um paciente com algum comprometimento sistêmico, este tipo de erro pode ser perigoso”, explicam.

“A anestesiologia é uma área que gera muitas dúvidas e estou certo de que este aplicativo vai se tornar uma ferramenta importante na prática clínica dos profissionais e no ensino de Odontologia”, afirma Jônatas Caldeira Esteves, professor adjunto do departamento de Cirurgia Oral da UFRJ. Segundo ele, o aplicativo “é uma ideia inovadora dentro da Odontologia” e beneficiará os profissionais no dia a dia, nas situações clínicas que precisam ser resolvidas imediatamente”. 

Fatores considerados

“Os tipos de anestésicos estão diretamente ligados à condição sistêmica que o paciente possui. O Anestesia do Bem cruza as informações das condições físicas, encontrando a melhor solução anestésica para cada caso”, destaca Eduardo.

Idade, peso e ASA (escala da Sociedade Americana de Anestesiologistas) são algumas das informações preenchidas pelo usuário do aplicativo. A escala leva em conta fatores como gravidez, hipertensão e diabetes, entre outros, para determinar a dosagem a ser utilizada. 

Os estudantes afirmam que, em geral, o profissional que precisa escolher um anestésico pouco comum acaba encaminhando o paciente para outro consultório ou recorrendo à bibliografia de anestesiologia para descobrir qual substância usar. 

“Já aquele que busca realizar o cálculo corretamente, deveria lançar mão de papel e caneta, além de informações do fabricante do anestésico e fazer a conta manualmente, o que levaria alguns minutos, além de não ser agradável ao paciente que presencia essa situação”, diz Kaíque.

Recomendações a quem vai ao consultório

“Profissionais que testaram o novo recurso se mostraram extremamente receptivos e reconhecem o valor do uso, tanto no consultório, quanto no meio acadêmico”, afirmam. Os estudantes da UFRJ alertam, entretanto, que cada paciente deve se lembrar de contar ao dentista sobre seu histórico médico. 

“O principal alerta seria contar ao dentista se possui algum comprometimento sistêmico, como hipertensão arterial, quadro de imunossupressão, ou se está grávida”, diz Edgar. “Muitas vezes, a anamnese é subjugada no atendimento odontológico, então o paciente pode atentar-se a este fato a fim de se prevenir contra possíveis complicações em anestesia local, ou até mesmo em outros procedimentos”, completa Kaíque. 

Lançamento

Anestesia do Bem fica disponível para download a partir da segunda-feira (9/4), com lançamento durante a 27ª Jornada Acadêmica da Faculdade de Odontologia (Jafo) da UFRJ. Começa operando em Android e no dia 16/4 poderá ser usado no sistema iOS.

“Anestesia local pode ser feita de forma rápida e segura, quando existe inovação e muito amor pelo que se faz”, afirmam os criadores.

 

 

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No dia 25 de abril, a cientista social Rosana Pinheiro Machado apresentará a palestra "Vaidade e adoecimento na vida acadêmica", às 11h30min, no hall da biblioteca da Faculdade de Letras da UFRJ. O evento marca o lançamento do Fórum de Mulheres na UFRJ. Trata-se de uma iniciativa do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Faculdade de Letras em articulação com várias acadêmicas da instituição e com o apoio da Agência UFRJ de Inovação.

Rosana Pinheiro Machado é cientista social, professora da Universidade Federal de Santa Maria, no programa de pós-graduação de Ciências Sociais, foi professora de Desenvolvimento Internacional na Universidade de Oxford de 2013 a 2016, e recentemente escreveu o artigo "Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica", na revista Carta Capital.

 

 

IP DayNo dia 24 de abril, o Parque Tecnológico da UFRJ vai promover o evento “Agentes da Mudança: as Mulheres na Inovação e na Criatividade” em comemoração ao Dia Mundial de Propriedade Intelectual.  O encontro será realizado no auditório do Parque, às 8h, e também irá abordar a importância da propriedade intelectual e de um ambiente regulatório adequado no fomento às parcerias público-privadas.

O evento contará, entre outros, com a presença do presidente da ABAPI (Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial), Ricardo Pinho; do executivo da Halliburton e representante das empresas do Parque, Márcio Spínola; do diretor regional da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) no Brasil, José Graça Aranha; do sócio do escritório Di Blasi, Parente e Associados, Paulo Parente Marques Mendes; da presidente da Licensing Executives Society (LES) Brasil, Marcela Trigo; do diretor da ABESpetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), Telmo Ghiorzi; da vice-presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), Shirley V. Coutinho; e do consultor em Petróleo e Gás da ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), Alfredo Renault. Também estarão presentes representantes de outras organizações e entidades relacionadas ao tema como ABPI (Associação Brasileira da Propriedade Intelectual), INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e o consulado dos Estados Unidos.

O evento é gratuito e aberto ao público. Clique aqui para fazer sua inscrição. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe do Parque Tecnológico da UFRJ através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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Ficam abertas até 22 de maio, as incrições para o III Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, fruto de uma parceria entre a UFRJ, através do Laboratório de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde, do Curso de Terapia Ocupacional, e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

A proposta é implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos inclusivos de fruições estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais para o público de pessoas com deficiência como produtores ou plateia.

O curso abordará temas como a gestão de políticas culturais, passando pelo campo das deficiências e suas especificidades no contexto da legislação, a formação nas diferentes linguagens e nas tecnologias de acessibilidade cultural, bem como a experiência e aplicabilidade dos conteúdos apreendidos. A ideia é desenvolver parcerias com espaços culturais para proporcionar aos alunos o desenvolvimento de novas soluções para a garantia da acessibilidade, além de praticar as tecnologias de acessibilidades já conhecidas.

Mais detalhes em: http://www.medicina.ufrj.br/acessibilidadecultural/sitenovo.

 

 

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Quer descobrir como gerar mudanças positivas no mundo a partir da inovação social? A Experiência Changemaker, iniciativa do Choice, é uma vivência de dois dias desenhada para profissionais do futuro que querem vivenciar a inovação social na prática. A edição do Rio de Janeiro será nos dias 19 e 20 de maio, das 8h às 18h, no Studio 512 - Rua Jardim Botânico, 512, Jardim Botânico.

Saiba mais e inscreva-se em: https://www.movimentochoice.com/educacao

 

 

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Até 26 de abril, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Inscrições e maiores detalhes neste link.

 

 

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Devido ao seu crescimento e à grande utilização que faz do transporte marítimo, não raramente a indústria do petróleo registra acidentes ambientais envolvendo navios, portos, terminais, oleodutos e refinarias, entre outras fontes. Nos ambientes naturais, o petróleo é de difícil remoção porque os hidrocarbonetos se adsorvem a superfícies, causando sérios danos ao meio ambiente. Dessa forma, tecnologias que removam os vazamentos de óleo se tornam atrativas.

Estratégias biotecnológicas e sustentáveis apresentam-se como um grande desafio e um vasto campo para a pesquisa de novas soluções para a remediação destes casos. A remediação e biorremediação de solos e águas impactados por petróleo caracterizam-se como tecnologias limpas, embora ainda de alto custo, que permitem a recuperação de locais contaminados. O emprego de micro-organismos naturais (biorremediação) ou a administração de biossurfactantes, geralmente produzidos em regime de contenção, promove a remoção eficiente dos contaminantes adsorvidos ao solo. A produção de surfactantes biológicos é, portanto, uma importante alternativa aos produtos existentes.

A inovação ora proposta diz respeito à Burkholderia kururiensis geneticamente modificada (LMM21) e a um método de utilização da engenharia genética como ferramenta para a produção de biossurfactantes do tipo raminolipídeo em uma cepa não patogênica, B. kururiensis KP23, como hospedeira heteróloga, através da inserção de plasmídeos contendo os genes rhlAB, oriundos da cepa de Pseudomonas aeruginosa PA01, responsáveis pela produção das enzimas componentes da Rhamnosiltransferase 1 (RhlA e RhlB), envolvidas na produção de mono-raminolipídeos a serem utilizados em biorremediação de solos e águas, que apresentam contaminação por hidrocarbonetos.

Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em adotar esta tecnologia em seus processos produtivos. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

A Coppe/UFRJ e o Consulado Geral da Alemanha no Rio de Janeiro inauguram, em 11 de abril, às 10 horas, a exposição Germany’s Energiewende, que apresenta a transição energética sustentável da Alemanha. A solenidade de abertura, que contará com a presença do diretor da Coppe, Edson Watanabe, e do Cônsul-Geral da Alemanha em exercício, Johannes Bloos, será realizada no hall do bloco H do Centro de Tecnologia da UFRJ, na Avenida Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária.

A exposição integra a programação que celebra os 55 anos da Coppe, e ficará aberta ao público, de 11 a 19 de abril, das 10 às 16h. Organizada pela empresa pública alemã de serviço de cooperação internacional Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmBh, conta com a parceria do  Fundo Verde da UFRJ.

A transição energética é um dos projetos de longo prazo mais importantes da Alemanha. O país decidiu reestruturar toda a sua matriz optando por energias renováveis, com o objetivo de garantir um abastecimento energético seguro, de custo moderado e sustentável. A transição é vista como uma oportunidade para a criação de novas áreas de negócios, geração de empregos e crescimento econômico, concomitantemente reduzindo a dependência do país em relação à importação de petróleo e gás.

O tema da exposição converge com pesquisas e tecnologias desenvolvidas pela Coppe, maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, que vem contribuindo com soluções e iniciativas sintonizadas com as novas necessidades nacionais e globais. Seus pesquisadores buscam conciliar o crescente consumo de energia com a urgência de conter o aquecimento global; atender o aumento da demanda por matérias-primas e água sem esgotar os recursos ambientais; conciliar a necessidade de reduzir as pressões sobre o meio ambiente com um desenvolvimento econômico equitativo e justo.

