lindacoppe

A aluna de doutorado da Coppe/UFRJ, Linda Gabriele Gesenhues, receberá, no próximo dia 15 de novembro, o prêmio ACM-IEEE CS George Michael Memorial HPC Fellowships, concedido pela Association for Computing Machinery (ACM), maior entidade científica e educacional de computação do mundo. O prêmio, no valor de cinco mil dólares, será entregue durante a Conferência Internacional para Computação de Alto Desempenho, Redes, Armazenamento e Análise (Supercomputing 2018), em Dallas, EUA.

Primeira aluna de instituição sediada fora do eixo Estados Unidos e Europa a ganhar essa premiação, Linda vem trabalhando na simulação de correntes de turbidez, que causam mudanças na topografia oceânica. O trabalho é fruto da pesquisa que a aluna vem desenvolvendo para sua tese de doutorado, intitulada “Métodos avançados para simulação por elementos finitos de fluidos não newtonianos”, sob a orientação dos professores da Coppe Fernando Rochinha, do Programa de Engenharia Mecânica, e Alvaro Coutinho, do Programa de Engenharia Civil.

O estudo faz parte de um projeto em andamento na Coppe, que tem como objetivo desenvolver uma ferramenta computacional preditiva, capaz de simular como se formaram alguns campos de petróleo, há milhões de anos, a partir da ação das correntes de turbidez. Os resultados podem auxiliar geólogos e geofísicos a entenderem melhor o processo de formação desses reservatórios, possibilitando a identificação de outras regiões, que por terem passado por processos similares, podem abrigar reservas de petróleo. Em resumo, reconstituir o passado para identificar pistas que possam sinalizar futuras reservas.

Por meio de modelos matemáticos, Linda simula fenômenos que ocorrem no fundo do mar, como correntes de turbidez. Trata-se de um escoamento de alta densidade que transporta sedimentos e modifica a topografia oceânica. “Ele resulta em um fluído viscoso, similar a uma massa de panqueca, cujo comportamento varia de acordo com a pressão exercida na corrente. Sua taxa de deformação é modificada por meio de mudanças na velocidade desse escoamento turbulento”, explica a aluna da Coppe.

A ferramenta também pode contribuir para minimizar riscos econômicos e ambientais da extração de petróleo, assim como prever o comportamento de avalanches e erupções vulcânicas no fundo do mar. Linda Gesenhues acrescenta ainda que esta pode ser utilizada para prever impactos ambientais envolvendo o rompimento de barragens com resíduos de minérios, como o ocorrido na cidade de Mariana, em 2015. “Outra possibilidade de aplicação seria no auxílio da escolha de regiões para o armazenamento de água limpa”, antecipou Linda.

Financiada pela Petrobras, que já investiu mais de 10 milhões de reais, a pesquisa teve seu contrato renovado recentemente com a empresa por mais quatro anos. Também fez parte do HPC4E (High Performance Computing for Energy), projeto que reuniu entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2018, instituições de pesquisa do Brasil e da União Europeia, com o objetivo de gerar conhecimento e tecnologias voltadas para o setor de energia.

Sobre a aluna premiada

Linda Gabriele Gesenhues tem 28 anos e nasceu na cidade de Heppenheim, na Alemanha. Formou-se em Engenharia Mecânica pela RWTH Aachen University, sediada na cidade de Aachen, Alemanha. Durante a graduação, fez intercâmbio nos Estados Unidos, onde estudou um ano na University of Wisconsin-Madison, na cidade de Madison, onde foi assistente de pesquisa em um projeto sobre modelos numéricos para a mistura de nano-partículas e fluídos não newtonianos.

Na mesma instituição que recebeu o diploma de engenheira, concluiu o mestrado em Engenharia de Polímeros e Têxtil, com ênfase em simulação numérica de danos sofridos pelas hemácias em bombas artificiais de sangue.

Em 2015, ingressou no doutorado do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, do qual fala com orgulho: “O curso é excelente. Superou minhas expectativas. Eu tenho muita sorte de poder trabalhar com dois grandes orientadores”, ressaltou a engenheira, que estima defender sua tese no início de 2020.

Linda se diz realizada. “Estou muito feliz por ter optado em fazer o doutorado na Coppe e morar no Brasil. Gosto muito do Rio de Janeiro. Eu vim de um país pequeno. Está sendo muito interessante viver em um país grande, com tanta diversidade cultural”, confessou entusiasmada a aluna que resolveu retribuir à cidade tornando-se professora voluntária no curso Pré-Vestibular Comunitário Vetor, no Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho. Todas às quartas-feiras a aluna da Coppe troca as modelagens e os supercomputadores pelo quadro e o giz para ensinar matemática a estudantes de baixa renda que se preparam para as provas do vestibular. “Ensino, mas também aprendo muito com eles”, acrescentou a engenheira, em bom português.

 

 

Tecnologia brasileira permite a combinação inédita da insulina com amilina humana, hormônios fundamentais para o controle da glicemia, que não é atingido por 2/3 dos pacientes diabéticos, com os tratamentos atuais

 

diabetes

Fruto de uma pesquisa realizada pelo grupo do professor Luís Mauricio Trambaioli, do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ, uma novidade brasileira no controle da glicemia promete ser uma alternativa terapêutica que fará diferença na vida dos pacientes. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana — um hormônio natural co-secretado com a insulina, atuando no controle da diabetes e obesidade, crescentes problemas de saúde pública.

Para se ter idéia, em 2015, a Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation) estimou que 8,8% da população mundial com 20 a 79 anos de idade (415 milhões de pessoas) vivia com diabetes. Cerca de 75% dos casos são provenientes de países em desenvolvimento, onde a incidência da doença vem aumentando nas últimas décadas. Se esta tendência persistir, o número de pessoas diabéticas projetado para 2040 é de mais de 642 milhões. Tal crescimento está associado a fatores como a rápida urbanização, sedentarismo, excesso de peso e envelhecimento populacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a glicemia elevada seja a terceira maior causa de mortalidade prematura, superada apenas por pressão arterial aumentada e uso de tabaco. Daí a importância da nova tecnologia.

Por trás da iniciativa, está a Biozeus, empresa brasileira com atuação pioneira no desenvolvimento de novos fármacos no Brasil, ao combinar expertise científica e de negócios. “Estamos desenvolvendo um medicamento brasileiro inédito para atender pacientes diabéticos de todo o mundo”, comemora Luis Eduardo Caroli, CEO da Biozeus, adiantando que recentemente foram concluídos os ensaios que comprovaram eficácia da nova droga em animais diabéticos, mostrando a obtenção da normalização dos níveis de glicose no sangue quando a medicação foi aplicada em conjunto com baixas doses de insulina. O objetivo final da medicação é repor amilina e a insulina através de uma administração diária única, permitindo a restauração da fisiologia de forma prática, fácil e inédita.

O estudo, iniciado na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana permitindo, de forma inédita, sua aplicação terapêutica. O paciente diabético deixa de produzir tanto a amilina quanto a insulina, dois hormônios fundamentais no controle da glicemia e do peso. As formas de tratamento atuais permitem a reposição da insulina, mas a amilina humana ainda não é disponível aos pacientes. Desta maneira, a reposição de amilina ao paciente diabético é fundamental para restauração da fisiologia perdida, desejo de 100% dos médicos no tratamento de seus pacientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, dados obtidos em 2015 apontam que 75% de brasileiros portadores de diabetes não apresentam controle glicêmico adequado com o tratamento usual. Mesmo seguindo dieta rigorosa e praticando exercícios físicos adequados, esses pacientes não se comportam fisiologicamente como indivíduos saudáveis. Neles, a deficiência está na produção não apenas da insulina, mas também da amilina. Esta última é responsável pela redução da velocidade de esvaziamento gástrico após as refeições e pela sensação de saciedade, pela redução da quantidade de glicose que o fígado joga na corrente sanguínea e por aumentar a queima calórica e o gasto energético. Juntas, estas ações equivalem a um controle maior da glicose e do peso. Em condições fisiológicas normais, a insulina e a amilina são produzidas por células do pâncreas e armazenadas nos mesmos compartimentos celulares, atuando sinergicamente no controle da glicemia.

De acordo com Caroli, a indústria farmacêutica até hoje não tinha conseguido obter um medicamento viável à base de amilina humana justamente por ela ser insolúvel em água e por formar corpos agregados, considerados tóxicos inclusive para o pâncreas. “Esse estudo pioneiro é uma enorme conquista para a medicina mundial e um benefício aos milhões de diabéticos. O novo fármaco em desenvolvimento tem o potencial de levar uma inovação brasileira aos pacientes de todo o mundo”, destaca.

Uma cadeia nacional de desenvolvimento

A notícia da nova amilina não se destaca apenas pelo caráter de inovação do fármaco em si, mas também pelo modelo usado para tornar possível seu desenvolvimento, que seguiu uma tendência do mercado farmacêutico internacional muito conveniente no atual contexto brasileiro: o de compartilhamento de riscos. Ainda colocado em prática por poucos no País, esse modelo consiste na participação conjunta de diferentes agentes (players) do setor farmacêutico, onde cada um contribui com sua expertise, compartilha riscos e, oportunamente, divide resultados.

“No caso da amilina, a relação da Biozeus com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é um exemplo de sucesso, pois previu o compartilhamento dos riscos do negócio e a aposta conjunta num resultado visivelmente promissor. É uma das ferramentas que encontramos para enfrentar a escassez de recurso público, afastando qualquer prejuízo para o desenvolvimento da alta tecnologia brasileira”, explica Caroli.

Com investimento do Fundo Fin Health, fundo brasileiro de venture capital voltado exclusivamente para o segmento de Ciências da Vida, a Biozeus tem a expertise científica e de negócios para buscar, selecionar, investir e conduzir as diversas etapas de desenvolvimento e comercialização de fármacos, desde os estágios iniciais até a etapa em que o projeto é licenciado para a indústria farmacêutica, que assume a fase final do desenvolvimento e comercialização global.

Atualmente, o mercado de vendas mundial de medicamentos para diabetes é aproximadamente de US$ 58 bilhões, e a expectativa é que a nova tecnologia resulte em um produto que alcance US$ 2 bilhões em vendas por ano.

Recentemente a notícia foi destaque no portal G1. Confira aqui.

 

 

remedios

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) lançou em parceria com a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês) uma nova plataforma online com objetivo de ajudar agências governamentais a ter melhor entendimento do status global de patentes de remédios.

Criada a partir dos esforços da indústria para esclarecer informações de patentes, a Patent Information Initiative for Medicines (Pat-INFORMED) fornece informações através de um banco de dados livres e de acesso aberto. Através da nova plataforma, que se tornou operacional no fim de setembro, agências governamentais podem fazer consultas diretas com companhias.

A OMPI fornece recursos e hospeda o banco de dados para garantir desenvolvimento contínuo, enquanto a IFPMA trabalha junto a 20 companhias biofarmacêuticas que apoiaram a iniciativa para ajudar a garantir uma abordagem consistente e coordenada.

“A OMPI está comprometida a aumentar a transparência do sistema de patentes e garantir que funcione para benefício da humanidade. Como uma parceria público-privada focada no acesso de informações essenciais de patentes, a Pat-INFORMED irá facilitar a solicitação de patentes de remédios importantes e, logo, fornecer melhores resultados para pessoas de todo o globo. Tais parcerias são essenciais para o sucesso no campo da saúde pública”, disse o diretor-geral da OMPI, Francis Gurry.

Embora informações sobre solicitações e concessões de patentes estejam no domínio público, recursos que ligam diretamente patentes a remédios já no mercado são escassos e limitados. Estas ferramentas estão disponíveis publicamente apenas em alguns países ou através de bancos de dados privados. A Pat-INFORMED busca ajudar a fechar estes buracos e tornar pesquisas de patentes mais fáceis, rápidas e acessíveis a um grupo mais amplo de pessoas.

No momento, a Pat-INFORMED hospeda informações sobre mais de 14 mil patentes individuais, para 600 mil famílias de patentes e 169 INNs, nomes únicos que são reconhecidos globalmente e usados para identificar substâncias farmacêuticas ou ingredientes farmacêuticos ativos dentro de remédios que cobrem uma ampla gama de condições.

“Esta iniciativa é uma maneira prática de reduzir a complexidade em torno do acesso à informação de patentes, algo que especialistas da saúde pedem há tempos. Ao facilitar acesso à informação de patentes para autoridades da saúde pública, a Pat-INFORMED pode ajudá-las a tomar decisões mais informadas sobre opções disponíveis, e isto será uma contribuição importante à saúde global”, disse o diretor-geral da IFPMA, Thomas Cueni.

Segundo Wesley Kreft, diretor da Global Supply Chain, uma organização sem fins lucrativos sediada na Holanda e especializada na gestão da cadeia de suprimentos médicos para países desenvolvidos, “processos de solicitação de patentes mais eficientes salvam vidas ao levar remédios para as pessoas com maior rapidez”.

“A Pat-INFORMED possui o potencial de reduzir em 30% o tempo necessário para solicitar patentes para remédios para países de baixa e média renda", afirmou.

A plataforma possui informações de patentes para medicamentos dentro da oncologia, hepatite C, problemas cardiovasculares, HIV, diabetes e problemas respiratórios. Em uma fase posterior, a iniciativa irá se estender para todas as áreas terapêuticas e explorar a inclusão de terapias complexas.

O lançamento foi feito em evento às margens das Assembleias de Estados Membros da OMPI 2018.

Clique aqui para acessar a plataforma online.

 

 

fakenews

A Coordenadoria de Comunicação (Coordcom), em parceria com a Superintendência de Tecnologia (TIC), lançou um formulário on-line para denúncias de fake news relativas à UFRJ. A ferramenta permite que os usuários submetam notícias das quais desconfiem de falsidade e que tenham sido compartilhadas em texto, imagem ou vídeo em sites, redes sociais ou, até mesmo, aplicativos de mensagens. 

Após o recebimento das denúncias, a UFRJ analisará os casos relatados, investigando a veracidade e tomando as medidas legais individualmente. Entre as iniciativas cabíveis estão os pedidos de retirada do conteúdo, retratação, direito de resposta e, nos casos mais graves, denúncia ao Ministério Público junto à Procuradoria Federal. 

Viu alguma notícia falsa sobre a UFRJ circulando pela internet? Denuncie aqui.

 

 

sisgenPesquisadores com trabalhos experimentais ou teóricos realizados com patrimônio genético brasileiro têm até o dia 5/11 para finalizar o cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen). Esse sistema eletrônico foi criado pelo Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016, que regulamenta a Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, como um instrumento do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético na gestão do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado.

O cadastro é obrigatório para todas as atividades que utilizem material biológico de espécies (nativas ou exóticas ambientadas) vegetais, animais, microbianas, fúngicas ou de outra natureza que sejam encontradas em território nacional. Também estão obrigados a efetuar o cadastro pesquisadores cujos trabalhos utilizem o conhecimento tradicional associado ou sequências genéticas de espécies brasileiras depositadas em bases ou bancos de dados digitais.

Para mais informações sobre o sistema e o cadastramento, visite a página do Ministério do Meio Ambiente sobre patrimônio genético e/ou acesse o Manual do SisGen.

Dúvidas podem ser enviadas  ao administrador do SisGen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou à Secretaria Executiva do Cgen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

Pró-Reitoria de Pesquisa alerta sobre limitações do sistema

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação realizou, no dia 10/10, debate sobre a Nova Lei de Biodiversidade. Representantes de grupos envolvidos com o tema apresentaram os impactos sofridos pela academia, povos tradicionais, indústrias e gestão governamental, a partir da data em que  entrou em vigor a Lei nº13.123 de 2015 e o Decreto 8.772 de 2016.

Os palestrantes discorreram sobre o processo de criação da Lei e os gargalos e as contradições encontrados. A representante da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Ana Claudia Dias de Oliveira, esclareceu aos presentes  os termos utilizados e possíveis riscos a que as pesquisas estariam expostas.

Um dos pontos destacados foi o sigilo das informações: “Os cadastros de usuários são considerados sigilosos por conterem informações pessoais. Entretanto, nos demais campos, todas as informações são consideradas públicas”, alerta Oliveira. “É preciso que o pesquisador tenha discernimento nos dados colocados para não expor a uma fragilidade o trabalho de uma vida inteira.”

A palestrante informou que a Abifina disponibilizou um manual comentado sobre o tema.

 

(FONTE: CoordCOM/ UFRJ)

 

 

 

semanaglogaldeempreendedorismo

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) 2018, maior celebração mundial voltada para esta temática terá como mensagem principal “Empreendedorismo Jovem: A Hora é Agora”. O calendário oficial da Semana será de 5 a 9 de novembro, mas durante todo este mês o empreendedorismo será motivo de comemorações e atividades em todo país.  Três temas distintos foram definidos para nortear a semana: Mulheres, Inclusão Social e Inovação. O intuito é conectar, capacitar e inspirar o público, para que transforme ideias em iniciativas de sucesso.  Os jovens estão fazendo grandes mudanças nas formas de empreender, criando modelos flexíveis, digitais, ágeis.  O mundo dos negócios tem muito a aprender com eles, em especial com o engajamento em ações sociais, sustentáveis e justas. Jovens naturalmente compartilham informações e queremos potencializar esta troca, sempre rica e produtiva, explica, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A SGE está presente em mais de 167 países e mobiliza anualmente milhares de organizações e milhões de pessoas. Nos últimos três anos, apenas no Brasil, mais de 2,5 milhões de pessoas participaram de cerca de 10 mil atividades - o que faz da SGE brasileira a maior do mundo, com sete premiações internacionais. As pessoas ou organizações interessadas em participar das ações de mobilização podem conhecer mais sobre a Semana Global e obter materiais de apoio no site do movimento: www.empreendedorismo.org.br.

SGE

A Semana Global de Empreendedorismo foi criada em 2007, na Inglaterra, com o objetivo de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora, conectando, capacitando e inspirando as pessoas a empreender. Como parte das mobilizações, são realizadas diversas atividades, de palestras a competições, com diferentes públicos e temáticas, sempre abordando o empreendedorismo de alguma forma. Esse é um grande movimento que acredita que a causa do empreendedorismo é capaz de gerar desenvolvimento econômico social e transformar realidades.

Serviço:

O site do movimento http://www.empreendedorismo.org.br/ possibilita acompanhar e participar das ações que vão ser realizadas no Brasil.

 

(FONTE: Agência Sebrae de Notícias)

 

 

radarbandax

Um sistema inovador pode contribuir para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara. Desenvolvido por meio de uma parceria entre pesquisadores da Coppe/UFRJ e da UFF, o sistema é fruto de um arranjo tecnológico, que por meio de computação de alto desempenho e modelos matemáticos, vai gerar parâmetros físicos e ambientais a partir de dados coletados por radar marítimo com frequência de Banda X, usado em grandes navios.

O sistema foi apresentado, no dia dia 10 de outubro, durante o “1º Workshop de Tecnologia de Radar (Banda X) Aplicada a Meteo-Oceanografia e Hidrografia”, no auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências da UFF, no campus da Praia Vermelha, na Avenida Gal. Milton Tavares de Souza S/N, Boa Viagem, em Niterói.

Os pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ e do Laboratório de Geofísica Marinha (Lagemar), da UFF, apresentaram a tecnologia para professores, alunos, representantes de empresas públicas e privadas, e possíveis investidores. As aplicações e resultados desse projeto serão testados e validados pelos pesquisadores desses laboratórios.

O sistema possibilita a definição de parâmetros para a logística marinha, disponibilizando dados sobre ondas e correntes, dispersão de vazamento de óleo e monitoramento de precipitação (chuvas). O radar marítimo emite pulsos de ondas eletromagnéticas para a superfície do oceano, que são refletidas em estruturas, como rochas ou embarcações, e retornam ao equipamento. As informações obtidas nesse processo também poderão ser usadas em pesquisas e soluções para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara provenientes da ação humana, além de auxiliar no controle e segurança do tráfego de embarcações.

“O radar pode ser utilizado para detecção de lixo flutuante. A partir dos dados de ondas e correntes é possível aprimorar o estudo da modelagem da dinâmica do oceano e criar prognósticos com a trajetória desse lixo, além de otimizar seu recolhimento e localizar possíveis fontes de lançamentos", afirma Fábio Hochleitner, pesquisador do Laboratório de Métodos Computacionais (Lamce) da Coppe. Essa tecnologia também pode ser utilizada como um mecanismo de proteção ao ambiente nas regiões portuárias, detectando e monitorando vazamentos de óleo e produtos químicos.

Desde 2017, o radar marítimo está instalado no topo do prédio do Instituto de Geociências da UFF, parceiro do Lamce nesse projeto. O local oferece ampla visão para a Baía de Guanabara, área escolhida para a realização de testes. Concluída a fase piloto do projeto, o sistema poderá ser aplicado em outras regiões do oceano.

“A parceria entre as instituições é promissora. O Lamce tem grande interesse em aplicações nas áreas de meteorologia e oceanografia, enquanto o Lagemar se interessa por aplicações em hidrografia. É um casamento perfeito”, ressalta Fábio Hochleitner.

O sistema foi destaque, no dia 05/10, em reportagens publicadas em O Globo (Sistema com radar norueguês vai monitorar Baía contra poluição ambiental) e no Jornal do Brasil (Coppe começa a operar, a partir da próxima quarta-feira, super radar para monitorar a Baía de Guanabara).
 

Sobre o Lamce

Coordenada pelo professor da Coppe, Luiz Landau, a equipe do Lamce tem desenvolvido projetos bem-sucedidos voltados para a redução de impactos nos oceanos.

Em 2010, uma iniciativa do laboratório em parceria com o Projeto Grael, a petroleira BG e a consultoria Prooceano, contribuiu para dar suporte a velejadores e a iniciativas destinadas a reduzir o impacto ambiental na Baía de Guanabara.

Boias com sensor de temperatura e monitoradas por satélite coletavam dados, gerando informações que possibilitavam estudar a movimentação de lixo no mar e vazamentos de óleo de refinarias e navios. O trabalho colaborou na inclusão social de jovens do projeto dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael, que semanalmente iam de lancha até pontos previamente definidos para extrair dados oceanográficos.

Durante as Olimpíadas Rio 2016, um sistema desenvolvido pelos pesquisadores do laboratório forneceu dados sobre as condições de circulação marinha e atmosférica dos locais de competição para os atletas brasileiros de modalidades náuticas. Com essas informações, os atletas planejavam sua atuação durante as provas. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Um projeto em andamento, realizado em parceria com a Shell, é o Sistema de Observação Oceânica para a Bacia de Santos. Ele inclui a utilização de veículos autônomos submarinos e de superfície para a medição de correntes marinhas e ondas, com foco no Campo de Libra. Trata-se de uma nova etapa do Projeto Azul, iniciado em 2012, coma BG Brasil, para modelagem computacional oceânica, com o uso de sensores locais e remotos a bordo de plataformas orbitais para realizar diagnósticos e prognósticos da dinâmica oceânica.

 

 

mocao do conselho universitario 01

Moção do Conselho Universitário da UFRJ, aprovada em sessão do dia 25/10/2018

Pronunciamento do Conselho Universitário para a comunidade da UFRJ e a sociedade brasileira

Em declaração pública, as reitoras e os reitores das universidades federais brasileiras, reunidos na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nos dias 17 e 18/10, reafirmaram o compromisso inquebrantável com o desenvolvimento social da nação e, de modo igualmente categórico, com a democracia como valor civilizatório e fundamento dos direitos humanos.

Não se trata de um pronunciamento protocolar. Os conhecimentos científico, tecnológico, cultural e artístico somente vicejam em ambientes democráticos, de irrestrita liberdade de cátedra e de plena liberdade de ensino e aprendizagem. Na mesma declaração, há o manifesto do compromisso com os preceitos constitucionais que asseguram as liberdades democráticas que conformam o ambiente universitário, como expresso na Constituição Federal de 1988. De fato, a fundamentação jurídica que assegura a irrestrita liberdade de cátedra é a autonomia universitária.

A instabilidade da democracia no Brasil exige a reafirmação do art. 207 da CF e a disposição de zelar pelos objetivos originais que levaram a Lei Maior do país a ser intitulada como a Constituição Cidadã. A autonomia se expressa pela autonormação – pelas leis próprias da universidade, muitas delas resultantes de mais de mil anos de história – e pelo autogoverno da instituição.

Conforme a Carta Magna, as universidades possuem autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial para que o espaço universitário seja acolhedor e de natureza comunitária, promovendo as melhores condições de aprendizagem, criação e interação dialógica com a sociedade. As conquistas ao longo do presente século são um patrimônio da nação.

A criação de novas universidades, institutos federais e de centenas de novos campi, a adoção de cotas, a institucionalização da assistência estudantil, por meio do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), a realização regular de concursos públicos de provas e títulos, assegurando o ingresso no serviço público por mérito, foram marcos que permitem projetar de modo muito mais audacioso o porvir do país.

Acompanhando de modo cidadão o atual processo eleitoral, o Conselho Universitário da UFRJ manifesta o seu compromisso com a laicidade da educação pública, recusando de modo categórico tanto a difusão de proselitismo religioso de qualquer espécie nas atividades acadêmicas como o intento de imposição do criacionismo. Repudia as manifestações racistas, LGBTfóbicas, misóginas, xenofóbicas e todas as formas de negação da igual humanidade de todas as pessoas.

A universidade pública federal é uma instituição democrática que reconhece e valoriza todas as formas de expressão da humanidade. O Conselho Universitário repudia o uso da violência nas manifestações políticas. Ideias são debatidas. A tentativa de impor pela força e pelo medo concepções de mundo não é compatível com a convivência universitária.

O Estado Democrático de Direito impede tais manifestações e a UFRJ seguirá zelando por esses valores. Ainda em consideração ao contexto eleitoral, o Conselho Universitário também declara o compromisso com o art. 205 da CF, que consigna que a educação é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado.

A gratuidade, assegurada pelo art. 206 da CF, é um patrimônio da democracia brasileira que permite o direito de todos ao conhecimento e à melhoria das condições de vida das(os) universitárias(os) e do país de um modo mais geral. A experiência dos povos confirma que o desenvolvimento científico depende de sua interação com a vida social, com os processos produtivos, com as instituições de educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura etc. Nessa ótica, o Conselho Universitário reafirma a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95, que reduz, ano a ano, os gastos públicos.

Exortamos ainda toda a sociedade e a comunidade acadêmica, em especial, a praticarem a reflexão sistemática, contextualizada, fundamentada para que a escolha eleitoral reafirme os valores da democracia, do diálogo, da ética em prol de uma sociedade que proporcione bem viver a todo o povo. Em harmonia com as instituições e representações da sociedade civil democrática, o Conselho Universitário reitera a importância de interações e solidariedades a favor da garantia e do fortalecimento da democracia no Brasil, especialmente por meio da educação pública, gratuita, laica e comprometida com a ciência, a tecnologia, a cultura e a arte, pilares civilizatórios e condições para a existência de democracias vibrantes.

 

 

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Alunos e ex-alunos da UFRJ idealizaram e produziram uma embalagem de plástico biodegradável que revela a qualidade do alimento, a Plasticor. A coloração aponta se o produto está próprio para o consumo ou não. Em desenvolvimento há cerca de um ano, nos laboratórios do campus de Xerém, o bioplástico dos estudantes é uma saída sustentável no cenário de grande desperdício em que se vive atualmente.

Por ano, de toda a comida produzida no planeta, 30% (ou 1,3 bilhão de toneladas) vai para o lixo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A mudança de cor da embalagem seria, portanto, uma forma de administrar o consumo dos alimentos, com preferência aos mais próximos de vencer, além de garantir a confiabilidade da ingestão daqueles cuja data de validade esteja expirada, porém ainda possam ser consumidos de forma segura.

Mas as vantagens vão além. “O impacto ambiental também é reduzido, visto que, nas últimas décadas, a utilização de materiais plásticos é abundante na indústria alimentícia. Nossa embalagem é ecologicamente correta, já que não utiliza aditivos químicos nem demora anos para degradar”, explica João Vítor Balbino, estudante do 5º período de Biofísica e um dos sete integrantes da startup. Enquanto a degradação de plásticos comuns pode levar até cinco séculos, os alunos estimam que a do Plasticor seja de seis meses, porém ainda estão sendo feitos testes para precisar essa informação.

A equipe é multidisciplinar: envolve graduandos de Biotecnologia, Nanotecnologia, Biofísica e Marketing, além de um doutorando em Ciência e Tecnologia de Polímeros e um designer, todos da UFRJ. O projeto é custeado pelos próprios idealizadores, que estão em busca de possíveis investidores. Os interessados em ajudar podem participar do financiamento coletivo criado pela equipe, contribuindo com qualquer valor acima de R$ 10.

 

(FONTE: CoordCOM)

 

 

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação - Edição 2018/2019, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Empresas de todos os portes podem submeter projetos, produtos e processos inovadores. A candidatura deve ser realizada no site do Prêmio até o dia 19 de novembro de 2018.

Os vencedores serão anunciados no dia 10 de junho de 2019. A premiação inclui participação em imersão internacional em ecossistemas de inovação e até R$ 150 mil por categoria pré-aprovados em editais de fomento à inovação, como o Edital de Inovação para a Indústria. A edição passada teve número recorde de inscritos: 3.987 empresas.

Nesta edição, há novidades no regulamento, com três modalidades: pequenos negócios, médias e grandes empresas. A premiação se dará nas categorias Gestão da Inovação e Inovação, sendo que esta tem quatro subcategorias: produto, processo, organizacional e marketing. Outra novidade desta edição será o reconhecimento a práticas inovadoras em saúde e segurança no trabalho.

Não é necessário inscrever um projeto específico de inovação para cada categoria. Com a nova metodologia, a empresa se inscreve uma única vez e é avaliada como um todo, podendo ser selecionada em mais de uma categoria ou subcategoria. No entanto, é preciso que as inovações desenvolvidas tenham acontecido, no máximo, nos últimos dois anos e estejam implantadas no momento da inscrição. 

O Prêmio Nacional de Inovação é voltado para a indústria, com exceção dos pequenos negócios, que podem ser do setor industrial, de comércio, de serviço ou agronegócio.

 

(FONTE: Agência CNI de Notícias)

 

 

 

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A FAPERJ anunciou, em 18 de outubro de 2018, o lançamento de quatro editais: Programa de Apoio a Projetos no Campo da Ciência Forense; Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro; Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica; e Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, serão destinados R$ 13,5 milhões ao desenvolvimento de projetos nas áreas contempladas pelos editais.  

