Coppe desenvolve tecnologia para comunicação entre veículos automotivos

comunicacaoentreveiculoscoppeTecnologias que farão parte do carro do futuro, incluindo os autônomos, já começam a ser projetadas de forma que possam ser implantadas também em automóveis comuns. De acordo com os especialistas, em breve um dos desafios será garantir a segurança na mobilidade em vias sobre as quais estarão circulando, simultaneamente, veículos autônomos, semiautônomos e comuns. No intuito de responder a esse desafio, pesquisadores do Grupo de Teleinformática e Automação (GTA) da Coppe/UFRJ estão desenvolvendo o Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão (SPCP), cujo objetivo é promover a comunicação entre veículos.

O sistema, que poderá ser instalado em qualquer veículo, tem inúmeras funções como, por exemplo, alertar ao motorista em relação a riscos iminentes, sugerindo medidas a serem tomadas, a exemplo de reduzir a velocidade para evitar um acidente. Dependendo das características do automóvel, o próprio sistema acionará a frenagem e, em seguida, assumirá o controle do acelerador, só devolvendo o comando ao condutor quando a situação estiver normalizada.

Estruturado pelo aluno de doutorado da Coppe, João Batista Pinto Neto, sob a orientação do professor Luís Henrique Costa, do Programa de Engenharia Elétrica (PEE), o SPCP promove, por meio de redes sem fio, a comunicação entre veículos, incluindo dados sobre a infraestrutura ao longo das vias, de forma a manter o motorista informado sobre a necessidade de redução de velocidade e risco de colisão, em um raio de 1 km. O pacote também antecipa informações sobre “fechamento” de sinais (semáforos), curvas acentuadas, ultrapassagens perigosas, entre outros. As informações são atualizadas a cada décimo de segundo.

Sistema brasileiro é uma boa alternativa para carros populares

Por determinação do Departamento de Transportes americano, a partir de 2020, nos EUA, todos os carros terão que sair das montadoras com equipamento para comunicação veicular. Tais equipamentos terão que operar com um mesmo padrão de mensagem que informe localização geográfica, velocidade, altitude e aceleração.

Antecipando a aplicação de novas regras, que em algum momento também terão que ser implementadas no Brasil, o sistema da Coppe foi desenvolvido prevendo o futuro com carros conectados e levando em conta as diferenças de modelos das montadoras automotivas.

O professor Luis Henrique, que coordena o Programa de Engenharia Elétrica da  Coppe, diz que o SPCP é uma boa alternativa para os carros mais populares, principalmente quando tiverem a companhia dos veículos autônomos nas ruas. Segundo o professor da Coppe, para monitorar seu posicionamento e distanciamento, o carro autônomo possui ferramentas avançadas com uso de ultrassom, feixe de laser e sensores, que geram informações precisas.

“Como a maioria da população brasileira não terá, inicialmente, condições financeiras de adquirir um veículo como esse, o nosso Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão torna-se uma opção bem atrativa. Ele poderá ser instalado em qualquer veículo, gerando informações similares e, caso o veículo autônomo também utilize o sistema, haverá maior redução de risco de acidentes até mesmo para ele, uma vez que todos terão a mesma comunicação, a mesma linguagem” afirma o professor da Coppe.

O equipamento a ser instalado nos carros é denominado unidade de bordo. Ele analisa as circunstâncias na pista de forma que as informações cheguem filtradas no visor da tela, disparando o alerta quando houver risco real de acidente. O monitoramento é feito em relação aos veículos que estão na mesma direção, seja na mesma pista ou na faixa ao lado, e também nos que transitam nas faixas de sentido contrário. “O sistema alertará o motorista sobre riscos que estejam ao seu redor ou daqueles que ele mesmo possa gerar. Ao ameaçar uma ultrapassagem, por exemplo, o alerta poderá disparar caso tenha possibilidade de colisão com um carro que trafegue na faixa ao lado, independente do sentido”, explica João Batista.

Saiba mais sobre o sistema brasileiro

De acordo com o aluno da Coppe, o sistema foi configurado de forma que o proprietário possa alterar alguns itens do veículo como, por exemplo, suas dimensões que podem ser as originais de fábrica ou alteradas como, por exemplo, ao engatar um reboque para transporte de outro veículo ou uma lancha. Estas alterações das dimensões interferem  nos cálculos do sistema para situações de manobra e também nas informações geradas para os outros carros.

“O sistema está apto a fornecer outras informações como condições do tempo, que pode afetar a visibilidade do motorista, pista molhada e até queda de barreiras. Para tanto, é necessário que tenha unidades de acostamentos instaladas ao longo das vias, com acesso à Internet para gerar essas informações” conclui o aluno da Coppe.

Embora utilize o GPS comercial autônomo, o sistema é original por acrescentar geometrias elíptica e esférica, o que dá precisão às informações, independente do risco de o veículo estar na mesma via ou em ruas transversais. “O GPS comercial autônomo comete erro típico de até 10 metros de posicionamento, que não atende a precisão requerida para segurança veicular. Com a introdução das ferramentas que desenvolvemos para o SPCP, a precisão do posicionamento foi aumentada, convergindo para os limites tolerados para aplicações de segurança veicular”, explica João Batista.

Os equipamentos que farão parte da infraestrutura são denominados unidades de acostamento. Esses poderão ser acoplados a sinais de trânsito, possibilitando informar o motorista o instante que ele deve iniciar a frenagem para parar o veículo com segurança no cruzamento, caso o sinal esteja fechado. Essa informação é importante principalmente para veículos que estiverem atrás de ônibus e caminhões, que dificultam a visão. Outras unidades de acostamento poderão ser instaladas em curvas para evitar a saída da pista por velocidade excessiva, ou ainda para indicar ao motorista o quanto tem que reduzir, em frente a colégios, hospitais e outros lugares que requerem redução de velocidade.

Para evitar problemas na troca de informações, João diz que utiliza o mesmo padrão de comunicação de rede veicular que define a faixa de frequência, taxa de transmissão e tamanho das mensagens, usado no mundo, o IEEE802.11p. Uma grande vantagem da rede veicular é que ela não sofre interferências de outras redes sem fio, como a rede WI-FI, porque funciona em faixa de frequência exclusiva e, portanto, o tráfego de dados é dependente somente do número de veículos dentro de uma determinada área.

Oportunidade para startups: InovAtiva abre inscrições para novo ciclo de aceleração

inovativa2017Empreendedores interessados em alavancar seus negócios devem ficar atentos a mais uma oportunidade oferecida pelo InovAtiva Brasil. O programa, que oferece mentoria e capacitação gratuita para empresas, está com inscrições abertas para o seu segundo ciclo de aceleração de 2017. Para se candidatar a uma das 300 vagas oferecidas, os interessados precisam se inscrever no site do programa até o dia 10 de julho e aguardar a seleção.

De acordo com dados da Associação de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimentos (ABRAII), a aceleração gera impacto direto na validação do produto, reduzindo em até cinco meses o tempo que esse processo levaria sem o acompanhamento dos mentores. Além disso, o estudo ainda aponta o crescimento de 17,2% no faturamento médio das empresas analisadas que passam pela aceleração.

O Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, acredita que a expansão do programa acontece pois existem empresas de altíssimo nível prontas para disputar vagas, inclusive no exterior. ‘‘A inovação no Brasil ganhou bastante força com as startups aceleradas pelo InovAtiva. Com o apoio de grandes mentores voluntários, os empreendedores vão apresentar seus projetos a executivos experientes, além de terem diversas vantagens adicionais como possíveis parcerias de renome e até apoio para internacionalização dos projetos’’, comentou.

Primeiro ciclo de 2017 teve mais de mil inscritos

No ciclo 2017.1, foram 1793 projetos inscritos que passaram por uma peneira onde 300 foram selecionados. Entre eles constavam empresas inovadoras iniciantes espalhadas por 103 cidades de 24 estados, englobando 18 setores da economia, com destaque para tecnologia da informação (25%), serviços (16%), saúde (12%) e agronegócios (11%). ‘‘Neste ciclo foram 1793 propostas submetidas, 30% a mais que o melhor resultado anterior, o que significa que a competição foi muito maior”, informou o Secretário.