As tecnologias desenvolvidas na Coppe incluem alternativas mais eficientes para a mobilidade nas grandes cidades; a produção de energia a partir das ondas do mar; o reaproveitamento de resíduos agrícolas, industriais e urbanos para produção de biocombustíveis e biomateriais; construções sustentáveis; e metodologias criativas para incluir no universo do trabalho e do empreendedorismo parcelas da população historicamente excluídas.

 

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Durante a 10ª reunião do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto Reino Unido-Brasil (JETCO, na sigla em inglês), realizada em Londres, o diretor-executivo do INPI, Mauro Maia, e o diretor-executivo e controlador-geral do Escritório de Propriedade Intelectual do Reino Unido (UKIPO, na sigla em inglês), Tim Moss, assinaram um acordo que vai acelerar a análise de pedidos de patentes. O acordo prevê a colaboração entre o INPI e o UKIPO através de um projeto-piloto de Patent Prosecution Highway (PPH). Neste modelo de parceria entre dois países ou regiões, o solicitante da patente poderá solicitar que o exame de seu pedido seja priorizado em um dos países, após ter sido concedido pelo outro.

Deste modo, um pedido de patente já concedido no Brasil poderá ter seu exame acelerado no Reino Unido, ao mesmo tempo em que uma solicitação deferida no instituto britânico poderá ser agilizada no INPI. Em média, o prazo é reduzido de cerca de 10 anos (tramitação completa) para nove meses (tempo até o exame após entrada no PPH).  

Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, é importante destacar que “patentes concedidas com agilidade são essenciais para estimular a inovação e a competitividade das empresas, inclusive para as que pretendem investir no mercado externo. Também contribuem para atrair investimentos para o Brasil”.

Neste PPH entre o INPI e o UKIPO, que entrará em vigor no terceiro trimestre de 2018, poderão ser incluídos até 100 pedidos de patentes por ano. Os campos tecnológicos ainda serão definidos pelos dois institutos.

Atualmente, o Brasil possui projetos de PPH com os Estados Unidos, o Japão, a China, o Escritório Europeu de Patentes e os países latino-americanos que fazem parte do projeto denominado Prosur.

Acordos 

Durante a reunião, Marcos Jorge e Liam Fox, secretário de Estado para o Comércio Internacional do Reino Unido, assinaram um memorando de entendimento para fomentar temas importantes no comércio bilateral, como facilitação de comércio, cooperação regulatória e promoção da cultura exportadora, com estímulo para maior participação das micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior. 

Além disso, o memorando alcança ainda o apoio para reestruturação do INPI e para a implementação de instrumentos de compliance para permitir o acesso do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), candidatura oficializada em maio de 2017. 

Marcos Jorge ressaltou a importância da parceria com o Reino Unido. “Acredito que uma das características mais importantes de nosso relacionamento tem sido a capacidade de inovar na identificação de meios de fomentarmos projetos de desenvolvimento associado, como é o caso da cooperação no contexto do Fundo da Prosperidade, o Prosperity Fund”, declarou o ministro. 

O Prosperity Fund é o fundo de cooperação do Governo Britânico financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (Ministério das Relações Exteriores Britânico). Entre 2011 e 2016, o fundo britânico o investiu mais de 14 milhões de libras em projetos no Brasil, com o intuito de melhorar o ambiente de negócios, bem como atrair novos investimentos em infraestrutura com melhorias no ambiente regulatório e capacitação em parcerias público-privadas.

 

(FONTE: MDIC)

 

 

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Em 2015, a ONU aprovou uma agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para incentivar ações no intuito de diminuir desigualdades, proteger o meio ambiente e promover a prosperidade. A tarefa não é fácil: são 17 metas que devem ser alcançadas nos próximos anos. A única maneira de tornar isso possível é unindo governo, setor privado, sociedade civil e, principalmente, as pessoas com boas ideias e soluções para os problemas do mundo.

Buscando cooperar com este movimento mundial, a ENGIE Brasil lançou a 4ª edição do Prêmio de Inovação Engie Brasil para premiar as soluções inovadoras em impacto social com potencial para transformar o Brasil.

Podem participar empresas, startups e empreendedores com soluções inovadoras, comerciais ou tecnológicas. As iniciativas serão avaliadas de acordo com o impacto social, caráter inovador e viabilidade. O projeto, serviço ou solução inovadora deve ter sede no Brasil, ser implementável em nosso país e abordar um ou mais dos seguintes objetivos:

– Saúde e bem-estar;

– Água limpa e saneamento;

– Energia acessível e limpa;

– Indústria, inovação e infra-estrutura;

– Cidades e comunidades sustentáveis;

– Consumo responsável e produção;

– Ações Climáticas.

De acordo com o CEO da ENGIE Brasil Maurício Bähr “o prêmio ENGIE Brasil Inovação é uma ponte aberta pela companhia para uma nova abordagem de inovação. A ENGIE busca start-ups e instituições para construir em conjunto as soluções de energia do amanhã, permitindo que empreendedores proponham projetos dentro do conceito de inovação social, com benefícios para todos”.

Segundo Bähr, o foco é buscar projetos não apenas mais eficientes e mais inteligentes, mas também mais sustentáveis em prol do bem estar da população. “O prêmio é boa oportunidade para criar novos negócios para a companhia”, completa.

O vencedor será premiado durante o Engie Brasil Innovation Day 2018, que ocorrerá no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. Ele também participará do Engie Innovation Week, um evento internacional de inovação em Paris, e pode até efetuar uma parceria com a ENGIE para aplicar o projeto. As inscrições podem ser feitas até 14 de abril neste link.

 

 

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O projeto Amazon Reef Science, coordenado pelo professor Fabiano Thompson, do Programa de Engenharia de Produção do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), foi escolhido como finalista do prêmio Ocean Awards 2018, na categoria Ciência. O trabalho levou à descoberta de um extenso sistema de recifes na foz do Rio Amazonas, ampliando o conhecimento acerca da riqueza da biodiversidade amazônica e mudando a compreensão sobre a formação de recifes em condições subótimas. Os vencedores das cinco categorias da premiação serão anunciados em julho, na edição da revista Boat International.

O professor Thompson lidera uma equipe que pesquisa uma das maiores – e menos conhecidas – riquezas da Amazônia brasileira, o enorme recife de corais localizado na foz do rio Amazonas. Em 2016, os pesquisadores brasileiros conseguiram descrever este extenso sistema de recifes, após uma expedição que contou com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e colaboração do Greenpeace. O bioma, recém-descoberto, tem uma área estimada em 56 mil km².

Como afirmava o professor à época da descoberta, a margem equatorial é uma das regiões menos estudadas do ambiente marinho brasileiro, apesar do crescente interesse industrial pela região nos últimos anos. “Grandes petroleiras estão prospectando óleo e gás na região nas proximidades do novo bioma recifal marinho. O estudo traz conhecimento básico e aplicado para ser considerado pela indústria (ex. óleo e gás), agências de proteção ambiental, comunidades locais e academia, visando o uso sustentável dos recursos marinhos.”

O projeto faz parte do programa International Ocean Drilling Program (IODP) que tem como objetivo investigar a história e a estrutura da Terra, a partir de pesquisas oceanográficas.

Além de Thompson, a equipe conta com Eduardo Siegle, da Universidade de São Paulo (USP); Ronaldo Francini, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Nils Asp, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Também contribuíram para o projeto os professores Carlos Rezende, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Alberto Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os outros finalistas da categoria Ciência do Ocean Awarads são os pesquisadores Ben Halpern (do National Centre for Ecological Analysis and Synthesis - NCEAS); David Obura, (Coastal Oceans Research and Development in the Indian Ocean - Cordio); e Ove Hoegh-Guldberg (Global Change Institute, University of Queensland). Confira neste link.

 

IODP/CAPES
O IODP é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície.

Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela CAPES, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a CAPES conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP
Acompanhe o Diário de Bordo CAPES/IODP

(FONTE: CCS/CAPES)

 

 

greenrio2018

 

Nos dias 24, 25 e 26 de maio, acontecerá a sétima edição do Green Rio, na Marina da Glória do Rio de Janeiro. Desde 2012, o evento vem se firmando como uma plataforma de negócios que reúne expositores, palestrantes e representantes da Economia Verde, dos setores orgânico e sustentável. O tema central deste ano será a Bioeconomia.

Além de conhecer produtores comprometidos com alimentação saudável e desenvolvimento sustentável, o público terá acesso à Conferência Green Rio, com palestrantes do Brasil e de outros países, que abordarão temas como: Bioeconomia, bioenergia e biodiversidade; Boas práticas e objetivos do desenvolvimento sustentável; Gastronomia e moda como agentes transformadores; Alimentação escolar – primavera saudável de novas gerações; Cosméticos e patrimônio genético; Mercados verdes e consumo sustentável; Alimentos orgânicos e indústrias alimentícias: qual é o futuro?; Tecnologias e startups para agricultura sustentável;

No âmbito deste último tema, haverá um estande destinado a biostartups e/ou projetos que apresentem soluções sustentáveis voltadas para: Agronegócios, Alimentos, Bebidas, Cosméticos, Moda, Construção Civil, Energia e Meio Ambiente. Os interessados em participar devem realizar inscrições até 31 de março através deste link. A seleção fica a cargo do Sebrae/RJ.

Outro destaque da programação será a segunda edição do German-Brazilian Bioeconomy Workshop, com a presença de uma delegação alemã. Na última edição do Green Rio, o diretor de Bioeconomia e Florestas do Ministério da Agricultura da Alemanha, Clemens Neumann, apresentou a estratégia nacional “Bioeconomia 2030”, que já resultou em investimentos de 2,4 bilhões de euros na área. Na ocasião, também foram apresentadas e discutidas potenciais parcerias entre Brasil e Alemanha.