Os quatro editais seguem o mesmo cronograma: os interessados podem fazer a inscrição online das suas propostas até às 16h do dia 12 de novembro de 2018; a divulgação dos resultados preliminares está prevista para o dia 29 de novembro de 2018 (os aprovados nesta etapa terão até o dia 10 de dezembro de 2018 para apresentação dos documentos exigidos) e a divulgação dos resultados finais está prevista para o dia 13 de dezembro de 2018.

Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Por meio deste programa, a FAPERJ pretende desenvolver o sistema estadual de inovação através da interação entre empresas, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), pesquisadores e peritos criminais, ao estimular a pesquisa forense a fim de gerar condições para qualificar as metodologias e tecnologias de pesquisa e de atuação forense – especialmente do campo da informática e tecnologia da informação; laboratórios analíticos forenses; avanços metodológicos e tecnologias inovadoras na investigação do crime de homicídio –, e ampliar o espaço de difusão e troca entre os diferentes campos do conhecimento. 

Para este edital, os proponentes elegíveis são pessoas físicas vinculadas a uma ICT, à perícia técnica da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ou a instituição inovadora nascente ou já estabelecida. Serão aceitos projetos para a criação, experimentação, pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo da ciência forense.

Os recursos alocados para financiamento do edital serão, ao todo, da ordem de até R$ 3,5 milhões, divididos em duas Categorias: Categoria A: nível de implementação e validação de protótipos de produtos e serviços de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 1,5 milhões em projetos de valor unitário até R$ 250 mil; e Categoria B: nível de desenvolvimento e escalabilidade de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 2 milhões em projetos de valor unitário até R$ 500 mil.

Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Com este programa, a FAPERJ pretende apoiar incubadoras de empresas de base tecnológica, de economia criativa e de empreendimentos sociais, a partir da seleção de empreendedores, oferecendo apoio por tempo limitado, incluindo espaço físico, capacitação empresarial e serviços de assessoria para o funcionamento dos empreendimentos nascentes, consolidando-as e reposicionando-as.

Para este edital são elegíveis como proponentes pessoas físicas vinculadas às incubadoras de empresas, sediadas ou não em ICTs, em operação no Estado do Rio de Janeiro, ou às redes de incubadoras em âmbito estadual.

Os recursos alocados para financiamento do presente edital são da ordem de R$ 4,5 milhões. O valor dos recursos solicitados à FAPERJ, em cada proposta, deverá ser limitado de acordo com a quantidade de empreendimentos residentes na incubadora.

Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Este programa é uma oportunidade para apresentação de propostas por parte dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) sediados no Estado do Rio de Janeiro, que contemplem a capacitação, estudos e atividades relacionadas ao desenvolvimento de produtos, serviços, insumos, equipamentos e/ou processos inovadores, decorrentes de ideias ou desenvolvimentos efetuados na instituição ao qual pertençam.

Com este edital, a FAPERJ pretende desenvolver o Sistema Estadual de Inovação através da interação entre empresas, NITs, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e pesquisadores, bem como capacitar jovens engenheiros em projetos de inovação. Os tipos de proponentes elegíveis para o programa são Pesquisador ou Pessoa Física, vinculados a um NIT, e serão aceitos projetos em um ou mais dos seguintes segmentos: busca de anterioridade; elaboração de pedidos de patentes; planos para transferência de tecnologia; prospecção de mercado; e estudos de viabilidade técnica, comercial e econômica (EVTE), incluindo ambiental, quando aplicável.

Serão selecionados até dez NITs, nos quais serão alocados recursos da ordem de até R$ 4 milhões, sendo que cada NIT poderá apresentar uma proposta de até R$ 500 mil. 

Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

Pela primeira vez, a FAPERJ lança um programa de fomento voltado especificamente para o apoio ao empreendedorismo de impacto socioambiental no estado. Com previsão de destinar, ao todo, recursos da ordem de R$ 1,5 milhões, o programa tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento do ecossistema fluminense, em especial nos segmentos ligados à saúde, educação, empregabilidade, tecnologias assistivas, mediação e resolução de conflitos, sistema prisional, desigualdade étnico-raciais, geracional, de gênero e de orientação sexual.

A FAPERJ entende que trata-se de um nicho estratégico, na medida em que esses empreendimentos têm a missão explícita de gerar impacto social e/ou ambiental, ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro a partir da aplicação de modelos de negócios sob a égide de mecanismos de mercado.

Os empreendimentos proponentes podem solicitar até R$ 50 mil. Para o caso das entidades de apoio, o valor financiado é de até R$ 300 mil. Os candidatos poderão ainda considerar a utilização de recursos empresariais ou de outras instituições que se interessarem em participar do desenvolvimento do projeto, que terá vigência de até dois anos.

Confira abaixo as íntegras dos editais:

Edital FAPERJ Nº 07/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Edital FAPERJ Nº 08/2018 – Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Edital FAPERJ Nº 09/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Edital FAPERJ Nº 10/2018 – Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

 

 

palestramedicossemfronteira

 

Fruto de uma parceria entre a Agência UFRJ de Inovação e o Médicos Sem Fronteiras, ocorrerá, em 23 de outubro, às 12h, no Auditório Visconde do Rio Branco (fundos do bloco D, Centro de Tecnologia da UFRJ), a palestra "Para além da medicina: os perfis não médicos que recrutamos".

Médicos Sem Fronteiras é uma organização internacional humanitária que trabalha em mais de 70 países levando cuidados de saúde para populações vítimas de catástrofes naturais, conflitos armados, epidemias, fome ou falta de acesso aos cuidados básicos de saúde. Desde sua fundação em 1971, a organização já atendeu milhões de pacientes sem discriminação de raça, etnia, opção política ou religiosa. Em 1999, MSF venceu o Prêmio Nobel da Paz.

Diferentemente do que muitos pensam, as vagas para profissionais em Médicos Sem Fronteiras não se limitam somente à área médica. Levando em consideração sua atuação em locais com pouca infraestrutura, a ONG conta com cerca de 60% de suas vagas para profissionais de outras áreas, como psicologia, logística, engenharia, finanças, recursos humanos, entre outras.

Durante a palestra estarão presentes o recrutador do escritório do MSF no Brasil e duas expatriadas que falarão sobre o processo de recrutamento (pré requisitos, procedimento) e vivências profissionais no campo, assim como a vida de um expatriado de Médicos Sem Fronteiras.

 

 

semanacti2018

O Parque Tecnológico da UFRJ irá participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da COPPE, nos dias 16,17 e 18 de outubro. Durante os três dias, o Parque irá realizar visitas guiadas à telebiosfera do LAMCE, uma instalação artística para visualização lúdica da interação de plantas com todo o meio ambiente.

Em formato de domo para projeção 180 graus, a instalação foi pensada como uma plataforma audiovisual responsiva que permite visualizar em realidade aumentada alguns fenômenos da natureza. O público visitante poderá ter uma percepção das condições vitais das plantas e das interações com outros organismos vivos através das imagens feitas por meio de câmeras que registram em infravermelho. Uma colaboração do grupo NANO, da Escola de Belas Artes da UFRJ, com as atividades de pesquisa do LAMCE, a tecnologia investigativa tem como objetivo conscientizar sobre a sustentabilidade e sua importância na produção de alimentos, através da união entre arte, ciência e tecnologia.

No dia 18 de outubro, a programação também incluirá uma visita guiada pela Galeria Curto Circuito de Arte Pública. A galeria é uma parceria do Parque com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) e reúne obras de diversos artistas pelos 350 mil metros quadrados do ambiente de inovação do Parque.

Programação

16 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

17 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

18 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce
10h30, 11h30, 14h30, 15h30 – Visita à Galeria

O Laboratório Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia irá disponibilizar uma van que partirá da Escola de Educação Física da UFRJ para levar crianças até o laboratório, que fica dentro do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

fortec 2018

De 15 a 19 de outubro, o Fortec – Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia – vai promover seu 12º encontro anual na cidade do Rio de Janeiro, reunindo gestores de inovação de universidades públicas e privadas, centros de pesquisa e profissionais de Ciência, Tecnologia & Inovação.

Com o tema “Contribuição dos Núcleos de Inovação Tecnológica para o desenvolvimento econômico: transformar conhecimento em riqueza”, a programação traz palestras, painéis e mesas de debates, apresentando os principais impactos do Marco legal da C,T&I no cotidiano dos diversos agentes do ecossistema de inovação do país.

Entre os palestrantes confirmados, a coordenadora executiva da CTIT da UFMG, Juliana Crepalde, participará do painel “A implementação das Políticas de Inovação nas ICTs”, na terça-feira, dia 16, das 14h às 16h.

Acesse a programação completa e saiba mais sobre o evento no site do Fortec.

Sobre o Fortec

O Fortec é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos, de representação dos responsáveis nas universidades, institutos de pesquisa, instituições gestoras de inovação e pessoas físicas, pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia, incluindo os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), agências, escritórios e congêneres.

XII Encontro Anual do Fortec

15 a 19 de outubro de 2018

Rio de Janeiro (RJ) – diversos locais

www.fortec.org.br

 

 

empresasfilhas

A difusão do empreendedorismo em várias frentes constitui-se enquanto uma das missões da Agência UFRJ de Inovação. É nosso papel incentivar iniciativas nessa área e articular a cooperação entre grupos com os mesmos interesses.

Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação está realizando uma pesquisa para coletar os dados de suas empresas-filhas. Empresa-filha é a denominação dada a empreendimentos criados por alunos, ex-alunos e pessoas com vínculo empregatício com a UFRJ, assim como a negócios cuja atividade principal derive de uma inovação licenciada pela universidade.

Numa época em que a universidade pública sofre uma série de ataques, é essencial que possamos fundamentar sua defesa com base em dados concretos tais como o próprio retorno socioeconômico que é gerado a partir de suas iniciativas empreendedoras.

Se você é aluno, ex-aluno, servidor técnico ou professor da UFRJ e é fundador de uma empresa, preencha este formulário para que possamos cadastrar sua empresa.

 

 

mulheresnaciencia2018

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz, foi uma das vencedoras do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L’Oréal Brasil, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com a UNESCO BRASIL e com a Academia Brasileira de Ciências. O programa tem como motivação a transformação do panorama da ciência no País, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro e incentivando a entrada de jovens mulheres no universo científico.

Docente recém-concursada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz já tinha uma longa história com a instituição. Moradora de Ramos, bairro próximo ao campus da Ilha do Fundão, Fernanda se formou em Medicina pela UFRJ – curso que, para ela, unia a pesquisa em laboratório com a aplicação prática nas clínicas. A cientista entrou em contato com o tema que mais tarde a daria o prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência logo no início do curso, quando começou a iniciação científica no Laboratório de Investigação Pulmonar (LIP) do Instituto de Biofísica Carlos Chaga Filho (IBCCF/UFRJ).

Por meio da terapia celular, que consiste na administração de células, ela e seu grupo trabalham no desenvolvimento de alternativas inovadoras para o tratamento de doenças respiratórias. Em estudos anteriores, obtiveram resultados positivos ao extrair células-tronco adultas da medula óssea de pacientes e reintroduzi-las em sua corrente sanguínea. As células-tronco foram capazes de neutralizar a ação dos leucócitos, células sanguíneas de defesa que se encontram inflamadas nesses pacientes.

Foi também no LIP que a cientista conheceu uma de suas maiores inspirações: a pesquisadora Patricia Rocco, chefe do laboratório e agora sua colega de trabalho. “Patricia é mulher, é mãe, é médica, é pesquisadora, é professora, é a pessoa que abriu as portas do mundo científico para mim. Disse que eu conseguiria e foi quem mais me motivou”, conta.

“Fiquei em êxtase, não sabia o que falar. Foi uma sensação de muita felicidade”, conta Fernanda sobre o momento em que recebeu a ligação do presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, para contar sobre o prêmio. “Estou começando agora, acabei de passar no concurso; ter uma verba para custear materiais e equipamentos para o meu laboratório é incrível, não é todo mundo que consegue”, comemora.

No LIP, Fernanda se especializou na área medicina regenerativa, que usa terapias com células-tronco – que podem se diferenciar em outros tipos de células – para reparar e regenerar tecidos e órgãos. As pesquisas se tornam ainda mais importantes no contexto de envelhecimento da população, em que doenças degenerativas – como a asma grave e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – têm se tornado mais comuns.

Embora esse tipo de tratamento tenha mostrado bons resultados quando aplicado às doenças respiratórias estudadas, o processo para extração das células-tronco ainda é incômodo. Elas precisam ser retiradas da medula óssea, tecido gelatinoso que preenche a parte interna dos ossos. Por isso, Fernanda e seu grupo se dedicam a encontrar terapias que utilizem fontes menos invasivas. Uma descoberta foi a possibilidade do uso de monócitos em vez das células-tronco. Células adultas, os monócitos mostraram bons resultados quando aplicados em tratamentos para a asma e podem ser obtidos mais facilmente: além de serem encontradas na medula óssea, também estão presentes no sangue. A ideia é tirar essas células do sangue dos pacientes, tratá-las para mimetizar as condições em que se encontram na medula, e injetá-las de volta nos pacientes. Este é o próximo passo da pesquisa.

 

(FONTE: Para Mulheres na Ciência)

 

 

insitutoserrapilheira

 

Em 3 de outubro, o Instituto Serrapilheira lançou sua segunda chamada pública de apoio à pesquisa científica. O objetivo é apoiar projetos de excelência de jovens cientistas do Brasil nas áreas das Ciências Naturais (Ciências da Vida, Física, Geociências e Química), Matemática e Ciência da Computação. Os projetos receberão até R$ 2,4 milhões, no total, na primeira fase. As inscrições serão abertas em 5 de novembro no site do Serrapilheira.

Na primeira etapa, 24 pesquisadores serão selecionados para receber até R$ 100 mil por um ano. Em seguida, até três deles serão contemplados com um financiamento de até R$ 1 milhão ao longo de três anos. Após este período, o apoio pode ser renovado anualmente, com até R$ 300 mil por ano. Parte dos recursos é condicionada à promoção de iniciativas de diversidade pelos escolhidos.

"Queremos oferecer aos pesquisadores espaço para produzirem um conhecimento novo", afirmou o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. "Desenvolver ciência competitiva é um processo demorado, então permitimos a renovação do grant para que o tempo da pesquisa seja respeitado. Nosso princípio é concentrar os recursos em bons projetos em vez de pulverizá-los. Por isso, esperamos que os pesquisadores façam perguntas ousadas, capazes de criar uma ciência nova no Brasil", disse Aguilaniu.

A chamada será repetida anualmente e fará parte de uma iniciativa maior, o Programa de Apoio a Jovens Cientistas de Excelência do Serrapilheira. Informações mais detalhadas serão divulgadas em breve pelo instituto.

"Esta chamada, tanto na escolha de áreas quanto no formato, é um resultado do mapeamento realizado na primeira, em que procuramos entender o ambiente de pesquisa nacional", explicou a diretora de Pesquisa Científica do Serrapilheira, Cristina Caldas. "Decidimos apoiar pesquisa fundamental, a produção do conhecimento pelo conhecimento, sem o compromisso com a aplicação. Além disso, oferecemos flexibilidade no uso de recursos".

Inscrições

As inscrições da segunda chamada pública ficarão abertas de 5 de novembro a 14 de dezembro no site do Serrapilheira. Para se candidatar, os pesquisadores devem ter concluído doutorado entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016 – prazo que pode ser estendido em um ano para mulheres com um filho e em dois anos para mulheres com dois ou mais filhos. Os selecionados receberão o financiamento a partir de junho de 2019.

 

 

Debate Nova Lei da Biodiversidade Cartaz Divulgacao

 

Em 10 de outubro, o Auditório Quinhentão, no CCS, sediará o evento “Debate sobre a Nova Lei da Biodiversidade: Implicações para a Pesquisa Científica e Tecnológica no seu Laboratório”. De acordo com o professor Danilo de Oliveira, que, além de lecionar na Faculdade de Farmácia, também integra a Câmara Técnica de Ética em Pesquisa da UFRJ, “o evento é especialmente relevante para quem realiza pesquisa científica na área das Ciências Biológicas ou atua em projetos de Biotecnologia baseados em fungos, plantas, animais brasileiros ou com comunidades tradicionais". O debate tem início às 9h.

Data: 10/10 (quarta-feira)

Abertura (09:00-09:15): Profa. Leila Rodrigues (Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação/PR2), Prof. Marcelo Byrro (Superintendente de Pesquisa da PR2), Prof. Danilo R. Oliveira (Câmara Técnica de Ética em Pesquisa- CTEP/PR2/UFRJ)

Palestra (09:15-10:30): Como funciona a Nova Lei da Biodiversidade? Ana Claudia Dias de Oliveira (Consultora Abifina)

Intervalo (10:30-11:00)

Mesa redonda (11:00-13:00): As visões socioambiental, acadêmica e empresarial sobre o acesso à biodiversidade

1. Cláudia de Pinho (Rede Pantaneira) - Patrimônio genético e conhecimento tradicional associado

2. Prof. Paulo Buckup (Museu Nacional – UFRJ) - Pesquisa científica em biodiversidade e o acesso ao patrimônio genético

3. Prof. Daniel Weingart Barreto (Escola de Química/UFRJ) - Relação universidade empresa no aproveitamento da biodiversidade

Moderador: Prof. Marcelo Weskler (Museu Nacional)

Local: Auditório Quinhentão/CCS

Horário: 09:00-13:00

Realização: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PR2/UFRJ e Câmara Técnica de Ética em Pesquisa-CTEP/PR2/UFRJ

Apoio: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PR2/UFRJ e Centro de Ciências da Saúde-CCS/UFRJ

 

 

maratonamanserv2018

Com o objetivo de estimular o espírito empreendedor na comunidade UFRJ, a Manserv, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, está lançando um concurso de soluções inovadoras para a área de Comunicação. Organizado pela Incubadora de Empresas da Coppe, o “Desafio Manserv: como se comunicar com um universo de 30.000 colaboradores?” é aberto a todos os alunos de graduação e pós-graduação da Universidade. A equipe vencedora receberá como prêmio a participação na Campus Party, um dos principais eventos de inovação do Brasil (entrada no evento, passagens aéreas, hospedagem, e diárias para refeição e transporte).

Como participar

Cada candidatura deve ser formada por um grupo de 3 ou 4 participantes, sendo pelo menos um deles aluno da UFRJ. O critério será classificatório, mas não eliminatório, sendo permitida a formação de equipes multidisciplinares, com integrantes de cada um dos cursos: Administração; Design ou Comunicação Social; e Tecnologia da Informação ou Engenharia. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 19 de outubro através do site da Incubadora. É preciso realizar um vídeo-pitch com duração máxima de 3 minutos, que deverá estar postado no Youtube (Para se inscrever configurações de privacidade: opção “não listado”). O vídeo deverá apresentar os membros da equipe e suas competências e apresentar a proposta de solução relacionada ao desafio, descrito no regulamento. O link do Youtube deverá ser enviado na própria ficha de inscrição online.

Serão selecionadas até 15 equipes finalistas para uma etapa de imersão que será realizada entre os dias 5 e 8 de novembro, no auditório da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ. Nesta fase, os participantes terão acesso às informações relacionadas ao desafio e ao negócio da Manserv, além de receberem suporte para a elaboração da proposta de solução. A orientação será feita por especialistas, empreendedores e profissionais de mercado e cada equipe contará ainda com o apoio de um executivo da Manserv como mentor.

Ao final do período de imersão, os finalistas irão se apresentar para uma banca composta por especialistas, que vai escolher a equipe vencedora.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a organização do desafio através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 

 

ufrjreitoria

Em 01 de outubro a Folha de São Paulo divulgou os resultados do Ranking Universitário Folha 2018. A UFRJ foi considerada a universidade mais inovadora do país, obtendo a maior pontuação no indicador de inovação. No ranking geral, a UFRJ figura em segundo lugar, atrás apenas da USP.

Os resultados da UFRJ foram:

Ensino - 3º lugar

Pesquisa - 5º lugar

Mercado - 2º lugar

Inovação - 1º lugar

Internacionalização - 2º lugar

O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha desde 2012. Há dois produtos principais: o ranking de universidades e os rankings de cursos. No ranking de universidades estão classificadas as 196 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado. No ranking de cursos é possível encontrar a avaliação de cada um dos 40 cursos de graduação com mais ingressantes no Brasil de acordo com o último Censo da Educação Superior disponível, como administração, direito e medicina, a partir de dois indicadores: ensino e mercado. Nos rankings de cursos são avaliadas universidades, centros universitários e faculdades. Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados pela Folha nas bases do Censo da Educação Superior Superior do Inep-MEC, Enade, SciELO, Web of Science, Inpi, Capes, CNPq, fundações estaduais de fomento à ciência e em duas pesquisas anuais feitas pelo Datafolha.

A matéria pode ser lida integralmente em: http://ruf.folha.uol.com.br/noticias/2018/10/1982683-parceria-com-empresas-coloca-ufrj-a-frente-em-inovacao-no-ruf.shtml

 

 

I Feira de Inovacao Biotecnologica do IMPG2

O evento aconteceu no dia 21 de setembro no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro e contou com a presença de grandes nomes da pesquisa científica nacional, em palestras sobre variados temas, na parte da manhã. No espaço de exposição, a I Feira de Inovação recebeu empresas convidadas, pesquisadores do Instituto de Microbiologia e representantes de startups que demonstraram sua produção científica, organizados em 17 estandes.

O pioneirismo da proposta consolidou a parceira promissora entre a Merck Life Science e Fiocruz com o Instituto de Microbiologia. O evento recebeu um público de cerca de 250 pessoas, eentre estudantes do ensino médio da Escola Técnica IFRJ, estudantes dos diferentes cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde e pesquisadores convidados.

Parceiros internos como a Agência UFRJ de Inovação e o Parque Tecnológico da UFRJ foram fundamentais para que o evento alcançasse a estrutura organizacional e o reconhecimento como lócus privilegiado de compartilhamento e discussão sobre o cenário nacional de inovação.

Pela manhã, as palestras contaram com a presença do vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, que ressaltou a importância da instituição como referência mundial na exportação de vacinas e antirretrovirais, chegando a uma produção anual de dois milhões de vacinas. Especialista em células-tronco, o pesquisador Stevens Rehen apresentou o trabalho de desenvolvimento de “minicérebros” a partir de células-tronco, com o objetivo de entender melhor seu funcionamento e buscar a cura para doenças como esquizofrenia,
depressão e estresse pós-traumático.

O SEBRAE foi representado por Miriam Ferraz, diretora do Programa Prointer Bio cujo objetivo é apoiar o crescimento de empresas que desenvolvem produtos voltados para a saúde humana, alimentos e cosméticos.

A MERCK e a Fiocruz assinaram o evento com o Instituto de Microbiologia. Presente em 66 países a Merck investe anualmente 13% de seu faturamento em inovação. Dentro da categoria "Life Science", mais de 300 mil ferramentas de alta tecnologia estão disponíveis para pesquisas.

No foyer do auditório Rodolpho Paulo Rocco, 17 estandes estavam abertos à visitação e apresentaram o que há de mais moderno em tecnologia, como impressoras 3D, drones e até cerveja produzida a partir de uma nova levedura. Dentre os participantes, havia as startups Biotecam, LeishNano, Hana Biocosmética, geradas na Fiocruz e na UFRJ.

A Biotecam desenvolve biotecido composto de celulose bacteriana, que pode ser usado na confecção de roupas, acessórios, bolsas e outros itens. Fundada em 2016, a LeishNano produz tecnologias terapêuticas inovadoras, se dedicando ao tratamento e prevenção da leishmaniose, doença parasitária endêmica em nosso país. A Hana Biocosmética é uma spin-off voltada para a produção de matérias-primas de origem microbiana para a indústria de cosmético.

A equipe do Laboratório de Ecologia Molecular Microbiana (LEMM), em parceria com o AquaRio, expôs o projeto pioneiro, sob a coordenação da bióloga professora Raquel Peixoto, de recuperação de corais destruídos pelo aquecimento global ao redor do mundo. O método, desenvolvido no Brasil, será implementado na Grande Barreira de Corais da Austrália, que já teve 30% da sua área de dois mil quilômetros devastada pelo aumento da temperatura da água marinha.

Com a exposição de métodos e produtos de alta tecnologia, a 1ª Feira de Inovação Biotecnológica do IMPG promoveu um grande encontro entre os setores acadêmico e produtivo, demonstrando a importante contribuição das pesquisas para a sociedade.

 

(FONTE: Andréa Pestana e Daniela Pontes; FOTOS: Luciana Vermelho)

 

 

brasilsuica

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Nacional de Ciência da Suíça (SNSF) publicaram recentemente uma chamada que tem por objetivo apoiar projetos conjuntos de pesquisa que visem a contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a inovação no Brasil.

Os projetos deverão estar inseridos nas seguintes linhas de pesquisa: Tecnologia da Informação e Comunicação; ou Recursos Hídricos relacionados a questões ambientais.

As propostas aprovadas serão financiadas pelo lado brasileiro com recursos no valor global de R$3.000.000,00, a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira no CNPq. A data limite para submissão das pré-propostas é 23 de novembro.

Maiores informações neste link.

 

 

adsiscolo

O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno, de evolução lenta, que acomete, sobretudo, mulheres acima de 25 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o terceiro tipo de câncer de maior incidência na população feminina, ficando atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal. Felizmente, hoje em dia, é possível evitar a doença se a lesão precursora for identificada e tratada, ou mesmo curá-la caso diagnosticada em fase precoce e tratada.

Após dez anos de trabalho na melhoria de indicadores para avaliar o programa de rastreamento desse câncer, a professora Rosimary Terezinha de Almeida, do Programa de Engenharia Biomédica da COPPE-UFRJ, e o professor Sergio Miranda Freire, da Faculdade de Ciências Médicas-UERJ, orientaram a doutoranda Sulafa Yacoub Mohammed Ahmed (bolsista do convênio CNPq/TWAS GD-2012 # 190023/2012-0) na elaboração de um programa de computador cuja proteção acaba de ser solicitada pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Trata-se do AD-SISCOLO.

Para entender as funcionalidades do novo software, é necessário voltar a 1999, ano em que o Inca, em parceria com o Departamento de Informática do SUS (Datasus) desenvolveu o Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO), uma ferramenta destinada ao gerenciamento das ações do programa de prevenção à doença. Os dados gerados pelo sistema permitem avaliar a produção de exames realizados no SUS em dada região, período, unidade de coleta e laboratório, dentre outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações de rastreamento, diagnóstico e tratamento desse tipo de câncer.

Por sua vez, o novo software desenvolvido na UFRJ (o AD-SISCOLO) gera uma série de indicadores e de relatórios a partir dos registros que integram o SISCOLO, tendo como unidade de observação tanto o exame como a mulher, compondo um armazém de dados com grande potencial para avaliar as ações do Programa Nacional de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero. Assim, o software permite que o gestor tenha informação quanto à trajetória da mulher no SISCOLO e possa com isso identificar as perdas de seguimento e tempo médio de realização dos exames, além de estimar a cobertura real do programa na região. Com o AD-SISCOLO, os indicadores podem ser facilmente visualizados e manipulados por usuários com pouca experiência em informática.

Mais informações sobre o software podem ser obtidas entrando em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

 

 

inpilogo2Até o dia 10 de outubro, ficam abertas as inscrições para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O curso é online, gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual, com enfoque na legislação brasileira.

Dentre os temas a serem abordados estão: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Através do link a seguir é possível se inscrever e obter mais informações: http://www.inpi.gov.br/academia/cursos-de-extensao/agenda-de-cursos

 

 

feiradeinovacaoimpg2018

 

A I Feira de Inovação Biotecnológica do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) é uma oportunidade de apresentar a inovação dos projetos, produtos e métodos de pesquisa desenvolvidos no Instituto, na UFRJ e na FIOCRUZ, contribuindo para sua divulgação e aplicabilidade. A Merck e o Parque Tecnológico irão ressaltar a importância da aproximação academia com o setor produtivo.

O evento será realizado pelo IMPG em parceria com a MERCK Life Science, FIOCRUZ e Parque Tecnológico e reunirá pesquisas inovadoras em plataformas biotecnológicas. O público terá a oportunidade de conhecer startups geradas na FIOCRUZ e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O evento apresentará, pela manhã do dia 21/09, cinco palestras de renomados profissionais da área de inovação. E às 13h, o espaço expositivo da I Feira contará com 17 stands, incluindo os laboratórios do IMPG com pesquisas inovadoras, NIT, SEBRAE, FIOCRUZ e Startups, que serão abertos ao público e convidados, dentre eles os estudantes do IFRJ.

Todos os detalhes estão disponíveis em www.microbiologia.ufrj.br/feirainovacao.

 

 

petroleo

O que significa a descoberta e exploração das reservas de petróleo do pré-sal para o desenvolvimento do país e de nosso povo? Os recursos advindos dessa riqueza descoberta por brasileiros, com tecnologia brasileira precisam ser entregues para empresas estrangeiras?

O que significa cessão onerosa? Contrato de partilha? Os recursos do pré-sal serão mesmo alocados para as áreas de Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia? Qual o real montante desses recursos? Como dar continuidade ao papel da Petrobras como instrumento estratégico do desenvolvimento brasileiro?

Qual é a política de petróleo que realmente interessa ao Brasil?
A Universidade não pode se omitir e precisamos discutir com urgência a política nacional do petróleo e a destinação dos seus recursos.

Mais do que convidar, estamos convocando e mobilizando todo o corpo social da UFRJ para discutir, conhecer e, se for necessário, resistir aos rumos atuais que estão impondo à nossa política do petróleo e à Petrobras.

Vamos todos, professores, funcionários técnico-administrativos em educação, estudantes de graduação e pós-graduação, organizações da sociedade civil, sindicatos, associações de classe e o público em geral debater, questionar e encontrar respostas.

PROGRAMAÇÃO

8:00 as 8:30 – Recepção com café da manhã
8:30 às 10:05 – Mesa de abertura – Estado e política do petróleo. O papel da Universidade.
Presidente da mesa – Professor Roberto Leher (Reitor da UFRJ)
Arthur Raguso – Diretor de Formação da Federação Única dos Petroleiros
Prof. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE/UFRJ).
Guilherme Estrela – Geólogo, Ex diretor de Exploração e Produção da Petrobrás.