Ele destacou que o objetivo do InovAtiva Brasil é qualificar startups com ideias e tecnologias incríveis, mas com pouco conhecimento de negócio. “São empreendedores com grande potencial, mas que em geral ainda não falam a língua do mercado, não sabem como atingir o seu cliente e abordar um potencial investidor. Auxiliamos nesse primeiro passo e entregamos elas mais estruturadas apenas quatro meses depois”, completou.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, também ressaltou a relevância da ação para o segmento: “O InovAtiva traz uma série de impactos positivos para as empresas participantes. Esses resultados podem ser percebidos no aumento da sobrevivência das empresas, da expectativa de faturamento e da valorização no mercado em que atuam”, disse.

Expectativas para o ciclo 2017.2

A expectativa é que ainda mais empresas se cadastrem no segundo ciclo. ‘‘A aceleração é o diferencial do ecossistema de inovação no país. Tivemos um time de primeira apoiando os novos empreendedores no primeiro ciclo e, para o segundo, vamos manter os cursos e mentorias, pois o desafio é aumentar a quantidade de startups aceleradas sem perdermos a qualidade do programa’, comentou Leandro Carioni, diretor do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação CERTI.

A diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, acredita que a grande diversidade de negócios acelerados pelo programa dá visibilidade ao empreendedorismo no Brasil. “O programa coloca à disposição das startups selecionadas um grupo de mais de 300 mentores, dentre eles vários executivos de grandes empresas e especialistas que as orientam na formatação do seu negócio. E o mais importante, o programa promove relacionamento entre essas startups e investidores que vão realizar aporte de capital nesses projetos”, comentou.

O InovAtiva Brasil é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Sebrae, e executado pela Fundação CERTI. As inscrições devem ser feitas até 10 de julho a partir do seguinte link: http://www.inovativabrasil.com.br/plataforma/desafio/16.

Prazo para submissão de trabalhos ao Enapid é prorrogado até 03/07

enapid2017O prazo da submissão de trabalhos, para apresentação oral ou pôster, no X Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid), foi prorrogado até o dia 3 de julho.

Realizado na cidade do Rio de Janeiro e tendo como tema, este ano, "10 anos de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Inovação no Brasil: passado, presente e futuro", o Enapid é um evento que busca discutir questões relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico por meio da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e promoção da inovação.

O encontro busca incentivar ainda o empreendedorismo nos âmbito local, regional e nacional, nas diversas áreas do conhecimento.

O evento é gratuito e não há custos de inscrição, submissão e/ou para publicação dos trabalhos.

Acesse o passo a passo para a submissão.

Embrapii e Sebrae firmam parceria para estimular a inovação nas pequenas empresas

embrapiiA Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) formaliza nesta segunda-feira (12), em São Paulo, o contrato com o Sebrae que irá subsidiar pequenas empresas interessadas em investir em projetos de inovação industrial. A iniciativa prevê a liberação de R$ 20 milhões em duas linhas de financiamento: a primeira, voltada para o desenvolvimento tecnológico, destina-se apenas aos microempreendedores individuais, startups, micro e pequenas empresas. A segunda é destinada ao encadeamento tecnológico e pode contar com empresas de todos os portes. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, participa da cerimônia junto com o presidente do Sebrae, Afif Domingos, e o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães.

O financiamento irá ajudar os empresários a completar suas contrapartidas nos projetos desenvolvidos pela Embrapii. Pelo modelo de negócios, a organização pode investir até 1/3 das despesas com projetos, enquanto o valor restante é dividido entre a Unidade e a empresa parceira. Na modalidade "desenvolvimento tecnológico", o aporte financeiro do Sebrae será de até 70% da contraparte da empresa. Já na segunda modalidade – "encadeamento tecnológico" – o aporte será de até 80% da contraparte da empresa, sendo que ela não poderá ser inferior a 10% do valor total do projeto. Estima-se que cerca de 200 pequenas e microempresas se beneficiem com a iniciativa.

A Embrapii mantém contrato de gestão com o MCTIC, acordo do qual o Ministério da Educação também participa como instituição interveniente. O MCTIC oferece suporte institucional e orçamentário a projetos da organização, dentro de política pública de estímulo à inovação e desenvolvimento da produtividade no país.

Oi Futuro lança Programa de Aceleração de Negócios Sociais

oifuturoO Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, está lançando seu laboratório de Inovação Social, o Labora, que pretende ser um ponto de conexão, de aprendizagem e de criação para organizações e empreendedores comprometidos com transformações de impacto. Seguindo este esteio, foram abertas as inscrições para o “Programa de Aceleração de Negócios Sociais do Labora/Oi Futuro”, cuja ideia é fortalecer e acelerar negócios capazes de gerar soluções criativas e escaláveis para os desafios da sociedade.

O programa é voltado para empreendedores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, que possuam propostas de negócios inovadores e com protótipos desenvolvidos que visem à melhoria da condição de vida das pessoas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife ou Porto Alegre. As propostas devem ser autossustentáveis, escaláveis e replicáveis, além de voltadas ao desenvolvimento de soluções de impacto para problemas sociais.

Serão avaliados: o empreendedor e equipe; o modelo de negócios e sustentabilidade (se é disruptivo, potencial de mudança); se o negócio tem potencialidade para replicabilidade e escalabilidade; qual é a tecnologia utilizada; urgência do problema social; e potencial do negócio.

A habilitação dos projetos inscritos será realizada por uma comissão composta por especialistas da Yunus Negócios Sociais. Os projetos que forem habilitados passarão por uma etapa de seleção a ser realizada por profissionais da Oi e especialistas do Oi Futuro e da Yunus Negócios Sociais.

Durante a sua execução, o programa realizará mentorias que acontecerão no período de três meses (de julho a setembro de 2017), com carga horária de 98 horas de aceleração distribuídas em três blocos de encontros presenciais, a serem realizados no Labora/Oi Futuro, localizado à Rua Dois de Dezembro, 107, Flamengo – Rio de Janeiro – RJ.

Os empreendedores selecionados devem se comprometer a participar integralmente de todo o processo de aceleração e dos eventos indicados, bem como se responsabilizar pelas despesas de transporte, hospedagem e/ou alimentação. Também será necessário disponibilizar infraestrutura (computador e internet) para realizar os encontros remotos ao longo dos meses de aceleração.

A participação no processo de seleção do programa é gratuita e as inscrições ficam abertas até 18 de junho, devendo ser feitas pelos próprios empreendedores ou por seus procuradores formalmente autorizados. Não serão aceitos como proponentes pessoas físicas ou jurídicas que, respectivamente, sejam ou possuam entre seus dirigentes ou funcionários, cônjuges ou parentes até o segundo grau de colaboradores do Oi Futuro ou das empresas Oi e Yunus Negócios Sociais.

As inscrições devem ser feitas através do preenchimento de um formulário eletrônico que deve ser solicitado através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Espanha oferece Bolsa de Empreendedorismo Social

becaemenprendimientosocialA Fundação Arquia, em colaboração com a Barcelona Activa, está oferecendo uma bolsa de Empreendedorismo Social na Espanha.

A bolsa tem como objetivos: promover a cultura do empreendedorismo e o empreendedorismo como motor do crescimento econômico, apoiando propostas inovadoras no campo do empreendedorismo social; dar conhecimentos e ferramentas para que os candidatos posam complementar as suas competências empresariais e permitir-lhes realizar o seu projecto empresarial; impulsionar novos projetos empresariais decorrentes de valores como o esforço, unidade e inovação.