Mais detalhes sobre o evento em www.greenrio.com.br.

 

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ foi destaque no jornal O Globo desse domingo, dia 18 de março, em matéria sobre a criação do Centro Internacional de Pesquisa do Atlântico (AIR CENTER). O AIR CENTER vai reunir cientistas e pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, para desenvolver estudos sobre clima, biodiversidade, correntes marinhas e outros aspectos do oceano que possam ser usados com o objetivo de gerar desenvolvimento econômico. O centro irá conectar tecnologias de águas profundas a tecnologias espaciais através de uma cooperação global entre América Latina, Europa, África e EUA.

Um dos eventos preliminares para a criação da instituição, o Workshop Rio 2018 Atlantic Interactions, foi realizando no final de fevereiro no Parque Tecnológico e contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Portugal, Manuel Heitor. Durante o evento, o Presidente da FAPERJ, Ricardo Vieiralves de Castro e o Presidente da Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal, Paulo Ferrão, assinaram um protocolo com o objetivo de financiar recursos humanos no Rio de Janeiro e Portugal para a realização de um intercâmbio de pesquisadores nos dois países. A iniciativa assinada pela FAPERJ e pela Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal é o primeiro passo para a instalação de um polo do Centro de Investigação Internacional do Oceano Atlântico no Estado do Rio de Janeiro.

 

 

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Osíris era o mais popular de todos os deuses do Egito Antigo. Ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, Osíris encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo. Seu mito aborda a temática da ressurreição, regeneração e transição. Não à toa este foi o nome escolhido para batizar a primeira equipe de Biologia Sintética da UFRJ.

A Biologia Sintética é uma área emergente que busca a construção de novas vias biológicas artificiais, organismos ou dispositivos, ou o redesenho de sistemas biológicos naturais existentes. O interesse pelo tema e o amplo leque de aplicações possíveis motivou estudantes de diferentes áreas (Biotecnologia, Nanotecnologia, Biofísica, Microbiologia) a fundarem, com a mentoria da professora Mônica Montero Lomeli, do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ), a Osiris.

Atualmente, através de uma parceria com o HUB de Inovação na UFRJ, a equipe Osiris está promovendo uma série de workshops intitulada “Máquinas Biológicas”, voltada aos interessados em adquirir mais conhecimentos sobre o ramo da Biologia Sintética. As oficinas ocorrem entre o final de março e o início de abril e têm um custo simbólico de R$ 30. As inscrições podem ser feitas através deste link. Os recursos serão utilizados para custear a participação da Osiris no iGEM (International Genetically Engineered Machine), competição internacional de engenharia de sistemas biológicos.

A competição foi criada em 2003 pelo MIT e, anualmente, promove o encontro de equipes de universidades de todo o mundo, que apresentam seus projetos de Biologia Sintética. O objetivo das equipes é a criação de dispositivos biológicos inovadores que permitam a solução de problemas humanos relevantes, seja na área da saúde, de biocombustíveis, preservação ambiental, produção de alimentos, manufaturas e outros. Inicialmente, a competição era exclusivamente para alunos de graduação, mas hoje conta também com divisões especiais para alunos do ensino médio, empreendedores e programadores de software.

O universitário João Gabriel da Cruz e Silva, aluno da UFRJ que cursa o 4º período de Biotecnologia e integra a equipe Osiris, em entrevista, fala com mais detalhes sobre vários aspectos que envolvem esta iniciativa pioneira:

 

1) Poderia dar exemplos práticos do impacto social que o desenvolvimento da Biologia Sintética pode proporcionar?

A biologia sintética atua diretamente na produção de ferramentas que otimizam ou proporcionam melhorias às tarefas humanas. Assim, há uma grande variedade de campos em que ela pode ser empregada. Um deles, por exemplo, é a produção de insulina por microrganismos transgênicos. Existem também projetos mais ambiciosos, como a geração de animais transgênicos que produzam proteínas para o tratamento de hemofílicos. Outra possibilidade são os processos biotecnológicos que se utilizam de organismos modificados por técnicas de biologia sintética, sendo inseridos em meios de produção industriais para otimização do processo. Um desses processos é o utilizado pela Braskem para produção de alguns de seus polímeros, produzidos via rotas biotecnológicas. Além disso, há também o caso da GranBio, empresa de Biotecnologia e Biologia Sintética que desenvolveu uma rota biológica para produção de etanol a partir de folhagens secas residuais dos canaviais, aumentando assim o leque de fontes possíveis para produção deste combustível. Os dois últimos casos têm grande impacto social, pois transformam o processo produtivo de indústrias em processos mais sustentáveis, com menor poluição e descarte de resíduos, além de viabilizarem uma maior rentabilidade, fruto de um melhor aproveitamento de todos os substratos.

 

2) Existe um debate ético acerca dos usos da Biologia Sintética, principalmente no tocante a possíveis alterações no equilíbrio ambiental. Como vocês enxergam isso?

A equipe procura focar seus projetos em dois vieses importantes: a utilização da Biologia Sintética e todas suas ferramentas a fim de interagir de forma sustentável com a sociedade; e assegurar a divulgação do conhecimento científico a todas as camadas sociais. Uma maior discussão sobre o tema, guiado pelas ferramentas científicas, proporcionaria a desmistificação sobre alguns medos relacionados à Biologia Sintética e levaria a um aproveitamento muito mais direto e democrático da Biologia Sintética na sociedade.  Há uma grande discussão na comunidade de Biologia Sintética sobre a ética a ser empregada para que eventos como o desequilíbrio ambiental não ocorram. Normalmente, graças a essa discussão, em todos os projetos que envolvem o tema, há mecanismos de controle para evitar tais eventos.

 

3) Especificamente sobre a Osiris, pode explicar como e quando surgiu esta iniciativa?

No final do mês de novembro de 2017, houve uma reunião no HUB com o embaixador do iGEM na qual se discutiu acerca da a importância da criação da primeira equipe de Biologia Sintética da UFRJ para disputar um torneio internacional do iGEM. Lucas Santos (8º período de Nanotecnologia, UFRJ), que hoje integra a Osiris, participou da reunião e decidiu unir uma equipe constituída por alunos que já se interessava pelo tema. Ele e outros dois integrantes já haviam realizado tentativas sem sucesso de criar uma equipe de Biologia Sintética, mas após o evento realizado pelo HUB, esta nova equipe foi finalmente formada.

 

4) Além da disciplina oferecida pela professora Mônica Lomeli, existem outras focadas em Biologia Sintética aqui na UFRJ?

Muitas disciplinas utilizam dos conceitos de Biologia Sintética indiretamente, entretanto não há iniciativas que evidenciem o tema diretamente.

 

5) Pode comentar um pouco mais sobre o dispositivo que estão desenvolvendo para o diagnóstico de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

O objetivo da equipe era fazer uso da Biologia Sintética com o intuito de atingir diretamente pontos fracos da sociedade. Doenças transmitidas por Aedes Aegypti são comuns no Brasil e podem ter picos alarmantes em certos períodos do ano, superlotando hospitais e, consequentemente, dificultando o atendimento correto aos pacientes. Um diagnóstico preciso e rápido poderia ser utilizado a fim de reduzir o tempo de espera do resultado de exames e diminuir a concentração em prontos atendimentos. Assim, nosso dispositivo estará focado em diagnosticar as doenças de dengue, zika e chikungunya para um melhor atendimento em hospitais e centros médicos.

 

6) Que benefícios a participação no iGEM poderia trazer à Osiris e à própria UFRJ?

Através do iGEM buscamos interação com o MIT, um grande polo de pesquisa tecnológica, e com o desenvolvimento científico de outros países, bem como a internacionalização da equipe e da própria UFRJ.


7) O que os interessados podem esperar das oficinas que serão realizadas no HUB? Poderia passar mais detalhes sobre esta parceria?

O HUB está conosco desde o começo e tem nos ajudado muito, viabilizando desde contatos para parcerias até o espaço para realização das oficinas, que serão realizadas em cinco dias de atividades. As oficinas ocorrem entre o final de março e o início de abril. As inscrições podem ser feitas através deste link. Mais detalhes: https://www.facebook.com/osirisigemufrj

 

osiris1

 

 

profnit2018

No mês de março teve início mais um semestre letivo do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) no ponto focal da UFRJ. O programa é voltado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação. A ideia é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.

O curso foi elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), contando com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas. Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação.

A UFRJ integra, desde 2016, o PROFNIT, sendo que grande parte desta articulação envolvendo a Universidade foi fruto do esforço da professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação e coordenadora do Ponto Focal PROFNIT na UFRJ. Segundo ela: “Por ser um mestrado profissionalizante de âmbito nacional, é inestimável a contribuição do PROFNIT nesta área estratégica e de extrema importância para o desenvolvimento do país. O aumento de profissionais capacitados para trabalhar com propriedade intelectual e transferência de tecnologia irá contribuir de forma efetiva para acelerar o processo de inovação”.

A grade curricular do programa conta com cinco disciplinas obrigatórias e treze optativas/eletivas. As obrigatórias são: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual (PI); Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia (TT); Prospecção Tecnológica; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Estado Brasileiro; e Metodologia da Pesquisa Científico-Tecnológica e Inovação. Já as disciplinas eletivas são: Indicadores Científicos e Tecnológicos; Projetos em Ciência, Tecnologia e Inovação; Pesquisa Tecnológica Qualitativa e Quantitativa; Indicações Geográficas e Marcas Coletivas; Propriedade Intelectual e suas vertentes em Biotecnologia Fármacos e Saúde; Propriedade Intelectual nas Indústrias Alimentícia e Química; Propriedade Intelectual nas Engenharias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação; Propriedade Intelectual no Agronegócio; Gestão da Transferência de Tecnologia em Ambientes de Inovação; Valoração Sistêmica de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; Negociação Contratos e Formalização de Transferência de Tecnologia; Empreendedorismo em Setores Tecnológicos; e Ambientes de Inovação e suas interações sistêmicas.