10:05 às 10:35 – Debate com os participantes

10:35 às 10:45 – Intervalo para troca da mesa

10:45- as 12:05 – Mesa Redonda: Política do Petróleo e Orçamento Federal. Recursos para Educação, Ciência, Tecnologia e Saúde. Royalties, Fundo Social e Pré-sal, Fundos Setoriais, Dívida Pública.
Presidente da Mesa – Prof. Carlos Levi da Conceição (Ex-Reitor da UFRJ)
Prof. Eduardo Costa Pinto(I.E./UFRJ)
Prof. Roberto Leher (Reitor / UFRJ)
Profa. Esther Dweck (I.E./UFRJ)

12:05 às 12:35 – Debate com a plateia

12:35 – Encerramento

Realização:
Reitoria da UFRJ
Fórum de Ciência e Cultura – FCC

Apoio: DCE Mário Prata, ADUFRJ, SINTUFRJ
Detalhes do evento:

Dia(s): 18/09/2018
Horário: 8:30 - 13:00

Local: Auditório CGTEC-CT2
R. Moniz de Aragão, 360 - Cidade Universitária/ Ilha do Fundão
Rio de Janeiro - CEP 23058-440

Evento gratuito
Sem inscrição

 

 

museu nacional 01

A UFRJ e o Museu Nacional (MN) pensaram em iniciativas a fim de preservar a memória e resgatar a história da instituição após o incêndio do dia 2/9. Entre essas iniciativas estão canais para o recebimento de fotos do acervo e de doações de peças, além de voluntariado.

Como parte da vida dos brasileiros, o MN está presente em diversas fotografias dos visitantes. A UFRJ pede àqueles que possuírem imagens do acervo e das salas de exposição que as enviem pelo site do Museu.

O Museu Nacional pede também que todos os interessados que tenham peças ou cópias virtuais e queiram doá-las ao acervo entrem em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com o assunto “Doação”. Já os interessados em participar de ações voluntárias devem se inscrever pelo mesmo e-mail, mas com o assunto “Voluntariado”. As manifestações de apoio organizadas pela comunidade podem ser enviadas com o assunto “Manifestação”.

O MN está organizando, ainda, doações por meio de uma conta disponibilizada pelo Fundo de Apoio ao Museu Nacional. Os dados cadastrais e uma imagem do comprovante de depósito deverão ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Os recibos de doação para pessoas físicas e jurídicas serão emitidos pela Associação Amigos do Museu Nacional (Samn), entidade de utilidade pública, reconhecida nos termos do Estatuto dos Museus e que, há mais de 80 anos, apoia ações e projetos do MN.

Mais informações estão disponíveis na página da instituição.

 

 

museubesouros

 

Moradores de bairros próximos à Quinta da Boa Vista vêm relatando a descoberta de objetos, em suas casas, que podem ter sido levados pelo vento após o incêndio no Museu Nacional, como páginas e fragmentos de livros.

Para recolher esse material, o Museu montou uma força-tarefa e pede que os objetos sejam entregues na portaria da Biblioteca Central, no Horto Botânico, das 10h às 16h. A equipe pede que os fragmentos não sejam entregues em outro local para que assim a memória do Museu Nacional possa ser preservada.

A UFRJ agradece a ajuda de toda a população neste momento difícil.

 

 

parqueyoutube

A MJV, tradicional consultoria em tecnologia e inovação que, há mais de 20 anos, se dedica a transformar negócios digitalmente, no Brasil e no mundo, escolheu o Parque Tecnológico da UFRJ para a instalação de seu laboratório de inovação. O projeto terá como foco a inovação aberta, por meio da conexão com a UFRJ, para desenvolver projetos nas áreas de Design Thinking, Gamificação, Big Data/Analytics, Metodologia Ágil, Estratégia Digital e Internet das Coisas. “Estar no Parque Tecnológico da UFRJ é um passo em direção ao futuro. Apostar na inovação passa a ser um processos de inter-relacionar pessoas pra produzir algo e, no Parque, iremos aprender fazendo”, diz Ysmar Vianna, presidente da empresa.

 

 

saboresesaberes2018foto

Nos dias 29 e 30 de agosto, foi realizada na UFRJ a décima edição do Encontro Sabores e Saberes. Fruto de uma parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação e o Instituto de Nutrição Josué de Castro, desde 2009 o encontro integra o calendário de eventos da Universidade. A edição deste ano teve como tema central “Alimentação e Meio Ambiente em Foco”.

A mesa de abertura do evento contou com Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação e com a profª. Avany Fernandes Pereira, diretora do Instituto de Nutrição. Ambos ressaltaram que recentemente o curso de Nutrição da UFRJ foi avaliado com nota 6 pela Capes, logrando o êxito de ficar entre os três melhores do Brasil.

Também estava presente o decano do CCS, prof. Luiz Eurico Nasciutti, que reforçou que em 2018 se comemora os 110 anos do nascimento do patrono do Instituto de Nutrição da UFRJ, professor Josué de Castro, que teve um papel muito importante não só na sua criação, mas no estudo da alimentação e da fome no Brasil. A mesa também contou com a profª Rogéria Moreira, da Pró-reitoria de Extensão, e com um representante do Capim Limão, projeto de extensão universitária relacionado às temáticas da Educação e Agroecologia.

Em seguida foi exibido o documentário Histórias da Fome no Brasil, com roteiro e direção de Camilo Galli Tavares – mesmo diretor de O Dia Que Durou 21 Anos. O filme apresenta uma cronologia da fome no país, perpassando períodos históricos desde o Brasil Colônia até a atualidade.

A ideia do documentário surgiu em 2014, quando a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) anunciou que o Brasil havia deixado de compor o Mapa da Fome mundial. Integram esta relação aqueles países que contam com mais de 5% da população ingerindo menos calorias que o recomendável. Em 2014, ao registrar uma porcentagem de 3%, pela primeira vez, o país deixou de estar nesta lista vexatória.

Os motivos foram uma série de políticas públicas macroeconômicas adotadas a partir de 2003, como a geração de empregos, a formalização do trabalho e a correção do salário mínimo acima da inflação (que irradia seus efeitos para o fortalecimento de economias locais), aliadas a programas importantes como a instalação de cisternas no semiárido e a aquisição de alimentos da agricultura familiar por parte do governo para o abastecimento de escolas públicas, por exemplo.

No entanto, um relatório elaborado por cerca de 20 entidades da sociedade civil no ano passado trouxe o alerta de que o Brasil, infelizmente, periga voltar a figurar no Mapa da Fome num futuro próximo. Um dos especialistas responsáveis pela elaboração do relatório é o economista e pesquisador do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) Francisco Menezes, que integrou a mesa de debates que se iniciou logo após a exibição do documentário.

Segundo ele, este risco se deve a uma combinação de fatores que se colocaram de 2015 a 2017, como alta do desemprego, o avanço da pobreza, o corte de beneficiários do Bolsa Família e principalmente o congelamento dos gastos públicos por até 20 anos, frutos da Emenda Constitucional 95.

A mesa também contou com a participação do principal idealizador do filme, Daniel de Souza, que atua como presidente da ONG Ação da Cidadania, organização criada em 1993 com o objetivo de formar uma rede de mobilização nacional para ajudar 32 milhões de brasileiros que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estavam abaixo da linha da pobreza naquela época. Daniel, por sinal, é filho de um importante personagem no combate à fome no Brasil, o sociólogo e ativista dos Direitos Humanos Herbert José de Souza (Betinho).

Ele contextualizou o documentário com a própria obra de Josué de Castro, que atribuía este mal a motivos sociais específicos tais qual a falta de vontade política, por exemplo. Aliás, a tônica do produtivo debate que se seguiu foi justamente a desmistificação da naturalização da fome, que não pode e não deve ser concebida como fruto da vontade divina ou de forças da natureza.

“É a sociedade que cria a fome, e o filme mostra isso", concluiu.

O evento também contou com oficinas temáticas que tratavam sobre PANCs (plantas alimentícias não convencionais) e sobre as cozinhas regionais brasileiras, rodas de conversa, com exposições de trabalhos científicos e pôsteres, além da já tradicional Feira Agroecológica da UFRJ.

 

 

tecnologiaslimpas

A Coppe/UFRJ, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (FGVces), a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), e a EDP, estão realizando um mapeamento das startups que atuam no mercado de tecnologias limpas (chamadas cleantech). O projeto é coordenado pelo professor Marcus Vinicius Fonseca, da Coppe, e o levantamento prévio das empresas do setor está sendo feito por meio de um questionário online, que pode ser respondido até o dia 13 de setembro.

O mapeamento é aberto para startups em todos os níveis de maturidade, desde aquelas que estão em fase de concepção até as que já estão em operação e em fase de crescimento. O projeto é financiado pela multinacional portuguesa EDP, empresa que opera em toda a cadeia de valor do setor elétrico, por meio do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O objetivo do projeto é analisar o impacto do ecossistema de startups no setor elétrico brasileiro, identificando as principais tecnologias, perfil dos empreendedores, modelos de financiamento, redes de colaboração e desafios enfrentados por essa categoria de negócio. Também busca identificar possíveis tecnologias e modelos de negócios desenvolvidos por startups que tenham potencial de provocar ou alavancar mudanças no setor elétrico brasileiro, incluindo o desenvolvimento de um modelo de cooperação entre startups, grandes empresas, e distribuidoras de energia, além da criação do Observatório de Tecnologias Limpas.

O papel das instituições e dos pesquisadores no projeto

A Coppe desempenhará duas atividades no âmbito do projeto: a análise tecnológica das startups, cujo objetivo é avaliar se estas desenvolvem inovações mantenedoras, incrementais, ruptivas, disruptivas, dentre outras. Este trabalho será realizado pela equipe do LabirinTOS, laboratório coordenado pelo professor Marcus Vinicius Fonseca, do Programa de Engenharia de Produção da Coppe. A segunda atividade é a análise da tecnologia (células combustíveis, turbinas eólicas, motores para geração maremotriz) e da regulação do setor elétrico. Este trabalho ficará a cargo de pesquisadores de uma equipe liderada pelos professores Amaro Pereira e David Branco, do Programa de Planejamento Energético da Coppe.

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fará a análise do potencial de mercado destas empresas. Os resultados poderão servir como subsídio para o desenvolvimento de políticas públicas para o fomento do setor no Brasil.

Predomina na comunidade científica a percepção de que o mundo viverá uma transição energética nos próximos anos, de uma matriz predominantemente fóssil para uma matriz mais renovável. Na avaliação das instituições participantes do projeto, as startups poderão desempenhar um papel importante dentro do ecossistema, durante e após esta transição. Neste contexto, terão papel fundamental empresas de cleantech que podem ser definidas como as que comercializam produtos, serviços, processos, ou modelos de negócios que utilizem menos recursos naturais ou reduzam a emissão de poluentes. Qualquer inovação que resulte em melhoria ambiental pode ser considerada cleantech.

A parceria com as grandes empresas em iniciativas, genericamente chamadas de corporate venturing, são capazes de criar mecanismos que unem a agilidade e flexibilidade das startups para inovar com acesso amplo e recursos financeiros e materiais das grandes empresas em torno de novos negócios.

 

 

biominas2018

A Biominas Brasil apresenta três iniciativas para o segundo semestre de 2018, as quais beneficiarão pesquisadores, professores, estudantes e empreendedores com atuação nos cenários nacional e internacional. Essas iniciativas representam diferentes oportunidades e que vão desde um programa de modelagem de negócios até o acesso a um laboratório compartilhado para a produção em diagnóstico in vitro.

 

Assim, diversos profissionais interessados em inovação, tecnologia e negócios em Ciências da Vida terão a oportunidade de desenvolver novas soluções, projetos e startups com o apoio da Biominas; seja participando do Biostartup Lab Rodada 06 ou utilizando o Laboratório de Produção Compartilhado Habitat. Além disso, a Bio Latin America será um evento para a conexão com executivos de alto nível, líderes do setor, formuladores de políticas, empresários, empreendedores, acadêmicos e investidores nacionais e internacionais; e, no qual serão realizados debates de tendências e reuniões de negócios.

 

As iniciativas acontecerão nos próximos meses e em duas capitais brasileiras (Belo Horizonte - MG e São Paulo - SP). O mesmo profissional pode participar de uma ou mais iniciativas.

 

A seguir encontram-se informações mais detalhadas de cada uma destas iniciativas: 

 

BioStartup Lab - 06

 

Trata-se do primeiro programa nacional de pré-aceleração de startups com foco em Ciências da Vida no Brasil. O Biostartup Lab surgiu para diversificar o ecossistema de inovação e startups nas áreas de saúde humana, digital health, agronegócio, saúde animal e meio ambiente.

Local: Belo Horizonte, MG

Data: 17/09 a 22/11

Período de Inscrição: 28/06 - 26/08

Info: biostartuplab.org.br

 

Bio Latin America

 

A Bio Latin America é uma conferência do setor de Ciências da Vida sobre inovação e colaboração em One Health, na América Latina. A conferência reúne executivos de alto nível, líderes do setor, formuladores de políticas, empresários, acadêmicos e investidores de todo o mundo para debater tendências, superar desafios do setor, acessar empresas inovadoras, realizar reuniões de negócios e descobrir novas oportunidades de conexão.

Local: São Paulo, SP

Data: 04 e 05 de setembro

Inscrições abertas

Info: biolatinamerica.com

 

Laboratório compartilhado de produção Habitat

 

Trata-se de um laboratório de desenvolvimento e produção em escala piloto de novos produtos para diagnósticos in vitro. O laboratório dispõe de certificação local de Boas Práticas de Fabricação e acompanhamento de uma equipe de profissionais qualificados. Este já se encontra disponível para pesquisadores e empresas interessadas em finalizar seu P&D, e iniciar sua produção

Local: Belo Horizonte, MG

Seleção contínua

Info: biominas.org.br

 

 

 

dosvox2018

 

O Instituto Tércio Pacitti (NCE/UFRJ) promove em parceria com a Associação Fluminense de Amparo ao Cego (AFAC), mais uma edição do ENCONTRO BRASILEIRO DE USUÁRIOS DOSVOX, que em 2018 acontecerá em Niterói, Rio de Janeiro, no período de 12 a 14 de outubro.

Todos os anos o Projeto DOSVOX, do NCE/UFRJ, promove o evento sem fins lucrativos, com o objetivo de mostrar que pessoas cegas e de baixa visão têm, como todas as outras, capacidades e limitações e, quando lhes são dadas oportunidades, podem concorrer aos espaços de trabalho, estudo e lazer com as demais pessoas, compondo efetivamente a real inclusão na sociedade brasileira.

A cada ano, uma cidade se candidata para sediar o evento. Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Goiânia, Belém, Fortaleza, Joinville, Caxias do Sul, Uberaba e Salvador já sediaram eventos anteriores. Este ano, o Encontro DOSVOX, em sua 21ª edição, está sendo organizado pela AFAC, uma das mais importantes entidades de atendimento à saúde ocular e ao suporte ao desenvolvimento social das pessoas com deficiência visual.

Em 2018, o evento ganha apoio técnico-científico da Universidade Federal Fluminense, que possui um grupo estudando a questão da deficiência e propondo soluções e políticas educacionais que vêm modificando as perspectivas de desenvolvimento social e educacional no Estado do Rio de Janeiro.

O ganho em qualidade acadêmica trazido pela UFF ao 21º Encontro DOSVOX vai somar-se ao tradicional espaço que o evento dá para que usuários
compartilhem e troquem suas experiências pessoais.

O DOSVOX foi criado em 1993 para atender aos alunos cegos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é um dos softwares para pessoas com deficiência visual mais utilizados no Brasil. Totalmente gratuito, o sistema executa em computadores muito simples e é distribuído pela Internet. Estima-se que existam cerca de 100.000 pessoas de todas as classes sociais e em todo Brasil que façam ou tenham feito uso do DOSVOX.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site http://intervox.nce.ufrj.br/encontro2018 ou pelo telefone (21) 3938-3198.

A AFAC fica na Rua Padre Leandro, 18 - Fonseca - Niterói – RJ.

 

 

creativestartupsanprotec2018

Com o objetivo de estimular e apoiar o desenvolvimento e a aceleração de empreendimentos de base tecnológica, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a Samsung e o Centro Coreano de Economia Criativa e Inovação (CCEI) abriram em maio as inscrições para a 4ª Rodada do Programa Creative Startups, que permanecem disponíveis até o dia 2 de setembro. 

De acordo com o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, a chamada irá selecionar até 20 empreendimentos, sendo 10 especificamente da região Norte do país, com projetos sinérgicos aos setores de interesse do programa, como saúde digital, bem-estar, fitness, segurança, privacidade e furto, inteligência artificial, VR/AR e Iot. “Os selecionados receberão apoio financeiro e um pacote de serviços, de até seis meses, que visa o aprimoramento tecnológico e mercadológico dos seus produtos e serviços”, explica Aranha.

“As startups irão receber até R$200 mil reais, livres de equity. Esses valores serão utilizados única e exclusivamente para as atividades de desenvolvimento e aprimoramento de produtos e serviços conforme regras estabelecidas pela Lei de Informática”, ressalta o coordenador nacional do programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung, Paulo Quirino. “Além do aporte financeiro, estão incluídos no pacote de benefícios treinamentos, assessorias, mentorias técnicas e de mercado”, complementa.

Ao final da Rodada, o Programa Creative Startups ainda pode indicar startups para um programa de intercâmbio na Coréia do Sul. “Na ocasião, os empreendimentos selecionados terão a oportunidade de receber treinamento, mentorias e apresentar seu produto ou serviço para uma banca de investidores internacionais”, acrescenta Luís Gustavo Peles, consultor de projetos da Anprotec.

 

Sobre a Anprotec

Criada em 1987, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) reúne cerca de 400 associados, entre incubadoras de empresas, parques tecnológicos, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos, aceleradoras de negócios e outras entidades ligadas ao empreendedorismo e à inovação. Líder do movimento no Brasil, a Associação atua por meio da promoção de atividades de capacitação, articulação de políticas públicas, geração e disseminação de conhecimentos. Atualmente, o Brasil conta com 400 incubadoras de empresas e cerca de 90 iniciativas de parques tecnológicos.

 

Regulamento Chamada Nacional

Inscreva-se na Chamada Nacional

Regulamento para a região Norte

Inscreva-se na seleção da região Norte

 

 

Kit e metodo para deteccao de agrotoxicos contaminantes

 

Em 1948 o químico suíço Paul Muller ganhava um prêmio Nobel de Medicina. Sua descoberta: a utilidade do DDT enquanto inseticida, além de sua eficácia contra o tifo e a malária. Rotulado como um produto eficiente e de baixo custo, o sucesso do DDT foi, em grande parte, responsável pela popularização dos agrotóxicos após a Segunda Guerra Mundial, época em que seus efeitos nocivos ainda não haviam sido devidamente pesquisados. De lá para cá, uma infinidade de novos compostos organossintéticos foram descobertos.

O vasto aumento observado na produção agrícola durante as décadas de 1960 e 1970 nos países em desenvolvimento por conta do uso destes insumos químicos, somados a outras ferramentas tecnológicas, ficou conhecido como a "revolução verde". Uma das formas de avaliar a eficiência deste modelo de agricultura era mensurar o número de pessoas que um agricultor seria capaz de alimentar, além de si próprio. Em 1950, esta relação era de 1 para 10. No início dos anos 1990, já era superada a marca de 1 para 70. Deste modo, a principal bandeira da utilização dos agrotóxicos foi um aumento sem precedentes da oferta de alimentos, ainda que fatores como o melhoramento genético das plantas e a crescente mecanização no campo também devam ser levados em conta.

Este aumento da produtividade muito serviu para camuflar os efeitos da degradação do solo em função do uso de agrotóxicos na agricultura moderna, desviando os olhares críticos e retardando a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Mascararam-se assim outros impactos negativos deste modelo, em especial os danos associados à saúde dos trabalhadores rurais, que podem ser afetados pela manipulação direta ou por meio de armazenamento inadequado, reaproveitamento de embalagens, roupas contaminadas ou contaminação da água.

Recentemente, uma decisão inédita da Justiça americana condenou a multinacional de agricultura e biotecnologia Monsanto a indenizar o jardineiro Dewayne Johnson em US$ 289 milhões pelo aparecimento de um câncer, que estaria relacionado ao uso do herbicida Roundup, que tem como princípio ativo o controverso glifosato. A empresa, adquirida recentemente pela gigante Bayer por US$ 63 bilhões, é alvo de mais de cinco mil processos semelhantes.

No Brasil, uma decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília determinou a suspensão do registro de todos os produtos com o ingrediente até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica. Tais questões ganham dimensões especiais por aqui, já que o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos desde 2008. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 13.982 casos de intoxicação ano passado, aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Para se ter ideia de como nossa legislação é complacente em relação ao assunto, no Brasil, a quantidade residual de glifosato permitida no café é 10 vezes maior do que aquela permitida na União Europeia. Na cana-de-açúcar, é 20 vezes maior. Na soja, 200 vezes maior. No feijão, 400 vezes maior. Já na água potável, o limite aqui permitido é 5000 vezes maior que na Europa. E isto levando-se em consideração apenas o glifosato. Mas, no Brasil, para o cultivo de café, por exemplo, são permitidos 121 diferentes agrotóxicos (30 dos quais são proibidos pela União Europeia). Quanto à soja, a legislação permite o uso de 150 agrotóxicos (inclusive 35 proibidos pela UE). Os dados são do livro Geografia do uso do agrotóxico no Brasil e conexões com a União Europeia, da pesquisadora Larissa Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da USP.

Refletindo sobre esta assimetria, a própria autora levanta a pergunta: "Com qual parâmetro se estabele que a quantidade de resíduo tolerável à saúde humana em um país possa ser 250 ou 400 vezes maior do que em outros?". A conclusão à qual chega é a de que existe "uma parcela da humanidade que literalmente, no cotidiano de suas vidas, vale menos, está alijada do Direito Humano mais essencial que é o próprio direito á vida".

 

Monitoramento e detecção de agrotóxicos contaminantes no meio ambiente

A detecção da presença de agrotóxicos se faz necessária em casos como o da certificação de produtores orgânicos, na busca por pesticidas com utilização proibida ou restrita em lavouras e no acompanhamento dos níveis de pesticidas como fator de determinação da qualidade do solo, por exemplo.

Tendo este cenário em vista, um grupo de professores da UFRJ desenvolveu um novo método que permite a detecção e a quantificação da concentração de agrotóxicos contaminantes em amostras ambientais. Além do método em si, a pesquisa também culminou com a elaboração de um kit que possibilita tal análise.

De acordo com os inventores, já existiam outros protocolos de detecção de agrotóxicos no solo. Contudo, os métodos mais antigos apresentam como revés o fato de serem muito demorados e demandarem grandes quantidades de solventes orgânicos e outros equipamentos de alto valor de aquisição. Alguns, inclusive, por fazerem uso de solventes como a soda cáustica, por exemplo, acabam produzindo danosos rejeitos ambientais.

Reconhecendo o potencial da invenção, a Agência UFRJ de Inovação requereu a respectiva proteção intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão que expediu recentemente a patente deste invento. Atualmente o núcleo de inovação tecnológica da UFRJ está em busca de parcerias para viabilizar a inserção desta nova tecnologia em nossa cadeia produtiva.

Veja mais detalhes na carta patente.

 

 

bancointeramericanodedesenvolvimento

 

A Finep e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) assinaram, no dia 1/8, a primeira operação de US$ 703,6 milhões para o programa “Inovar para Crescer”, que será executado pela Finep, vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Do montante total da operação inicial, o BID financiará US$ 600 milhões e a Finep entrará com US$ 103,6 milhões.

O empréstimo faz parte da linha de crédito condicional para projetos de investimento (CCLIP na sigla em inglês) de US$ 1,5 bilhão para o Brasil, destinado a aumentar a produtividade das empresas brasileiras por meio de mais investimentos privados em inovação – essa é a primeira vez em que ocorre o aporte nesses moldes.

Esses recursos serão disponibilizados para empresas de diferentes setores na área de inovação - projetos incluídos no Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) e no Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação do Setor de Mineração e Transformação Mineral (Inova Mineral). Setores como os de biocombustíveis avançados, saúde, agronegócios e tecnologia da informação e comunicação também serão beneficiados. A operação aprovada pelo Senado era negociada desde 2017 é a maior que a Finep já captou no exterior. No caso de as diferentes parcelas do total de US$ 1,5 bilhão serem executadas antes dos períodos pré-estabelecidos, a Finep será autorizada a adiantar a aplicação do restante dos recursos previstos para os anos seguintes.

Segundo o BID, o banco pretende acompanhar o governo do Brasil “na construção de um caminho sólido para níveis de desenvolvimento sustentáveis e inclusivos no longo prazo”. O programa “Inovar para Crescer” aposta em uma estratégia de crescimento baseada na inovação e no fortalecimento de setores estratégicos para impulsionar seu desenvolvimento econômico e melhorar a produtividade empresarial.

 

Conselho Nacional e Ordem do Mérito Científico

No mesmo dia, também aconteceu a reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), entidade vinculada ao MCTIC que reúne representantes de entidades científicas e de pesquisa, empresas públicas, universidades e órgãos de fomento à pesquisa e inovação. A reunião do CCT, que não mantinha encontros regulares nos últimos anos e foi reativado na atual gestão, debate temas como incentivo à pesquisa científica, interface entre governo e entidades que promovem ciência e inovação no país.

No evento, foram também anunciados os indicados para a Ordem Nacional do Mérito Científico, premiação que reconhece personalidades de destaque na ciência e tecnologia. Entre grãos-mestres e comendadores, são oitenta cientistas, pesquisadores e profissionais atuantes na gestão da ciência brasileira. Também foram indicadas cinco entidades de relevo para o desenvolvimento científico do país. A Ordem do Mérito Científico não era entregue desde 2013.

 

 

Predio CETIC

 

O Parque Tecnológico da UFRJ está recebendo 11 novas startups de tecnologia. As empresas fazem parte do Telefónica Open Future – programa global de inovação aberta e apoio ao empreendedorismo do Grupo Telefónica, que conta com parceria do Parque no Rio de Janeiro. O programa é destinado ao empreendedorismo digital e tem como foco impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas, fornecendo infraestrutura de espaço, suporte técnico e mentoria. As 11 startups selecionadas passarão por um período de até 12 meses de pré-aceleração.

 

Sobre o Parque

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade – alunos e corpo técnico-acadêmico – e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. O Parque abriga, atualmente, 62 instituições. Hoje estão instalados centros de pesquisa de 16 empresas de grande porte nacionais e multinacionais, 10 pequenas e médias, além de 10 laboratórios da própria UFRJ e 26 startups. Das 16 grandes companhias, duas delas – a GE e a L´Oréal – estão localizadas na Ilha de Bom Jesus, também na Ilha da Cidade Universitária. No último ano, foram anunciadas as chegadas de dois novos centros de inovação no Parque: o Centro de Referência Nacional em Farmoquímica, do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e o Instituto de Inovação em Biossintéticos, do SENAI CETIQT.

No Parque, está instalada também a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, que, atualmente, abriga 26 startups. Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 101 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1380 postos de trabalho altamente qualificados. 

Atualmente o Parque abriga o Hub UFRJ – Laboratório em rede para projetos experimentais da UFRJ. Mais que a estrutura física, o Parque auxilia o Hub e demais atividades voltadas para o empreendedorismo por meio de atividades de gestão e integração com públicos de interesse.  Nos últimos anos, o Parque Tecnológico da UFRJ vem investindo fortemente em duas frentes de trabalho: atração de novas empresas dos mais variados setores da economia e o transbordamento de suas atividades para além das fronteiras físicas.

Para tanto, vem firmando parcerias com outros ambientes de inovação nacionais e internacionais. Entre elas a realizada com o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Tecnopuc) e o Porto Digital, em Recife (PE) para intercâmbio de organizações residentes e a firmada com o TusPark (Tsinghua University Science Park) da Universidade de Tinsinghua, China, que permitirá ao Parque ter uma base física permanente naquele país.

 

 

ixsipid

 

Já estão abertas as inscrições para a nona edição do Seminário Internacional de Patentes, Inovação e Desenvolvimento - IX SIPID, que este ano terá como tema "A Propriedade Intelectual no Brasil - perspectivas e estratégias”. Realizado pela ABIFINA, o evento acontece no dia 18 de setembro, no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Quando bem aplicada, a proteção à Propriedade Intelectual é fundamental para o desenvolvimento de um país, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento do Complexo Industrial da Química Fina. O Brasil vem avançando nesse tema nos últimos anos, com esforços conjuntos da ABIFINA, do INPI e da Anvisa. Os desafios, entretanto, ainda são imensos, especialmente em um mundo altamente globalizado e competitivo. Somam-se a isso as incertezas quanto à política brasileira para os próximos anos, devido ao ano eleitoral bastante indefinido. É nesse cenário que acontecem as discussões do IX SIPID. “Diante das mudanças que poderão acontecer no ano de 2018, o SIPID deste ano terá um enfoque mais técnico e industrial”, explica Ana Claudia Oliveira, consultora da ABIFINA.

Entre os convidados, estão profissionais e pesquisadores com amplo conhecimento sobre PI. O destaque da programação é a conferência inaugural do pesquisador Federico De Masi, do Departamento de Saúde e Bioinformática (DTU Bioinformatics) da Technical University of Denmark (Universidade Técnica da Dinamarca). O convidado abordará a relação entre a academia e a indústria, principalmente na área de biotecnologia. Também está prevista a participação de Daniel Pinto, conselheiro da Divisão de Propriedade Intelectual (DIPI) do Itamaraty, que traçará um panorama dos acordos internacionais atualmente em discussão.

Ainda na parte da manhã, o IX SIPID abrigará a 3ª edição do Prêmio Denis Barbosa de Propriedade Intelectual, que este ano homenageia o presidente do INPI e o diretor-presidente da Anvisa. A premiação é um reconhecimento aos esforços das duas instituições em se fazer avançar a política brasileira de Propriedade Intelectual, que resultou na publicação da portaria que instituiu o Grupo de Articulação Interministerial (GAI), em 2017. O prêmio é entregue anualmente, como um incentivo às ações que busquem aprimorar o ambiente brasileiro de PI.

O programa inclui ainda mesas técnicas e jurídicas para debater a visão da propriedade intelectual nos diferentes fóruns, além da discussão de casos concretos de inovação de empresas associadas ganhadoras de prêmios de inovação e PI. Entre os demais convidados, estão Mauro Sodré Maia, diretor-executivo do INPI, Pedro Marcos Barbosa, advogado da DBB e consultor da ABIFINA, e Loris Baena, Procurador Federal.

A nona edição do Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento - IX SIPID tem o patrocínio do BNDES e apoio da Firjan.

 

Local: Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Av. Graça Aranha nº 1 – Centro – Rio de Janeiro/ RJ

Data: 18/09/2018 (das 8h30min às 18h00min)

Veja a programação completa do evento.