Podem participar graduados em Ciências Sociais, Direito, Artes, Ciências da Saúde, Economia, Administração, Engenharia e Arquitetura, dentre outros cursos, desde que tenham cursado faculdade em uma universidade espanhola ou tenham o título homologado na Espanha, além de permissão para residir em território espanhol. Também é aceita a participação de equipes multidisciplinares compostas por profissionais com uma ideia de negócio viável, criativa e inovadora.

A bolsa oferece: uma vaga no programa Empreendedorismo Social de seis meses da Barcelona Activa, uma instituição de prestígio no campo do empreendedorismo e inovação; um prêmio de 7.000 euros que cobrem os embarques para assistir às sessões do programa; um conselheiro pessoal que irá supervisionar o projeto durante o curso do programa.

A preferência será dada a projetos que envolvam soluções inovadoras para os desafios sociais decorrentes do envelhecimento da população, a cobertura das necessidades básicas da população do mundo ou que promovam a sustentabilidade e  orespeito ao meio ambiente .

O prazo de inscrição é 30 de junho de 2017.

Mais informações em: http://fundacion.arquia.es/es/concursos/otrosconcursos/emprendimiento/social/Convocatoria?anyo=2017.

9º Encontro Sabores e Saberes já aceita submissão de trabalhos

Nos dias 30 e 31 de agosto de 2017, será realizado o 9º Encontro Sabores e Saberes. O evento é organizado, desde a sua primeira edição (2009), pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro, pela Agência UFRJ de Inovação e pelo Sistema de Alimentação da UFRJ/Restaurantes universitários.

O tema central em 2017 é “Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)”. A ideia é desenvolver atividades relacionadas às propostas temáticas das Nações Unidas que decretaram 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. A edição deste ano também marca as comemorações do dia do nutricionista, celebrado anualmente em 31 de agosto.

Ao evento integra-se a Feira Agroecológica, que representa um conjunto de pequenos agricultores do interior do estado do Rio de Janeiro que, semanalmente, expõem seus produtos, oriundos de agricultura familiar e orgânica, no campus Fundão da UFRJ. Além dos agricultores, outros expositores comporão a feira cultural, com ênfase em experiências de sustentabilidade ambiental, geração de renda e inclusão social. A programação inclui palestras, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos.

As atividades científicas ocorrerão no auditório Hélio Fraga no Bloco K, 2º andar do prédio sede do CCS/UFRJ. As exposições culturais, acadêmicas e a feira agroecológica estarão localizadas no hall do auditório e do bloco L do referido bloco.

O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas a partir deste link: http://saboresesaberes.injc.ufrj.br/inscricao. Já as fichas de inscrições de trabalhos científicos devem ser realizadas neste link: http://saboresesaberes.injc.ufrj.br/submissao-de-trabalhos.

Mais informações em: http://saboresesaberes.injc.ufrj.br.

saboresesaberes2017

INPI abre inscrições para o Curso Intermediário de Marcas

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Curso Intermediário de Marcas", agendado para o dia 07 de julho de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro. Podem se candidatar alunos que tenham concluído o "Curso Básico de PI", com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI) ou o "Curso Geral de Propriedade Intelectual - DL 101 P BR".
 
O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao cumprimento dos pré-requisitos e ao limite de vagas disponíveis.
 
As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/443441/lang-pt-BR.
 
A Academia do INPI não se responsabiliza por falhas dos candidatos no preenchimento ou no envio dos formulários.
 
Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por meio do seguinte endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Parque Tecnológico da UFRJ promove Semana do Meio Ambiente de 5 a 9 de junho

semanadomeioambiente

O Parque Tecnológico da UFRJ realiza, entre os dias 5 e 9 de junho, diversas ações para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Serão realizadas diversas atividades, entre elas debate sobre meio ambiente e exibição de filme sobre o tema, plantio de árvores, criação de uma horta comunitária, corridas com a equipe de educação física da UFRJ e um encontro sobre empreendedorismo, sustentabilidade, agricultura dentro das cidades e fabricação de cerveja artesanal.

A ação é uma parceria entre o Parque Tecnológico da UFRJ, as empresas Siemens e Paysagem, a Prefeitura Universitária, os projetos Organokits, Recicla CCS e HUB UFRJ, o Laboratório Ecoaplicada e a Escola de Educação Física da UFRJ.

Para participar das atividades basta se inscrever no link https://danielle182.typeform.com/to/QWhZRC.

Confirma a programação completa abaixo:


Dia 5 de junho

10h às 11h - Palestra sobre eficiência energética e sustentabilidade
Local: Auditório da Siemens – Parque Tecnológico da UFRJ

11h – jornal interativo de realidade aumentada onde os visitantes poderão interagir com notícias ligadas aos temas sustentabilidade e meio ambiente.
Local: Siemens


Dia 6 de junho

9h às 10H – Inauguração da Horta Comunitária do parque com oficinas de práticas sustentáveis, plantio de mudas e adoção de uma muda árvore de reflorestamento que será plantada no dia 21 de setembro, dia da árvore.
Local: Horto do Parque

10h30 às 11h30 – Encontros na Horta Comunitária com alunos da escola Tenente Antônio João para o projeto Horta Escolar.
Local: Horto do Parque.


Dia 07 de junho

13h às 15h – Plantio de mudas de árvores na Orla do Parque
Local: Ponto de encontro no prédio da administração do Parque.


Dia 8 de junho

10h às 11:30 – Esporte de Orientação – corrida e caminhada praticada em contato direto com a natureza contando somente com um mapa e uma bússola. A modalidade esportiva usa a própria natureza como campo de jogo, com isso criou-se o conceito da preservação do meio ambiente entre seus praticantes. A atividade será orientada por uma equipe do curso de educação física da UFRJ.
Ponto de encontro: Prédio da Administração do Parque

17h30 às 20h- Hubber - Bate papo sobre produção de alimentos dentro das cidades, arquiteturas associadas a agricultura urbana e degustação de cerveja artesanal
Local: Espaço HUB UFRJ

 


Dia 9 de junho

11h às 12:30 – Cine Recicla: Exibição do filme Lixo Extraordinário seguido de debate sobre sustentabilidade e meio ambiente.
Local: Auditório do Parque Tecnológico da UFRJ

Projeto "Ser Cientista" ensina a jovens o funcionamento da ciência

sercientistaAo longo da história, a humanidade já fez muitas descobertas científicas importantes. E o que está no coração de todas essas descobertas é uma metodologia especial que os cientistas usam para pensar sobre as coisas: o método científico. Buscando justamente suscitar o pensamento e os questionamentos que são os pilares do método científico, no mês de maio, o Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM/UFRJ) lançou o site Ser Cientista.

Fruto de uma iniciativa que vem sendo desenvolvida desde a década de 1980, este projeto promove uma série de eventos no ensino básico cujo objetivo é estimular a experimentação como forma de aprender e ensinar ciências. A ideia é, além de proporcionar a capacitação de professores, mostrar que todos, inclusive as crianças, podem fazer ciência.

O projeto faz parte da Rede Nacional de Educação e Ciência, um programa que envolve 39 grupos de 23 instituições de ensino e pesquisa, visando buscar novos caminhos para a educação em ciências no Brasil. Ele pode ser levado a escolas, museus de ciências e outras instituições que desejem proporcionar a crianças e jovens uma oportunidade de entender como a ciência funciona.

Embora o Brasil ocupe o 13º lugar nos principais rankings de produção científica, a performance das escolas nessa disciplina ainda é bastante baixa. Segundo dados do PISA 2015, o país ocupa a 63ª posição dentre as 70 possíveis na produção feita por estudantes na área. Segundo Andrea da Poian, professora do IBqM e uma das idealizadoras do projeto, o conhecimento não está sendo transferido para a educação básica. “Essa iniciativa integra alunos e professores na promoção do conhecimento científico, vivenciando sua metodologia”, comentou.