 

 

 inpilogo

 

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) está com inscrições abertas para os cursos a seguir:

Curso Oficina de Software

Data: 6 de abril de 2018

Horário: das 08h30min às 17h30min (carga horária: 8 horas)

Local: Rua Mayrink Veiga, 09 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.

Objetivo: Aprofundar o conhecimento sobre a proteção dos programas de computador, o registro de software como forma de assegurar ao autor direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de sua criação e a patente de invenções implementadas por programas de computador.

Pré-requisito: 

  1. a) Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL-101P BR): curso básico a distância em PI em parceria com a OMPI (edições a partir de 2012) ou
  1. b) Curso de Propriedade Industrial básico, presencial, com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI)

Taxa de inscrição: Gratuito

Vagas: Serão oferecidas 40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições.

Período de inscrições: Até preencher o limite de vagas e formar um cadastro de reserva de 30% do total de vagas.

Inscrições:  http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/253345/lang-pt-BR

 

 

Curso Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

Data: 12 de abril de 2018

Horário: das 08h30min às 17h30min (carga horária: 08 horas)

Local: Rua Mayrink Veiga, 09 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.

Objetivo: O participante deverá, ao final do curso, ser capaz de identificar o que são indicações geográficas diferenciando-as das marcas coletivas; reconhecer as diferenças entre a indicação de procedência e a denominação de origem identificando corretamente os usos delas em casos concretos; além disso, deverá ter noções do que consistem os pedidos de registro de marcas coletivas e de indicações geográficas.

Pré-requisito: Ter concluído algum destes eventos:

  1. a) Curso Básico de P.I., modalidade presencial, promovido pelo INPI; OU 
  2. b) Curso Geral de Propriedade Intelectual [ DL 101 P BR ] , modalidade à Distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012.

Taxa de inscrição: Gratuito

Vagas: Serão oferecidas 40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições.

Período de inscrições: Até 30 de março ou o preenchimento das vagas e formação de cadastro de reserva.

Inscrições:  http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/968485/lang-pt-BR

 

 

cnpqcapesForam prorrogadas até 30 de abril as inscrições para a chamada pública do Programa Talentos para Inovação, que recebe propostas para capacitação e inserção de profissionais especializados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação a serem executados em unidade e polos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

O programa financiará até três bolsas por projeto aprovado, nas modalidades Bolsa Jovens Talentos (BJT), nível A, no valor de R$ 7.000,00 mensais, e BJT, nível B, no valor de R$ 4.100,00 mensais, por até 12 meses. As propostas serão submetidas por representante da unidade ou polo Embrapii, apresentando os candidatos às bolsas vinculadas aos projetos em desenvolvimento.

O programa busca pesquisadores com produção científica e tecnológica excepcional ou profissional com experiência notável em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Interessados a bolsas do programa devem se cadastrar por meio de formulário. O cadastro no formulário não implica processo de inscrição oficial, mas tem o objetivo de criação de um banco de dados de talentos para possíveis oportunidades nas unidades e polos Embrapii.

Programa ­– O Programa Talentos para Inovação é fruto da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio da Embrapii e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

A iniciativa abrange 27 áreas de competência e totaliza o investimento em R$ 5,5 milhões. A divulgação do resultado da chamada está prevista para junho deste ano.

Para o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, o edital vai estimular a inserção no mercado de trabalho de profissionais com experiência em desenvolvimento de projetos tecnológicos e de inovação e fortalecer os laços entre os setores produtivo e acadêmico.

“Queremos estimular a participação de egressos de programas de formação de áreas tecnológicas da Capes e do CNPq em projetos de pesquisa aplicada das unidades Embrapii, aproveitar a capacidade intelectual desses pesquisadores, que têm muito a contribuir no fomento à inovação”, destacou à época do lançamento.

Acesse o edital da chamada pública

Conheça o programa Talentos para Inovação

Preencha o formulário

 

 

tecnobrega

 

A Agência UFRJ de Inovação convida todas e todos para a exibição gratuita do documentário BREGA S/A, de Gustavo Godinho e Vladimir Cunha, que acontecerá na próxima sexta-feira (09/03), às 18 horas, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF).

O filme retrata a cultura do tecnobrega de Belém do Pará, suas músicas, seus artistas e sua cadeia produtiva. Conforme sua sinopse: "No filme, vemos qual a relação entre o tecnobrega e a popularização da tecnologia a partir do final da década de 90, bem como a maneira como esse estilo musical se associou à pirataria para criar uma rede de distribuição alternativa ao modelo proposto pelas grandes gravadoras".

Para conversar sobre as relações entre manifestações musicais brasileiras e a Justiça, particularmente os Direitos Autorais, ocorrerá um debate após a sessão com a advogada Daniela Colla e a antropóloga Elizete Ignácio.

A entrada será gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes da sessão. 

Serão emitidos certificados de participação para quem ficar para o debate.

A exibição marca a segunda edição do Ciclo de Cinema, Cultura e Direitos Intelectuais, que leva diversos filmes sobre direito e cultura para o CCJF. O Ciclo é promovido pela Comissão de Direitos Autorais, Direitos Imateriais e Entretenimento (CDADIE) da OAB/RJ, em pareceria com o CCJF, e conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult) e da Agência UFRJ de Inovação.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/132600047566277

Serviço:
BREGA S/A (60 min)
Sexta-feira, 09/03, 18 horas
Centro Cultural da Justiça Federal
Av Rio Branco, 241. Saída do Metrô da Cinelândia

 

 

incubadora2011

 

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ está entre as 20 melhores incubadoras do mundo, segundo o ranking da UBI Global. A instituição competiu com centenas de outras incubadoras em todo o mundo na categoria “World Top Business Incubator – Managed by University”, que leva em consideração quesitos como postos de trabalho gerados pelas empresas residentes e graduadas, taxa de sobrevivência das empresas, faturamento, atração de investimento e número de graduadas e incubadas.

Para Regina Faria, coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, o reconhecimento internacional reflete o trabalho e os resultados conquistados pela instituição. "O reconhecimento internacional do trabalho da Incubadora é muito importante para nós, principalmente porque ele foi alcançado através da avaliação dos resultados conquistados pelas empresas: grau de inovação dos produtos e serviços, faturamento, número e qualificação dos empregos gerados e contribuição para o desenvolvimento ambiente de inovação local", afirma Regina.

A UBI Global é uma Instituição de pesquisa sueca especializada na análise de incubadoras e aceleradoras de todo o mundo.  Ela tem como objetivo ajudar as incubadoras e aceleradoras ligadas a universidades a se tornarem mais eficientes e competitivas através de insights de dados, melhores práticas e serviços de rede.

Confira a lista completa neste link.

 

 

jovensempreendedoressociais

 

O programa Laureate Global Fellowship 2018 está com inscrições abertas para jovens empreendedores sociais com interesse em integrar a International Youth Foundation. Os interessados têm até o dia 6 de março para se candidatarem através do site http://www.youthactionnet.org/apply.

É necessário ter fluência em inglês, ter idade entre 18 e 29 anos, além de  ser fundador ou co-fundador de um negócio social existente há pelo menos um ano.

A iniciativa da Laureate e da International Youth Foundation seleciona 20 jovens empreendedores sociais de vários países a cada ano.

Os selecionados receberão imersão de uma semana em treinamentos, suporte incluindo aconselhamento/tutorial, advocacia e oportunidades de networking, entre outras atividades.

 

 

editalinovacaoindustria

Projetos inovadores destinados à área de óleo e gás, idealizados por startups, micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI) têm a oportunidade de receber financiamento da Shell Brasil e do Edital de Inovação para a Indústria. Estão abertas as inscrições para a chamada que vai investir até R$ 2,5 milhões em propostas destinadas ao monitoramento, controle em tempo real e análise dos chamados Big Data das operações em campos de petróleo. As inscrições podem ser feitas no site do Edital.

Serão selecionados até três projetos tecnológicos, em fase inicial, que vão receber até R$ 830 mil. As ideias serão desenvolvidas para atingir o estágio de prova de conceito, durante 12 meses, na rede de Institutos SENAI de Inovação. Ao final desse prazo, a Shell vai definir se incluirá esses projetos no seu portfólio de tecnologia para desenvolvimento futuro. As empresas não precisam ser, necessariamente, da área de óleo e gás, mas devem apresentar competências que as permitam desenvolver, em conjunto com a Shell, soluções para o setor.

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Esta chamada, na categoria Empreendedorismo Industrial - Inovação na Cadeia de Valor, vai integrar o Shell Startup Challenge Brasil, programa que busca selecionar startups, micro e pequenas empresas a fim de promover o crescimento das companhias baseadas em tecnologia e desenvolver provas de conceito orientadas aos desafios da digitalização do setor.

O objetivo desta chamada é escolher projetos de empresas que apresentem soluções inovadoras em sistemas seguros de monitoramento, controle, diagnóstico e prognóstico das operações de campo. Os projetos poderão, por exemplo, captar informações brutas dos sistemas supervisórios de controle e aquisição de dados das plataformas de petróleo; monitorar e prover análises automáticas para a tomada de decisões em plataformas e sistemas submarinos, assim como nas operações de perfuração de poços de petróleo e completação - processo destinado a deixar um poço pronto para a produção.

 A diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, explica que as propostas inscritas passarão por uma primeira fase de seleção, da qual serão escolhidas 20 startups, MEI, micro ou pequenas empresas que receberão treinamento da instituição para que passem pela etapa final. No dia 21 de junho, no Rio de Janeiro, os selecionados terão a oportunidade de defender presencialmente seu projeto, durante cinco minutos, em inglês, a uma banca formada por especialistas globais da Shell e dos Institutos SENAI de Inovação.