Link para inscrição.

Mais informações: (21) 31251400 – email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

cnpq

 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recebe até 17 de setembro deste ano propostas de pesquisadores para Bolsas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT). Essa modalidade é destinada a pesquisadores que se destaquem no desenvolvimento tecnológico, indução e disseminação de inovação e empreendedorismo de base tecnológica.

As bolsas DT são concedidas em duas categorias:

Categoria 2: Para pesquisadores com título de doutor até o ano de 2015, inclusive, ou pelo menos 5 anos de experiência em atividades de desenvolvimento tecnológico e em atividades de extensão inovadora e de transferência de tecnologia.

Categoria 1: Para pesquisadores com título de doutor até o ano de 2010, inclusive, ou possuir experiência de pelo menos 10 anos em atividades de desenvolvimento tecnológico, extensão inovadora ou transferência de tecnologia.

Mais informações sobre submissão e critérios de julgamento constam aqui.

 

 

minervarockets

 

Aurora é o nome do foguete que a equipe Minerva Rockets, formada por estudantes do Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ, projeta para este ano. O equipamento terá cerca de 30 quilos e capacidade para alcançar três mil metros de apogeu. Sua função será transportar um satélite de sondagem das condições atmosféricas.

O aparato será lançado na Competição Brasileira Universitária de Foguetes (Cobruf), marcada para novembro, na cidade de Natal (RN). Na ocasião, a equipe ainda apresentará projetos teóricos de traje espacial, submarino, veículo aéreo não tripulado (drone), veículo de exploração espacial (rover) e satélite em miniatura (cubesat).

Em 2017, na primeira edição desse campeonato, a Minerva Rockets conquistou quatro prêmios e seis menções honrosas, tornando-se, em cooperação com o Projeto Júpiter da Universidade de São Paulo (USP), a campeã geral. “A ideia é repetir o feito”, afirma Jonas Degrave, presidente da equipe e estudante de Engenharia Eletrônica e de Computação.

Trabalho

O grupo lançou, em 2017, foguetes com apogeus de, respectivamente, 200 e 500 metros, além de um minifoguete com satélite. No primeiro semestre de 2018, a equipe apresentou em Curitiba, no V Festival Brasileiro de Minifoguetes, o Sidera, com possibilidade de voar um quilômetro. “Aos poucos, vamos estudando e nos aperfeiçoando para, quem sabe um dia, colaborar com o Programa Aeroespacial Brasileiro”, almeja Arthur Silva Ramos, estudante de Engenharia Mecânica e gerente de operações da Minerva.

O foguete é um meio de transporte construído a partir da integração de sistemas. Sua construção exige estudo minucioso, além de dezenas de testes. Por isso, a equipe segue um modelo de trabalho organizado, com funções divididas entre todos os integrantes. “A cada semestre testamos uma forma diferente de atuar, buscando respeitar uma estrutura organizacional e atribuir as funções conforme as afinidades de cada um”, explica Degrave.

Trajetória

A equipe Minerva Rockets foi criada em maio de 2016 por seis estudantes do CT. Atualmente, conta com 52 discentes de cursos como Engenharia Química, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Materiais, Física, Química e Biotecnologia. Sob a orientação dos professores Otto Rotunno e Alexandre Landesmann, respectivamente, dos Laboratórios de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (LabH2O) e de Estruturas (LabEst), o grupo trabalha com todas as etapas de um projeto aeroespacial: concepção, levantamento de fundos e materiais, construção, realização e participação em competições. Interessados em conhecer a equipe podem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

FONTE: CoordCOM

 

 

Em 2018 o Encontro Sabores e Saberes comemorará sua 10ª edição. Sob a organização, em parceria, do Instituto de Nutrição Josué de Castro e a Agência UFRJ de Inovação, o evento foi lançado em 2009 e, desde então, faz parte do calendário de eventos da UFRJ.

Nessa edição comemorativa dos 10 anos de realização do evento, o tema central será Alimentação e Meio Ambiente em Foco, no intuito de resgatar os principais assuntos discutidos nas 9 edições anteriores, entendendo-se que alimentação e meio ambiente são temas atuais e que devem integrar as agendas governamentais da nação e do mundo.

O Encontro integra, no INJC, o calendário institucional de atividades em homenagem à passagem dos 110 anos do nascimento do patrono e 1º diretor da unidade, o prof Josué de Castro, celebrada no ano em curso. O evento ocorrerá entre os dias 29 e 30 de agosto no auditório do bloco N do Centro de Ciências da Saúde, campus Ilha do Fundão da UFRJ.

Estão programadas atividades científicas em torno do tema Alimentação, em suas perspectivas culturais, ambientais, sociais e culturais e da saúde e sua relação com o meio ambiente, integrando atividades acadêmicas dos cursos de Nutrição e Gastronomia, incluindo exposição e apresentação de trabalhos científicos, debates e atividades acadêmicas coordenadas por docentes do INJC, além de atividades culturais.

À programação se integra a feira agroecológica da UFRJ, com a participação de agricultores familiares do interior do estado do RJ, com exposição e comercialização de hortifrutis e produtos alimentícios artesanais.

A participação é gratuita. As fichas de inscrições de trabalhos científicos e as normas para submissão estão aqui. Para participação no evento, as inscrições podem ser feitas aqui.

Comissão organizadora :

Profa Cristiana Pedrosa de M. Porto– INJC

Profa. Elizabeth Accioly – INJC

Íris Mara Guardatti Souza– Agência UFRJ de Inovação

Profa Joyce Cafiero – INJC

Profa. Lucia Andrade – INJC

Profa Maria Eliza Assis Passos – INJC

Dra. Renata Santos Pereira Machado – SIA/PR6/UFRJ

Profa Tatiana Cardoso Feijó- INJC

 

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galeriacircuito

 

A Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) lançou edital de seleção para artistas que desejam participar da terceira etapa da Galeria Curto Circuito de Arte Pública do Parque Tecnológico da UFRJ. Além dos alunos que estão cursando a graduação da EBA, poderão participar também ex-alunos que tenham colado grau entre 2016 e 2108 e que queiram expor seus trabalhos no ambiente de inovação do Parque.

Os artistas interessados devem realizar a pré-inscrição e enviar suas propostas artísticas para a Galeria Curto Circuito, exposição a céu aberto localizada na área externa do Parque, para o email  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 05 de agosto. Serão selecionadas as obras que possam interagir com o espaço urbano através de intervenções e interações com o público e que consigam trabalhar as esferas artísticas, científicas e tecnológicas. Os artistas selecionados farão uma visita técnica ao Parque no dia 07 de agosto com o objetivo de conhecer a galeria, as atividades do Parque e os locais disponíveis para a instalação das obras. As informações completas do edital estão neste link.

 

 

mathforchange

Novas soluções tecnológicas, plataformas digitais e aplicativos têm sido desenvolvidos para combater desigualdades sociais e promover a inclusão. Grande parte destas inovações são baseadas em algoritmos, representados por fórmulas matemáticas em linguagens de programação. No evento Math for Change: The Impact of Algorithms on Social Inclusion, um grupo de especialistas, educadores e mobilizadores sociais trocarão ideias, com a participação do público, sobre o papel da matemática para transformação social, inclusão e democratização de tecnologias.

O evento ocorre em 6 de agosto, das 19h30 às 22h, na swissnex Brazil Rua Cândido Mendes 157, térreo, Glória.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através deste link.

Sobre os palestrantes

Peter Bühlmann (ETH Zurich)
Professor de Matemática na ETH Zürich, onde recebeu seu doutorado. Trabalhou no pós-doutorado no Departamento de Estatística e foi professor assistente na Universidade da Califórnia, Berkeley. Sua principal pesquisa é no campo da estatística, relacionado a machine learning, bioinformática e biologia computacional. Suas áreas de atuação são estatística de alta dimensão, métodos computacionais para modelagem em grande escala e inferência causal.

Silvana Bahia (Olabi)
Diretora da Olabi, organização focada em inovação social, tecnologia e diversidade, onde coordena o Pretalab. Integra o Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e Comunicação no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ e é mestre em Cultura e Territorialidades pela UFF. Silvana é colaboradora da plataforma Afroflix e recebeu o Prêmio Destaques da Cultura Digital: Inovação Social e Tecnologia, concedido pelo Centro Cultural Banco do Brasil e pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ em 2017.

Fábio Ferrentini (Tércio Pacitti Institute)
Graduado em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação (Coppe/UFRJ), Ph.D. em Tecnologias e Educação Científica (Universidade de Londres) e pós-doutorado pela Universidade de Oxford – Learning Technologies Group. Atua no Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Lucas Dominique da Silva (Instituto Maria João Aleixo)
Vive no Rio de Janeiro desde os 8 anos de idade na comunidade do Juramentinho. Ele trabalha com a criação de materiais pedagógicos acessíveis, tecnologia e inovação, no Instituto Maria João Aleixo. O instituto dedica-se à formação, criação e difusão de conhecimentos sobre espaços populares para superar a visão hegemonicamente negativa das periferias e das favelas. Iniciou uma pesquisa sobre como atrair mais negros e moradores das periferias para o campo da tecnologia, buscando a criação produtos que traduzam e contenham a essência da periferia e da favela promovendo, assim, a inclusão social.

Rita Afonso (Rede Desis)
Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro na Escola de Administração de Empresas. É pesquisadora associada do Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social e da Rede DESIS – Design para a Inovação Social e Sustentabilidade, ambos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Como pesquisadora, trabalha na Rede de Inovação Social LASIN-Latinoamericana em diversos projetos. Suas áreas de interesse são novas formas de produção e consumo, inovação social, gestão de iniciativas sociais e humanidades digitais.

Mediação: Samuel Senti
Mestre em Matemática pela ETH Zürich e doutor pela Université de Paris-Sud, Orsay. Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhando principalmente em sistemas dinâmicos e teoria ergódica.

 

 

parqueilha

 

O Parque Tecnológico da UFRJ vai realizar, no dia 25 de julho, às 10h, no auditório do Parque, o evento de lançamento do Relatório de Sustentabilidade 2017. O documento apresenta os indicadores de desempenho econômico-financeiro, social e ambiental da organização no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017 e segue as orientações da Global Reporting Initiative (GRI).

Um dos marcos do período foi o lançamento do Planejamento Estratégico 2016-2045. “Em abril, lançamos o Planejamento Estratégico do Parque para os próximos 30 anos, uma atividade de extrema importância que pensou o futuro da instituição, levando em conta os rumos da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, além da relação com a universidade e a contribuição ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil”, afirma José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ.

Até o dia 31 de dezembro de 2017, o Parque Tecnológico contabilizava 56 empresas residentes e 9 laboratórios. O Relatório de Sustentabilidade mostra que no ano passado as empresas residentes contrataram junto à universidade 55 projetos no valor de mais de R$ 63 milhões em cooperação, sendo cerca de R$ 61 milhões em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Já o Parque, através do programa Parque Investe, apoiou 11 projetos institucionais totalizando R$ 323 mil em patrocínio. Outros indicadores relevantes apontados são o depósito de 18 pedidos de propriedade intelectual, a geração de R$ 6,8 milhões em recursos para a UFRJ provenientes da concessão de uso do solo e o recolhimento de R$ 1,6 milhão em impostos por parte das instituições residentes. Além disso, as 25 startups da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ tiveram um faturamento aproximado de R$ 9 milhões.

Entre os projetos institucionais mais relevantes de 2017 estão a Feira Gastronômica e Cultural, o projeto Recicla Parque e a Galeria Curto Circuito de Arte Pública. Foram promovidos ainda 26 eventos que abordaram temas do interesse das empresas residentes e seus respectivos setores de atuação.

 

 

neuroengenhariaemmacaiba

 

Localizado em Macaíba-RN, o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra desenvolve pesquisas científicas inovadoras em duas linhas principais: Interface Cérebro-máquina e Neuromodulação. Para falar mais sobre como o Instituto tem atuado em Macaíba utilizando a ciência e a educação como ferramentas para a transformação social, Edgar Morya estará, no dia 3 de agosto (das 10h às 12h), no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas através deste link.

Edgard Morya é coordenador de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra do Instituto Santos Dumont, localizado em Macaíba, Rio Grande do Norte. Professor do Curso de Mestrado em Neuroengenharia, desenvolve pesquisas em neuroreabilitação, interface homem-máquina e eletrofisiologia. Possui graduadação em Fisioterapia pela USP com doutorado e pós-doutorado em Neurofisiologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Realização: HUB de Inovação na UFRJ

Apoio: Agência UFRJ de Inovação e Parque Tecnológico da UFRJ

 

 

Nos dias 2 e 3 de agosto, a Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) vai realizar, em Belo Horizonte, o Encontro Fortec Sudeste 2018, que terá como tema Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação: desafios e oportunidades para empresas e instituições de ciência, tecnologia e inovação.

A programação do evento conta com palestras, mesas de debate, oficinas, entre outras atividades que vão apresentar os principais impactos do Marco Legal de CT&I no cotidiano dos diversos agentes do ecossistema de inovação brasileiro.

Além disso, o encontro será uma excelente oportunidade para quem busca ampliar a rede de contatos e conhecer o trabalho de instituições ligadas à inovação em Minas Gerais e no país.

As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas. Para garantir sua participação no Encontro Fortec 2018, clique aqui.

 

fortec2018

 

 

universidadedasquebradas2017

 

Você é produtor, artista, ativista cultural ou atua em movimentos sociais engajados com a (ou na) periferia?

Então venha para a Universidade das Quebradas (UQ) – Laboratório de Tecnologias Sociais da UFRJ, em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), onde o conhecimento da periferia se encontra com a academia.

Nesta edição, o Programa Universidade das Quebradas, em parceria com o Museu de Arte do Rio (MAR), busca investigar, a partir da mostra “O Rio do samba: resistência e reinvenção”, a emergência de uma cidade catalisadora que se constitui com o complexo sociocultural do samba. Serão estudados os processos de resistência, reinvenção, urgências e suas dimensões atuais. Além disso, nesta edição, as aulas e atividades do Programa Universidade das Quebradas terão acessibilidade em LIBRAS, permitindo que a comunidade surda possa participar do curso.

O curso é gratuito, com 80 vagas, sem burocracias de acesso e sem exigências de escolaridade mínima. O processo seletivo tem o seguinte cronograma:

  • Inscrições abertas: até 30 de julho de 2018
  • Resultado preliminar: 02 de agosto de 2018
  • Entrevistas: 06 e 07 de agosto (previsão)
  • Resultado final: 08 de agosto (previsão)

As aulas serão às terças-feiras, de 13h às 18h, no Museu de Arte do Rio (MAR), Praça Mauá, 5, Centro – RJ.

Calendário UQ no MAR – 2018.2:

  • Início: 14 de agosto (previsão)
  • Término: 04 de dezembro (previsão)

Critérios para certificação:

  • Mínimo de 75% de frequência
  • Trabalho final

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

ANTIGO Quebradeiro – https://goo.gl/forms/jrPcW7iOz2mu0Ebf1

NOVO Quebradeiro – https://goo.gl/forms/3cyym9xwvIqKpt3k2

 

 

alunoscontadores2018

 

Apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, o projeto Alunos Contadores de Histórias é uma ação realizada pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, que relaciona a atividade de humanização da saúde com os conceitos de Inovação Social. A cada semestre, esse projeto de extensão universitária capacita uma nova turma de alunos. Munidos de jalecos coloridos e sacolas repletas de livros infantis, eles dedicam duas horas semanais ao projeto, doando e recebendo sorrisos ao contar histórias infantis para as crianças atendidas no IPPMG, Instituto de Pediatria da UFRJ, localizado na Ilha do Fundão. Desde 2008 o projeto incentiva o hábito da leitura e ajuda a amenizar o sofrimento das crianças e adolescentes no ambiente hospitalar.

Os interessados em fazer parte desta história devem ler o edital de inscrição onde é possível encontrar mais informações sobre o projeto e esclarecimentos acerca do funcionamento do processo seletivo para a turma de 2018.2. As inscrições se encerram às 12h do dia 28 de julho. Mais informações através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

BiodiversidadeAs mudanças foram propostas a partir de sugestões dos pesquisadores e aprovadas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) entre março e junho deste ano

Atendendo a demandas da comunidade científica, o plenário do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aprovou entre março e junho de 2018 uma série de medidas que simplificam o cumprimento da Lei de Acesso à Biodiversidade e Conhecimentos Tradicionais (Lei 13.123/2015) e o preenchimento do cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen) para pesquisas em Biodiversidade.

As medidas foram encaminhadas pela Câmara Setorial da Academia do CGen, composta por cientistas que fazem a interface entre a academia e o Conselho.

No total, sete resoluções e uma orientação técnica foram elaboradas em consonância com as sugestões e contribuições vindas da comunidade científica. O objetivo é mitigar o impacto causado em algumas áreas de pesquisa que foram abarcadas pela Lei e em um primeiro momento não foram contempladas de forma adequada no SisGen.

Uma dessas resoluções (Nº 10 de 19 de junho de 2018) permite aos pesquisadores das áreas de Filogenia, Taxonomia, Sistemática, Ecologia, Biogeografia e Epidemiologia, fazer o cadastro de suas pesquisas por meio de um formulário simplificado, que estará disponível na próxima versão do SisGen. Esse novo formulário dá ao pesquisador a opção de indicar os números de registro, indicadores únicos ou do localizador padrão de recursos (URL) ou equivalentes em que estejam registradas estas informações nos bancos de dados, repositórios ou sistemas de informação de acesso aberto ao Estado brasileiro. Ou seja, por exemplo, ao invés de incluir no SisGen as informações sobre cada um dos exemplares estudados e sobre a procedência deles, o pesquisador poderá indicar apenas o localizador padrão de recursos (URL) do banco de dados, no qual estas informações estão disponíveis.

Outras resoluções também simplificam o preenchimento do SisGen. Como a que estabelece o nível taxonômico mínimo exigido para a identificação de cada grupo de organismos da biodiversidade nos casos de pesquisas em taxonomia e filogenia (Resolução CGen Nº 6 de 20 de março de 2018), em: I – Domínio (Archaea, Bacteria e Eukarya), no caso de bactérias, fungos microscópicos, e demais micro-organismos, com exceção de vírus; II – Classe, no caso de algas macroscópicas; III – Ordem, no caso de fungos macroscópicos e animais; e IV – Família, no caso de vírus e plantas. Ou seja, o pesquisador que estuda fungos macroscópicos ou insetos poderá indicar apenas a ordem destes organismos, sem precisar indicar as espécies de cada amostra estudada. Isso dá ao pesquisador a oportunidade de fazer apenas um registro para uma determinada ordem no lugar de 1000 registros de diferentes exemplares da mesma ordem.

Ainda sobre o nível taxonômico mínimo exigido para a identificação do patrimônio genético, o pesquisador de qualquer área, inclusive envolvido com desenvolvimento tecnológico, estudando micro-organismos não isolados de amostras de substratos, por exemplo, por meio de metagenômica (técnica que permite estudar os genomas de micro-organismos de um nicho ecológico sem necessidade de fazer culturas individuais), poderá indicar o Domínio como nível taxonômico (Resolução CGen Nº 8 de 20 de março de 2018). Com isso, o pesquisador precisará fazer, no máximo, três registros: para Archaea, Bacteria e Eukarya.

Outra demanda contemplada é a resolução que simplifica a exigência de indicação da localização geográfica (Resolução CGen Nº 7 de 20 de março de 2018). Nos casos em que o acesso seja exclusivamente para fins de pesquisa e quando é necessário o registro de mais de cem localidades diferentes, a indicação do munícipio onde foi obtido o patrimônio genético é a informação mínima exigida.

Mudanças importantes também foram aprovadas para remessa de patrimônio genético. Foi aprovado novo modelo de Termo de Transferência de Material (TTM). Agora, por meio dessa resolução (Resolução CGen Nº 5 de 20 de março de 2018), a instituição brasileira poderá firmar um único TTM com uma mesma instituição estrangeira, com prazo de validade de até 10 anos, e renováveis. Ou seja, a cada remessa o pesquisador fará o cadastro no SisGen, anexará o TTM único com a instituição estrangeira e uma guia de remessa numerada de forma sequencial, com descrição das amostras a serem remetidas. As remessas das amostras do patrimônio genético serão acompanhadas pelo comprovante de cadastro de remessa (que deve ser realizado previamente à remessa), pela cópia do TTM assinado e pela guia de remessa. Nesse modelo de TTM foi ainda retirada a exigência de incluir informações pessoais do representante legal da instituição destinatária.

Quanto ao trânsito de patrimônio genético brasileiro, uma resolução aprovada em 19 de junho (Resolução CGen Nº 11 de 19 de junho de 2018) estabelece que a devolução de amostras de patrimônio genético brasileiro emprestadas às instituições nacionais por instituições estrangeiras mantenedoras de coleção biológica, uma atividade rotineira e muito particular a estas coleções, não configura remessa. Nestes casos, as amostras deverão estar acompanhadas de cópia dos TTMs, ou das Guias de Remessa, ou, ainda, de outros documentos legalmente constituídos à época que formalizaram o empréstimo, e que contenham a identificação das amostras.

Conforme a orientação técnica aprovada (Orientação Técnica CGenNº 3 de 19 de junho), a data da disponibilização do cadastro pelo CGen será a data de disponibilização de versão do SisGen que contenha estas funcionalidades. Sendo assim, as pesquisas que estão no escopo das Resoluções Nº 6, 7, 8, e 10, terão um ano após a disponibilização da nova versão do SisGen para serem cadastradas.

É importante ressaltar que essas recentes simplificações só foram possíveis porque contamos com a colaboração dos cientistas e suas representações, que levaram suas dificuldades e propuseram caminhos nas discussões sobre a implementação da nova Lei da Biodiversidade.

As atividades da Câmara Setorial da Academia podem ser acompanhadas por meio das memórias de reuniões, propostas de minutas de resoluções e orientações técnicas e links/documentos importantes para a academia, na página da CSAcademia.

As normas do CGen estão disponíveis neste link. As resoluções Nº. 10 e 11 e a Orientação técnica Nº. 3 de 19 de junho de 2018 serão publicadas em breve.

Manuela da Silva, pesquisadora da Fiocruz/Rio de Janeiro e coordenadora da Câmara Setorial da Academia do CGen

Laila S Espindola, professora da Universidade de Brasília, conselheira da SBPC e conselheira do CGen

Mercedes Bustamante, professora do Departamento de Ecologia da Universidade Brasília, representante da SBPC no CGEN

Luciane Marinoni, professora Titular na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Câmara Setorial da Academia do CGen

 

FONTE: Jornal da Ciência

 

 

smartcities

 

O Parque Tecnológico da UFRJ e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) deram início a uma parceria que tem como objetivo estabelecer um ambiente de demonstração de novas tecnologias e soluções para a melhoria do dia a dia das cidades. O Parque passa a integrar o conselho consultivo do Ambiente de Testes de Tecnologias para Cidades Inteligentes da ABDI/Inmetro, que está sendo montado em Xerém (RJ). Este projeto tem como objetivo reunir empresas e organizações que desenvolvem novas tecnologias para as chamadas cidades inteligentes e que poderão ter, no local, um espaço de teste para suas soluções. Os 350 mil metros quadrados do Parque e o campus da própria UFRJ poderão ser também uma das extensões do ambiente montado em Xerém. O Parque passa a ser um living lab (laboratório vivo) associado.

“Este tipo de parceria é fundamental para elevar o debate sobre o tema. Traz experiência prática sobre inovação e pode ajudar a desenvolver o ecossistema de cidades inteligentes”, destaca Carlos Frees, líder do projeto pela ABDI. Para o projeto, a participação do Parque é de extrema relevância: “O que eventualmente não puder ser testado dentro do Inmetro, nós poderemos colocar em prática aqui na Universidade. Questões que exijam adensamento populacional podem ser um exemplo. Passam cerca de 100 mil pessoas por dia aqui no campus”, relata Leonardo Melo, gerente de desenvolvimento Institucional do Parque.

Sobre o ambiente de Testes de Tecnologias para Cidades Inteligentes da ABDI/Inmetro

O ambiente de testes está sendo montado no campus do Inmetro em Xerém (RJ). No local, empresas que desenvolvem tecnologias para cidades inteligentes vão poder instalar suas soluções e testá-las. A ABDI e o Inmetro vão validar o funcionamento. As tecnologias com eficácia comprovada serão disponibilizadas em um showroom para apreciação de prefeitos. Caso o gestor municipal se interesse por alguma, ele poderá negociar a instalação diretamente com a empresa. No momento inicial serão testados dez cenários, entre eles iluminação inteligente, mobilidade urbana e segurança. Estão inscritas mais de 130 empresas no projeto.

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade – alunos e corpo técnico-acadêmico – e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Inaugurado em 2003, o Parque ocupa uma área de 350 mil metros quadrados e abriga centros de pesquisa de empresas inovadoras, laboratórios da UFRJ, uma incubadora de empresas e espaços para desenvolvimento do empreendedorismo e integração. Hoje estão instaladas no Parque, 66 instituições, sendo 16 empresas de grande porte nacionais e multinacionais, 9 pequenas e médias, 5 startups do programa CrowdRio, o HUB de inovação na UFRJ, 27 residentes da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, além de 9 laboratórios da própria UFRJ.

 

 

101inpi20182

 

Até 19 de julho, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Inscrições e maiores detalhes neste link.

 

 

anpei2018novadata

 

Devido à paralisação dos caminhoneiros e bloqueios que ocorreram em todo o país no final do mês de maio, não foi possível realizar a Conferência ANPEI de Inovação 2018 no cronograma previsto. O evento, contudo, já tem uma nova data e irá ocorrer entre os dias 15 e 17 de agosto, no ExpoGramado, Gramado – RS.

Com o tema central “Novas Alavancas de Criação de Valor”, o evento abordará o desenvolvimento e o fortalecimento do ecossistema de inovação diante das mudanças socioeconômicas que aconteceram nos últimos anos, tendo como base quatro perspectivas: tecnológica, do cliente, da organização e do ecossistema.

De acordo com o Comitê Técnico do evento - composto por integrantes da Anpei, especialistas do Sistema Nacional de Inovação e representantes de grandes empresas, instituições científicas e tecnológicas, consultorias e agências do governo - há um leque de desafios e oportunidades nas novas formas de criação de valor.

“Está prevista uma grande transformação na formação e no perfil dos profissionais, no ecossistema empreendedor, no ambiente das empresas e por meio de novas tecnologias. Novos conhecimentos e habilidades precisarão ser desenvolvidos em um curto espaço de tempo, assim como a capacidade das organizações de entender, acompanhar e se adaptar a essas mudanças. Além disso, a “voz do cliente” será mais forte do que nunca”, explicou o Comitê Técnico da Conferência Anpei 2018.

O evento contará com palestras de especialistas, apresentações de cases de inovação de grandes empresas e instituições científicas e tecnológicas, debates, networking, rodadas de negócios e visitas técnicas.

Sobre a Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como um fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

Em sua última edição, ocorrida nos dias 31 de outubro e 1o de novembro de 2017 em Belo Horizonte - MG, o tema trabalhado foi “Inovação em um Mundo em Transformação”. O evento contou com 78 sessões, 199 palestrantes e reuniu 1592 participantes em dois dias.

A missão da Anpei

A Anpei atua há mais de 30 anos com o ecossistema de inovação e possui expertise nesta nova dinâmica mundial de modelos de interação entre os principais atores, destacando-se como uma rica fonte de aprendizado, networking e articulação. Dentre suas ações, estão o estímulo a debates com a iniciativa privada, o governo e instituições científicas e tecnológicas para traçar melhores políticas e práticas para fomentar a inovação no país. Saiba mais: anpei.org.br

 

 

No dia 20 de junho, a Faculdade Nacional de Direito (FND) sediará a Feira do Empreendedorismo Social.

Fruto de uma parceria com o Sebrae, o evento será voltado aos MEIs (microempreendedores individuais) e contará com três atividades:

10h - Exposição de produtos de diferentes gêneros produzidos pelos microempreendedores

11h - Roda de conversa sobre a importância das enzimas e probióticos para a saúde plena (palestrante Janete Pereira da Silva, MEI participante do projeto)

14h - Consultoria jurídica gratuita para MEIs

Feira do empreendedorismo social FND.UFRJ

 

 

 

gastronomiaparque

A partir da próxima segunda, dia 11 de junho, o Parque Tecnológico da UFRJ passará a contar com empreendimentos de alunos do curso de Gastronomia. A ação “Gastronomia do Parque” acontecerá sempre às segundas-feiras, das 11h às 15h, no prédio do MP, local de realização da feira gastronômica do Parque.

 

 

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No dia 12 de junho, o Parque Tecnológico da UFRJ sedia o evento de premiação dos cinco melhores trabalhos desenvolvidos nos programas de pós-graduação da Universidade que tratam de questões relacionadas à inclusão de grupos marginalizados ou propostas de ações que visam a melhorar a qualidade de vida desses grupos. O Ações Afirmativas da UFRJ, uma parceria da Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR 2) com o Parque, irá conceder prêmios em dinheiro nos valores de R$ 7 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente, para os três primeiros colocados e R$ 1 mil a dois trabalhos merecedores de menções honrosas. Os critérios para a premiação foram originalidade e o caráter inovador, bem como a profundidade de suas análises e potencial de aplicabilidade prática.

Para José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, o prêmio é de grande importância pois incentiva a produção científica e reforça o compromisso do Parque com a Universidade. “É muito importante participar e ser um ator nesse tipo de ação, já que um dos compromissos do Parque é justamente o fortalecimento da temática 'diversidade' e por isso a interação com as diversas áreas de conhecimento de UFRJ é absolutamente estratégica para nós. Incentivar e premiar a produção de pesquisa comprometida com a redução de desigualdades é muito gratificante”, afirma.

O evento de premiação é aberto ao público e contará com presença de especialistas no tema, além de uma mesa redonda com a apresentação dos trabalhos premiados. O Auditório do Parque fica na rua Paulo Emídio Barbosa 485, prédio da Administração, na Ilha da Cidade Universitária.

 

 

Em 26 de junho, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) receberá a terceira edição do Ciclo de Cinema, Cultura e Direitos Intelectuais. Na ocasião, será exibido o documentário Guerra das Patentes (Alemanha, 2014, Dir. Hannah Leonie Prinzler), filme que investiga o sistema contemporâneo de patentes, as empresas que lucram com seu funcionamento, as batalhas jurídicas e as formas de resistência que surgem pelo mundo. Após a exibição, haverá debate com o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, e também com o advogado de propriedade intelectual, Gabriel di Blasi.