Neste cenário, desde 1985 o Instituto de Bioquímica promove a alunos e professores cursos experimentais investigativos, a fim de permitir a compreensão do processo científico como um todo. O projeto já levou suas atividades a áreas isoladas e com pouca infraestrutura, como as comunidades paraenses de Alter do Chão e Urucureá, para atividades com crianças de 4 a 10 anos. Para as organizadoras, não são necessários muitos recursos para promover o pensamento científico, apenas a vontade de aprender. “A ciência nasce das perguntas e da busca por conhecimento”, enfatiza Luisa Ketzer, professora do polo Xerém da UFRJ.

O site surge para ampliar o projeto e estimular a divulgação científica com vídeos, depoimentos e um espaço para debates. “Precisamos acabar com a ideia de que a ciência é um enigma inalcançável. E isso acontecerá por meio do estímulo ao pensamento e à metodologia científica”, concluiu Ketzer.

Saiba mais sobre o projeto no site www.sercientista.com.br

Cine Pipoca do CRM-SSA exibirá filme Mãe Só Há Uma

O Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) é um projeto integrante do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas em Direitos Humanos (NEPP-DH), Órgão Suplementar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CFCH/UFRJ). Desde 2000, esse trabalho vem sendo realizado na Maré pelo Centro de Referência para Mulheres Carminha Rosa (CRMM-CR).

Os objetivos do projeto são, a partir do exercício interdisciplinar: atender e oferecer acompanhamento psicossocial e jurídico; orientar nas desigualdades de gênero e fortalecer a cidadania das mulheres em situação de violência doméstica; promover debates, estudos e propostas sobre a realidade social brasileira da mulher; produzir indicadores sociais; desenvolver e testar metodologias inovadoras de formulação, execução, monitoramento e avaliação de políticas sociais; assim como realizar estudos prospectivos.

Em 30/05, das 13h30min às 15h30min, no CRM-SSA (Praça Machado Moreira s/n, próximo à Prefeitura Universitária), ocorrerá a atividade "Cine Pipoca" com a apresentação do filme "Mãe Só Há Uma". O filme é inspirado em uma história real ocorrida nos anos 1990, que ficou conhecida como “o caso Pedrinho”. Ele retrata o processo de reaproximação com a família biológica de um rapaz que descobre na adolescência que foi sequestrado quando recém nascido. Após a exibição do longa metragem, haverá roda de conversa para debate acerca de possíveis questões levantadas pelo filme.

O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade. A classificação etária é 16 anos.

 

cinepipocamaesohauma

Professor da Coppe fala sobre formas de climatizar ambientes gastando menos energia

nisiobrumNo Brasil, cerca de 40% dos gastos com energia elétrica, nas grandes cidades, advém do uso de aparelhos de ar condicionado. Em entrevista ao site “Projeto Colabora”, o professor Nísio Brum, do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, fala sobre novos materiais e formas de climatizar residências e locais de trabalho consumindo menos energia e, consequentemente, reduzindo a conta de luz.

Na edição do mês de fevereiro, a revista Science publicou um artigo sobre a invenção de uma película capaz de revestir telhados, isolando a radiação infravermelha ao mesmo tempo em que permite a passagem da luz visível. Desenvolvida pelos pesquisadores Xiaobo Yin e Ronggui Yang, da Universidade do Colorado Boulder (EUA), a película é feita de um metamaterial, composto por polímero e material vítreo, que isola parte da temperatura externa, possibilitando um menor gasto de energia para a refrigeração de ambientes fechados. A estimativa é que o material possa ser produzido a um custo de 50 centavos de dólar por m².

“O que essa película faz é reduzir a carga térmica que o aparelho de ar-condicionado teria de combater. Ele trabalharia com mais folga, e utilizaria menos energia elétrica. Tem grande importância pela eficiência", explica o professor.

Segundo Nísio Brum, a exemplo da película desenvolvida na Universidade do Colorado, há alternativas cuja finalidade é proporcionar maior conforto térmico em dias quentes, sem consumir tanta energia elétrica. "Temos hoje em dia, na parte de fenestração, vidros com grande capacidade de reter infravermelho, vidros de baixa emissividade. No teto podemos colocar tintas reflexivas, ou jardins, quando possível, que fazem o bloqueio da energia solar. Já no projeto da residência é possível calcular qual a melhor orientação do prédio e usar a própria estrutura como um retardo da energia solar incidente", esclareceu.

De acordo com o professor da Coppe, com uma temperatura ambiente de 24ºC e umidade do ar em 50%, em uma atividade profissional normal, apenas 6% das pessoas em um ambiente, como um escritório, ficariam insatisfeitas com essas condições. "É como se definisse o número de chatos", brincou Nísio.

“O ar condicionado não precisa ser “um vilão tão grave”, afirma Nísio, embora admita que certo consumo de energia continuará sendo necessário para climatizar ambientes quando a temperatura externa chegar, por exemplo, a 40ºC. Algum preço teremos que pagar por esse conforto, é a nossa sina", concluiu o professor da Coppe.

 

FONTE: PLANETA COPPE

Presidente do INPI assina resolução do projeto-piloto Patentes ICTs

inpipilotoprioridadeictsCom o objetivo de facilitar a inserção de produtos e serviços inovadores desenvolvidos pelas instituições de ciência e tecnologia (ICTs) brasileiras no mercado global, o INPI está implementando uma nova modalidade de exame prioritário de patentes. Trata-se do projeto-piloto Patentes ICTs, que foi instituído pela Resolução nº 191, publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2420, de 23 de maio de 2017.

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, assinou a resolução após palestra magna no dia 18 de maio no XI Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), em Fortaleza.

Essa é mais uma medida que o INPI adota para mitigar os efeitos negativos do atraso na decisão de pedidos de patente, de acordo com a diretriz institucional de enfrentar o backlog, conforme o Plano de Ação 2017 do Instituto.

O projeto

Com início previsto para o dia 22 de junho, o Patentes ICTs terá duração de um ano ou até que 200 pedidos de patente sejam considerados aptos, o que ocorrer primeiro, sendo que cada depositante poderá efetuar apenas um requerimento por mês. O INPI espera que a decisão final dos pedidos aceitos no projeto-piloto ocorra no prazo de oito a dez meses, em média, desde que atendidos todos os requisitos.

O número de depósitos de pedidos de patentes das ICTs vem aumentando a cada ano no Brasil, conforme apontou o levantamento feito pelo Instituto em sua base de dados, a partir do CNPJ das instituições que preencheram o Formulário para Informações sobre a Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas, Tecnológicas do Brasil (FORMICT). Entre janeiro de 2010 e junho de 2016, foram 4.471 pedidos de patentes de 132 ICTs, sendo que, em 2014 e 2015, foram solicitados cerca de 800 por ano, quase o dobro de depósitos (436) no ano de 2010.

Para mais informações, acesse a página do projeto-piloto Patentes ICTs.

 

FONTE: INPI

INPI abre inscrições para o curso "Oficina de Busca e Redação de Patentes - Engenharia"

INPIlogoEstão abertas as inscrições para o curso "Oficina de Busca e Redação de Patentes - Engenharia", que ocorrerá entre os dias 06 e 09 de junho, das 8h30 às 17h30, na sede do INPI, na Rua Mayrink Veiga, 09, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre redação de patentes na área das Engenharias específicas de interesse local.

A carga horária é de 24 horas (para participantes que não são da área de Engenharia) ou 32 horas (para os da área de Engenharia). O curso consiste nas seguintes disciplinas: Busca (8 horas), Redação de Patentes Geral (16 horas), Redação de Patentes específica para Biotecnologia (8 horas).

Serão oferecidas 25 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições, desde que atendido o pré-requisito de já se ter realizado o Curso de Extensão em PI (antigo intermediário em PI), além do envio do Termo de Responsabilidade. Também deve ser observado o limite de três participantes por instituição externa ao INPI.

Para o módulo específico serão  aceitos  somente  os  interessados  com  formação comprovada na área de Engenharias e que tenham participado do Módulo Geral.