 Representantes da Shell Brasil, do SENAI e do Sebrae também farão um roadshow, em março, para apresentar detalhes da chamada e tirar dúvidas dos interessados, em parques tecnológicos dos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. O cronograma com as datas das visitas já está disponível na página oficial do Edital de Inovação.

“Estamos muito felizes em trazer para o Brasil este desafio, que é derivado do programa global Shell GameChanger, que já avaliou mais de 1.700 startups de todo o mundo ao longo de 22 anos, com mais de 100 ideias aproveitadas em nossos projetos. Queremos fazer parte da história de sucesso destas startups,” afirma o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

A chamada da Shell é a sétima da categoria C do Edital de Inovação, que busca conectar indústrias de médio e grande portes a startups de base tecnológica, MEI, micro e pequenas empresas. Neste ano, seis companhias já lançaram desafios em temas como cidades inteligentes, internet das coisas, segurança cibernética e tecnologias digitais para o setor automotivo.

Foram escolhidos, até agora, 22 projetos. A empresa Whirlpool Corporation no Brasil, por exemplo, selecionou duas startups (MVisia e Predict Vision) para desenvolvimento de tecnologias destinadas a registro e reconhecimento de produtos; identificação na mercadoria da data de aquisição para oferta de novos serviços ao consumidor, entre outras utilizações.

O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, destaca que o objetivo dessa categoria do Edital é fomentar a construção de laços de confiança entre grandes indústrias e criativos empreendedores que resultem na partilha do risco inerente ao processo inovativo. “O grande diferencial dessa categoria é o compartilhamento de risco financeiro e tecnológico, por meio do lançamento de chamadas temáticas por uma instituição âncora para a criação conjunta de soluções inovadoras orientadas a desafios tecnológicos reais”, explica.

O Edital de Inovação para a Indústria seleciona e financia projetos de inovação, em seis categorias, com o objetivo de aumentar a competitividade do setor industrial. Os projetos selecionados na edição 2017-2018 terão financiamento de R$ 53,6 milhões, com custo individual de R$ 75 mil a R$ 400 mil. A seleção é feita com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. Além do fomento, as instituições oferecem apoio na forma de infraestrutura para desenvolver as propostas selecionadas por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos Institutos SENAI de Tecnologia.

 

 

No dia 28 de fevereiro, o Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com o Hemorio, vai promover a quarta edição de sua campanha de doação de sangue. Através de uma parceria com a Pró-Reitoria de Pessoal (PR4) e o Centro de Ciências da Saúde (CCS), também será realizada uma vacinação contra a febre amarela. Todos os doadores que não tenham contraindicação médica poderão receber a vacina. Quem já foi vacinado contra a febre amarela precisa aguardar quatro semanas para doar sangue.

A ação será realizada de 9h às 14h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Para doar sangue é preciso estar alimentado e em boas condições de saúde, ter entre 16 e 65 anos (menores devem ter autorização de um responsável), pesar mais de 50kg e trazer um documento de identificação com foto.

Antes de doar, recomenda-se fazer refeições leves e não gordurosas. Os interessados em participar devem enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O auditório do Parque fica no prédio da administração do Parque, na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, ao lado do restaurante Couve-Flor. Mais informações sobre doação e sangue no site do Hemorio. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligue para 3733-1841.

 

EMKT 2018

 

 

anpei2018

 

Já é possível se inscrever na Conferência Anpei de Inovação 2018, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de maio, no Expo Gramado, no Rio Grande do Sul. As inscrições podem ser realizadas aqui com diferentes descontos até o dia 30 de abril, além das condições especiais reservadas para os residentes estado no momento da inscrição.

Com o tema central “Novas Alavancas de Criação de Valor”, o evento abordará o desenvolvimento e o fortalecimento do ecossistema de inovação diante das mudanças socioeconômicas que aconteceram nos últimos anos, tendo como base quatro perspectivas: tecnológica, do cliente, da organização e do ecossistema.

De acordo com o Comitê Técnico do evento - composto por integrantes da Anpei, especialistas do Sistema Nacional de Inovação e representantes de grandes empresas, instituições científicas e tecnológicas, consultorias e agências do governo - há um leque de desafios e oportunidades nas novas formas de criação de valor.

“Está prevista uma grande transformação na formação e no perfil dos profissionais, no ecossistema empreendedor, no ambiente das empresas e por meio de novas tecnologias. Novos conhecimentos e habilidades precisarão ser desenvolvidos em um curto espaço de tempo, assim como a capacidade das organizações de entender, acompanhar e se adaptar a essas mudanças. Além disso, a “voz do cliente” será mais forte do que nunca”, explicou o Comitê Técnico da Conferência Anpei 2018.

O evento contará com palestras de especialistas, apresentações de cases de inovação de grandes empresas e instituições científicas e tecnológicas, debates, networking, rodadas de negócios e visitas técnicas.

 

Call for Cases

Empresas e instituições científicas e tecnológicas que tenham interesse em compartilhar suas experiências com um público altamente especializado, fazendo benchmarking de suas práticas com outras companhias, podem se inscrever no Call for Cases da Conferência Anpei de Inovação 2018.

Os projetos recebidos serão analisados pelo Comitê Técnico do evento de acordo com critérios de aderência ao tema central (Novas Alavancas de Criação de Valor) e as quatro perspectivas derivadas dele:

1. Tecnológica: engloba temas como tecnologias exponenciais, P&D, C&T, conectividade e disrupção tecnológica.

2. Experiência do cliente e proposta de valor: abrange conceitos como human centred design, empatia e Omni Channel.

3. Da organização: debate questões como agilidade, empoderamento, capacitação, gestão da inovação, cultura organizacional e método.

  1. 4. Do ecossistema: envolve assuntos voltados para redes, parcerias, cadeia de fornecedores, corporate venture e tripla hélice, por exemplo.

Após o período de inscrição, com o envio dos resumos, os projetos recebidos serão analisados pelo Comitê Técnico do evento - formado por integrantes da Anpei e especialistas do Sistema Nacional de Inovação - de acordo com critérios de aderência ao tema central, originalidade, ineditismo, impacto, replicabilidade, resultados do projeto, estágio do esforço inovador e clareza no texto de apresentação do case.

Confira o regulamento completo e inscreva-se até 18 de março em: www.conferenciaanpei.org.br/call-for-cases


Sobre a Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como um fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

Em sua última edição, ocorrida nos dias 31 de outubro e 1o de novembro de 2017 em Belo Horizonte - MG, o tema trabalhado foi “Inovação em um Mundo em Transformação”. O evento contou com 78 sessões, 199 palestrantes e reuniu 1592 participantes em dois dias.

 

A missão da Anpei

A Anpei atua há mais de 30 anos com o ecossistema de inovação e possui expertise nesta nova dinâmica mundial de modelos de interação entre os principais atores, destacando-se como uma rica fonte de aprendizado, networking e articulação. Dentre suas ações, estão o estímulo a debates com a iniciativa privada, o governo e instituições científicas e tecnológicas para traçar melhores políticas e práticas para fomentar a inovação no país. Saiba mais: anpei.org.br


Serviço Conferência Anpei de Inovação 2018
Data: 28 a 30 de maio de 2018
Cidade: Gramado, RS
Local: Expo Gramado - Av. Borges de Medeiros, 4111
Saiba mais: www.conferenciaanpei.org.br

 

 

artigostecnicos

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou recentemente uma série de artigos técnicos direcionados ao Empreendedorismo. Os trabalhos tratam sobre os seguintes temas:

- Estudos sobre o Mundo do Trabalho na Pós-modernidade
- Design Thinking
- Sociedade do Conhecimento
- A Lógica dos Indicadores
- Economia da Colaboração – O Espaço HUB da UFRJ
- Os Mapas de Empatia

Os interessados no material podem acessar os artigos através deste link.

 

 

mctic

 

No dia 8 de fevereiro, foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 9283, que regulamenta o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e traz consigo a expectativa de desburocratizar as atividades de pesquisa e inovação no país. As novas regras criam mecanismos para integrar instituições científicas e tecnológicas e incentivar investimentos em pesquisa.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a regulamentação deve simplificar a celebração de convênios para a promoção da pesquisa pública, facilitar a internacionalização de instituições científicas e tecnológicas e aumentar a interação elas e as empresas. Deve ainda incrementar a promoção de ecossistemas de inovação, diversificar instrumentos financeiros de apoio à inovação e permitir maior compartilhamento de recursos entre entes públicos e privados.

Outros pontos são a simplificação de procedimentos de importação de bens e insumos para pesquisa, novos estímulos para a realização de encomendas tecnológicas e flexibilidade no remanejamento entre recursos orçamentários.

O texto legal pode ser conferido em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9283.htm

oficinadelibras2018

 

O Programa COPPE Inclusão abre inscrições para as Oficinas Instrumentais de Língua Brasileira de Sinais - Libras 2018.1, com o objetivo de dar noções básicas da Língua Brasileira de Sinais para todos que tenham o interesse e/ou a necessidade de se comunicar com surdos em seu ambiente de trabalho. A participação nos encontros é gratuita, necessitando apenas de interesse e disponibilidade de horários, não exigindo nenhum pré-requisito. As inscrições podem ser feitas até 15/02 através do endereço a seguir: http://inclusao.coppetec.coppe.ufrj.br

 

 

cnpqcapes

O programa Talentos para Inovação, que visa a capacitar e garantir que os pesquisadores continuem desenvolvendo suas carreiras no país, anuncia o lançamento de 90 bolsas inéditas com o foco na capacitação e inserção de profissionais especializados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I).