Será a estreia carioca desse filme que foi vencedor do prêmio de júri de melhor documentário na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O evento é produzido pela Comissão de Direitos Autorais, Imateriais e Entretenimento (CDADIE) da OAB/RJ em parceria com o CCJF e conta com o apoio da Agência UFRJ de Inovação. Essa edição também contará com o apoio da Comissão de Propriedade Industrial (CPIP) da OAB/RJ.

O evento é gratuito e começa às 18h. O CCJF fica na Avenida Rio Branco, 241, no Centro do Rio.


Mais informações: https://www.facebook.com/ciclocinemaculturaedireitosintelectuais

 

 guerradaspatentes

 

 

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Mostrar, na prática, que é possível criar novas formas de produção e consumo mais solidárias. Este é o objetivo principal do Mercado VIVO, uma ação que busca alimentar uma microeconomia de trocas onde os bens e serviços circulam em prol do bem comum e não tão somente da mera acumulação de capital.

A iniciativa consiste em um mercado popular e itinerante que disponibiliza saberes, serviços, objetos, afeto, experiências e arte de forma cooperativa e sem o uso do dinheiro, contribuindo com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo. No Mercado VIVO cada um participa como quiser, disponibilizando o recurso que tiver, mas sem uso de dinheiro. As trocas de bens e serviços são mediadas pelo “irreal”, moeda social do Banco dos Irreais.

Idealizado pelo artista plástico José Miguel Casanova, o Banco dos Irreais consiste em um banco de tempo, prática intimamente relacionada com a economia solidária. A moeda utilizada nesse banco, o “irreal”, equivale a uma hora na qual se realiza uma atividade qualquer. Assim, os investidores do banco se comprometem a dar momentos significativos de seu tempo e recebem em troca o número equivalente de irreais, que podem ser trocados pelo que é oferecido pelos demais investidores. Mas como essa economia se baseia mais na qualidade do que na quantidade, no Mercado VIVO, as partes podem negociar diretamente caso a caso.

Para entender melhor esta iniciativa, a Agência UFRJ de Inovação realizou uma entrevista com Valeska Xavier, coordenadora do Mercado VIVO que acaba de retornar da Espanha, onde apresentou o projeto em um encontro da rede LASIN (Latin American Social Innovation Network) na Universidade de Alicante.

Confira a seguir:

 

1) Poderia explicar melhor como funciona o Mercado VIVO?

O Mercado VIVO é mercado popular e itinerante que disponibiliza saberes, serviços, afeto,objetos e arte de forma colaborativa e sem o uso do dinheiro, contribuindo com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo e com a segurança alimentar dos envolvidos.

Nesse Mercado VIVO cada um participa como quiser, disponibilizando seu tempo, habilidade, serviço, objetos, etc. Esses recursos são trocados pela moeda social Irreal, que, por sua vez, é usada para adquirir bens e serviços no Mercado. Para facilitar a interação e as trocas, foram criadas cinco instalações.

A Ecoloja de Trocas Solidárias disponibiliza para a troca produtos usados em bom estado como roupas, livros, artesanatos, CDs, obras de arte, produtos artesanais. Na Troca de Saberes, acontecem oficinas, rodas de conversa, serviços e apresentações artísticas. Aqui cada participante, ao oferecer sua atividade, recebe o equivalente em irreais. O Ateliê Livre disponibiliza materiais para fazer artesanatos, artigos de cama e mesa, obras de arte, etc. Os produtos finais vão para a Ecoloja de Trocas e os participantes recebem o pagamento em irreais. O Mutirão de Produção e Consumo reúne um grupo de mulheres em vulnerabilidade social, pequenos produtores, educadores e universitários para produzir coletiva e solidariamente produtos artesanais de primeira necessidade (higiene, limpeza e preparações alimentícias) que serão compartilhados entre os participantes. E na Agência dos Irreais são emitidas as notas de irreais e compartilhados tempo em serviço.

O lastro do Irreal é o tempo compartilhado, e o tempo de todos têm igual valor. Ou seja, no Mercado VIVO todos têm igual poder aquisitivo, pois todos têm o potencial de compartilhar seu tempo e habilidades produzindo bens materiais e culturais úteis à vida em sociedade.

O Mercado VIVO afirma os valores da solidariedade e da cooperação como forma de organização social, alimentando uma microeconomia colaborativa baseada em trocas, onde os bens e serviços circulam em prol do bem comum e não da acumulação de capital.

 

mercadovivo2) Quem são os responsáveis por esta iniciativa?

A iniciativa do projeto é do Instituto Unitas, ONG que atua no Rio de Janeiro criando espaços populares de discussão, construção de conhecimento e convivência cooperativa.

 

3) Como surgiu este projeto?

Surgiu da crescente necessidade de se criar novos arranjos de convívio, produção e consumo baseados na colaboração e não na competição, como alternativa para a resolução de problemáticas socioambientais.

Se pensarmos no cerne das mazelas sociais que nos atingem (desigualdade, desemprego, educação de má qualidade, desequilíbrio ambiental, insegurança alimentar), vamos encontrar uma causa original: uma sociedade construída em cima de uma economia baseada na acumulação de capital e no consumo. Nesta economia de mercado, a riqueza é produzida por muitos e concentrada nas mãos de muito poucos, e os recursos são colocados como escassos, pois impera a lógica da competição e da acumulação. É considerada riqueza o que gera capital, incluindo as epidemias e as guerras, e o dinheiro e o mercado são os intermediários entre a produção e o consumo, distanciando o produtor do consumidor e determinando o poder aquisitivo das pessoas.

Percebendo a importância e potência de contribuir com a construção de novos arranjos produtivos, o Instituto Unitas cria, em 2014, a Feira de Trocas Solidárias, que foi se expandindo como espaço democrático de trocas até se consolidar como Mercado VIVO.

Nessa empreitada muitos foram os parceiros que compartilharam recursos conosco fortalecendo este microssistema colaborativo, como o Banco dos Irreais, trazendo a plataforma online de troca de tempo; a Universidade das Quebradas, acolhendo as instalações do Mercado e configurando arranjos de trocas de bens culturais; a Agência de Inovação da UFRJ, colaborando com métodos e estimulando o empreendedorismo social; o CIEP João Mangabeira e a E.M. Bahia, onde exercitamos o consumo colaborativo com os alunos; o MUDA, com a expertise na produção de hortas caseiras e o Ecentex da COPPE/UFRJ, com consultoria na área da gestão de redes.

Ao final de 2017, o projeto foi selecionado para a mentoria da Unidade de Suporte à Inovação Social - USIS/ UFRJ.  A USIS é parte do projeto de pesquisa LASIN, cofinanciado pela Comissão Europeia, com o propósito de implementar um modelo de envolvimento Universidade/comunidade. Com metodologia própria, desenvolvida previamente no projeto de pesquisa, a comunidade interna à UFRJ (professores, técnicos administrativos e estudantes) trabalha com a comunidade externa (grupos comunitários, ONGs e/ou OSCIPS, organizações governamentais e empresas), apoiando o desenvolvimento de inovações sociais. Esta mentoria forneceu importantes instrumentos de aprimoramento da gestão e comunicação do Mercado VIVO, bem como estimulou conexões e parcerias dentro da UFRJ.

Outra vitória foi a parceria com o Instituto de Nutrição da UFRJ que contribui na construção de conhecimento científico, formação de alunos e avaliação do projeto. Esta ação conjunta fortalece a proposta de promoção da Segurança Alimentar, que é definida como o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem  a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.

O principal fator de risco da insegurança alimentar é a falta de acesso aos alimentos devido ao baixo poder aquisitivo. Outro fator importante é o modelo agrícola brasileiro, que favorece o agronegócio em detrimento da agroecologia, o que faz com que os brasileiros sejam o povo que mais consome agrotóxicos no mundo.

A contribuição do Mercado VIVO se dá na medida em que disponibiliza democraticamente aos participantes preparações alimentícias e produtos de higiene e limpeza feitos artesanalmente, com matéria prima natural e livre de  toxinas  e agrotóxicos, bem como serviços e oficinas, sem o uso do dinheiro. Este acesso se dá não como uma doação, mas como resultado de um novo arranjo de produção e consumo, onde os participantes passam para o patamar de pequenos produtores, experimentando formas de produção e consumo alternativas ao grande mercado que os excluiu. 

 

4) Por que o Mercado VIVO optou por fazer uso da moeda “irreal”?

Porque a proposta do Banco dos Irreais é fundamentada na economia solidária e busca contribuir com um sistema econômico mais justo e que beneficie a todos. O lastro da moeda é o tempo e, portanto, promove inclusão democrática. A plataforma online dos irreais facilita trocas de tempo sem o uso do dinheiro e promove conexão entre instituições e pessoas que vem exercendo o consumo colaborativo e ajudando a construir uma nova economia.

 

5) O Banco dos Irreais é um banco de tempo em que cada irreal equivale a uma hora de determinada atividade. É fácil entender a troca de serviços mediada por esta moeda. Mas como funciona a troca de produtos por irreais?

Cada recurso que circula no Mercado VIVO é valorado de forma igualitária, um saber, uma experiência, uma intervenção artística, valem um irreal. Da mesma forma, nos espaços produtivos do Mercado VIVO, o tempo de trabalho, somado a recursos materiais doados ou reutilizados, se transformam em um produto (uma peça de arte, um produto natural de higiene, uma roupa customizada etc) que também vale um irreal.  

O Mercado VIVO produz seus produtos a partir do tempo em serviço dos participantes. Sendo assim, o lastro da moeda continua sendo o tempo, que é usado na produção e também na articulação e promoção de campanhas de arrecadação de objetos usados, sólidos reutilizáveis, material orgânico, sobras de alimentos e insumos que serão transformados nos bens e serviços que estarão disponíveis nas instalações do Mercado VIVO, bem como na captação de recursos públicos para o custeio das despesas em dinheiro.

 

6) O Mercado VIVO hoje é um projeto de extensão universitária da UFRJ em parceria com o Instituto de Nutrição e Mutirão de Agroecologia. Existe alguma diferença entre o Mercado VIVO e o “Mercado Vivo na promoção de Segurança Alimentar e Nutricional”? Qual a importância da obtenção deste reconhecimento institucional?

Existe diferença enquanto local e metas de atuação. O Mercado VIVO atua em 3 espaços: Escola Municipal Bahia no complexo da Maré, CMS Madre Tereza de Calcutá, na favela do Bancários e Faculdade de Letras, na Cidade Unversitária. No âmbito do “Mercado Vivo na promoção de Segurança Alimentar e Nutricional”, a atuação se dá no CMS Madre Tereza.

Há que se ressaltar que o objetivo do projeto é o mesmo em todos os locais de atuação: contribuir com a construção de uma cultura de trocas como forma efetiva de consumo e com a segurança alimentar dos envolvidos.

 

7) Como têm sido as reações da comunidade acadêmica e externa?

O Mercado VIVO atua em espaços e com públicos dos mais diversificados, como o Museu de Arte do Rio (MAR), a Colônia de Pescadores Z10, escolas e creches públicas e postos de saúde de comunidades em vulnerabilidade e em vários espaços da UFRJ. Estivemos também, na última quinzena de maio, na Universidade de Alicante na Espanha a convite da LASIN e da USIS (Unidade de Suporte em Inovação Social da UFRJ). Em todos os lugares que estivemos a proposta do Mercado VIVO é muito bem acolhida pela imensa maioria dos participantes. As pessoas se mostram muito curiosas e receptivas às atividades propostas.

Nos locais onde o Mercado VIVO fica por um tempo maior, como no CMS Madre Tereza e na Faculdade de Letras da UFRJ, já podem ser percebidos resultados positivos no orçamento familiar dos participantes mais assíduos.

Com o Mercado VIVO cria-se oportunidades de vivências colaborativas de produção e consumo. Ao produzirem o que vão consumir e ao adquirirem produtos e serviços sem usar dinheiro, os participantes criam conexões  entre si e alcançam autonomia de produção e acesso a produtos de primeira necessidade, arte e conhecimento.

Este exercício colaborativo é muito importante para mostrar outras possibilidade de convívio e consumo, ampliando as estratégias de sobrevivência e bem-viver.

 

8) Onde os interessados podem conhecer o Mercado VIVO?

O Mercado VIVO funciona todas as terças, das 8h às 12h, no CMS Madre Tereza de Calcutá, no Bancários (Av. Ilha das Enxadas, 100). As atividades do Mutirão de Produção e Consumo voltadas a alunos, comunidade acadêmica e inovadores sociais acontecem quinzenalmente no bandejão da Faculdade de Letras da UFRJ (datas na fanpage do MercadoVIVO).

 

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ e o Telefónica Open Future, programa global de inovação aberta e empreendedorismo do Grupo Telefónica (controlador da Vivo), prorrogaram para o dia 17 de junho as inscrições para a seleção de 16 startups com projetos de base tecnológica para participar do programa de aceleração Crowd Rio. O programa tem como objetivo impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas, fornecendo infraestrutura de espaço, suporte técnico e mentoria.

O processo seletivo é aberto a todos que tenham interesse em desenvolver e acelerar projetos inovadores em áreas como IoT (Internet das Coisas), Soluções Digitais em Telecom, Agtech (Agronegócio Inteligente), Big Data, Inteligência Artificial, E2E (End to End), Smart City e Cloud.  As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma Open Future, no link http://bit.ly/crowdcall01.

 

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ inaugura no dia 6 junho a segunda etapa da Galeria Curto Circuito de Arte Pública, uma parceria da instituição com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) que vem transformando os 350 mil metros quadrados do Parque em uma área de experimentação da arte, tecnologia e inovação.

Serão quatro novas obras no espaço, totalizando, neste momento, 10 trabalhos de alunos e professores da Escola de Belas Artes. A maior parte das peças é interativa e pode ser usada como mobiliário urbano pelos visitantes e funcionários do Parque e de suas empresas. Nesta nova fase, os artistas Bruno Life, Cristiano Nogueira, Jandir Leite Moreira e Thales Valoura apresentam seus projetos com inspirações que vão desde memórias da infância a escolhas e dualidades da vida.

Além disso, o ambiente conta com 24 esculturas da exposição “Memórias do Boto” e um pavilhão com intervenções desenvolvidas pelo Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO) e pelo Laboratório de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/UFRJ).

Na primeira etapa do projeto, patrocinada pela empresa Vallourec, o Parque abrigou 16 obras de alunos e professores da EBA e de artistas reconhecidos nacional e internacionalmente.

Evento de inauguração

Dia 6 de junho, às 10h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Na data, haverá uma mesa redonda sobre arte, tecnologia e inovação com especialistas e artistas participantes da nota etapa da Galeria. Entre eles, a diretora da Escola de Belas Artes, Madalena Grimaldi, e o professor Jorge Soledar, que falará sobre arte pública e contemporânea.  

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. O Parque abriga, atualmente, 66 instituições. Hoje estão instalados centros de pesquisa de 16 empresas de grande porte nacionais e multinacionais, 9 pequenas e médias, 6 startups do programa CrowdRio, além de 9 laboratórios da própria UFRJ. No Parque, está instalada também a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, que, atualmente, abriga 27 start ups. Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 110 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1380 postos de trabalho altamente qualificados.

 

 

aviso

 

Temos todos acompanhado com atenção e preocupação o movimento de paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil e suas consequências mais imediatas tanto em relação aos transportes quanto ao abastecimento. Nesta quinta-feira (24/05), vários funcionários da UFRJ já tiveram dificuldades em chegar ao Fundão. Assim, seguindo instrução da Reitoria, e, ainda mais, diante da informação de que a rede de internet será suspensa à tarde para manutenção, a coordenação da Agência UFRJ de Inovação optou por suspender o expediente desta sexta-feira (25/05).

Contamos com a compreensão de todos.

 

 

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A UFRJ realizou, nos dias 16/5 e 17/5, a segunda edição do Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade (II Esua). O evento reuniu alunos, servidores e terceirizados para sensibilizar e discutir a importância da inclusão e da acessibilidade na vida universitária no auditório Quinhentão, no Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A mesa de abertura contou com o pró-reitor de Pessoal, Agnaldo Fernandes; o pró-reitor de Políticas Estudantis, Luiz Felipe Cavalcanti; a vice-diretora da Diretoria de Acessibilidade (Dirac), Cláudia Martins; a coordenadora da Agência de Inovação, Iris Mara Guardatti; e a decana do CCS, Maria Fernanda Quintella.

Cavalcanti celebrou a importância de se construírem espaços formais e informais para discutir áreas sensíveis como a acessibilidade. “Precisamos de espaços democráticos como esse, plurais e com participação efetiva de todos, como com a criação da PR-7, do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva e da Dirac. Garantir a acessibilidade é garantir a permanência dos alunos.”

Já Agnaldo Fernandes destacou que a Universidade é uma voz que não pode se calar e precisa resistir diante das dificuldades enfrentadas. “Realizar um evento como este é, também, ser um polo de resistência e de afirmação da UFRJ como um polo de conhecimento”, afirmou lembrando que ainda existe um caminho longo para sensibilizar a comunidade para a inclusão.

Após a mesa de abertura, o evento contou com a apresentação de servidores da UFRJ com deficiência que explicaram as particularidades de cada caso, como dos surdos, cegos, disléxicos e pessoas com deficiência física. Como o professor da Microbiologia, Leonardo Rochetto, que ressaltou suas dificuldades enquanto aluno, pesquisador e, posteriormente, docente da Universidade. Para ele, mais do que as dificuldades de acessibilidade física, uma das maiores mudanças precisa ser atitudinal. “Muitas vezes não encontrei vaga na iniciação científica, enquanto outros colegas que buscavam depois de mim conseguiam”, contou ressaltando a importância de sensibilizar a comunidade.

Em seguida, foram apresentados programas realizados atualmente pela Universidade que visam a uma maior inclusão e à produção de conhecimento por meio de ferramentas de acessibilidade, como o Dosvox, produzido pelo Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, que produz programas de computadores para cegos, e o Projeto Surdos, desenvolvido pelo Instituto de Bioquímica Médica, que desenvolve um glossário científico em libras.

Para encerrar o evento, aconteceu mais uma edição da Plenária do Fórum.

 

FONTE: CoordCOM

 

 

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Otimizar a logística de transporte, manuseio e distribuição de frutas e hortaliças, diminuindo custos e evitando o desperdício. São estes os objetivos de um bem-sucedido projeto desenvolvido a partir de uma parceria envolvendo a UFRJ que acaba de resultar na concessão de uma patente de modelo de utilidade pelo INPI.

Os esforços conjuntos entre o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA - UFRJ), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. O projeto resultou em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Destas patentes, a mais recente a ser concedida é a de uma embalagem para morangos e similares.

A embalagem mais utilizada hoje em dia para o transporte e comercialização de morangos consiste em uma barca funda sem tampa, que é complementada por uma cobertura de filme plástico. Este formato induz ao empilhamento de frutos uns sobre os outros. Já a utilização de filme plástico para lacrá-la causa-lhes injúrias mecânicas, além de impedir seu perfeito processo de respiração.

Outro modelo muito utilizado são as embalagens do tipo barca com tampa acoplada, contendo furos para melhor arejamento das frutas. Todavia, esses furos muitas vezes são superdimensionados e distribuídos de forma inadequada, permitindo que insetos e sujeira entrem em contato com os frutos. Além disso, a embalagem também permite formar uma dupla camada de frutos, o que aumenta a possibilidade de injúrias mecânicas e redução de vida útil.

Em suma, as atuais embalagens não satisfazem todos os requisitos necessários ao perfeito acondicionamento, armazenamento, transporte, comercialização e exposição de morangos e similares. Os espaços que sobram ainda permitem o deslocamento dos frutos dentro dos nichos, promovendo seu choque e provocando danos e nódoas nos mesmos, o que reduz seu valor de mercado.

Já as novas embalagens, por conta de uma geometria otimizada, evitam a compressão e injúrias mecânicas dos frutos e, por consequência, aumentam sua vida útil ao manter suas propriedades. Finalmente, o perfeito acondicionamento também valoriza sua exposição para venda.

A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

 “Num país como o Brasil, em que muitas pessoas ainda não têm acesso à alimentação, jogar de 30% a 35% do que produzimos fora é um desperdício muito grande. Fala-se muito em aumento de produtividade, mas ao diminuir o desperdício, é possível aumentar a oferta, sem necessidade de aumentar a área plantada”, explica Antonio Soares Gomes, pesquisador da Embrapa que é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto.

Este vídeo produzido pela Embrapa ilustra bem todo o potencial das novas embalagens.

Detalhes mais específicos sobre a embalagens para morangos constam aqui.

 

 

tedufrj2018

No próximo dia 04 de junho, o auditório do Centro de Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai sediar a terceira edição do TEDxUFRJ. O encontro, cujo tema central é “como (re)construir a universidade?", acontecerá em um hall de convivência de 600 m² e se dará em quatro vias: entre pessoas, ou seja, estudantes, professores, comunidade local e apaixonados por mudanças; entre disciplinas, design, saúde, tecnologia e comportamento; entre lugares, portanto, unidades acadêmicas, outras universidades, empresas e poder público; e entre tempos, isto é, entre o passado, presente e futuro.

O TED é uma organização, sem fins lucrativos, dedicada à difusão de ideias sob a forma de palestras, curtas e impactantes, com cerca de 18 minutos. Não por acaso, o slogan do evento é “ideias que merecem ser compartilhadas”.

A conferência, com entrada gratuita, já tem mais de 500 inscritos e contará com 11 palestrantes (egressos ou não da UFRJ). As palestras são pano de fundo para um ambiente intimista cheio de conexões que ajudarão a construir o clima de cooperação e criação colaborativa que deixem um legado não só para a universidade, mas também para a sociedade. Crise de financiamento, metodologia de ensino defasada, pouco diálogo com a sociedade, gestão precária, falta de acesso. Os problemas enfrentados pelas universidades brasileiras, sobretudo as públicas, são alardeados a todo momento pela imprensa, pela classe científica e pelos estudantes.

Esses são alguns dos temas que serão abordados nos quatros blocos do TEDxUFRJ 2018:

1. Apresentação do contexto universitário brasileiro atual

2. A saúde da universidade: aspectos que merecem atenção para a manutenção de uma universidade saudável

3. A cultura dos construtores: todos são responsáveis pela construção da universidade

4. O futuro: projeções para a universidade no Brasil do TEDxUFRJ 2018

Diferente da maioria dos eventos TEDx, o da UFRJ é organizado exclusivamente por alunos que se dividem em uma jornada no mínimo tripla, conciliando faculdade, estágio e evento. Há estudantes dos mais diversos cursos, como Engenharia, Artes Visuais, Arquitetura, Biblioteconomia, Letras, Biomedicina, entre outros.

O TEDXUFRJ é realizado com o apoio institucional do Parque Tecnológico e da Agência UFRJ de Inovação, além de contar com um time que reúne iniciativas de dentro e fora da universidade, como Centros Acadêmicos, o Diretório Central dos Estudantes, o Núcleo de Empresas Juniores da UFRJ (UFRJr), além de organizadores de outros eventos TEDx no Brasil e no mundo.

Sobre o evento

A iniciativa surgiu há mais de 30 anos, na Califórnia, e a ideia deu tão certo que, em 2009, criou-se o TEDx: uma espécie de TED que pode acontecer em qualquer lugar do mundo, organizado por qualquer pessoa, com entrada gratuita. De lá para cá, mais de 5 mil TEDx aconteceram pelo mundo, incluindo o Iraque, o Irã, o Iêmen, a Antártida, o Afeganistão, favelas, presídios, a muralha da China e num palco flutuante no Rio Negro, no Amazonas.

Serviço

TEDxUFRJ 2018 “Como (re)construir a universidade?”

14 de junho, das 10h às 18h

Auditório do Centro de Tecnologia da UFRJ - Bloco A - Cidade Universitária (Ilha do Fundão)

Mais informações

Matheus Leite
Telefone móvel: 21 98737-5173
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
FB: https://www.facebook.com/TEDxUFRJ/

 

 

parquetecnológico

O Parque Tecnológico da UFRJ irá realizar o evento de lançamento do Programa Crowd Rio no dia 15 de maio, de 14h às 16h. O Crowd Rio é uma parceria entre o Parque e o Telefónica Open Future, programa global de inovação aberta e empreendedorismo do Grupo Telefônica, que tem como objetivo estimular o empreendedorismo local, aplicando a metodologia de pré-aceleração para desenvolver negócios inovadores. Serão selecionadas até 16 startups baseadas em IoT (Internet das Coisas) e tecnologias digitais. 

O evento de lançamento é aberto ao público e acontecerá no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Durante o encontro, serão apresentados os requisitos de seleção para o CrowdRio, os benefícios de fazer parte de um programa global de inovação e de uma rede de startups presentes em 17 países onde o Telefónica Open Future opera. 

As inscrições para participar do programa de aceleração devem ser feitas por meio da plataforma Open Future, no http://bit.ly/crowdcall01 até o dia 05 de junho. Esta é a 2ª edição do programa em parceria com o Parque.

 

 

doencasnegligenciadas

Desde o dia 8 de maio, pedidos de patentes de produtos e processos farmacêuticos, além de equipamentos e materiais de uso na área da saúde, relacionados à Zika e Chikungunya, passaram a fazer parte da lista de doenças negligenciadas que se beneficiam do exame prioritário do INPI, conforme Resolução nº 217/2018, publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2470.

De acordo com o novo normativo, também passam a ter o exame acelerado no Instituto os pedidos de patentes relacionadas às doenças raras, classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como aquelas que atingem 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos.

Outra mudança é que também as patentes já concedidas poderão se beneficiar do exame prioritário na segunda instância administrativa.

É importante destacar que essa medida considera o alinhamento do INPI às políticas públicas de assistência à saúde, do Ministério da Saúde, e ao desenvolvimento do complexo industrial da área da Saúde.

Acesse aqui a página de exames prioritários do INPI.

 

FONTE: INPI

 

 

acessibilidade2018

A UFRJ realizará, nos dias 16 e 17/5, o II Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade. Organizado pela Reitoria por meio do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva (II UFRJ Esua), o evento acontecerá no auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no CSS, com o objetivo de dialogar com alunos, professores, técnicos-administrativos e funcionários terceirizados.

O encontro quer mostrar à comunidade acadêmica a importância do tema da acessibilidade, promovendo a inclusão por meio da informação e do conhecimento. Serão quatro turnos distintos: na manhã, tarde e noite do dia 16/5 e na manhã do dia 17/5, com as mesmas atividades. No encerramento haverá a plenária mensal do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva, durante a tarde de quinta-feira.

Entre as atividades planejadas, está o Módulo de Sensibilização, no qual pessoas com deficiência e que fazem parte do corpo social da Universidade possam compartilhar suas experiências e esclarecer toda a comunidade universitária sobre a relevância da acessibilidade e da quebra de barreiras comunicacionais e atitudinais.

As inscrições para podem ser feitas neste link.

 

 

incubadoraselecao2018A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu edital para seleção de startups e projetos inovadores de base tecnológica.  As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de junho de 2018 e as informações completas estão no site http://www.incubadora.coppe.ufrj.br.

As propostas apresentadas deverão atender os critérios: o produto ou serviço deve ser inovador; potencial de interação com as atividades de pesquisas desenvolvidas pela UFRJ, pelos institutos de pesquisas localizados na Cidade Universitária e com outras empresas residentes na Incubadora e no Parque Tecnológico da UFRJ; viabilidade técnica, econômica e capacidade gerencial. Os candidatos devem agendar uma entrevista, através do telefone fornecido no edital, para retirada do roteiro da proposta a ser apresentada.

De acordo com Lucimar Dantas, gerente da Incubadora, “as empresas selecionadas poderão ficar incubadas por um prazo máximo de três anos, durante os quais terão à disposição infraestrutura física e tecnológica (sala de uso privativo, auditório, salas de reunião, internet e telefonia), além de um pacote de serviços para o desenvolvimento da empresa na área de negócios (assessorias, treinamentos e acompanhamento) ”.

As propostas poderão ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas, individualmente ou em sociedade, e poderão ter como objetivo o desenvolvimento de uma nova linha de produtos ou serviços, seja por uma empresa já existente ou a ser constituída.

 

Três novas empresas chegaram em abril à Incubadora

Com a chegada das empresas Kognitus, Aquateck e Anlix em abril desse ano, a Incubadora passa a contar com a 27 residentes. Em mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de mais de 92 empresas, responsáveis pela criação de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2016, as empresas da Incubadora alcançaram um faturamento de R$ 343 milhões.

 

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisas localizados no ambiente acadêmico. A Incubadora possui, atualmente, 27 empresas residentes e 66 graduadas.

Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 92 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados.  A Incubadora lançou no mercado de trabalho, além de companhias bem-sucedidas, uma mão de obra altamente qualificada, com cerca de 25% de mestres e doutores a frente destes empreendimentos.

 

 

aualcpiEntre os dias 8 e 10 de maio, ocorrerá, em São Caetano do Sul, a 10ª Cátedra de Integração Latino-Americana e Caribenha, uma iniciativa realizada desde 1999 pela Associação de Universidades da América Latina e o Caribe para a Integração AUALCPI. O tema desta edição será “A Educação Superior e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, abordado a partir da relação da Universidade e a agenda estratégica das 17 metas estabelecidas pelo pacto liderado Organização das Nações pela Unidas, componentes do debate definido pela III CRES – Conferência Regional de Ensino Superior da IESALC/UNESCO.

O evento reunirá instituições universitárias, professores, pesquisadores e estudantes a fim de gerar um debate sobre integração regional e promover a apresentação de trabalhos acadêmicos. A Agência UFRJ de Inovação estará presente representada por Sandra Korman, que participará do no painel de apresentação de experiências de educação vinculadas a temas de empreendedorismo e inovação.

Durante o primeiro dia, entre 10h e 16h, será realizado o 1o Encontro de Educação Empreendedora na América Latina, iniciativa da AUALCPI em aliança com o Grupo de Educação Empreendedora em Engenharia da Associação Brasileira de Educação em Engenharia, o Núcleo de Pesquisa de Dinâmicas Empreendedoras da Universidade Federal de Itajubá, o Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS, a Agência Inova UFABC, o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Delegacia Regional ABC) e o Comitê dos Jovens Administradores do Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo.

Esta iniciativa tem como objetivo iniciar uma articulação ao redor da educação empreendedora regional, tanto no tocante a práticas exitosas quanto a visões e linhas de atuação. A ideia é aproximar quem desenvolve ações neste campo, criando um espaço de diálogo permanente que possa colaborar com a consolidação desse tema na agenda prioritária das instituições de educação superior e instituições que trabalham com essa pauta em níveis nacional e internacional.