O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas a partir deste endereço: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/795665/lang-pt-BR.

UFRJ inaugura primeiro espectrômetro 900MHz RMN da América Latina

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, no dia 12 de maio, o primeiro espectrômetro de ressonância magnética nuclear (RMN) de 900MHz da América Latina. O equipamento poderá reduzir pela metade os processos que duravam até um ano, nas pesquisas sobre câncer, Alzheimer e Parkinson, entre outras, além de permitir pesquisas inéditas nestes temas.

O espectrômetro também qualificará os estudos sobre dengue, zika, febre amarela e chikungunya, beneficiando uma rede de aproximadamente 400 pesquisadores do Brasil e América Latina. Antes, era necessário ir à Europa ou aos EUA para usar a tecnologia.

Organizado pelo Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio-UFRJ) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb), o evento aconteceu pela manhã, no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.

O diretor do Cenabio, professor Adalberto Vieyra, falou das iniciativas do centro em quase duas décadas de atuação. “A palavra mais proeminente hoje em pesquisa é inovação. Nós acreditamos na pesquisa básica, na pesquisa fundamental”, disse.

“Que as fundações de apoio à pesquisa possam trazer linhas de investimentos, para que o Cenabio continue na perspectiva de incorporar novas tecnologias, promovendo o desenvolvimento acadêmico da nossa universidade”, disse Denise Nascimento, vice-reitora da UFRJ. Ela também destacou as novas perspectivas de avanços na prevenção e tratamento de doenças como dengue e chikungunya.

O evento contou com homenagens ao professor Mario Alberto Cardoso da Silva Neto, que participou ativamente do projeto e faleceu na quinta-feira (11/5).

Também participaram da mesa de abertura (foto) Mark Chaykovsky, representante da Bruker, fabricante do equipamento, Andrew Macrae, coordenador de assuntos internacionais do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ e Jerson Lima, professor do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ e diretor científico da Faperj.

Pesando cerca de cinco toneladas, o equipamento foi adquirido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTIC), com contrapartidas da UFRJ e do Inbeb.

Técnica permite estudo de moléculas em condições próximas às fisiológicas

Amplamente usada na área de biologia, química, física e medicina, a espectrometria de ressonância magnética nuclear possibilita a determinação da estrutura de moléculas em solução, desde metabólitos a moléculas maiores, como proteínas, carboidratos e ácidos nucléicos.

O novo espectrômetro, por possuir campo magnético mais forte que os demais em funcionamento no Centro, permite a obtenção de um espectro mais delimitado de estruturas moleculares e, consequentemente, a visualização e interpretação de estruturas mais complexas.

A técnica, que permite o estudo de moléculas em condições próximas às fisiológicas, rendeu um Nobel em Química (2002) ao professor Kurt Wu¨thrich, pesquisador visitante especial da UFRJ e do Inbeb, e permite compreender melhor funções e atividades de macromoléculas, assim como o entendimento de patologias e possível desenvolvimento de terapias.

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FOTOS: Jean Souza e Diogo Vasconcellos

Projeto "UFRJ Doa Uma Aula" leva conhecimento acadêmico para além dos muros da Universidade

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Imbuído pela convicção de que o conhecimento produzido pela pesquisa acadêmica deve ultrapassar os muros da Universidade, um grupo de docentes da UFRJ uniu esforços para sistematizar o projeto “UFRJ Doa Uma Aula”. A iniciativa busca levar às escolas públicas de ensino médio e fundamental aulas teóricas e práticas, palestras e promover debates acerca de temas que sejam de interesse da comunidade escolar.

Não há restrições temáticas, de modo que qualquer docente com interesse e disponibilidade pode participar do projeto, atuem eles nas áreas da saúde, de humanas ou tecnológicas. O escopo final do projeto é fomentar um contínuo diálogo sobre possíveis colaborações que tenham como norte a melhoria do ensino na Educação Básica e Superior.

Conforme explicam os integrantes do projeto: “Para defender a educação como um bem público e lutar por uma política educacional que atenda às necessidades da população, é imprescindível o diálogo entre a Universidade e a escola, no que concerne à política educacional, científica e cultural brasileira. Esperamos que a experiência obtida pelos encontros com a escola possa servir de base para promover estudos visando o aprimoramento do ensino superior e de sua articulação com os demais níveis de ensino, primeiro passo na construção de uma proposta de ações para solucionarmos os problemas que temos hoje na educação básica brasileira”.

Os interessados em solicitar as atividades do UFRJ Doa Uma Aula podem acessar o seguinte endereço: http://www.ufrjdoaumaaula.com.br/cardapio.php. Através deste link é possível ter acesso aos professores participantes desse projeto, bem como às possíveis temáticas a serem abordadas, que estão distribuídas entre os seguintes grupos: Ambiente; Biologia; Biotecnologia; Ciência; Comunicação; Engenharia; Filosofia; Física; Geografia; História; Informática; Literatura; Matemática; Materiais; Política; Português; Química; Saúde; Sociedade; Tecnologia; Temas Gerais; Urbanismo. Ao todo, já são mais de cem aulas/ atividades cadastradas. O processo de solicitação é muito simples e demanda informações básicas como o público estimado, local e data da aula, infraestrutura e material disponível etc.

A professora Débora Foguel, que integra da equipe de professores do projeto, por exemplo, oferece a aula “Como as proteínas adquirem suas  estruturas e funções?”. Ela lembra que “os pesquisadores dos programas Cientistas do Nosso Estado (CNE)  e Jovens Cientistas do Nosso Estado (JCNE) precisam oferecer uma atividade junto as escolas por ano. Essa é uma ótima oportunidade para a melhora da nossa educação básica tão combalida”.

Os docentes que se interessarem em integrar esta iniciativa devem acessar o seguinte endereço: http://www.ufrjdoaumaaula.com.br/junte-se-a-nos.php.

 

FOTO: Alessandra Coelho

Rio de Janeiro sediará hackathon que busca soluções na área de Saúde

hackinghealthA cidade do Rio de Janeiro vai sediar, de 26 a 28 de maio de 2017, o Hacking Health, movimento global que reúne profissionais das áreas de saúde, tecnologia, design e empreendedorismo em um hackathon para pensar e criar soluções sobre o sistema de saúde. Criado no Canadá em 2012, o Hacking Health está presente em mais de 21 países e já gerou mais de 650 projetos e soluções de melhoria nas condições de saúde nos locais de atuação.

No Rio de Janeiro, o Hacking Health Rio (HH Rio), em sua 1ª edição, acontecerá na Nave do Conhecimento, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas, com vagas limitadas, no site http://hackinghealth.ca/city/rio-de-janeiro-brazil/.

O Hacking Health chegou ao Brasil em 2016, com edições já realizadas em Ribeirão Preto (SP), Londrina (PR) e Joinvile (SC). No Rio de Janeiro a proposta é reunir, em três dias, especialistas e entusiastas para romper as barreiras na inovação nas áreas de saúde pública, saúde no ambiente de trabalho e saúde no esporte. No hackaton será possível construir protótipos das ideias elaboradas e apresentá-los para uma banca de especialistas, investidores, parceiros e apoiadores que irão avaliá-los como negócios possíveis de serem desenvolvidos e aplicados na sociedade.

“O HH Rio é mais que uma reunião de empreendedores e especialistas. É uma oportunidade incrível para pessoas se conhecerem, trocarem cartões, pensarem em conjunto e criarem soluções efetivas. Queremos que esta seja uma iniciativa perene e que irá colocar o Rio de Janeiro nos rankings de inovação em saúde do Brasil e do mundo”, conta Alex Lucena, organizador do evento e sócio da 4H Tecnologia em Saúde. O HH Rio é uma iniciativa da 4H Tecnologia em Saúde, realizada pelo Sebrae e Prefeitura do Rio de Janeiro.