As inscrições das propostas serão feitas on-line entre os dias 6 de fevereiro e 12 de março. Ao todo, podem ser inscritos projetos em 28 áreas de competência tecnológica. As “Bolsas Jovens Talentos” variam entre R$ 4,1 mil e R$ 7 mil mensais no período de até 12 meses.

A iniciativa do programa lista, entre seus objetivos específicos, o desenvolvimento de carreiras, incentivo à participação de egressos de programas de formação e capacitação de áreas tecnológicas, e a geração de resultados que possam ser aplicados, sobretudo, na indústria. O resultado da seleção será divulgado a partir do dia 2 de maio.

A iniciativa é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-NC).

 

As áreas temáticas são:

• Bioquímica de Renováveis
• Biotecnologias Ambientais Aplicadas à Recuperação de Áreas Contaminadas e à Valorização de Resíduos do Setor Industrial
• Comunicações Ópticas
• Desenvolvimento e Escalonamento de Processos Biotecnológicos
• Dispositivos para Internet e Computação Móvel
• Eletrônica Embarcada
• Engenharia Submarina
• Manufatura Integrada
• Materiais – Alto Desempenho
• Materiais para Construção Ecoefiente
• Metalurgia e Materiais
• Monitoramento e instrumentação para o meio ambiente
• Polímeros
• Processamento de Biomassas
• Produtos Conectados
• Sistemas Automotivos Inteligentes
• Sistemas de Comunicação Digital e Radiofreqüência
• Sistemas embarcados e mobilidade digital
• Sistemas Inteligentes
• Software e Automação
• Software para Sistemas Ciber-Físicos
• Soluções Computacionais em Engenharia
• Tecnologia de Dutos
• Tecnologia Química Industrial
• Tecnologias em Refrigeração
• Tecnologias em Saúde
• Tecnologias Metal-Mecânica

 

Mais informações: http://capes.gov.br/bolsas/programas-especiais/programa-talentos-para-inovacao

 

 

No domingo, 4/2, o jornal O Globo publicou matéria divulgando um estudo interno do Ministério da Educação que afirma ter ocorrido um aumento de 40% nos gastos das universidades federais em um período de oito anos. O estudo elaborado pela secretaria executiva do MEC, ao qual as universidades ainda não tiveram acesso, estima o custo por aluno nas universidades.

Ainda depois de a UFRJ, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e outras federais explicarem ao jornal como funciona o cálculo do custo por aluno nas universidades federais, a empresa de mídia insistiu em um método que sugere um gasto maior por parte das instituições, mesmo que os especialistas consultados pela reportagem tenham sugerido cautela em relação aos dados do MEC. É preciso destacar que, nos dados apontados pelo estudo, constam alguns números que não foram levados em conta na análise feita pela reportagem, como o aumento de 44% no número de novos alunos e a duplicação do número de doutorandos. Ainda na reportagem, o MEC confirma o corte de R$ 157,7 milhões realizado no orçamento da UFRJ, entre 2014 e 2016, bem como a redução de cerca de 25% da verba de investimento.

É importante registrar que a UFRJ deixou de receber, em 2014, R$ 70 milhões previstos no orçamento e, nos dois anos seguintes, R$ 87,5 milhões, valores que nunca foram plenamente repostos. Os cortes feitos pelo Governo Federal aconteceram a despeito de contratos assumidos previamente pela Universidade e foram agravados pela mudança de tarifa para o uso de energia elétrica, que praticamente dobrou o custo, mesmo não havendo mudança no consumo.

A UFRJ não tem dívida com a Light,   exceto a fatura de setembro de 2016, que é objeto de negociação com o Ministério da Educação, no sentido da liberação de créditos suplementares para o pagamento. As demais faturas estão no cronograma de pagamento da Universidade para o exercício de 2018, de acordo com seus limites orçamentários.

O custo por aluno na UFRJ é de R$ 21,9 mil por ano, mas o jornal insiste que esse valor seria de R$ 71.337,00. O método, não totalmente esclarecido pelo jornal e divulgado na reportagem, inclui gastos com pessoal e desconsidera as particularidades de cada instituição de ensino, fazendo comparações entre elas, como se fosse possível equiparar uma grande universidade centenária com outra criada há menos de dez anos.

Para calcular o investimento por aluno, a UFRJ segue metodologia adotada pela Unesco e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como as diretrizes da Andifes. São considerados os investimentos por alunos da graduação e da pós-graduação, levando-se em conta variáveis como tempo integral e residência médica – aliás, fator importante para a análise do investimento por estudante, já que a UFRJ tem nove hospitais.

No cálculo divulgado pelo jornal O Globo incluem-se até os gastos com pessoal aposentado. A nosso ver, mais uma manobra feita exclusivamente para desqualificar a universidade pública brasileira. Não se trata de nenhuma surpresa, tendo em vista os recentes editoriais do jornal, que chegou a utilizar, em 2016, a expressão "injusto ensino superior gratuito" para defender a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Considerada, nos principais rankings nacionais e internacionais, como a melhor universidade do Brasil e uma das mais importantes da América Latina, a UFRJ tem orgulho da sua tradição no campo do ensino, da pesquisa, da extensão e assistência hospitalar.

A UFRJ soma-se a todas as instituições do país que têm denunciado a redução dos investimentos em ciência, e alerta para as interpretações que veem os recursos para a educação pública como gastos ordinários, e não como investimentos. A educação e, em especial, os investimentos nas instituições universitárias traduzem-se, sempre, em avanço para a ciência e a soberania nacional.

 

Reitoria da UFRJ

 

oglobo edit

 

 

lasin2018

Ficam abertas até 11 de março as candidaturas para participação de inovadores sociais no ciclo 2018 da USIS (Unidade de Suporte à Inovação Social da UFRJ).

As áreas temáticas são:

- Novas formas de trocas de bens e serviços, moedas paralelas ou outras modalidades de mediação
- Combate ao desperdício de alimentos como oportunidade de negócios, consumo sustentável de alimentos e outros
- Movimentos LGBTT+
- Desintermediação
- Reinvenção dos espaços urbanos
- Território e cultura
- Narrativas interativas
- Inovação social digital (inclui aplicativos, por ex.)
- Iniciativas ligadas à defesa civil (prevenção ou minimização de desastres)
- Empreendedorismo e negócios de impacto social
- Iniciativas de combate à desigualdade econômica e social
- Geração de emprego e renda em localidades desfavorecidas
- Inovações sociais em saúde

 

A USIS é um projeto de extensão da UFRJ que tem o propósito de implementar um modelo de colaboração Universidade/comunidades para reforçar as ligações da Universidade com o ambiente social mais amplo.

 

Os detalhes da chamada constam neste arquivo .pdf.

 

 

atlasofsocialinnovation

 

A inovação social está em alta. Ao explorarem novas maneiras de lidar com desafios complexos como mudanças climáticas, questões demográficas ou pobreza em todas as partes do mundo, diversas iniciativas (de grupos locais a redes internacionais) acabaram tornando-se histórias de sucesso. Neste contexto, a publicação Atlas of Social Innovation – New Practices for a Better Future pretende fornecer uma visão abrangente de várias ações de inovação social ao redor do mundo, compartilhando os pontos de vista de especialistas originários de diferentes ambientes socioculturais.

Em 62 artigos curtos, o Atlas of Social Innovation explora o colorido mundo deste fenômeno emergente ao apresentar vários tipos de inovações sociais em diferentes regiões e áreas como educação, emprego, meio ambiente e mudanças climáticas, fornecimento de energia, transporte e mobilidade, saúde e assistência social, bem como redução da pobreza e desenvolvimento sustentável. Esta compilação busca demonstrar que a política pública pode desempenhar um papel criativo na criação de estruturas adequadas para as inovações sociais e argumenta que, muitas vezes, as alianças da sociedade civil, da economia, da ciência e do setor público são a chave para o sucesso.

A publicação foi editada por Jürgen Howaldt, Christoph Kaletka, Antonius Schröder, Marthe Zirngiebl da Universidade TU Dortmund (Alemanha) e baseia-se em uma nova geração de projetos de pesquisa financiados pela União Europeia que contribuíram para uma melhor compreensão das condições em que as inovações sociais se desenvolvem, florescem e, finalmente, aumentam o impacto social. Foram mapeados mais de 1.000 casos de inovação social em todo o mundo, dentre os quais uma fatia foi selecionada para uma análise aprofundada de estudo de caso.

Das páginas 130 a 132, consta um artigo de duas professoras da UFRJ, Carla Cipolla e Rita Afonso. Carla é coordenadora da rede DESIS (Design para a Inovação Social e Sustentabilidade) que reúne mais de 40 laboratórios sediados em escolas de Design em diversos continentes e do grupo DESIS (Design de Serviços e Inovação Social) na UFRJ, um dos membros fundadores da rede. Tem desenvolvido desde 2004 atividades de design para a inovação social na Europa, na África e no Brasil. Rita é pesquisadora associada do Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social e da Rede DESIS, ambos no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFRJ. Também atua no âmbito dos projetos TRANSIT - Transformative Social Innovation Theory e LASIN - Latin American Social Innovation Network (ambos co-financiados pela Comissão Europeia)

O Atlas está disponível on-line em www.socialinnovationatlas.net. O site convida seus usuários a fazer o download de todo o livro ou artigos selecionados, bem como a propor futuros artigos para uma imagem global mais completa da inovação social.

 

 

incubadora2011

 

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ acaba de ser credenciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para atuar como instituição facilitadora da Lei da Informática, que fornece incentivos fiscais às indústrias que produzem produtos de informática, automação e telecomunicações, além de realizar atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

A lei prevê incentivos fiscais às indústrias que realizam atividades de P&D com empresas residentes em incubadoras credenciadas. A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ possibilitará, por exemplo, que uma empresa que necessite investir em P&D para cumprir a sua obrigação legal possa fazê-lo por meio de projetos junto às empresas incubadas e realizar o pagamento com o recurso determinado pela Lei de Informática.