Informações através do link: http://www.aualcpi.net.

Inscrições através do link: http://www.goo.gl/k5AP47.

 

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No dia 26 de abril é celebrado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. A data comemorativa visa a promover a discussão sobre o papel da PI no encorajamento à inovação e criatividade. Em 2018, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) escolheu como tema “Alimentando a Mudança: Mulheres na Inovação e Criatividade”.

Nada mais pertinente então do que dar voz a uma mulher que tece uma reflexão altamente crítica sobre algumas peculiaridades que atualmente envolvem a seara da Propriedade Intelectual. O texto a seguir é de autoria de Sibelle de Andrade Silva, assessora da Diretoria de Inovação e Tecnologia da Embrapa. Ao tocar em pontos nevrálgicos do setor patentário, a provocação feita por Sibelle também é bastante útil para pensar, por analogia, a lógica de produção industrial compulsiva - e muitas vezes narcisista - que ronda hoje o meio acadêmico.

 

Patentes: Quantidade, Qualidade e Oportunismo

“Números de pedidos de patente vem sendo notadamente perseguidos por várias instituições. Por outro lado, o grande número de pedidos de patente abandonados ou indeferidos de instituições nacionais e pessoas físicas demonstra que pode haver uma falha no sistema: os usuários podem estar utilizando-o para obter vantagem aparente numa negociação, numa parceria, numa relação de trabalho, que, na prática, termina por não se concretizar. Outra possibilidade é a existência de um desconhecimento bastante sério sobre as reais finalidades e fragilidades do sistema de patentes.

Números crescentes sobre novos pedidos de patentes são propagados, por exemplo, por universidades. Um exercício de busca simples traz algumas indagações relevantes. Considerando pedidos de patente depositados no Brasil entre 01 de janeiro de 1996 e 31 de dezembro de 2004 (considerando que tais pedidos de patente depositados até 2004 já tiveram seu exame concluído, o que é uma consideração razoável) e uma busca pelo nome do depositante contendo a palavra “universidade”, encontram-se 249 patentes concedidas em meio a 1077 pedidos de patente depositados. Isso indica um aproveitamento, em termos de qualidade de um pedido de patente de cerca de apenas 23%. Os 77% restantes, independentemente de não terem sido deferidos, estão nas bases de dados de patentes e frequentemente aparecem como indicadores em estudos de prospecção tecnológica que não atentam para o status efetivo dos pedidos de patente.

Especialistas em propriedade industrial, ao avaliarem a qualidade da redação de um pedido de patente, bem como a análise quanto ao potencial de deferimento de uma proposta de pedido de patente frequentemente enfrentam um grave problema: eles só podem comprovar sua tese, sua razão, sobre a fragilidade ou eficácia da proteção de um pedido após os muitos anos que leva o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI para efetivar o exame substantivo. Mas isso não devia ser um entrave e essa está longe de ser uma crítica ao INPI. A disseminação de conhecimentos sobre o mundo da propriedade industrial poderia, inclusive, jogar a favor do próprio INPI. O tempo vem mostrando que é possível haver um uso oportunista do desconhecimento do sistema de patentes e das diferenças entre se ter um pedido de patente e uma patente concedida.

Contudo, existe ainda outro gargalo, mais apertado. Entre os 23% que são as patentes de fato, será que houve licenciamento ou uso efetivo? Será que foram inovações?

Depositar um pedido de patente é fácil. Obter o simples número de protocolo de um pedido de patente é tarefa irrisória. Difícil é esse mesmo pedido traduzir uma redação adequada à práxis da propriedade industrial, que configure segurança jurídica a um licenciamento e/ou transferência de tecnologia e que termine por ser deferido pelo órgão responsável e por fim utilizado no mercado. Aí reside o desafio.

Essas são apenas algumas indagações para refletir sobre o sistema de patentes e sobre os usuais rankings que são divulgados, seja no Brasil, seja no exterior. É fato que o exercício de busca aqui realizado é superficial e limitado, mas é um indício preocupante.

Patentes podem ser catalisadores, jamais reagentes e muito menos produtos do processo de inovação. As informações sobre números de patentes não devem ser as únicas consideradas nessa equação. São necessárias reflexão e crítica, além de foco na inovação per se e não em sua moldura.

Sibelle de Andrade Silva, Eng. Química, MSc em Propriedade Intelectual e Inovação

 

 

biomakerbattle

 

O HUB de Inovação na UFRJ, a Biominas Brasil e o Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) firmaram uma parceria para implementar, no Rio de Janeiro, uma edição do Biomaker Battle, competição científica em Ciências da Vida que tem o propósito de gerar visibilidade para a qualidade do trabalho científico desenvolvido nas universidades e centros de pesquisa brasileiros. O objetivo é criar oportunidade para a aplicação prática de ideias de negócio, projetos e pesquisas no desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de Saúde Humana, Digital Health, Saúde Animal, Meio Ambiente e Agronegócio.

O Biomaker Battle - Edição Rio de Janeiro acontecerá no dia 18 de maio no Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, na Rua Diniz Cordeiro, 30, Botafogo, Rio de Janeiro. Neste dia, os estudantes, professores, pesquisadores e profissionais selecionados participarão de palestras, workshops e mentorias de curta duração. Em paralelo, eles serão desafiados a utilizar o conteúdo e ferramentas aprendidas para construir um modelo de aplicação de suas ideias de negócio, projetos ou pesquisas que demonstrem potencial na resolução de problemas reais da sociedade. No final do dia, todos os estudantes e pesquisadores farão a apresentação dos resultados de seus trabalhos para uma banca de avaliadores que escolherá a equipe vencedora.

São consideradas elegíveis inscrições individuais ou de equipes de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais vinculados aos cursos de Graduação e Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior brasileiras (por exemplo, Universidade, Faculdades, Centros Universitários) e demais pesquisadores que comprovem experiência em Saúde Humana, Digital Health, Saúde Animal, Meio Ambiente, Agronegócio ou outras áreas de conhecimento.

Maiores detalhes sobre a competição constam neste endereço.

As inscrições devem ser realizadas até 10 de maio através deste link.

O que significa Biomaker?

O termo foi criado numa clara referência ao Movimento Maker, a versão tecnológica da cultura Faça-Você-Mesmo (Do It Yourself). Esta cultura tem em sua base a convicção de que qualquer pessoa pode criar, construir, fabricar e encontrar soluções para consertar coisas simples do dia-a-dia ou até mesmo resolver grandes problemas do mundo atual. O prefixo “bio” faz alusão à área de Ciências da Vida.

 

 

lorealcentro

 

A Ilha do Fundão como hoje a conhecemos foi criada a partir de uma grande obra de aterro em um arquipélago de oito ilhas no início da década de 1950. Até então, as três ilhas maiores da região eram: a Ilha da Sapucaia, que corresponde agora à área da Reitoria, Parque Tecnológico e Vila Residencial; a Ilha do Fundão original, que abriga o Hospital Universitário; e a menos conhecida Ilha do Bom Jesus da Coluna, local onde, em 1705, foi erguida uma igreja homônima no estilo pós-barroco, atualmente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por conta de sua importância cultural.

Mas o destino reservava ainda outro marco digno de prestígio à Ilha de Bom Jesus. Em outubro de 2017, o bucólico local acabaria por se tornar a sede do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, um dos sete hubs regionais que a empresa possui espalhados pelo mundo – os demais ficam no Japão, China, Índia e África do Sul e EUA, além da sede, na França.

A localização de um centro de pesquisa deste porte no Brasil é algo estratégico para a empresa. Além de ser o quarto maior mercado consumidor de cosméticos do mundo (atrás apenas de EUA, China e Japão), o Brasil também conta com um diferencial que é a riqueza da miscigenação de sua população. Diferentes tons de pele e diversos tipos de cabelos reunidos em um só local, por motivos óbvios, representam um valioso ativo para um centro de pesquisa do ramo de beleza. A proximidade geográfica com os principais institutos e laboratórios da maior universidade do Brasil completa o rol de vantagens do ambiente que abriga o imponente centro de pesquisa da L’Oréal.

A arquitetura do local, que ocupa 15 mil metros quadrados, por si só, já impressiona. Fruto de um projeto altamente compromissado com a sustentabilidade, a instalação faz reuso de água e em breve contará com geração própria de energia advinda de painéis solares. O centro também valoriza ao máximo a iluminação natural, o que acaba rendendo aos funcionários que ali trabalham uma vista privilegiada da Baía de Guanabara.

Conforme frisou Cristina Garcia, diretora científica da L’Oréal Brasil, que guiou recentemente uma visita da equipe da Agência UFRJ de Inovação à empresa, toda a estrutura foi meticulosamente pensada para criar o ambiente mais propício possível para a inovação. "O modelo flexível de trabalho e a estrutura com poucas paredes também favorecem a interação entre os diversos setores da equipe formada por cerca de cem pesquisadores. Até as bancadas dos laboratórios são móveis e com rodízios, o que permite o seu rápido deslocamento e rearrumação conforme a necessidade das pesquisas que estejam sendo desenvolvidas no momento”, explicou.

O esforço para promover a interação entre a equipe, aliás, parece ser um esforço constante por parte da empresa. Segundo a diretora de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil, Fabiana Munhoz, apesar do grupo que atua especificamente na área de pesquisa avançada ainda ser relativamente pequeno, estes funcionários trabalham de maneira colaborativa e aberta, integrando-se a uma rede global composta por 23 centros de pesquisa ao redor do mundo. “Na verdade, este é um centro muito inovador até para os padrões internacionais da L’Oréal, porque nós nos preocupamos em trazer para cá esta questão da colaboração, da transversalidade, das diversas áreas trabalhando em conjunto. O objetivo final é desenvolver produtos e inovações disruptivas cada vez mais pensando naquilo que pode realmente mudar a vida do consumidor brasileiro, mas que tenham também um potencial global”, comentou.

 

DNA inovador

A inovação, por sinal, é algo que está profundamente arraigado na história da L’Oréal. “A empresa já conta com mais de cem anos de existência e desde o seu início tem a inovação em seu DNA”, ressaltou Fabiana remontando às origens da gigante dos cosméticos francesa. Em 1909, Eugène Schueller, um jovem químico com espírito empreendedor, fundou a empresa que se tornaria o Grupo L’Oréal. Tudo começou com as primeiras colorações capilares que ele formulou em sua garagem e vendeu para cabeleireiros parisienses.

Pouco mais de um século depois, a companhia conta com cerca de 4000 pesquisadores espalhados por todo o mundo. São eles os principais responsáveis por números como os do ano retrasado, quando a L’Oréal registrou impressionantes 472 pedidos de patentes. Ainda de acordo com Fabiana, os bons resultados têm uma razão de ser: “Nós temos o maior investimento da indústria cosmética em pesquisa e desenvolvimento. Aproximadamente 3,5% do faturamento do grupo são reinvestidos em P&D”.

Dentre os resultados práticos desta preocupação contínua com a pesquisa científica destaca-se, por exemplo, o surgimento da spin-off Episkin, que também dá nome ao modelo de pele humana reconstruída desenvolvido pelo grupo de cosméticos. “A Engenharia de Tecidos figura como um novo ramo do conhecimento que já se tornou praticamente uma ciência em si. Este é um dos principais eixos de pesquisa em que a L’Oréal tem investido nos últimos 30 anos, buscando substituir a experimentação animal e reforçar o compromisso da empresa com a segurança de seus produtos e seus consumidores”, explicou Rodrigo de Vecchi, gerente de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil.

 

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Aproximação com a UFRJ

Sobre a interação com instituições científicas e tecnológicas e, mais especificamente, a prospecção de novas tecnologias em universidades, a equipe da L’Oréal explicou que não existe um modelo rígido de mapeamento. Segundo Fabiana Munhoz: “A nossa forma de prospecção não é processual. Atualmente, conforme as necessidades da empresa vão despertando interesse em determinados eixos de pesquisa, são realizadas buscas bibliográficas para encontrar as respectivas soluções. Mas muitas vezes a própria proximidade com os pesquisadores acaba sendo um importante atalho”.

Justamente por conta disso, a aproximação com a UFRJ é vista como algo importante para a empresa. “Nós já tivemos algumas interações mais pontuais com a UFRJ. E neste momento em que estamos de mudança para cá, gostaríamos de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica. Estar aqui conversando com o núcleo de inovação tecnológica da Universidade é um passo muito grande para reforçarmos esta interação”, comentou Fabiana.

“É uma via de mão dupla. Tanto para que nós possamos conhecer melhor as potenciais pesquisas desenvolvidas nos laboratórios da UFRJ quanto para que os laboratórios da Universidade tomem conhecimento das nossas linhas de pesquisa e das nossas necessidades. Tenho certeza de que este encontro será um importante pontapé inicial neste sentido”, reforçou Cristina Garcia.

 

13ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO- ABC Para Mulheres na Ciência oferece bolsa de R$ 50.000 reais a sete jovens cientistas brasileiras

Buscando reconhecer a participação das mulheres na ciência e favorecer o equilíbrio de gênero na pesquisa brasileira, a L’Oréal organiza anualmente, desde 2006, o “Pra Mulheres na Ciência”. Neste ano, sete jovens cientistas brasileiras das áreas de Física, Química, Ciências da Vida ou Matemática serão premiadas com bolsas no valor de R$ 50 mil cada. De acordo com relatório da UNESCO, atualmente as mulheres correspondem a somente 30% dos pesquisadores do mundo.

As candidatas interessadas em participar da 13ª edição do prêmio devem se inscrever até 4 de maio através do site https://goo.gl/srU3vj . Para participar, é necessário ter concluído o doutorado a partir de 2011, ter residência estável no Brasil e desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais. A cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro. O regulamento completo consta em https://goo.gl/smQaLF.

Mais detalhes sobre o programa em:

www.facebook/paramulheresnaciencia

www.paramulheresnaciencia.com.br

 

 

paramulheresnaciencia

Foram prorrogadas até o dia 04 de maio as inscrições para a 13ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO- ABC Para Mulheres na Ciência. As candidatas podem se inscrever através do site https://goo.gl/srU3vj . Sete jovens cientistas brasileiras das áreas de Física, Química, Ciências da Vida ou Matemática serão premiadas com bolsas no valor de R$ 50 mil cada. Para participar, é necessário ter concluído o doutorado a partir de 2011, ter residência estável no Brasil e desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais (confira o regulamento completo: https://goo.gl/smQaLF). A cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro.


Realizado desde 2006, o programa tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro.


Saiba mais sobre o programa:
www.facebook/paramulheresnaciencia
www.paramulheresnaciencia.com.br

 

 

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Nos dias 8, 9 e 10 de maio, de 11h às 20h, o Parque Tecnológico da UFRJ promove a 5ª edição de sua Feira Gastronômica e Cultural. Vinte empreendedores do curso Gastronomia da UFRJ farão parte do evento, que contará com lanches, doces, refeições salgadas, culinária vegetariana e bebidas artesanais. A feira terá um happy hour, a partir das 16h, com bandas independentes da UFRJ.

 

 

anestesiaodontologica

 

Estudantes da UFRJ criaram um aplicativo de celular que auxiliará profissionais a melhorarem a qualidade das anestesias nos consultórios odontológicos. Com interface e recursos simples, o Anestesia do Bem indica, em poucos segundos, a dosagem exata que deve ser aplicada a cada paciente. No dia a dia, o cálculo é feito à mão ou por meio de uma dosagem padrão. 

Edgar Souza, Kaíque Guerra e Eduardo Fernandes, estudantes da Faculdade de Odontologia, desenvolveram o aplicativo em parceria com a Empresa Júnior de Consultoria e Desenvolvimento Web da UFRJ (EJCM). Segundo eles, o projeto inovador ajudará a garantir mais segurança e rapidez nos procedimentos. 

“No caso de mepivacaína 3%, por exemplo, segundo a dosagem máxima permitida pelo fabricante, podem-se usar sete tubetes. Porém, em um paciente de 40kg, segundo o cálculo correto, utilizaríamos quatro tubetes. Levando em consideração um paciente com algum comprometimento sistêmico, este tipo de erro pode ser perigoso”, explicam.

“A anestesiologia é uma área que gera muitas dúvidas e estou certo de que este aplicativo vai se tornar uma ferramenta importante na prática clínica dos profissionais e no ensino de Odontologia”, afirma Jônatas Caldeira Esteves, professor adjunto do departamento de Cirurgia Oral da UFRJ. Segundo ele, o aplicativo “é uma ideia inovadora dentro da Odontologia” e beneficiará os profissionais no dia a dia, nas situações clínicas que precisam ser resolvidas imediatamente”. 

Fatores considerados

“Os tipos de anestésicos estão diretamente ligados à condição sistêmica que o paciente possui. O Anestesia do Bem cruza as informações das condições físicas, encontrando a melhor solução anestésica para cada caso”, destaca Eduardo.

Idade, peso e ASA (escala da Sociedade Americana de Anestesiologistas) são algumas das informações preenchidas pelo usuário do aplicativo. A escala leva em conta fatores como gravidez, hipertensão e diabetes, entre outros, para determinar a dosagem a ser utilizada. 

Os estudantes afirmam que, em geral, o profissional que precisa escolher um anestésico pouco comum acaba encaminhando o paciente para outro consultório ou recorrendo à bibliografia de anestesiologia para descobrir qual substância usar. 

“Já aquele que busca realizar o cálculo corretamente, deveria lançar mão de papel e caneta, além de informações do fabricante do anestésico e fazer a conta manualmente, o que levaria alguns minutos, além de não ser agradável ao paciente que presencia essa situação”, diz Kaíque.

Recomendações a quem vai ao consultório

“Profissionais que testaram o novo recurso se mostraram extremamente receptivos e reconhecem o valor do uso, tanto no consultório, quanto no meio acadêmico”, afirmam. Os estudantes da UFRJ alertam, entretanto, que cada paciente deve se lembrar de contar ao dentista sobre seu histórico médico. 

“O principal alerta seria contar ao dentista se possui algum comprometimento sistêmico, como hipertensão arterial, quadro de imunossupressão, ou se está grávida”, diz Edgar. “Muitas vezes, a anamnese é subjugada no atendimento odontológico, então o paciente pode atentar-se a este fato a fim de se prevenir contra possíveis complicações em anestesia local, ou até mesmo em outros procedimentos”, completa Kaíque. 

Lançamento

Anestesia do Bem fica disponível para download a partir da segunda-feira (9/4), com lançamento durante a 27ª Jornada Acadêmica da Faculdade de Odontologia (Jafo) da UFRJ. Começa operando em Android e no dia 16/4 poderá ser usado no sistema iOS.

“Anestesia local pode ser feita de forma rápida e segura, quando existe inovação e muito amor pelo que se faz”, afirmam os criadores.

 

 

vaidadeeadoecimentonavidaacademica

 

No dia 25 de abril, a cientista social Rosana Pinheiro Machado apresentará a palestra "Vaidade e adoecimento na vida acadêmica", às 11h30min, no hall da biblioteca da Faculdade de Letras da UFRJ. O evento marca o lançamento do Fórum de Mulheres na UFRJ. Trata-se de uma iniciativa do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Faculdade de Letras em articulação com várias acadêmicas da instituição e com o apoio da Agência UFRJ de Inovação.

Rosana Pinheiro Machado é cientista social, professora da Universidade Federal de Santa Maria, no programa de pós-graduação de Ciências Sociais, foi professora de Desenvolvimento Internacional na Universidade de Oxford de 2013 a 2016, e recentemente escreveu o artigo "Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica", na revista Carta Capital.

 

 

IP DayNo dia 24 de abril, o Parque Tecnológico da UFRJ vai promover o evento “Agentes da Mudança: as Mulheres na Inovação e na Criatividade” em comemoração ao Dia Mundial de Propriedade Intelectual.  O encontro será realizado no auditório do Parque, às 8h, e também irá abordar a importância da propriedade intelectual e de um ambiente regulatório adequado no fomento às parcerias público-privadas.

O evento contará, entre outros, com a presença do presidente da ABAPI (Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial), Ricardo Pinho; do executivo da Halliburton e representante das empresas do Parque, Márcio Spínola; do diretor regional da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) no Brasil, José Graça Aranha; do sócio do escritório Di Blasi, Parente e Associados, Paulo Parente Marques Mendes; da presidente da Licensing Executives Society (LES) Brasil, Marcela Trigo; do diretor da ABESpetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), Telmo Ghiorzi; da vice-presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), Shirley V. Coutinho; e do consultor em Petróleo e Gás da ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), Alfredo Renault. Também estarão presentes representantes de outras organizações e entidades relacionadas ao tema como ABPI (Associação Brasileira da Propriedade Intelectual), INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e o consulado dos Estados Unidos.

O evento é gratuito e aberto ao público. Clique aqui para fazer sua inscrição. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe do Parque Tecnológico da UFRJ através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

acessibilidadecultural

Ficam abertas até 22 de maio, as incrições para o III Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, fruto de uma parceria entre a UFRJ, através do Laboratório de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde, do Curso de Terapia Ocupacional, e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

A proposta é implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos inclusivos de fruições estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais para o público de pessoas com deficiência como produtores ou plateia.

O curso abordará temas como a gestão de políticas culturais, passando pelo campo das deficiências e suas especificidades no contexto da legislação, a formação nas diferentes linguagens e nas tecnologias de acessibilidade cultural, bem como a experiência e aplicabilidade dos conteúdos apreendidos. A ideia é desenvolver parcerias com espaços culturais para proporcionar aos alunos o desenvolvimento de novas soluções para a garantia da acessibilidade, além de praticar as tecnologias de acessibilidades já conhecidas.

Mais detalhes em: http://www.medicina.ufrj.br/acessibilidadecultural/sitenovo.

 

 

experienciachangemaker

Quer descobrir como gerar mudanças positivas no mundo a partir da inovação social? A Experiência Changemaker, iniciativa do Choice, é uma vivência de dois dias desenhada para profissionais do futuro que querem vivenciar a inovação social na prática. A edição do Rio de Janeiro será nos dias 19 e 20 de maio, das 8h às 18h, no Studio 512 - Rua Jardim Botânico, 512, Jardim Botânico.

Saiba mais e inscreva-se em: https://www.movimentochoice.com/educacao

 

 

101inpi2018

 

Até 26 de abril, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Inscrições e maiores detalhes neste link.

 

 

metodoparalimpezadeaguaesolo800

Devido ao seu crescimento e à grande utilização que faz do transporte marítimo, não raramente a indústria do petróleo registra acidentes ambientais envolvendo navios, portos, terminais, oleodutos e refinarias, entre outras fontes. Nos ambientes naturais, o petróleo é de difícil remoção porque os hidrocarbonetos se adsorvem a superfícies, causando sérios danos ao meio ambiente. Dessa forma, tecnologias que removam os vazamentos de óleo se tornam atrativas.

Estratégias biotecnológicas e sustentáveis apresentam-se como um grande desafio e um vasto campo para a pesquisa de novas soluções para a remediação destes casos. A remediação e biorremediação de solos e águas impactados por petróleo caracterizam-se como tecnologias limpas, embora ainda de alto custo, que permitem a recuperação de locais contaminados. O emprego de micro-organismos naturais (biorremediação) ou a administração de biossurfactantes, geralmente produzidos em regime de contenção, promove a remoção eficiente dos contaminantes adsorvidos ao solo. A produção de surfactantes biológicos é, portanto, uma importante alternativa aos produtos existentes.

A inovação ora proposta diz respeito à Burkholderia kururiensis geneticamente modificada (LMM21) e a um método de utilização da engenharia genética como ferramenta para a produção de biossurfactantes do tipo raminolipídeo em uma cepa não patogênica, B. kururiensis KP23, como hospedeira heteróloga, através da inserção de plasmídeos contendo os genes rhlAB, oriundos da cepa de Pseudomonas aeruginosa PA01, responsáveis pela produção das enzimas componentes da Rhamnosiltransferase 1 (RhlA e RhlB), envolvidas na produção de mono-raminolipídeos a serem utilizados em biorremediação de solos e águas, que apresentam contaminação por hidrocarbonetos.

Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em adotar esta tecnologia em seus processos produtivos. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

A Coppe/UFRJ e o Consulado Geral da Alemanha no Rio de Janeiro inauguram, em 11 de abril, às 10 horas, a exposição Germany’s Energiewende, que apresenta a transição energética sustentável da Alemanha. A solenidade de abertura, que contará com a presença do diretor da Coppe, Edson Watanabe, e do Cônsul-Geral da Alemanha em exercício, Johannes Bloos, será realizada no hall do bloco H do Centro de Tecnologia da UFRJ, na Avenida Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária.

A exposição integra a programação que celebra os 55 anos da Coppe, e ficará aberta ao público, de 11 a 19 de abril, das 10 às 16h. Organizada pela empresa pública alemã de serviço de cooperação internacional Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmBh, conta com a parceria do  Fundo Verde da UFRJ.

A transição energética é um dos projetos de longo prazo mais importantes da Alemanha. O país decidiu reestruturar toda a sua matriz optando por energias renováveis, com o objetivo de garantir um abastecimento energético seguro, de custo moderado e sustentável. A transição é vista como uma oportunidade para a criação de novas áreas de negócios, geração de empregos e crescimento econômico, concomitantemente reduzindo a dependência do país em relação à importação de petróleo e gás.

O tema da exposição converge com pesquisas e tecnologias desenvolvidas pela Coppe, maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, que vem contribuindo com soluções e iniciativas sintonizadas com as novas necessidades nacionais e globais. Seus pesquisadores buscam conciliar o crescente consumo de energia com a urgência de conter o aquecimento global; atender o aumento da demanda por matérias-primas e água sem esgotar os recursos ambientais; conciliar a necessidade de reduzir as pressões sobre o meio ambiente com um desenvolvimento econômico equitativo e justo.

As tecnologias desenvolvidas na Coppe incluem alternativas mais eficientes para a mobilidade nas grandes cidades; a produção de energia a partir das ondas do mar; o reaproveitamento de resíduos agrícolas, industriais e urbanos para produção de biocombustíveis e biomateriais; construções sustentáveis; e metodologias criativas para incluir no universo do trabalho e do empreendedorismo parcelas da população historicamente excluídas.

 

exposicaocoppe2018

 

 

brasilreinounidoexamepatentes

 

Durante a 10ª reunião do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto Reino Unido-Brasil (JETCO, na sigla em inglês), realizada em Londres, o diretor-executivo do INPI, Mauro Maia, e o diretor-executivo e controlador-geral do Escritório de Propriedade Intelectual do Reino Unido (UKIPO, na sigla em inglês), Tim Moss, assinaram um acordo que vai acelerar a análise de pedidos de patentes. O acordo prevê a colaboração entre o INPI e o UKIPO através de um projeto-piloto de Patent Prosecution Highway (PPH). Neste modelo de parceria entre dois países ou regiões, o solicitante da patente poderá solicitar que o exame de seu pedido seja priorizado em um dos países, após ter sido concedido pelo outro.

Deste modo, um pedido de patente já concedido no Brasil poderá ter seu exame acelerado no Reino Unido, ao mesmo tempo em que uma solicitação deferida no instituto britânico poderá ser agilizada no INPI. Em média, o prazo é reduzido de cerca de 10 anos (tramitação completa) para nove meses (tempo até o exame após entrada no PPH).  

Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, é importante destacar que “patentes concedidas com agilidade são essenciais para estimular a inovação e a competitividade das empresas, inclusive para as que pretendem investir no mercado externo. Também contribuem para atrair investimentos para o Brasil”.

Neste PPH entre o INPI e o UKIPO, que entrará em vigor no terceiro trimestre de 2018, poderão ser incluídos até 100 pedidos de patentes por ano. Os campos tecnológicos ainda serão definidos pelos dois institutos.

Atualmente, o Brasil possui projetos de PPH com os Estados Unidos, o Japão, a China, o Escritório Europeu de Patentes e os países latino-americanos que fazem parte do projeto denominado Prosur.

Acordos 

Durante a reunião, Marcos Jorge e Liam Fox, secretário de Estado para o Comércio Internacional do Reino Unido, assinaram um memorando de entendimento para fomentar temas importantes no comércio bilateral, como facilitação de comércio, cooperação regulatória e promoção da cultura exportadora, com estímulo para maior participação das micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior. 

Além disso, o memorando alcança ainda o apoio para reestruturação do INPI e para a implementação de instrumentos de compliance para permitir o acesso do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), candidatura oficializada em maio de 2017. 

Marcos Jorge ressaltou a importância da parceria com o Reino Unido. “Acredito que uma das características mais importantes de nosso relacionamento tem sido a capacidade de inovar na identificação de meios de fomentarmos projetos de desenvolvimento associado, como é o caso da cooperação no contexto do Fundo da Prosperidade, o Prosperity Fund”, declarou o ministro. 

O Prosperity Fund é o fundo de cooperação do Governo Britânico financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (Ministério das Relações Exteriores Britânico). Entre 2011 e 2016, o fundo britânico o investiu mais de 14 milhões de libras em projetos no Brasil, com o intuito de melhorar o ambiente de negócios, bem como atrair novos investimentos em infraestrutura com melhorias no ambiente regulatório e capacitação em parcerias público-privadas.

 

(FONTE: MDIC)

 

 

engiebrasil2018

Em 2015, a ONU aprovou uma agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para incentivar ações no intuito de diminuir desigualdades, proteger o meio ambiente e promover a prosperidade. A tarefa não é fácil: são 17 metas que devem ser alcançadas nos próximos anos. A única maneira de tornar isso possível é unindo governo, setor privado, sociedade civil e, principalmente, as pessoas com boas ideias e soluções para os problemas do mundo.

Buscando cooperar com este movimento mundial, a ENGIE Brasil lançou a 4ª edição do Prêmio de Inovação Engie Brasil para premiar as soluções inovadoras em impacto social com potencial para transformar o Brasil.

Podem participar empresas, startups e empreendedores com soluções inovadoras, comerciais ou tecnológicas. As iniciativas serão avaliadas de acordo com o impacto social, caráter inovador e viabilidade. O projeto, serviço ou solução inovadora deve ter sede no Brasil, ser implementável em nosso país e abordar um ou mais dos seguintes objetivos:

– Saúde e bem-estar;

– Água limpa e saneamento;

– Energia acessível e limpa;

– Indústria, inovação e infra-estrutura;

– Cidades e comunidades sustentáveis;

– Consumo responsável e produção;

– Ações Climáticas.