O evento conta com a parceria do Parque Tecnológico da UFRJ e o Laboratório de Engenharia de Software (LES) do CTC/PUC-Rio e o apoio das seguintes instituições: MED PUC, Associação Brasileira de Startups de Saúde, Instituto Reação, Instituto D´Or de Ensino e Pesquisa, Escola de Vôlei Bernardinho, Perinatal, Anjos do Brasil, Brain Ventures, ACRio, TI Rio, Herrera & Rosado Advogados, Sesi, Assespro, Rio Soft, CREMERJ, SBIS, Fiocruz, Gávea Angels, CBEXs e da Aceleradora Grow+.

Mapa da Inovação Social da UFRJ está no ar

fotomapadainovacaosocialAcaba de ser disponibilizado um novo espaço virtual voltado à divulgação de projetos e produção de informações relativas à temática da inovação social. Trata-se do Mapa da Inovação Social, que pode ser acessado neste link.

A iniciativa pretende ser um espaço fomentador de articulações responsável por promover o diálogo com com as pessoas que atuam neste campo, auxiliando a pensar a atuação da Universidade nas respostas aos desafios da sociedade contemporânea. Assim, através de uma produção colaborativa de conhecimento, espera-se criar uma rede de pessoas e organizações que lidam com esta temática, dando mais visibilidade e subsídios à produção de conhecimento neste campo.

A ideia de construção de uma plataforma voltada a iniciativas sociais inovadoras vem desde 2008, quando foi desenvolvido o projeto do Instituto Virtual de Inovação Social (IVIS). Uma série de percalços que vão desde dificuldades técnicas até barreiras na cultura institucional, não permitiu o avanço da iniciativa. No entanto, a importância de se ter um espaço de divulgação e articulação de uma rede de iniciativas de interesse social nascidas na UFRJ se manteve presente. É esta lacuna que o Mapa da Inovação Social pretende preencher.

“É sabido que há um conjunto de informações que estão dispersas em diferentes espaços de consulta e sem uma organização orientada pelas questões específicas do tema da inovação social e outros grupos interessados nas temáticas afins. O que esperamos é que além das informações organizadas, consigamos fomentar uma produção de conhecimento aplicada à ação dos atores acadêmicos e socais e dos formuladores de políticas públicas para este campo”, explica Iris Guardatti, responsável pelo setor de Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação.

Como foi construído?

O trabalho foi feito pelo estudante Guilherme Monteiro, que, além de cursar graduação em Defesa e Gestão Estratégica Internacional (DGEI) na UFRJ, também é estagiário da Agência UFRJ de Inovação. A metodologia utilizada para a construção do mapa envolveu a análise de banco de dados abertos, tais como a base minerva e as plataformas Somos UFRJ e Pantheon. Nelas, foram realizadas buscas a partir das palavras-chave: tecnologia social, economia solidária e inovação social. A seleção das tags seguiu o critério de números de citação na plataforma Somos UFRJ.

UFRJ projeta curso de acolhimento para receber pessoas com deficiência

forumacessibilidade2017Retomando os trabalhos da última sessão, o Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva realizou na quinta-feira, dia 20/4, sua 5ª plenária, no salão nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT). O evento contou com a presença do reitor, Roberto Leher, e de membros da comunidade universitária, entre eles, alunos, docentes e técnicos-administrativos.

Responsável por assuntos acadêmicos, a Câmara II apresentou a proposta do módulo geral de capacitação, aprovado na íntegra pela plenária. Funcionando como uma espécie de “curso de acolhimento”, o objetivo da ação é sensibilizar e preparar a Universidade para receber pessoas com deficiência.

O projeto ganhou prioridade com a Lei 13.409, sancionada no final do ano passado, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários de reserva de vagas nas universidades federais e nas escolas federais de ensino médio técnico. A tendência é que o número de pessoas com deficiência ingressando na Universidade comece a aumentar já no próximo semestre. 

Iris Guardatti, da Agência de Inovação UFRJ e membro da PR-2, destacou a importância do funcionamento pleno dos recursos de acessibilidade já existentes na Universidade, visando garantir mínimas condições para receber os novos membros. A curto prazo, “a ideia é mitigar algumas das problemáticas envolvendo acesso e mobilidade”, afirmou.

Entre as ferramentas já disponíveis estão os ônibus internos, as rampas e as calçadas da Cidade Universitária, com pisos táteis e sinalizações adaptadas nos maiores pontos de circulação do campus. 

Reconhecendo o atraso da UFRJ nas questões envolvendo acessibilidade, o reitor, Roberto Leher, lembrou da necessidade imediata da implantação de políticas que garantam acesso, mobilidade e inclusão de pessoas com deficiência no espaço universitário. Leher celebrou a realização de mais uma edição do Fórum e a evolução na construção de uma política de acessibilidade e inclusão efetiva. “Que os encaminhamentos sigam a trajetória otimista que estamos traçando”, desejou.

Site

O projeto do Portal do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva foi apresentado na plenária. Desenvolvido pela Coordenadoria de Comunicação da UFRJ (CoordCOM) em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (TIC-UFRJ), o site já possui conteúdo e está em estágio final de teste. A versão definitiva será lançada ainda neste ano.

O objetivo da ferramenta é facilitar a comunicação entre o Fórum e a comunidade acadêmica, divulgando ações e materiais produzidos nas plenárias, além de informar sobre eventos e datas importantes. Com a missão inclusiva e o desafio de garantir conteúdo 100% acessível, o Portal está sendo aperfeiçoado e já atingiu 80% de aprovação em testes realizados sob os padrões estabelecidos pelo governo.

Entre os recursos já disponíveis, estão o contraste para pessoas com baixa visão e a opção de fontes especiais, próprias para pessoas com dislexia. A próxima plenária está marcada para o dia 18/5, em local a definir.

 

FOTO: Diogo Vasconcellos (CoordCOM) 

Evento no Parque Tecnológico celebra Dia Mundial da Propriedade Intelectual

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No dia 26 de abril, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou um evento em comemoração ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual em parceria com a empresa residente TechnipFMC. Mais de 70 pessoas assistiram ao debate, que reuniu representantes de diversas instituições ligadas ao tema para discutir o papel da propriedade intelectual na promoção da inovação e da criatividade.

Na mesa de abertura, James Story, cônsul dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, falou sobre a história do registro de patentes em seu país, que tem início 1790 e que teve Thomas Jefferson como um dos primeiros examinadores, para sublinhar a importância dada à propriedade intelectual. Ele também abordou os efeitos negativos da pirataria e o impacto do registro de patentes na economia e na inovação. O cônsul destacou que o tempo de concessão de um pedido de patente nos EUA, que é de cerca de dois anos, ainda é muito longo e acaba por comprometer o desenvolvimento e às vezes até inviabilizar grande parte das start-ups.

A fala estava em sintonia com a de Luiz Otávio Pimentel, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A diferença é que no Brasil o tempo de concessão de um pedido de patente é consideravelmente superior. Não raramente, chega a alcançar 11 anos. O motivo, segundo ele, é a sobrecarga nos servidores. Não à toa, um dos grandes desafios apontados por ele é agilizar o registro das marcas e patentes, o que requer um aumento do número de examinadores que avaliam os pedidos. “Trabalhamos com servidores de altíssimo nível, mas que são muito sobrecarregados. O INPI é um órgão superavitário. Arrecadamos muito mais do que gastamos. Por isso temos lutado muito para conseguir aumentar o nosso quadro e melhorar o nosso plano de carreira para desencorajar a saída desses servidores”, comentou.

Pimentel também comentou sobre a necessidade de uma mudança de cultura em relação à propriedade industrial: “Notamos que ainda existe um grande preconceito em falar em conhecimento gerando riqueza, em conhecimento gerando negócios. O Brasil precisa mudar essa cultura”.