Para Regina Faria, coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, a medida vai trazer ainda mais oportunidades de interação entre as residentes e as grandes empresas. “Esse credenciamento na Lei de Informática do MCTIC é uma excelente oportunidade para incrementar a aproximação do mercado de informática com as startups da Incubadora para o desenvolvimento de produtos inovadores”, afirma Regina.

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisa acadêmica. Esse ambiente proporciona o desenvolvimento de empresas que ofertam produtos e serviços com conteúdo inovador e de alto valor agregado.

A Incubadora contribui de forma sistemática para que o conhecimento gerado nas atividades de pesquisa se converta em produtos e serviços inovadores que trazem benefícios para toda a sociedade. Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 92 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados.  Em 2016, as empresas da Incubadora alcançaram um faturamento de R$ 343 milhões. As empresas residentes e graduadas crescem em ritmo constante por trazerem a marca da inovação e da flexibilidade, características das empresas novatas.

 

 

 

visitainpi

 

Em 25 de janeiro, a Agência UFRJ de Inovação recebeu a visita da presidência do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A reunião foi uma valiosa oportunidade para estreitar os laços entre as duas instituições e discutir ações para aprimorar os serviços de propriedade industrial no Brasil.

Na ocasião, o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, relatou as ações que vêm sendo adotadas pelo instituto nos últimos três anos. Também falou dos planos para 2018, destacando oportunidades de parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O coordenador da Agência, Ricardo Pereira, ressaltou que ainda há necessidade de incentivar um maior conhecimento sobre PI na Universidade e que há demanda por capacitação. Conforme foi discutido, o aprendizado em busca e redação de patentes, por exemplo, pode melhorar a qualidade dos pedidos.

Além de Luiz Otávio Pimentel, participaram da reunião, por parte do INPI: o coordenador-geral de Disseminação para Inovação, Felipe Melo; a coordenadora de Articulação e Fomento à Propriedade Industrial e Inovação, Rafaela Guerrante; e Natália Calandrini, analista de gestão em PI.

Criado em 1970, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria.

Entre os serviços do INPI, estão os registros de marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, programas de computador e topografias de circuitos integrados, as concessões de patentes e as averbações de contratos de franquia e das distintas modalidades de transferência de tecnologia. Na economia do conhecimento, estes direitos se transformam em diferenciais competitivos, estimulando o surgimento constante de novas identidades e soluções técnicas.

 

 

aluminamodificada

A alumina é a principal matéria-prima utilizada na cadeia de produção do alumínio e, em menor escala, em processos químicos (e petroquímicos) tais quais: processos catalíticos, processos de absorção, ou até mesmo em aplicações bastante específicas de biomateriais, como próteses ósseas, dentárias etc. Uma das propriedades mais celebradas da alumina é a sua elevada porosidade, permitindo que sua área superficial interna seja utilizada para absorção e suporte de catalisadores, por exemplo. Entretanto, os processos atuais de produção de alumina porosa apresentam elevado custos.

A UFRJ possui, em seu portfólio de ofertas tecnológicas, a patente de um processo de preparação de alumina modificada que consiste na introdução de um componente de baixo custo (biomassa de segunda geração) no preparo convencional da alumina e que contribui significativamente para obtenção de uma alumina com alta área superficial, com maior volume de micro/meso poros e ainda mais estável a mudanças de textura e de fase quando calcinada em ar, comparada à alumina preparada sem a presença de biomassa. A invenção relata ainda o uso da alumina modificada na produção de suportes para catalisadores, aditivos, materiais ópticos, sensores, membranas e adsorventes seletivos.

Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em adotar esta tecnologia em seus processos produtivos. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 vagascursoseconcursos2

 

23/01/2018 - Projeto Mulheres na Pesca abre inscrições para bolsa de estudo

Com foco na necessidade de identificar, caracterizar e contextualizar as condições de vida das mulheres pescadoras e os conflitos vinculados à condição feminina na pesca, a iniciativa Mulheres na Pesca visa a elaborar e disponibilizar um mapeamento dos desafios socioambientais no cotidiano das mulheres em comunidades de sete municípios. Eles compõem as mesorregiões das baixadas litorâneas e do norte do Estado do Rio de Janeiro: São Francisco de Itabapoana, Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Macaé, Quissamã, Cabo Frio e Arraial do Cabo. As bolsas são para pessoas com título de Doutor (1 vaga) em diversas áreas e para alunos matriculados nos cursos de Ciências da Computação, Administração Pública, Ciências Sociais, Engenharia de Produção, Licenciaturas, Pedagogia e áreas afins (5 vagas). Mais informações no edital.


15/01/2018 - Inscrições abertas para Minicurso de Inovação e PI para Empresários

Estão abertas as inscrições para o CURSO GERAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL À DISTÂNCIA (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual). O curso é gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual (com enfoque na legislação brasileira). Link para inscrições: https://goo.gl/5dHw96. Mais informações: https://goo.gl/NfU2Mj


 

 

armadilhaparaaedes2018

 

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Júnior, fez um apelo, no último dia 16 de janeiro, para que a população procure os postos de saúde para se vacinar contra a febre amarela. O estado confirmou já confirmou quatro casos da doença neste ano, com três óbitos.

“A gente conclama a população que venha buscar a vacina para estarmos protegidos em todo o nosso estado”, disse o secretário, após a apresentação de ações para aprimorar o programa de residência médica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Por recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde adotou uma medida preventiva de realizar a campanha de vacinação com doses fracionadas. A estratégia foi adotada para assegurar imunização a cerca de 20 milhões de pessoas das localidades que são contíguas a regiões onde o vírus circula.

A preocupação tem fundamento. A febre amarela é uma doença sazonal que se intensifica nos períodos de calor e chuva, condições favoráveis para o crescimento da população de mosquitos transmissores.

No início do ano passado, o país teve o pior surto de febre amarela registrado nos últimos dez anos. Diversos casos de óbitos foram relatados, principalmente na região de Minas Gerais.

Apesar dos recentes registros estarem relacionados à febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, a preocupação maior é com a reincidência da febre amarela urbana. Na prática, trata-se da mesma doença, mas com transmissão a partir de vetores urbanos, mais especificamente o Aedes aegypti, exatamente como acontece com a dengue, zika, chikungunya e até mesmo com a ainda pouco conhecida febre mayaro. Vale ressaltar que a febre amarela urbana não é registrada oficialmente no Brasil desde 1942, e sua volta representaria um duro golpe na Saúde Pública Brasileira.

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

A invenção já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela UFRJ junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado para produzi-la em escala, permitindo que a população em geral possa usufruir do invento. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

mentoringA Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ e o Alumi COPPEAD abriram as inscrições para o Programa de Mentoring 2018. O objetivo é estimular o desenvolvimento das startups nascidas na Incubadora através da orientação de profissionais experientes e formados no Instituto COPPEAD. Já os mentores terão a oportunidade de aperfeiçoar seu relacionamento interpessoal e networking com outros mentores e empreendedores de alto potencial.

Para participar basta ser ex-aluno do COPPEAD e possuir pelo menos cinco anos de experiência em cargos de gestão. O programa está em sua 4ª edição e já envolveu 40 mentores e mais de 20 empresas. As inscrições vão até o dia 23 de fevereiro e o processo de mentoria será de abril a dezembro de 2018.

Para se inscrever e obter mais informações acesse o link

 

 

catalogodelaboratorios2018

Uma versão prévia do catálogo de laboratórios da UFRJ 2018 foi disponibilizada no site da PR2. Este material foi gerado a partir dos dados que foram lançados pelos responsáveis por laboratórios e homologados pelos diretores de unidades no sistema http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario

A apresentação desse material no presente momento tem três objetivos principais: dar acesso e visibilidade às informações já coletadas; permitir que os responsáveis pelos laboratórios e demais envolvidos possam, mais uma vez, ter a oportunidade de verificar e, eventualmente, corrigir ou acrescentar dados; possibilitar o registro de Laboratórios ainda não cadastrados no sistema.

Para a composição deste catálogo, laboratório foi definido como reunião de pesquisadores para o desenvolvimento de atividades regulares de pesquisa e divulgação científica. A equipe do Laboratório deve contar com no mínimo dos pesquisadores (Docente ou técnico) vinculados à UFRJ (ativos e inativos), dentre os quais um deverá ser coordenador.

Os responsáveis por laboratórios ainda não cadastrados no sistema, e que desejarem ser incluídos no Catálogo, poderão efetuar o cadastro até o dia 04/02/18, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario.

Os responsáveis por laboratórios já cadastrados e homologados, caso encontrem eventuais erros, poderão efetuar correções dos dados publicados no Catálogo, até o dia 04/02/18, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario.

Os diretores das unidades poderão homologar ou indeferir os cadastros novos ou revisados, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario, do dia 05/02/2018 até 21/02/2018.

Clique aqui para acessar o Catálogo de Laboratórios 2018.

 

 

maglev17

O Maglev-Cobra - trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ -, fará no dia 30 de janeiro a sua primeira viagem demonstrativa de 2018. Neste período de férias acadêmicas, com redução das atividades em todo campus da Cidade Universitária, o Maglev estará em atividade na última terça-feira dos meses de janeiro e fevereiro. O horário é o mesmo, das 11 às 15h. A partir de março, o Maglev volta a operar regularmente todas as terças-feiras, sempre das 11 às 15h. As viagens são abertas ao público em geral.

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes.

Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

Os interessados em testar a tecnologia devem se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Calendário de férias

Janeiro - Dia 30/01, terça-feira, das 11 às 15h.
Fevereiro - Dia 27/02, terça-feira, das 11 às 15h.