De acordo com o CEO da ENGIE Brasil Maurício Bähr “o prêmio ENGIE Brasil Inovação é uma ponte aberta pela companhia para uma nova abordagem de inovação. A ENGIE busca start-ups e instituições para construir em conjunto as soluções de energia do amanhã, permitindo que empreendedores proponham projetos dentro do conceito de inovação social, com benefícios para todos”.

Segundo Bähr, o foco é buscar projetos não apenas mais eficientes e mais inteligentes, mas também mais sustentáveis em prol do bem estar da população. “O prêmio é boa oportunidade para criar novos negócios para a companhia”, completa.

O vencedor será premiado durante o Engie Brasil Innovation Day 2018, que ocorrerá no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. Ele também participará do Engie Innovation Week, um evento internacional de inovação em Paris, e pode até efetuar uma parceria com a ENGIE para aplicar o projeto. As inscrições podem ser feitas até 14 de abril neste link.

 

 

oceanawards2018

O projeto Amazon Reef Science, coordenado pelo professor Fabiano Thompson, do Programa de Engenharia de Produção do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), foi escolhido como finalista do prêmio Ocean Awards 2018, na categoria Ciência. O trabalho levou à descoberta de um extenso sistema de recifes na foz do Rio Amazonas, ampliando o conhecimento acerca da riqueza da biodiversidade amazônica e mudando a compreensão sobre a formação de recifes em condições subótimas. Os vencedores das cinco categorias da premiação serão anunciados em julho, na edição da revista Boat International.

O professor Thompson lidera uma equipe que pesquisa uma das maiores – e menos conhecidas – riquezas da Amazônia brasileira, o enorme recife de corais localizado na foz do rio Amazonas. Em 2016, os pesquisadores brasileiros conseguiram descrever este extenso sistema de recifes, após uma expedição que contou com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e colaboração do Greenpeace. O bioma, recém-descoberto, tem uma área estimada em 56 mil km².

Como afirmava o professor à época da descoberta, a margem equatorial é uma das regiões menos estudadas do ambiente marinho brasileiro, apesar do crescente interesse industrial pela região nos últimos anos. “Grandes petroleiras estão prospectando óleo e gás na região nas proximidades do novo bioma recifal marinho. O estudo traz conhecimento básico e aplicado para ser considerado pela indústria (ex. óleo e gás), agências de proteção ambiental, comunidades locais e academia, visando o uso sustentável dos recursos marinhos.”

O projeto faz parte do programa International Ocean Drilling Program (IODP) que tem como objetivo investigar a história e a estrutura da Terra, a partir de pesquisas oceanográficas.

Além de Thompson, a equipe conta com Eduardo Siegle, da Universidade de São Paulo (USP); Ronaldo Francini, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Nils Asp, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Também contribuíram para o projeto os professores Carlos Rezende, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Alberto Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os outros finalistas da categoria Ciência do Ocean Awarads são os pesquisadores Ben Halpern (do National Centre for Ecological Analysis and Synthesis - NCEAS); David Obura, (Coastal Oceans Research and Development in the Indian Ocean - Cordio); e Ove Hoegh-Guldberg (Global Change Institute, University of Queensland). Confira neste link.

 

IODP/CAPES
O IODP é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície.

Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela CAPES, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a CAPES conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP
Acompanhe o Diário de Bordo CAPES/IODP

(FONTE: CCS/CAPES)

 

 

greenrio2018

 

Nos dias 24, 25 e 26 de maio, acontecerá a sétima edição do Green Rio, na Marina da Glória do Rio de Janeiro. Desde 2012, o evento vem se firmando como uma plataforma de negócios que reúne expositores, palestrantes e representantes da Economia Verde, dos setores orgânico e sustentável. O tema central deste ano será a Bioeconomia.

Além de conhecer produtores comprometidos com alimentação saudável e desenvolvimento sustentável, o público terá acesso à Conferência Green Rio, com palestrantes do Brasil e de outros países, que abordarão temas como: Bioeconomia, bioenergia e biodiversidade; Boas práticas e objetivos do desenvolvimento sustentável; Gastronomia e moda como agentes transformadores; Alimentação escolar – primavera saudável de novas gerações; Cosméticos e patrimônio genético; Mercados verdes e consumo sustentável; Alimentos orgânicos e indústrias alimentícias: qual é o futuro?; Tecnologias e startups para agricultura sustentável;

No âmbito deste último tema, haverá um estande destinado a biostartups e/ou projetos que apresentem soluções sustentáveis voltadas para: Agronegócios, Alimentos, Bebidas, Cosméticos, Moda, Construção Civil, Energia e Meio Ambiente. Os interessados em participar devem realizar inscrições até 31 de março através deste link. A seleção fica a cargo do Sebrae/RJ.

Outro destaque da programação será a segunda edição do German-Brazilian Bioeconomy Workshop, com a presença de uma delegação alemã. Na última edição do Green Rio, o diretor de Bioeconomia e Florestas do Ministério da Agricultura da Alemanha, Clemens Neumann, apresentou a estratégia nacional “Bioeconomia 2030”, que já resultou em investimentos de 2,4 bilhões de euros na área. Na ocasião, também foram apresentadas e discutidas potenciais parcerias entre Brasil e Alemanha.

Mais detalhes sobre o evento em www.greenrio.com.br.

 

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ foi destaque no jornal O Globo desse domingo, dia 18 de março, em matéria sobre a criação do Centro Internacional de Pesquisa do Atlântico (AIR CENTER). O AIR CENTER vai reunir cientistas e pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, para desenvolver estudos sobre clima, biodiversidade, correntes marinhas e outros aspectos do oceano que possam ser usados com o objetivo de gerar desenvolvimento econômico. O centro irá conectar tecnologias de águas profundas a tecnologias espaciais através de uma cooperação global entre América Latina, Europa, África e EUA.

Um dos eventos preliminares para a criação da instituição, o Workshop Rio 2018 Atlantic Interactions, foi realizando no final de fevereiro no Parque Tecnológico e contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Portugal, Manuel Heitor. Durante o evento, o Presidente da FAPERJ, Ricardo Vieiralves de Castro e o Presidente da Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal, Paulo Ferrão, assinaram um protocolo com o objetivo de financiar recursos humanos no Rio de Janeiro e Portugal para a realização de um intercâmbio de pesquisadores nos dois países. A iniciativa assinada pela FAPERJ e pela Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal é o primeiro passo para a instalação de um polo do Centro de Investigação Internacional do Oceano Atlântico no Estado do Rio de Janeiro.

 

 

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Osíris era o mais popular de todos os deuses do Egito Antigo. Ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, Osíris encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo. Seu mito aborda a temática da ressurreição, regeneração e transição. Não à toa este foi o nome escolhido para batizar a primeira equipe de Biologia Sintética da UFRJ.

A Biologia Sintética é uma área emergente que busca a construção de novas vias biológicas artificiais, organismos ou dispositivos, ou o redesenho de sistemas biológicos naturais existentes. O interesse pelo tema e o amplo leque de aplicações possíveis motivou estudantes de diferentes áreas (Biotecnologia, Nanotecnologia, Biofísica, Microbiologia) a fundarem, com a mentoria da professora Mônica Montero Lomeli, do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ), a Osiris.

Atualmente, através de uma parceria com o HUB de Inovação na UFRJ, a equipe Osiris está promovendo uma série de workshops intitulada “Máquinas Biológicas”, voltada aos interessados em adquirir mais conhecimentos sobre o ramo da Biologia Sintética. As oficinas ocorrem entre o final de março e o início de abril e têm um custo simbólico de R$ 30. As inscrições podem ser feitas através deste link. Os recursos serão utilizados para custear a participação da Osiris no iGEM (International Genetically Engineered Machine), competição internacional de engenharia de sistemas biológicos.

A competição foi criada em 2003 pelo MIT e, anualmente, promove o encontro de equipes de universidades de todo o mundo, que apresentam seus projetos de Biologia Sintética. O objetivo das equipes é a criação de dispositivos biológicos inovadores que permitam a solução de problemas humanos relevantes, seja na área da saúde, de biocombustíveis, preservação ambiental, produção de alimentos, manufaturas e outros. Inicialmente, a competição era exclusivamente para alunos de graduação, mas hoje conta também com divisões especiais para alunos do ensino médio, empreendedores e programadores de software.

O universitário João Gabriel da Cruz e Silva, aluno da UFRJ que cursa o 4º período de Biotecnologia e integra a equipe Osiris, em entrevista, fala com mais detalhes sobre vários aspectos que envolvem esta iniciativa pioneira:

 

1) Poderia dar exemplos práticos do impacto social que o desenvolvimento da Biologia Sintética pode proporcionar?

A biologia sintética atua diretamente na produção de ferramentas que otimizam ou proporcionam melhorias às tarefas humanas. Assim, há uma grande variedade de campos em que ela pode ser empregada. Um deles, por exemplo, é a produção de insulina por microrganismos transgênicos. Existem também projetos mais ambiciosos, como a geração de animais transgênicos que produzam proteínas para o tratamento de hemofílicos. Outra possibilidade são os processos biotecnológicos que se utilizam de organismos modificados por técnicas de biologia sintética, sendo inseridos em meios de produção industriais para otimização do processo. Um desses processos é o utilizado pela Braskem para produção de alguns de seus polímeros, produzidos via rotas biotecnológicas. Além disso, há também o caso da GranBio, empresa de Biotecnologia e Biologia Sintética que desenvolveu uma rota biológica para produção de etanol a partir de folhagens secas residuais dos canaviais, aumentando assim o leque de fontes possíveis para produção deste combustível. Os dois últimos casos têm grande impacto social, pois transformam o processo produtivo de indústrias em processos mais sustentáveis, com menor poluição e descarte de resíduos, além de viabilizarem uma maior rentabilidade, fruto de um melhor aproveitamento de todos os substratos.

 

2) Existe um debate ético acerca dos usos da Biologia Sintética, principalmente no tocante a possíveis alterações no equilíbrio ambiental. Como vocês enxergam isso?

A equipe procura focar seus projetos em dois vieses importantes: a utilização da Biologia Sintética e todas suas ferramentas a fim de interagir de forma sustentável com a sociedade; e assegurar a divulgação do conhecimento científico a todas as camadas sociais. Uma maior discussão sobre o tema, guiado pelas ferramentas científicas, proporcionaria a desmistificação sobre alguns medos relacionados à Biologia Sintética e levaria a um aproveitamento muito mais direto e democrático da Biologia Sintética na sociedade.  Há uma grande discussão na comunidade de Biologia Sintética sobre a ética a ser empregada para que eventos como o desequilíbrio ambiental não ocorram. Normalmente, graças a essa discussão, em todos os projetos que envolvem o tema, há mecanismos de controle para evitar tais eventos.

 

3) Especificamente sobre a Osiris, pode explicar como e quando surgiu esta iniciativa?

No final do mês de novembro de 2017, houve uma reunião no HUB com o embaixador do iGEM na qual se discutiu acerca da a importância da criação da primeira equipe de Biologia Sintética da UFRJ para disputar um torneio internacional do iGEM. Lucas Santos (8º período de Nanotecnologia, UFRJ), que hoje integra a Osiris, participou da reunião e decidiu unir uma equipe constituída por alunos que já se interessava pelo tema. Ele e outros dois integrantes já haviam realizado tentativas sem sucesso de criar uma equipe de Biologia Sintética, mas após o evento realizado pelo HUB, esta nova equipe foi finalmente formada.

 

4) Além da disciplina oferecida pela professora Mônica Lomeli, existem outras focadas em Biologia Sintética aqui na UFRJ?

Muitas disciplinas utilizam dos conceitos de Biologia Sintética indiretamente, entretanto não há iniciativas que evidenciem o tema diretamente.

 

5) Pode comentar um pouco mais sobre o dispositivo que estão desenvolvendo para o diagnóstico de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

O objetivo da equipe era fazer uso da Biologia Sintética com o intuito de atingir diretamente pontos fracos da sociedade. Doenças transmitidas por Aedes Aegypti são comuns no Brasil e podem ter picos alarmantes em certos períodos do ano, superlotando hospitais e, consequentemente, dificultando o atendimento correto aos pacientes. Um diagnóstico preciso e rápido poderia ser utilizado a fim de reduzir o tempo de espera do resultado de exames e diminuir a concentração em prontos atendimentos. Assim, nosso dispositivo estará focado em diagnosticar as doenças de dengue, zika e chikungunya para um melhor atendimento em hospitais e centros médicos.

 

6) Que benefícios a participação no iGEM poderia trazer à Osiris e à própria UFRJ?

Através do iGEM buscamos interação com o MIT, um grande polo de pesquisa tecnológica, e com o desenvolvimento científico de outros países, bem como a internacionalização da equipe e da própria UFRJ.


7) O que os interessados podem esperar das oficinas que serão realizadas no HUB? Poderia passar mais detalhes sobre esta parceria?

O HUB está conosco desde o começo e tem nos ajudado muito, viabilizando desde contatos para parcerias até o espaço para realização das oficinas, que serão realizadas em cinco dias de atividades. As oficinas ocorrem entre o final de março e o início de abril. As inscrições podem ser feitas através deste link. Mais detalhes: https://www.facebook.com/osirisigemufrj

 

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No mês de março teve início mais um semestre letivo do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) no ponto focal da UFRJ. O programa é voltado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação. A ideia é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.

O curso foi elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), contando com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas. Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação.

A UFRJ integra, desde 2016, o PROFNIT, sendo que grande parte desta articulação envolvendo a Universidade foi fruto do esforço da professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação e coordenadora do Ponto Focal PROFNIT na UFRJ. Segundo ela: “Por ser um mestrado profissionalizante de âmbito nacional, é inestimável a contribuição do PROFNIT nesta área estratégica e de extrema importância para o desenvolvimento do país. O aumento de profissionais capacitados para trabalhar com propriedade intelectual e transferência de tecnologia irá contribuir de forma efetiva para acelerar o processo de inovação”.

A grade curricular do programa conta com cinco disciplinas obrigatórias e treze optativas/eletivas. As obrigatórias são: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual (PI); Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia (TT); Prospecção Tecnológica; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Estado Brasileiro; e Metodologia da Pesquisa Científico-Tecnológica e Inovação. Já as disciplinas eletivas são: Indicadores Científicos e Tecnológicos; Projetos em Ciência, Tecnologia e Inovação; Pesquisa Tecnológica Qualitativa e Quantitativa; Indicações Geográficas e Marcas Coletivas; Propriedade Intelectual e suas vertentes em Biotecnologia Fármacos e Saúde; Propriedade Intelectual nas Indústrias Alimentícia e Química; Propriedade Intelectual nas Engenharias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação; Propriedade Intelectual no Agronegócio; Gestão da Transferência de Tecnologia em Ambientes de Inovação; Valoração Sistêmica de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; Negociação Contratos e Formalização de Transferência de Tecnologia; Empreendedorismo em Setores Tecnológicos; e Ambientes de Inovação e suas interações sistêmicas.

 

 

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O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) está com inscrições abertas para os cursos a seguir:

Curso Oficina de Software

Data: 6 de abril de 2018

Horário: das 08h30min às 17h30min (carga horária: 8 horas)

Local: Rua Mayrink Veiga, 09 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.

Objetivo: Aprofundar o conhecimento sobre a proteção dos programas de computador, o registro de software como forma de assegurar ao autor direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de sua criação e a patente de invenções implementadas por programas de computador.

Pré-requisito: 

  1. a) Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL-101P BR): curso básico a distância em PI em parceria com a OMPI (edições a partir de 2012) ou
  1. b) Curso de Propriedade Industrial básico, presencial, com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI)

Taxa de inscrição: Gratuito

Vagas: Serão oferecidas 40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições.

Período de inscrições: Até preencher o limite de vagas e formar um cadastro de reserva de 30% do total de vagas.

Inscrições:  http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/253345/lang-pt-BR

 

 

Curso Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

Data: 12 de abril de 2018

Horário: das 08h30min às 17h30min (carga horária: 08 horas)

Local: Rua Mayrink Veiga, 09 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.

Objetivo: O participante deverá, ao final do curso, ser capaz de identificar o que são indicações geográficas diferenciando-as das marcas coletivas; reconhecer as diferenças entre a indicação de procedência e a denominação de origem identificando corretamente os usos delas em casos concretos; além disso, deverá ter noções do que consistem os pedidos de registro de marcas coletivas e de indicações geográficas.

Pré-requisito: Ter concluído algum destes eventos:

  1. a) Curso Básico de P.I., modalidade presencial, promovido pelo INPI; OU 
  2. b) Curso Geral de Propriedade Intelectual [ DL 101 P BR ] , modalidade à Distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012.

Taxa de inscrição: Gratuito

Vagas: Serão oferecidas 40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições.

Período de inscrições: Até 30 de março ou o preenchimento das vagas e formação de cadastro de reserva.

Inscrições:  http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/968485/lang-pt-BR

 

 

cnpqcapesForam prorrogadas até 30 de abril as inscrições para a chamada pública do Programa Talentos para Inovação, que recebe propostas para capacitação e inserção de profissionais especializados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação a serem executados em unidade e polos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

O programa financiará até três bolsas por projeto aprovado, nas modalidades Bolsa Jovens Talentos (BJT), nível A, no valor de R$ 7.000,00 mensais, e BJT, nível B, no valor de R$ 4.100,00 mensais, por até 12 meses. As propostas serão submetidas por representante da unidade ou polo Embrapii, apresentando os candidatos às bolsas vinculadas aos projetos em desenvolvimento.

O programa busca pesquisadores com produção científica e tecnológica excepcional ou profissional com experiência notável em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Interessados a bolsas do programa devem se cadastrar por meio de formulário. O cadastro no formulário não implica processo de inscrição oficial, mas tem o objetivo de criação de um banco de dados de talentos para possíveis oportunidades nas unidades e polos Embrapii.

Programa ­– O Programa Talentos para Inovação é fruto da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio da Embrapii e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

A iniciativa abrange 27 áreas de competência e totaliza o investimento em R$ 5,5 milhões. A divulgação do resultado da chamada está prevista para junho deste ano.

Para o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, o edital vai estimular a inserção no mercado de trabalho de profissionais com experiência em desenvolvimento de projetos tecnológicos e de inovação e fortalecer os laços entre os setores produtivo e acadêmico.

“Queremos estimular a participação de egressos de programas de formação de áreas tecnológicas da Capes e do CNPq em projetos de pesquisa aplicada das unidades Embrapii, aproveitar a capacidade intelectual desses pesquisadores, que têm muito a contribuir no fomento à inovação”, destacou à época do lançamento.

Acesse o edital da chamada pública

Conheça o programa Talentos para Inovação

Preencha o formulário

 

 

tecnobrega

 

A Agência UFRJ de Inovação convida todas e todos para a exibição gratuita do documentário BREGA S/A, de Gustavo Godinho e Vladimir Cunha, que acontecerá na próxima sexta-feira (09/03), às 18 horas, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF).

O filme retrata a cultura do tecnobrega de Belém do Pará, suas músicas, seus artistas e sua cadeia produtiva. Conforme sua sinopse: "No filme, vemos qual a relação entre o tecnobrega e a popularização da tecnologia a partir do final da década de 90, bem como a maneira como esse estilo musical se associou à pirataria para criar uma rede de distribuição alternativa ao modelo proposto pelas grandes gravadoras".

Para conversar sobre as relações entre manifestações musicais brasileiras e a Justiça, particularmente os Direitos Autorais, ocorrerá um debate após a sessão com a advogada Daniela Colla e a antropóloga Elizete Ignácio.

A entrada será gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes da sessão. 

Serão emitidos certificados de participação para quem ficar para o debate.

A exibição marca a segunda edição do Ciclo de Cinema, Cultura e Direitos Intelectuais, que leva diversos filmes sobre direito e cultura para o CCJF. O Ciclo é promovido pela Comissão de Direitos Autorais, Direitos Imateriais e Entretenimento (CDADIE) da OAB/RJ, em pareceria com o CCJF, e conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult) e da Agência UFRJ de Inovação.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/132600047566277

Serviço:
BREGA S/A (60 min)
Sexta-feira, 09/03, 18 horas
Centro Cultural da Justiça Federal
Av Rio Branco, 241. Saída do Metrô da Cinelândia

 

 

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A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ está entre as 20 melhores incubadoras do mundo, segundo o ranking da UBI Global. A instituição competiu com centenas de outras incubadoras em todo o mundo na categoria “World Top Business Incubator – Managed by University”, que leva em consideração quesitos como postos de trabalho gerados pelas empresas residentes e graduadas, taxa de sobrevivência das empresas, faturamento, atração de investimento e número de graduadas e incubadas.

Para Regina Faria, coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, o reconhecimento internacional reflete o trabalho e os resultados conquistados pela instituição. "O reconhecimento internacional do trabalho da Incubadora é muito importante para nós, principalmente porque ele foi alcançado através da avaliação dos resultados conquistados pelas empresas: grau de inovação dos produtos e serviços, faturamento, número e qualificação dos empregos gerados e contribuição para o desenvolvimento ambiente de inovação local", afirma Regina.

A UBI Global é uma Instituição de pesquisa sueca especializada na análise de incubadoras e aceleradoras de todo o mundo.  Ela tem como objetivo ajudar as incubadoras e aceleradoras ligadas a universidades a se tornarem mais eficientes e competitivas através de insights de dados, melhores práticas e serviços de rede.

Confira a lista completa neste link.

 

 

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O programa Laureate Global Fellowship 2018 está com inscrições abertas para jovens empreendedores sociais com interesse em integrar a International Youth Foundation. Os interessados têm até o dia 6 de março para se candidatarem através do site http://www.youthactionnet.org/apply.

É necessário ter fluência em inglês, ter idade entre 18 e 29 anos, além de  ser fundador ou co-fundador de um negócio social existente há pelo menos um ano.

A iniciativa da Laureate e da International Youth Foundation seleciona 20 jovens empreendedores sociais de vários países a cada ano.

Os selecionados receberão imersão de uma semana em treinamentos, suporte incluindo aconselhamento/tutorial, advocacia e oportunidades de networking, entre outras atividades.

 

 

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Projetos inovadores destinados à área de óleo e gás, idealizados por startups, micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI) têm a oportunidade de receber financiamento da Shell Brasil e do Edital de Inovação para a Indústria. Estão abertas as inscrições para a chamada que vai investir até R$ 2,5 milhões em propostas destinadas ao monitoramento, controle em tempo real e análise dos chamados Big Data das operações em campos de petróleo. As inscrições podem ser feitas no site do Edital.

Serão selecionados até três projetos tecnológicos, em fase inicial, que vão receber até R$ 830 mil. As ideias serão desenvolvidas para atingir o estágio de prova de conceito, durante 12 meses, na rede de Institutos SENAI de Inovação. Ao final desse prazo, a Shell vai definir se incluirá esses projetos no seu portfólio de tecnologia para desenvolvimento futuro. As empresas não precisam ser, necessariamente, da área de óleo e gás, mas devem apresentar competências que as permitam desenvolver, em conjunto com a Shell, soluções para o setor.

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Esta chamada, na categoria Empreendedorismo Industrial - Inovação na Cadeia de Valor, vai integrar o Shell Startup Challenge Brasil, programa que busca selecionar startups, micro e pequenas empresas a fim de promover o crescimento das companhias baseadas em tecnologia e desenvolver provas de conceito orientadas aos desafios da digitalização do setor.

O objetivo desta chamada é escolher projetos de empresas que apresentem soluções inovadoras em sistemas seguros de monitoramento, controle, diagnóstico e prognóstico das operações de campo. Os projetos poderão, por exemplo, captar informações brutas dos sistemas supervisórios de controle e aquisição de dados das plataformas de petróleo; monitorar e prover análises automáticas para a tomada de decisões em plataformas e sistemas submarinos, assim como nas operações de perfuração de poços de petróleo e completação - processo destinado a deixar um poço pronto para a produção.

 A diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, explica que as propostas inscritas passarão por uma primeira fase de seleção, da qual serão escolhidas 20 startups, MEI, micro ou pequenas empresas que receberão treinamento da instituição para que passem pela etapa final. No dia 21 de junho, no Rio de Janeiro, os selecionados terão a oportunidade de defender presencialmente seu projeto, durante cinco minutos, em inglês, a uma banca formada por especialistas globais da Shell e dos Institutos SENAI de Inovação.

 Representantes da Shell Brasil, do SENAI e do Sebrae também farão um roadshow, em março, para apresentar detalhes da chamada e tirar dúvidas dos interessados, em parques tecnológicos dos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. O cronograma com as datas das visitas já está disponível na página oficial do Edital de Inovação.

“Estamos muito felizes em trazer para o Brasil este desafio, que é derivado do programa global Shell GameChanger, que já avaliou mais de 1.700 startups de todo o mundo ao longo de 22 anos, com mais de 100 ideias aproveitadas em nossos projetos. Queremos fazer parte da história de sucesso destas startups,” afirma o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

A chamada da Shell é a sétima da categoria C do Edital de Inovação, que busca conectar indústrias de médio e grande portes a startups de base tecnológica, MEI, micro e pequenas empresas. Neste ano, seis companhias já lançaram desafios em temas como cidades inteligentes, internet das coisas, segurança cibernética e tecnologias digitais para o setor automotivo.

Foram escolhidos, até agora, 22 projetos. A empresa Whirlpool Corporation no Brasil, por exemplo, selecionou duas startups (MVisia e Predict Vision) para desenvolvimento de tecnologias destinadas a registro e reconhecimento de produtos; identificação na mercadoria da data de aquisição para oferta de novos serviços ao consumidor, entre outras utilizações.

O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, destaca que o objetivo dessa categoria do Edital é fomentar a construção de laços de confiança entre grandes indústrias e criativos empreendedores que resultem na partilha do risco inerente ao processo inovativo. “O grande diferencial dessa categoria é o compartilhamento de risco financeiro e tecnológico, por meio do lançamento de chamadas temáticas por uma instituição âncora para a criação conjunta de soluções inovadoras orientadas a desafios tecnológicos reais”, explica.

O Edital de Inovação para a Indústria seleciona e financia projetos de inovação, em seis categorias, com o objetivo de aumentar a competitividade do setor industrial. Os projetos selecionados na edição 2017-2018 terão financiamento de R$ 53,6 milhões, com custo individual de R$ 75 mil a R$ 400 mil. A seleção é feita com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. Além do fomento, as instituições oferecem apoio na forma de infraestrutura para desenvolver as propostas selecionadas por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos Institutos SENAI de Tecnologia.

 

 

No dia 28 de fevereiro, o Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com o Hemorio, vai promover a quarta edição de sua campanha de doação de sangue. Através de uma parceria com a Pró-Reitoria de Pessoal (PR4) e o Centro de Ciências da Saúde (CCS), também será realizada uma vacinação contra a febre amarela. Todos os doadores que não tenham contraindicação médica poderão receber a vacina. Quem já foi vacinado contra a febre amarela precisa aguardar quatro semanas para doar sangue.

A ação será realizada de 9h às 14h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Para doar sangue é preciso estar alimentado e em boas condições de saúde, ter entre 16 e 65 anos (menores devem ter autorização de um responsável), pesar mais de 50kg e trazer um documento de identificação com foto.

Antes de doar, recomenda-se fazer refeições leves e não gordurosas. Os interessados em participar devem enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O auditório do Parque fica no prédio da administração do Parque, na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, ao lado do restaurante Couve-Flor. Mais informações sobre doação e sangue no site do Hemorio. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligue para 3733-1841.

 

EMKT 2018

 

 

anpei2018

 

Já é possível se inscrever na Conferência Anpei de Inovação 2018, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de maio, no Expo Gramado, no Rio Grande do Sul. As inscrições podem ser realizadas aqui com diferentes descontos até o dia 30 de abril, além das condições especiais reservadas para os residentes estado no momento da inscrição.

Com o tema central “Novas Alavancas de Criação de Valor”, o evento abordará o desenvolvimento e o fortalecimento do ecossistema de inovação diante das mudanças socioeconômicas que aconteceram nos últimos anos, tendo como base quatro perspectivas: tecnológica, do cliente, da organização e do ecossistema.

De acordo com o Comitê Técnico do evento - composto por integrantes da Anpei, especialistas do Sistema Nacional de Inovação e representantes de grandes empresas, instituições científicas e tecnológicas, consultorias e agências do governo - há um leque de desafios e oportunidades nas novas formas de criação de valor.

“Está prevista uma grande transformação na formação e no perfil dos profissionais, no ecossistema empreendedor, no ambiente das empresas e por meio de novas tecnologias. Novos conhecimentos e habilidades precisarão ser desenvolvidos em um curto espaço de tempo, assim como a capacidade das organizações de entender, acompanhar e se adaptar a essas mudanças. Além disso, a “voz do cliente” será mais forte do que nunca”, explicou o Comitê Técnico da Conferência Anpei 2018.

O evento contará com palestras de especialistas, apresentações de cases de inovação de grandes empresas e instituições científicas e tecnológicas, debates, networking, rodadas de negócios e visitas técnicas.

 

Call for Cases

Empresas e instituições científicas e tecnológicas que tenham interesse em compartilhar suas experiências com um público altamente especializado, fazendo benchmarking de suas práticas com outras companhias, podem se inscrever no Call for Cases da Conferência Anpei de Inovação 2018.

Os projetos recebidos serão analisados pelo Comitê Técnico do evento de acordo com critérios de aderência ao tema central (Novas Alavancas de Criação de Valor) e as quatro perspectivas derivadas dele:

1. Tecnológica: engloba temas como tecnologias exponenciais, P&D, C&T, conectividade e disrupção tecnológica.

2. Experiência do cliente e proposta de valor: abrange conceitos como human centred design, empatia e Omni Channel.

3. Da organização: debate questões como agilidade, empoderamento, capacitação, gestão da inovação, cultura organizacional e método.

  1. 4. Do ecossistema: envolve assuntos voltados para redes, parcerias, cadeia de fornecedores, corporate venture e tripla hélice, por exemplo.

Após o período de inscrição, com o envio dos resumos, os projetos recebidos serão analisados pelo Comitê Técnico do evento - formado por integrantes da Anpei e especialistas do Sistema Nacional de Inovação - de acordo com critérios de aderência ao tema central, originalidade, ineditismo, impacto, replicabilidade, resultados do projeto, estágio do esforço inovador e clareza no texto de apresentação do case.

Confira o regulamento completo e inscreva-se até 18 de março em: www.conferenciaanpei.org.br/call-for-cases


Sobre a Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como um fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

Em sua última edição, ocorrida nos dias 31 de outubro e 1o de novembro de 2017 em Belo Horizonte - MG, o tema trabalhado foi “Inovação em um Mundo em Transformação”. O evento contou com 78 sessões, 199 palestrantes e reuniu 1592 participantes em dois dias.