A próxima a falar foi Laura Hammel, vinculada ao USPTO, o escritório de registro de marcas e patentes dos Estados Unidos. Ela apresentou estatísticas mais pormenorizadas sobre “patent pendency” (o tempo médio gasto até a concessão de uma patente). O último relatório, de março de 2017, revelou que este tempo, atualmente, é de 25,7 meses. Apesar deste lapso ser sensivelmente inferior ao que acontece no Brasil, ela também comentou que a instituição está trabalhando duro para contratar mais examinadores.

Laura também destacou o programa “Patent for Humanity”, uma competição que reconhece e premia inventores que façam uso de tecnologias inovadoras para atender a desafios humanitários globais. Conforme explicou, através do programa, o USPTO oferece incentivos e procedimentos mais céleres para patentes que tenham este viés, demonstrando que este tipo de engajamento social, ao contrário do que muitos ainda pensam, não é necessariamente incompatível com os interesses empresariais.

Em seguida, Paulo Parente, presidente da Comissão de Propriedade Industrial e Pirataria da OAB-RJ, comentou sobre propostas que já foram encaminhadas ao Ministério da Educação com o intuito de incluir disciplinas relativas à propriedade intelectual na grade curricular de universidades e escolas públicas.

Contundente em sua fala, Maria Carmen de Souza Brito, presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), expôs a necessidade de que o tema da PI comece a ser tratado com a sua devida importância para o desenvolvimento nacional. “Ainda existe muito desconhecimento e preconceito em relação ao sistema de patentes. É sintomático que o Brasil produza um número fantástico de artigos científicos, mas tenha um número baixíssimo de patentes domésticas. É verdade que as patentes possuem uma característica defensiva, mas ao mesmo tempo elas são um poderoso instrumento de desenvolvimento e de recuperação de investimentos. Já passou da hora de sairmos do discurso. Enquanto o INPI não for colocado no seu devido lugar de protagonista, nós vamos continuar dando um passo pra frente e dez passos pra trás”, criticou.

A mesa de abertura também contou com a participação de Evelyn Montellano, Global IP Transactions Sr. Counsel da TechnipFMC e representante das empresas no Conselho Diretor do Parque; José Graça Aranha, diretor regional da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI); e Miriam Tendler, pesquisadora da Fiocruz.

O papel da propriedade intelectual no fomento à inovação brasileira


O evento também incluiu um painel sobre o papel da propriedade intelectual no fomento à inovação brasileira, que teve a participação de Júlio Cesar Moreira, diretor de Patentes do INPI; Ricardo Silva Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação; e Eduardo Gomes dos Santos, gerente do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras).

Segundo Júlio Cesar Moreira, o encontro foi uma oportunidade preciosa para ouvir diferentes atores engajados na disseminação da cultura da propriedade intelectual. Um dos pontos altos de sua fala foi sobre o projeto PPH (Patent Prosecution Highway), do INPI. Trata-se de um instrumento que garante que um pedido de patente cujo membro de mesma família tenha sido deferido no Escritório de Primeiro Exame (OEE) seja elegível para ser priorizado no Escritório de Segundo Exame (OLE) com um procedimento simples, a pedido do requerente. O PPH, através do uso de todas as informações relacionadas com a pesquisa ou exame do OEE, auxilia os depositantes em seus esforços para obter direitos patentários mais estáveis e de modo mais eficiente em diversos países. Assim, o projeto almeja melhorar a qualidade do exame dos principais escritórios de patente no mundo. Apesar disso, por ser relativamente recente, conforme explicou, “ainda observamos um baixíssimo uso deste instrumento”.

Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação, falou, entre outros temas, sobre a importância da implementação de uma nova política de propriedade intelectual na Universidade que contemple a questão do compartilhamento de laboratórios e também a manutenção de patentes. De acordo com Ricardo, existem patentes muito antigas e que, apesar de comporem o patrimônio da UFRJ, na prática, acabam se revelando um ônus. “A proteção intelectual através de uma patente, ou de um registro de software, por exemplo, não faz sentido caso o produto em questão não chegue ao mercado. A transferência de tecnologia é a razão de ser dos núcleos de inovação tecnológica. E algumas patentes de nosso portfólio, por serem antigas, acabaram ficando obsoletas e dificilmente chegarão a gerar algum tipo de retorno à instituição. Nestes casos, pode ser interessante discutir se não seria preferível ceder suas titularidades aos próprios pesquisadores ou mesmo deixar que elas caiam em domínio público. Atualmente se faz necessário debater isso junto ao corpo acadêmico”, explicou.

INPI abre inscrições para o curso "Oficina de Software"

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no curso "Oficina de Software", agendado para o dia 26 de maio de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre o registro de software enquanto forma de assegurar aos seus autores direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de suas criações, bem como explorar a possibilidade de novas patentes de invenções implementadas por programas de computador.

São pré-requisitos: ter concluído o Curso Básico de P.I. (modalidade presencial, promovido pelo INPI) ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR, modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012).

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis (40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições).

As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/174349/lang-pt-BR.

Edital para contratação de empresa para o licenciamento de direito de uso e de exploração exclusiva de criação protegida

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A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ torna público e comunica aos interessados em apresentar propostas para cumprimento do objeto deste edital para contratação de empresa para o licenciamento de direito de uso e de exploração exclusiva de criação protegida que, até 30 dias após a publicação no sítio eletrônico oficial da UFRJ (tornado público em 12 de abril), receberá os envelopes dos interessados contendo a documentação prevista nos itens 4 e 5 do presente Edital na Agência UFRJ de Inovação, Rua Hélio de Almeida, s/n, Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, Prédio 2, Sala 25, CEP 21941-972, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro-RJ.

O edital tem por objetivo estabelecer condições destinadas à seleção de proposta mais vantajosa, para contratação de empresa ou consórcio de empresas, para o licenciamento em caráter exclusivo dos direitos e obrigações para uso, exploração, desenvolvimento, industrialização e comercialização da criação intitulada “PROCESSO PARA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS CERÂMICOS DE BAIXA DENSIDADE - PLACAS LEVES” (PI 0902611-8), depositado em 31/07/2009 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

A criação revela um processo que favorece a formação de vesículas estanques cheias de gás sobre pressão que provocam a expansão de corpos cerâmicos, tornando o material resultante mais leve e resistente, o que permite sua conformação sobre pressões e temperaturas elevadas em placas planas.

Parque Tecnológico lança planejamento estratégico para os próximos 30 anos

palestrainovacaoparqueO Parque Tecnológico da UFRJ lançou no dia 12 de abril, seu planejamento estratégico para os próximos 30 anos. O documento é resultado de um trabalho de oito meses que buscou pensar o futuro da instituição, levando em consideração os rumos da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, a relação com a universidade e a contribuição ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Como resultado, uma série de novos desafios e transformações, entre elas a definição de uma nova Missão, Visão de Futuro e Posicionamento.

“Fortalecer a capacidade de inovação do ecossistema para a criação de riqueza e bem-estar da sociedade, em um ambiente de conexões de iniciativas empreendedoras e geração de conhecimento” é a nova Missão do Parque. A Visão para 2045 é ser “um ambiente dinâmico, diverso e que gera inovações relevantes para o desenvolvimento econômico e socioambiental”. O trabalho do Parque para implementação da nova estratégia será baseado nos Valores “comprometimento com a inovação”, “colaboração” e “atitude empreendedora”.

“Durante o processo de elaboração deste trabalho, alguns eixos de atuação apareceram como fundamentais para esses próximos anos do Parque. Um deles é o que chamamos de humanização do Parque. Ou seja, é essencial criarmos um ambiente em que as pessoas sintam vontade de estar permanentemente trabalhando e desenvolvendo novas atividades. Outro eixo estratégico é o que classificamos como transbordamento do Parque. Ou seja: as ações do Parque e as conexões criadas são muito mais importantes do que as limitações geográficas. As atividades do Parque não cabem mais neste pequeno pedaço da Ilha da Cidade Universitária e estamos eliminando as restrições geográficas das ações do Parque Tecnológico da UFRJ. Entendemos por transbordamento como a capacidade de interagir com empreendimentos, pessoas e instituições que se estendem por todo o globo. E, quando falo o globo, não falo de uma maneira ambiciosa. É justamente porque não existe inovação apenas com caráter local. Por isso estamos focando na construção de relacionamento com outros ambientes de inovação, no Brasil e fora daqui. Assinamos em 2016, por exemplo, um convênio muito importante com o Parque Tecnológico da China para troca de experiências. Pretendemos que, ao final de 2017, sejamos capazes de relatar muitas outras alianças estratégicas”, detalha José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ.