 

 

finepstartup

A Finep prorrogou até 26 de janeiro o prazo de inscrições para a segunda rodada do Finep Startup, programa que pretende aportar recursos e conhecimento em empresas nascentes de base tecnológica. As startups interessadas em concorrer ao edital poderão enviar suas propostas pelo site da financiadora. No processo, serão selecionadas mais 25 empresas a serem investidas pela Finep, em operação que pode chegar a R$ 25 milhões (até R$ 1 milhão por startup).

Após a alta demanda na primeira rodada (mais de 500 inscrições), a Finep ampliou os temas do programa, com a inclusão de Healthtech, além da categoria Tecnologias Habilitadoras, composta por: Blockchain; Inteligência Artificial; Microeletrônica; Nanotecnologia; e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista. O principal objetivo da mudança é atender a empresas nascentes intensivas em conhecimento que não se enquadraram nos pré-requisitos da primeira rodada.

Sobre o Finep Startup
Lançado em junho de 2017, o programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento de produto, processo ou serviço, para colocar no mercado, ou que precisam ganhar escala de produção (não são apoiáveis tecnologias em fase de ideia ou pesquisa). Para isso, a financiadora vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital das startups selecionadas. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios.

O foco da Finep é cobrir o gap de apoio existente entre o investimento feito por programas de aceleração, investidores-anjo e ferramentas de financiamento coletivo (crowdfunding) e o aporte feito por Fundos de Seed Money e Venture Capital. Assim, a financiadora espera ajudar as startups brasileiras a superar o chamado "vale da morte", fase em que empresas promissoras se desmantelam por dificuldades de ganhar tração e cobrir fluxo de caixa negativo.

Outro ponto positivo do programa é que a Finep não pretende tornar as startups dependentes de recursos públicos. Para estimular o empreendedor a buscar capital privado, a agência vai dar até 5 pontos a empresas que forem aportadas por investidores-anjo. A quantidade de pontos dependerá do valor do investimento, cujo mínimo é R$ 50 mil. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

 

 

patentesverdesServiço permanente do INPI desde 2016, o “Patentes Verdes” será tema de um talk show no dia 16 de janeiro, às 15h, no Museu do Amanhã. No evento, que conta com o apoio do Instituto, serão abordadas questões como o que são patentes verdes, como elas têm tido impacto na economia do país, por que elas são um tipo de patente diferente da convencional e como elas têm ajudado a impulsionar a inovação no Brasil.

Gisele Almeida, pesquisadora do INPI e doutora em Gestão da Qualidade em Ciência e Tecnologia de Alimentos, participará da roda de conversa com Newton Souza, diretor jurídico, de Meio Ambiente, Gente e Suprimentos da New Steel, empresa que obteve uma patente verde por seus processos de tratamento e beneficiamento de minério e rejeitos de ferro.

As inscrições para participar do evento podem ser realizadas no site do Museu do Amanhã até o dia 16 de janeiro.

 

 

riodoce

Startups e empresas de pequeno e médio porte vão poder ajudar na reparação dos impactos gerados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A Fundação Renova, o Sebrae e o Senai vão selecionar quatro projetos que contribuam na recuperação da bacia do Rio Doce.

O Edital de Inovação para a Indústria vai investir, ao todo, R$ 1,1 milhão em ideias que reparem o rio Doce. A Fundação Renova vai avaliar as propostas e selecionar quatro projetos, que devem ser desenvolvidos para a aplicação nos municípios atingidos pelo desastre. Dois dos selecionados receberão R$ 400 mil cada, enquanto os outros dois vão ganhar R$ 150 mil cada.

Os projetos devem contemplar os eixos Terra e Água, Pessoas e Comunidades ou Reconstrução e Infraestrutura. As ideias escolhidas poderão utilizar a estrutura de incubação do sistema Sesi/Senai. O empreendedor vai contar, ainda, com assessoria para disponibilizar o novo produto ao mercado.

Do total previsto no edital, R$ 500 mil serão desembolsados pela Fundação Renova, a qual nasceu após a assinatura do Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) entre Samarco, com o apoio de suas acionistas, Vale e BHP Billiton, e o Governo Federal, os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) e a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); o restante do valor será dividido entre Senai e Sebrae.

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de janeiro. Para ter acesso ao edital e ao link de inscrição, clique aqui.

 

 

incubadorapredio2No último dia 2 de janeiro, a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ lançou um edital de fluxo contínuo para seleção de novas empresas. A chamada é voltada para startups que desenvolvam produtos ou serviços de base tecnológica com alto grau de inovação e potencial de interação com a Universidade. As empresas selecionadas terão à disposição uma sala de uso privativo, acesso à infraestrutura de uso comum como salas de reunião, auditório e copa, além de serviços de assessoria e capacitações em gestão de negócio. O edital é de fluxo contínuo e ficará aberto por seis meses. Ele está disponível no link que segue: http://www.incubadora.coppe.ufrj.br/wp-content/uploads/2018/01/EDITAL_INC2018.pdf.

Durante o ano de 2017, as startups NetCommerce e Twist, agora residente do Parque Tecnológico da UFRJ, passaram a fazer parte do time de graduadas, totalizando 68 empresas que já passaram pela Incubadora desde a sua criação em 1994. Recentemente seis novas companhias passaram a fazer parte do quadro de residentes. A Green Ant, USSV, Laboratório de Longevidade, Wespa, Toco e Peça Porto agora contam com toda a infraestrutura física e tecnológica da Incubadora, além de assessorias e treinamentos para viabilidade de seus negócios.

 

 

henrysuzukicoppeAs instituições devem ter em pauta o debate sobre patentes para que o país "não fique no escuro". O alerta foi feito pelo especialista Henry Suzuki, sócio-diretor da consultoria Axonal, durante sua palestra sobre inovação, patentes e informações tecnológicas proferida na Coppe/UFRJ em 13 de dezembro.

De acordo com Suzuki, a proteção legal ao conhecimento intelectual é cada vez mais valorizada internacionalmente. Mas o Brasil, segundo ele, ainda não valoriza a propriedade intelectual como deveria. "Precisamos colocar a discussão sobre patentes em pauta em nossas instituições, sob pena de reinventarmos o que já existe, ou pior, esbarrarmos na patente alheia. O mundo inteiro enxerga, mas o Brasil caminha no escuro", ressaltou.

De maneira quase didática Suzuki explicou que a patente não é requerida para que o inventor possa explorar economicamente a tecnologia que produziu, e sim para impedir que terceiros utilizem este conhecimento sem a sua autorização.  “A patente de invenção a protege por 20 anos, contados do depósito do pedido de patente, ou dez anos a partir da concessão do mesmo. No caso de patente de modelo de utilidade, os prazos são respectivamente de 15 e de sete anos”.

No Brasil, o registro formal da patente deve ser feito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A patente é válida somente no país em que foi registrada e sua solicitação tem como requisitos o caráter de novidade do produto/tecnologia; a comprovação de que foi fruto de atividade inventiva, e a possibilidade de sua aplicação industrial. É passível de concessão o pedido que adicionalmente atender a outros requisitos como: clareza na formulação, suficiência descritiva e cumprimento de requisitos formais e administrativos.

Para uma plateia de professores e alunos, Suzuki alertou para o risco que o pesquisador corre de perder a exclusividade da tecnologia que se pretende proteger por necessidade de contar pontos publicando os resultados do seu trabalho em periódicos. "O artigo científico mata a patente. Normalmente não é nem o paper, é o artigo em Congresso. Ela perde o caráter de novidade, é a pá de cal", advertiu.

O especialista recomendou a todos que leiam uma cartilha produzida pela seção gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil - Cartilha de Propriedade Intelectual 2016 da OAB-RS - que em sua opinião traz de maneira sucinta o que os inventores precisam saber acerca da legislação pertinente ao tema. "No Brasil há diversas leis, fora os tratados internacionais que tocam a questão da proteção do conhecimento, sendo a principal a Lei de Propriedade Intelectual - 9.279/96. A cartilha feita pela OAB tem somente 50 páginas e vai direto ao ponto, sem enrolação", resumiu.

Outro problema apontado pelo empresário é o alto custo da proteção intelectual. O pedido inicial feito ao INPI custa 70 reais para pessoa física, mas há uma escalada de custos à medida que o projeto progride, sobretudo se a patente também for requerida no exterior. "Fazer patente é que nem fazer filho. Muita gente comemora quando deposita. O custo do pedido inicial é de 70 reais, e eu pergunto, está comemorando o quê? Daqui a um ano e meio você vai ter que gastar cinco mil para o PCT. No trigésimo mês, danou-se. Nem toda empresa tem dinheiro para bancar. Patente é só despesa, ela passa a ter valor quando o poder de impedir terceiros passa a ter valor comercial", alertou.

Sobre o palestrante

Henry Suzuki é empresário, consultor nas áreas de patentes, informações tecnológicas e desenvolvimento de novos produtos. Agente de Propriedade Industrial, Suzuki é consultor colaborador da Questel Consulting, empresa líder mundial em inovação e propriedade intelectual com instalações na Europa, EUA e Ásia; e Principal Consultor da empresa Innovalyst (EUA).

Graduado em Farmácia e Bioquímica pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em administração de empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, é empresário e colaborador em diversos programas de capacitação empresarial e mentoria.

Embora ocupe a cadeira número 2 da Academia Nacional de Farmácia, Suzuki prefere se apresentar como inventor. O empresário criou a Clever Cap, uma tampinha de garrafa que se monta como uma peça de Lego e pode compor-se com as peças deste brinquedo, evitando o descarte deste item e prolongando a sua vida útil.

 

 

AGÊNCIA UFRJ DE INOVAÇÃO
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