 

A missão da Anpei

A Anpei atua há mais de 30 anos com o ecossistema de inovação e possui expertise nesta nova dinâmica mundial de modelos de interação entre os principais atores, destacando-se como uma rica fonte de aprendizado, networking e articulação. Dentre suas ações, estão o estímulo a debates com a iniciativa privada, o governo e instituições científicas e tecnológicas para traçar melhores políticas e práticas para fomentar a inovação no país. Saiba mais: anpei.org.br


Serviço Conferência Anpei de Inovação 2018
Data: 28 a 30 de maio de 2018
Cidade: Gramado, RS
Local: Expo Gramado - Av. Borges de Medeiros, 4111
Saiba mais: www.conferenciaanpei.org.br

 

 

artigostecnicos

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou recentemente uma série de artigos técnicos direcionados ao Empreendedorismo. Os trabalhos tratam sobre os seguintes temas:

- Estudos sobre o Mundo do Trabalho na Pós-modernidade
- Design Thinking
- Sociedade do Conhecimento
- A Lógica dos Indicadores
- Economia da Colaboração – O Espaço HUB da UFRJ
- Os Mapas de Empatia

Os interessados no material podem acessar os artigos através deste link.

 

 

mctic

 

No dia 8 de fevereiro, foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 9283, que regulamenta o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e traz consigo a expectativa de desburocratizar as atividades de pesquisa e inovação no país. As novas regras criam mecanismos para integrar instituições científicas e tecnológicas e incentivar investimentos em pesquisa.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a regulamentação deve simplificar a celebração de convênios para a promoção da pesquisa pública, facilitar a internacionalização de instituições científicas e tecnológicas e aumentar a interação elas e as empresas. Deve ainda incrementar a promoção de ecossistemas de inovação, diversificar instrumentos financeiros de apoio à inovação e permitir maior compartilhamento de recursos entre entes públicos e privados.

Outros pontos são a simplificação de procedimentos de importação de bens e insumos para pesquisa, novos estímulos para a realização de encomendas tecnológicas e flexibilidade no remanejamento entre recursos orçamentários.

O texto legal pode ser conferido em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9283.htm

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O Programa COPPE Inclusão abre inscrições para as Oficinas Instrumentais de Língua Brasileira de Sinais - Libras 2018.1, com o objetivo de dar noções básicas da Língua Brasileira de Sinais para todos que tenham o interesse e/ou a necessidade de se comunicar com surdos em seu ambiente de trabalho. A participação nos encontros é gratuita, necessitando apenas de interesse e disponibilidade de horários, não exigindo nenhum pré-requisito. As inscrições podem ser feitas até 15/02 através do endereço a seguir: http://inclusao.coppetec.coppe.ufrj.br

 

 

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O programa Talentos para Inovação, que visa a capacitar e garantir que os pesquisadores continuem desenvolvendo suas carreiras no país, anuncia o lançamento de 90 bolsas inéditas com o foco na capacitação e inserção de profissionais especializados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I).

As inscrições das propostas serão feitas on-line entre os dias 6 de fevereiro e 12 de março. Ao todo, podem ser inscritos projetos em 28 áreas de competência tecnológica. As “Bolsas Jovens Talentos” variam entre R$ 4,1 mil e R$ 7 mil mensais no período de até 12 meses.

A iniciativa do programa lista, entre seus objetivos específicos, o desenvolvimento de carreiras, incentivo à participação de egressos de programas de formação e capacitação de áreas tecnológicas, e a geração de resultados que possam ser aplicados, sobretudo, na indústria. O resultado da seleção será divulgado a partir do dia 2 de maio.

A iniciativa é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-NC).

 

As áreas temáticas são:

• Bioquímica de Renováveis
• Biotecnologias Ambientais Aplicadas à Recuperação de Áreas Contaminadas e à Valorização de Resíduos do Setor Industrial
• Comunicações Ópticas
• Desenvolvimento e Escalonamento de Processos Biotecnológicos
• Dispositivos para Internet e Computação Móvel
• Eletrônica Embarcada
• Engenharia Submarina
• Manufatura Integrada
• Materiais – Alto Desempenho
• Materiais para Construção Ecoefiente
• Metalurgia e Materiais
• Monitoramento e instrumentação para o meio ambiente
• Polímeros
• Processamento de Biomassas
• Produtos Conectados
• Sistemas Automotivos Inteligentes
• Sistemas de Comunicação Digital e Radiofreqüência
• Sistemas embarcados e mobilidade digital
• Sistemas Inteligentes
• Software e Automação
• Software para Sistemas Ciber-Físicos
• Soluções Computacionais em Engenharia
• Tecnologia de Dutos
• Tecnologia Química Industrial
• Tecnologias em Refrigeração
• Tecnologias em Saúde
• Tecnologias Metal-Mecânica

 

Mais informações: http://capes.gov.br/bolsas/programas-especiais/programa-talentos-para-inovacao

 

 

No domingo, 4/2, o jornal O Globo publicou matéria divulgando um estudo interno do Ministério da Educação que afirma ter ocorrido um aumento de 40% nos gastos das universidades federais em um período de oito anos. O estudo elaborado pela secretaria executiva do MEC, ao qual as universidades ainda não tiveram acesso, estima o custo por aluno nas universidades.

Ainda depois de a UFRJ, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e outras federais explicarem ao jornal como funciona o cálculo do custo por aluno nas universidades federais, a empresa de mídia insistiu em um método que sugere um gasto maior por parte das instituições, mesmo que os especialistas consultados pela reportagem tenham sugerido cautela em relação aos dados do MEC. É preciso destacar que, nos dados apontados pelo estudo, constam alguns números que não foram levados em conta na análise feita pela reportagem, como o aumento de 44% no número de novos alunos e a duplicação do número de doutorandos. Ainda na reportagem, o MEC confirma o corte de R$ 157,7 milhões realizado no orçamento da UFRJ, entre 2014 e 2016, bem como a redução de cerca de 25% da verba de investimento.

É importante registrar que a UFRJ deixou de receber, em 2014, R$ 70 milhões previstos no orçamento e, nos dois anos seguintes, R$ 87,5 milhões, valores que nunca foram plenamente repostos. Os cortes feitos pelo Governo Federal aconteceram a despeito de contratos assumidos previamente pela Universidade e foram agravados pela mudança de tarifa para o uso de energia elétrica, que praticamente dobrou o custo, mesmo não havendo mudança no consumo.

A UFRJ não tem dívida com a Light,   exceto a fatura de setembro de 2016, que é objeto de negociação com o Ministério da Educação, no sentido da liberação de créditos suplementares para o pagamento. As demais faturas estão no cronograma de pagamento da Universidade para o exercício de 2018, de acordo com seus limites orçamentários.

O custo por aluno na UFRJ é de R$ 21,9 mil por ano, mas o jornal insiste que esse valor seria de R$ 71.337,00. O método, não totalmente esclarecido pelo jornal e divulgado na reportagem, inclui gastos com pessoal e desconsidera as particularidades de cada instituição de ensino, fazendo comparações entre elas, como se fosse possível equiparar uma grande universidade centenária com outra criada há menos de dez anos.

Para calcular o investimento por aluno, a UFRJ segue metodologia adotada pela Unesco e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como as diretrizes da Andifes. São considerados os investimentos por alunos da graduação e da pós-graduação, levando-se em conta variáveis como tempo integral e residência médica – aliás, fator importante para a análise do investimento por estudante, já que a UFRJ tem nove hospitais.

No cálculo divulgado pelo jornal O Globo incluem-se até os gastos com pessoal aposentado. A nosso ver, mais uma manobra feita exclusivamente para desqualificar a universidade pública brasileira. Não se trata de nenhuma surpresa, tendo em vista os recentes editoriais do jornal, que chegou a utilizar, em 2016, a expressão "injusto ensino superior gratuito" para defender a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Considerada, nos principais rankings nacionais e internacionais, como a melhor universidade do Brasil e uma das mais importantes da América Latina, a UFRJ tem orgulho da sua tradição no campo do ensino, da pesquisa, da extensão e assistência hospitalar.

A UFRJ soma-se a todas as instituições do país que têm denunciado a redução dos investimentos em ciência, e alerta para as interpretações que veem os recursos para a educação pública como gastos ordinários, e não como investimentos. A educação e, em especial, os investimentos nas instituições universitárias traduzem-se, sempre, em avanço para a ciência e a soberania nacional.

 

Reitoria da UFRJ

 

oglobo edit

 

 

lasin2018

Ficam abertas até 11 de março as candidaturas para participação de inovadores sociais no ciclo 2018 da USIS (Unidade de Suporte à Inovação Social da UFRJ).

As áreas temáticas são:

- Novas formas de trocas de bens e serviços, moedas paralelas ou outras modalidades de mediação
- Combate ao desperdício de alimentos como oportunidade de negócios, consumo sustentável de alimentos e outros
- Movimentos LGBTT+
- Desintermediação
- Reinvenção dos espaços urbanos
- Território e cultura
- Narrativas interativas
- Inovação social digital (inclui aplicativos, por ex.)
- Iniciativas ligadas à defesa civil (prevenção ou minimização de desastres)
- Empreendedorismo e negócios de impacto social
- Iniciativas de combate à desigualdade econômica e social
- Geração de emprego e renda em localidades desfavorecidas
- Inovações sociais em saúde

 

A USIS é um projeto de extensão da UFRJ que tem o propósito de implementar um modelo de colaboração Universidade/comunidades para reforçar as ligações da Universidade com o ambiente social mais amplo.

 

Os detalhes da chamada constam neste arquivo .pdf.

 

 

atlasofsocialinnovation

 

A inovação social está em alta. Ao explorarem novas maneiras de lidar com desafios complexos como mudanças climáticas, questões demográficas ou pobreza em todas as partes do mundo, diversas iniciativas (de grupos locais a redes internacionais) acabaram tornando-se histórias de sucesso. Neste contexto, a publicação Atlas of Social Innovation – New Practices for a Better Future pretende fornecer uma visão abrangente de várias ações de inovação social ao redor do mundo, compartilhando os pontos de vista de especialistas originários de diferentes ambientes socioculturais.

Em 62 artigos curtos, o Atlas of Social Innovation explora o colorido mundo deste fenômeno emergente ao apresentar vários tipos de inovações sociais em diferentes regiões e áreas como educação, emprego, meio ambiente e mudanças climáticas, fornecimento de energia, transporte e mobilidade, saúde e assistência social, bem como redução da pobreza e desenvolvimento sustentável. Esta compilação busca demonstrar que a política pública pode desempenhar um papel criativo na criação de estruturas adequadas para as inovações sociais e argumenta que, muitas vezes, as alianças da sociedade civil, da economia, da ciência e do setor público são a chave para o sucesso.

A publicação foi editada por Jürgen Howaldt, Christoph Kaletka, Antonius Schröder, Marthe Zirngiebl da Universidade TU Dortmund (Alemanha) e baseia-se em uma nova geração de projetos de pesquisa financiados pela União Europeia que contribuíram para uma melhor compreensão das condições em que as inovações sociais se desenvolvem, florescem e, finalmente, aumentam o impacto social. Foram mapeados mais de 1.000 casos de inovação social em todo o mundo, dentre os quais uma fatia foi selecionada para uma análise aprofundada de estudo de caso.

Das páginas 130 a 132, consta um artigo de duas professoras da UFRJ, Carla Cipolla e Rita Afonso. Carla é coordenadora da rede DESIS (Design para a Inovação Social e Sustentabilidade) que reúne mais de 40 laboratórios sediados em escolas de Design em diversos continentes e do grupo DESIS (Design de Serviços e Inovação Social) na UFRJ, um dos membros fundadores da rede. Tem desenvolvido desde 2004 atividades de design para a inovação social na Europa, na África e no Brasil. Rita é pesquisadora associada do Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social e da Rede DESIS, ambos no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFRJ. Também atua no âmbito dos projetos TRANSIT - Transformative Social Innovation Theory e LASIN - Latin American Social Innovation Network (ambos co-financiados pela Comissão Europeia)

O Atlas está disponível on-line em www.socialinnovationatlas.net. O site convida seus usuários a fazer o download de todo o livro ou artigos selecionados, bem como a propor futuros artigos para uma imagem global mais completa da inovação social.

 

 

incubadora2011

 

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ acaba de ser credenciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para atuar como instituição facilitadora da Lei da Informática, que fornece incentivos fiscais às indústrias que produzem produtos de informática, automação e telecomunicações, além de realizar atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

A lei prevê incentivos fiscais às indústrias que realizam atividades de P&D com empresas residentes em incubadoras credenciadas. A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ possibilitará, por exemplo, que uma empresa que necessite investir em P&D para cumprir a sua obrigação legal possa fazê-lo por meio de projetos junto às empresas incubadas e realizar o pagamento com o recurso determinado pela Lei de Informática.

Para Regina Faria, coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, a medida vai trazer ainda mais oportunidades de interação entre as residentes e as grandes empresas. “Esse credenciamento na Lei de Informática do MCTIC é uma excelente oportunidade para incrementar a aproximação do mercado de informática com as startups da Incubadora para o desenvolvimento de produtos inovadores”, afirma Regina.

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisa acadêmica. Esse ambiente proporciona o desenvolvimento de empresas que ofertam produtos e serviços com conteúdo inovador e de alto valor agregado.

A Incubadora contribui de forma sistemática para que o conhecimento gerado nas atividades de pesquisa se converta em produtos e serviços inovadores que trazem benefícios para toda a sociedade. Em seus mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de 92 empresas, responsáveis pela geração de mais de 1250 postos de trabalho altamente qualificados.  Em 2016, as empresas da Incubadora alcançaram um faturamento de R$ 343 milhões. As empresas residentes e graduadas crescem em ritmo constante por trazerem a marca da inovação e da flexibilidade, características das empresas novatas.

 

 

 

visitainpi

 

Em 25 de janeiro, a Agência UFRJ de Inovação recebeu a visita da presidência do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A reunião foi uma valiosa oportunidade para estreitar os laços entre as duas instituições e discutir ações para aprimorar os serviços de propriedade industrial no Brasil.

Na ocasião, o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, relatou as ações que vêm sendo adotadas pelo instituto nos últimos três anos. Também falou dos planos para 2018, destacando oportunidades de parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O coordenador da Agência, Ricardo Pereira, ressaltou que ainda há necessidade de incentivar um maior conhecimento sobre PI na Universidade e que há demanda por capacitação. Conforme foi discutido, o aprendizado em busca e redação de patentes, por exemplo, pode melhorar a qualidade dos pedidos.

Além de Luiz Otávio Pimentel, participaram da reunião, por parte do INPI: o coordenador-geral de Disseminação para Inovação, Felipe Melo; a coordenadora de Articulação e Fomento à Propriedade Industrial e Inovação, Rafaela Guerrante; e Natália Calandrini, analista de gestão em PI.

Criado em 1970, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria.

Entre os serviços do INPI, estão os registros de marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, programas de computador e topografias de circuitos integrados, as concessões de patentes e as averbações de contratos de franquia e das distintas modalidades de transferência de tecnologia. Na economia do conhecimento, estes direitos se transformam em diferenciais competitivos, estimulando o surgimento constante de novas identidades e soluções técnicas.

 

 

aluminamodificada

A alumina é a principal matéria-prima utilizada na cadeia de produção do alumínio e, em menor escala, em processos químicos (e petroquímicos) tais quais: processos catalíticos, processos de absorção, ou até mesmo em aplicações bastante específicas de biomateriais, como próteses ósseas, dentárias etc. Uma das propriedades mais celebradas da alumina é a sua elevada porosidade, permitindo que sua área superficial interna seja utilizada para absorção e suporte de catalisadores, por exemplo. Entretanto, os processos atuais de produção de alumina porosa apresentam elevado custos.

A UFRJ possui, em seu portfólio de ofertas tecnológicas, a patente de um processo de preparação de alumina modificada que consiste na introdução de um componente de baixo custo (biomassa de segunda geração) no preparo convencional da alumina e que contribui significativamente para obtenção de uma alumina com alta área superficial, com maior volume de micro/meso poros e ainda mais estável a mudanças de textura e de fase quando calcinada em ar, comparada à alumina preparada sem a presença de biomassa. A invenção relata ainda o uso da alumina modificada na produção de suportes para catalisadores, aditivos, materiais ópticos, sensores, membranas e adsorventes seletivos.

Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em adotar esta tecnologia em seus processos produtivos. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

armadilhaparaaedes2018

 

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Júnior, fez um apelo, no último dia 16 de janeiro, para que a população procure os postos de saúde para se vacinar contra a febre amarela. O estado confirmou já confirmou quatro casos da doença neste ano, com três óbitos.

“A gente conclama a população que venha buscar a vacina para estarmos protegidos em todo o nosso estado”, disse o secretário, após a apresentação de ações para aprimorar o programa de residência médica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Por recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde adotou uma medida preventiva de realizar a campanha de vacinação com doses fracionadas. A estratégia foi adotada para assegurar imunização a cerca de 20 milhões de pessoas das localidades que são contíguas a regiões onde o vírus circula.

A preocupação tem fundamento. A febre amarela é uma doença sazonal que se intensifica nos períodos de calor e chuva, condições favoráveis para o crescimento da população de mosquitos transmissores.

No início do ano passado, o país teve o pior surto de febre amarela registrado nos últimos dez anos. Diversos casos de óbitos foram relatados, principalmente na região de Minas Gerais.

Apesar dos recentes registros estarem relacionados à febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, a preocupação maior é com a reincidência da febre amarela urbana. Na prática, trata-se da mesma doença, mas com transmissão a partir de vetores urbanos, mais especificamente o Aedes aegypti, exatamente como acontece com a dengue, zika, chikungunya e até mesmo com a ainda pouco conhecida febre mayaro. Vale ressaltar que a febre amarela urbana não é registrada oficialmente no Brasil desde 1942, e sua volta representaria um duro golpe na Saúde Pública Brasileira.

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

A invenção já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela UFRJ junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado para produzi-la em escala, permitindo que a população em geral possa usufruir do invento. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

mentoringA Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ e o Alumi COPPEAD abriram as inscrições para o Programa de Mentoring 2018. O objetivo é estimular o desenvolvimento das startups nascidas na Incubadora através da orientação de profissionais experientes e formados no Instituto COPPEAD. Já os mentores terão a oportunidade de aperfeiçoar seu relacionamento interpessoal e networking com outros mentores e empreendedores de alto potencial.

Para participar basta ser ex-aluno do COPPEAD e possuir pelo menos cinco anos de experiência em cargos de gestão. O programa está em sua 4ª edição e já envolveu 40 mentores e mais de 20 empresas. As inscrições vão até o dia 23 de fevereiro e o processo de mentoria será de abril a dezembro de 2018.

Para se inscrever e obter mais informações acesse o link

 

 

catalogodelaboratorios2018

Uma versão prévia do catálogo de laboratórios da UFRJ 2018 foi disponibilizada no site da PR2. Este material foi gerado a partir dos dados que foram lançados pelos responsáveis por laboratórios e homologados pelos diretores de unidades no sistema http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario

A apresentação desse material no presente momento tem três objetivos principais: dar acesso e visibilidade às informações já coletadas; permitir que os responsáveis pelos laboratórios e demais envolvidos possam, mais uma vez, ter a oportunidade de verificar e, eventualmente, corrigir ou acrescentar dados; possibilitar o registro de Laboratórios ainda não cadastrados no sistema.

Para a composição deste catálogo, laboratório foi definido como reunião de pesquisadores para o desenvolvimento de atividades regulares de pesquisa e divulgação científica. A equipe do Laboratório deve contar com no mínimo dos pesquisadores (Docente ou técnico) vinculados à UFRJ (ativos e inativos), dentre os quais um deverá ser coordenador.

Os responsáveis por laboratórios ainda não cadastrados no sistema, e que desejarem ser incluídos no Catálogo, poderão efetuar o cadastro até o dia 04/02/18, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario.

Os responsáveis por laboratórios já cadastrados e homologados, caso encontrem eventuais erros, poderão efetuar correções dos dados publicados no Catálogo, até o dia 04/02/18, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario.

Os diretores das unidades poderão homologar ou indeferir os cadastros novos ou revisados, por meio do link http://app.pr2.ufrj.br/sistemas/appLaboratorio_Formulario, do dia 05/02/2018 até 21/02/2018.

Clique aqui para acessar o Catálogo de Laboratórios 2018.

 

 

maglev17

O Maglev-Cobra - trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ -, fará no dia 30 de janeiro a sua primeira viagem demonstrativa de 2018. Neste período de férias acadêmicas, com redução das atividades em todo campus da Cidade Universitária, o Maglev estará em atividade na última terça-feira dos meses de janeiro e fevereiro. O horário é o mesmo, das 11 às 15h. A partir de março, o Maglev volta a operar regularmente todas as terças-feiras, sempre das 11 às 15h. As viagens são abertas ao público em geral.

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes.

Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

Os interessados em testar a tecnologia devem se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Calendário de férias

Janeiro - Dia 30/01, terça-feira, das 11 às 15h.
Fevereiro - Dia 27/02, terça-feira, das 11 às 15h.

 

 

finepstartup

A Finep prorrogou até 26 de janeiro o prazo de inscrições para a segunda rodada do Finep Startup, programa que pretende aportar recursos e conhecimento em empresas nascentes de base tecnológica. As startups interessadas em concorrer ao edital poderão enviar suas propostas pelo site da financiadora. No processo, serão selecionadas mais 25 empresas a serem investidas pela Finep, em operação que pode chegar a R$ 25 milhões (até R$ 1 milhão por startup).

Após a alta demanda na primeira rodada (mais de 500 inscrições), a Finep ampliou os temas do programa, com a inclusão de Healthtech, além da categoria Tecnologias Habilitadoras, composta por: Blockchain; Inteligência Artificial; Microeletrônica; Nanotecnologia; e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista. O principal objetivo da mudança é atender a empresas nascentes intensivas em conhecimento que não se enquadraram nos pré-requisitos da primeira rodada.

Sobre o Finep Startup
Lançado em junho de 2017, o programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento de produto, processo ou serviço, para colocar no mercado, ou que precisam ganhar escala de produção (não são apoiáveis tecnologias em fase de ideia ou pesquisa). Para isso, a financiadora vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital das startups selecionadas. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios.

O foco da Finep é cobrir o gap de apoio existente entre o investimento feito por programas de aceleração, investidores-anjo e ferramentas de financiamento coletivo (crowdfunding) e o aporte feito por Fundos de Seed Money e Venture Capital. Assim, a financiadora espera ajudar as startups brasileiras a superar o chamado "vale da morte", fase em que empresas promissoras se desmantelam por dificuldades de ganhar tração e cobrir fluxo de caixa negativo.

Outro ponto positivo do programa é que a Finep não pretende tornar as startups dependentes de recursos públicos. Para estimular o empreendedor a buscar capital privado, a agência vai dar até 5 pontos a empresas que forem aportadas por investidores-anjo. A quantidade de pontos dependerá do valor do investimento, cujo mínimo é R$ 50 mil. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

 

 

patentesverdesServiço permanente do INPI desde 2016, o “Patentes Verdes” será tema de um talk show no dia 16 de janeiro, às 15h, no Museu do Amanhã. No evento, que conta com o apoio do Instituto, serão abordadas questões como o que são patentes verdes, como elas têm tido impacto na economia do país, por que elas são um tipo de patente diferente da convencional e como elas têm ajudado a impulsionar a inovação no Brasil.

Gisele Almeida, pesquisadora do INPI e doutora em Gestão da Qualidade em Ciência e Tecnologia de Alimentos, participará da roda de conversa com Newton Souza, diretor jurídico, de Meio Ambiente, Gente e Suprimentos da New Steel, empresa que obteve uma patente verde por seus processos de tratamento e beneficiamento de minério e rejeitos de ferro.

As inscrições para participar do evento podem ser realizadas no site do Museu do Amanhã até o dia 16 de janeiro.

 

 

riodoce

Startups e empresas de pequeno e médio porte vão poder ajudar na reparação dos impactos gerados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A Fundação Renova, o Sebrae e o Senai vão selecionar quatro projetos que contribuam na recuperação da bacia do Rio Doce.

O Edital de Inovação para a Indústria vai investir, ao todo, R$ 1,1 milhão em ideias que reparem o rio Doce. A Fundação Renova vai avaliar as propostas e selecionar quatro projetos, que devem ser desenvolvidos para a aplicação nos municípios atingidos pelo desastre. Dois dos selecionados receberão R$ 400 mil cada, enquanto os outros dois vão ganhar R$ 150 mil cada.

Os projetos devem contemplar os eixos Terra e Água, Pessoas e Comunidades ou Reconstrução e Infraestrutura. As ideias escolhidas poderão utilizar a estrutura de incubação do sistema Sesi/Senai. O empreendedor vai contar, ainda, com assessoria para disponibilizar o novo produto ao mercado.

Do total previsto no edital, R$ 500 mil serão desembolsados pela Fundação Renova, a qual nasceu após a assinatura do Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) entre Samarco, com o apoio de suas acionistas, Vale e BHP Billiton, e o Governo Federal, os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) e a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); o restante do valor será dividido entre Senai e Sebrae.

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de janeiro. Para ter acesso ao edital e ao link de inscrição, clique aqui.

 

 

incubadorapredio2No último dia 2 de janeiro, a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ lançou um edital de fluxo contínuo para seleção de novas empresas. A chamada é voltada para startups que desenvolvam produtos ou serviços de base tecnológica com alto grau de inovação e potencial de interação com a Universidade. As empresas selecionadas terão à disposição uma sala de uso privativo, acesso à infraestrutura de uso comum como salas de reunião, auditório e copa, além de serviços de assessoria e capacitações em gestão de negócio. O edital é de fluxo contínuo e ficará aberto por seis meses. Ele está disponível no link que segue: http://www.incubadora.coppe.ufrj.br/wp-content/uploads/2018/01/EDITAL_INC2018.pdf.

Durante o ano de 2017, as startups NetCommerce e Twist, agora residente do Parque Tecnológico da UFRJ, passaram a fazer parte do time de graduadas, totalizando 68 empresas que já passaram pela Incubadora desde a sua criação em 1994. Recentemente seis novas companhias passaram a fazer parte do quadro de residentes. A Green Ant, USSV, Laboratório de Longevidade, Wespa, Toco e Peça Porto agora contam com toda a infraestrutura física e tecnológica da Incubadora, além de assessorias e treinamentos para viabilidade de seus negócios.

 

 

henrysuzukicoppeAs instituições devem ter em pauta o debate sobre patentes para que o país "não fique no escuro". O alerta foi feito pelo especialista Henry Suzuki, sócio-diretor da consultoria Axonal, durante sua palestra sobre inovação, patentes e informações tecnológicas proferida na Coppe/UFRJ em 13 de dezembro.

De acordo com Suzuki, a proteção legal ao conhecimento intelectual é cada vez mais valorizada internacionalmente. Mas o Brasil, segundo ele, ainda não valoriza a propriedade intelectual como deveria. "Precisamos colocar a discussão sobre patentes em pauta em nossas instituições, sob pena de reinventarmos o que já existe, ou pior, esbarrarmos na patente alheia. O mundo inteiro enxerga, mas o Brasil caminha no escuro", ressaltou.

De maneira quase didática Suzuki explicou que a patente não é requerida para que o inventor possa explorar economicamente a tecnologia que produziu, e sim para impedir que terceiros utilizem este conhecimento sem a sua autorização.  “A patente de invenção a protege por 20 anos, contados do depósito do pedido de patente, ou dez anos a partir da concessão do mesmo. No caso de patente de modelo de utilidade, os prazos são respectivamente de 15 e de sete anos”.

No Brasil, o registro formal da patente deve ser feito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A patente é válida somente no país em que foi registrada e sua solicitação tem como requisitos o caráter de novidade do produto/tecnologia; a comprovação de que foi fruto de atividade inventiva, e a possibilidade de sua aplicação industrial. É passível de concessão o pedido que adicionalmente atender a outros requisitos como: clareza na formulação, suficiência descritiva e cumprimento de requisitos formais e administrativos.

Para uma plateia de professores e alunos, Suzuki alertou para o risco que o pesquisador corre de perder a exclusividade da tecnologia que se pretende proteger por necessidade de contar pontos publicando os resultados do seu trabalho em periódicos. "O artigo científico mata a patente. Normalmente não é nem o paper, é o artigo em Congresso. Ela perde o caráter de novidade, é a pá de cal", advertiu.

O especialista recomendou a todos que leiam uma cartilha produzida pela seção gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil - Cartilha de Propriedade Intelectual 2016 da OAB-RS - que em sua opinião traz de maneira sucinta o que os inventores precisam saber acerca da legislação pertinente ao tema. "No Brasil há diversas leis, fora os tratados internacionais que tocam a questão da proteção do conhecimento, sendo a principal a Lei de Propriedade Intelectual - 9.279/96. A cartilha feita pela OAB tem somente 50 páginas e vai direto ao ponto, sem enrolação", resumiu.

Outro problema apontado pelo empresário é o alto custo da proteção intelectual. O pedido inicial feito ao INPI custa 70 reais para pessoa física, mas há uma escalada de custos à medida que o projeto progride, sobretudo se a patente também for requerida no exterior. "Fazer patente é que nem fazer filho. Muita gente comemora quando deposita. O custo do pedido inicial é de 70 reais, e eu pergunto, está comemorando o quê? Daqui a um ano e meio você vai ter que gastar cinco mil para o PCT. No trigésimo mês, danou-se. Nem toda empresa tem dinheiro para bancar. Patente é só despesa, ela passa a ter valor quando o poder de impedir terceiros passa a ter valor comercial", alertou.

Sobre o palestrante

Henry Suzuki é empresário, consultor nas áreas de patentes, informações tecnológicas e desenvolvimento de novos produtos. Agente de Propriedade Industrial, Suzuki é consultor colaborador da Questel Consulting, empresa líder mundial em inovação e propriedade intelectual com instalações na Europa, EUA e Ásia; e Principal Consultor da empresa Innovalyst (EUA).

Graduado em Farmácia e Bioquímica pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em administração de empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, é empresário e colaborador em diversos programas de capacitação empresarial e mentoria.

Embora ocupe a cadeira número 2 da Academia Nacional de Farmácia, Suzuki prefere se apresentar como inventor. O empresário criou a Clever Cap, uma tampinha de garrafa que se monta como uma peça de Lego e pode compor-se com as peças deste brinquedo, evitando o descarte deste item e prolongando a sua vida útil.

 

 

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