O novo planejamento estratégico foi apresentado no evento pelo diretor do Parque, José Carlos Pinto, e foi seguido de um debate sobre o papel da inovação no desenvolvimento do Brasil. Mediada pelo reitor da UFRJ, professor Roberto Leher, a discussão contou com a presidente da Fiocruz Nísia Trindade, o deputado federal Otávio Leite, a secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho, o diretor de Inovação da Finep, Márcio Girão, e a representante das empresas residentes do Parque e gerente jurídica da Technip FMC, Evellyn Montellano. O evento contou com a presença de mais de 100 pessoas, entre representantes da comunidade acadêmica da UFRJ, das empresas e laboratórios do Parque, além de outras instituições do ecossistema de empreendedorismo e inovação do Rio de Janeiro.

O conteúdo completo do planejamento está disponível no site www.parque.ufrj.br.

Curso de Biohacking foi oferecido pela primeira vez numa universidade

biohacking2Entre os dias 20 e 24 de fevereiro, foi ministrado no Espaço Hub UFRJ, localizado no Parque Tecnológico, o curso “Biohacking e Empreendedorismo Maker voltado para Biotecnologia”. A iniciativa do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Vegetal (ou PBV para os íntimos), criado em 1993 na Decania do Centro de Ciências da Saúde, se destaca por conta de seu pioneirismo. Conforme explicou Camila Cristane, responsável pela disciplina, esta foi a primeira vez que uma matéria relacionada a biohacking foi oferecida numa universidade.

Inspirada no curso do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) “Como fazer quase tudo” (How to make almost anything), a disciplina buscou promover a inserção dos alunos na cultura maker e do empreendedorismo, abordando a ideologia de science hacking voltada especificamente para o campo da Biotecnologia. A ideia foi proporcionar o contato dos discentes com ferramentas, pessoas, empresas e iniciativas que, apesar de, a princípio, parecerem algo muito distante das noções normalmente difundidas dentro das universidades, podem representar valiosos complementos a estes aprendizados.

Conforme explicou Camila Cristane, “Ainda existe uma forte resistência acadêmica a este tipo de iniciativa por parte dos professores com uma visão mais tradicional. Mas em tempos em que impera nos alunos uma preocupação com o desemprego pós-faculdade, os docentes mais visionários já enxergam que empreender nesta área pode ser uma alternativa”.

O professor Márcio Ferreira parece se identificar com este último grupo descrito pela mestranda em Biotecnologia, uma vez que, segundo ela, foi o próprio docente quem a incentivou a ministrar a disciplina. Bagagem, de fato, não falta à estudante. Camila contou que há alguns anos foi chamada para integrar o makerspace Olabi (laboratório de inovação e tecnologia direcionado à cultura maker) com outros dois amigos da UFRJ e lá teve seus primeiros contatos com o biohacking.

Cabe aqui um breve parêntese para clarificar o real significado de biohacking. Isto requer, por sua vez, uma breve análise do termo “hacker”, o qual teve sua origem no inicio da década de 60, quando alunos do MIT começaram a utilizar o computador da universidade com o intuito de aprimorar os seus conhecimentos sobre a máquina e descobrir novas possibilidades para o seu uso. Não tardou para que se estabelecesse uma ética hacker, cujos pilares estão fundamentados na noção de que todo conhecimento deve ser livre, aberto, acessível e ilimitado.

Do encontro dessa ética hacker com o movimento maker surge o science hacking, algo que pode ser classificado como uma espécie de “ciência de garagem”. Some-se o prefixo “bio” e fica fácil entender o significado de biohacking. Nas palavras de Camila Cristane, a ideia central é “democratizar as Ciências Biológicas e empoderar as pessoas para que elas possam resolver os seus próprios problemas”. Mas não única e exclusivamente os próprios problemas, como revela a própria trajetória de Camila.

Em 2015 ela participou do evento Startup Weekend BH Biotech & Digital Health, idealizado pela Fundação Techstars (Google for Interpreneurship) e organizado pela incubadora e aceleradora Biominas. Na ocasião, Camila e uma equipe composta por outros estudantes desenvolveram um projeto relacionado a wearable technology para portadores de próteses de membros superiores que utilizava a substituição sensorial para garantir sensações de toque e temperatura. O objetivo era tornar estes dispositivos mais confortáveis e funcionais, humanizando-os. A qualidade do trabalho rendeu-lhes o terceiro lugar na competição e impulsionou a criação da startup OpenHands.

O curso

biohacking3Inspirada em grande parte por toda a experiência adquirida fora dos muros acadêmicos, Camila contou que durante o curso buscou o tempo todo preparar os alunos para terem contato com a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos na Universidade, além de explorar a noção de rede. “O modus operandi acadêmico ainda é muito engessado. As pessoas não trabalham colaborativamente. É necessário trazer a realidade para dentro da bolha acadêmica”, comentou.

Neste sentido, Camila explicou que pode ser extremamente saudável e proveitoso desconstruir certas lógicas que ainda reinam da academia. “No curso de biohacking nós recebemos estudantes com escolaridades e formações diferentes. Tivemos alunos de Biomedicina, Biofísica, Gastronomia, Nutrição, Economia, enfim, das mais diversas áreas, e que não necessariamente estão diretamente relacionadas às Ciências Biológicas. Ainda é muito difícil para alguns aceitar isso, mas acredito que hoje em dia qualquer um pode ser um cientista, independentemente da sua formação. Isso porque existe muito mais liberdade para fazer e para criar quando não se está vinculado diretamente a uma instituição. Mas para isso é essencial saber interagir e trabalhar em rede”, explicou.

Os frutos desta interatividade foram ideias embrionárias para novas empresas ligadas ao setor de Biotecnologia. “Conseguimos despertar nos alunos um senso de pertencimento e abrimos seus olhos para a possibilidade de empreender. Eles abraçaram a ideia e se organizaram em empresas fictícias, sendo que três delas se destacaram bastante. Um grupo criou o ‘Doctor Go’, um sistema baseado em arduino (plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única) para melhorar a comunicação interna em ambientes hospitalares. Outro grupo criou um produto batizado de ‘spirulinda’, um kit caseiro para cultivo de spirulina, que é uma microalga muito rica em proteínas. E, finalmente, tivemos um grupo que desenvolveu o ‘Kbio’, um desodorante feito à base de kombucha (biofilme obtido a partir da simbiose entre leveduras e bactérias)”, conta Camila.

Segundo ela, o feedback obtido foi muito positivo, o que despertou na mestranda o desejo de oferecer novamente o curso em breve, além de ministrar palestras e workshops sobre o tema futuramente. Se a dedicação e o comprometimento forem como os demonstrados em sua última empreitada, o sucesso já está garantido. Afinal, como ela mesma afirmou: “Foi o trabalho que eu fiz com o maior carinho da minha vida”.

Espaço Hub do Parque Tecnológico

Até por conta de todabiohackings estas características, dificilmente o curso de biohacking poderia ter sido oferecido em um lugar mais apropriado do que o Espaço Hub do Parque Tecnológico. “Trata-se de um espaço para ‘desajustados’, no sentido de que lá podem ser desenvolvidas diversas atividades que não têm lugar nos laboratórios científicos tradicionais, onde não há muito espaço para o questionamento”, explica Guilherme Monteiro, um dos fundadores do Hub, que também participou do curso.

O Hub UFRJ é um laboratório em rede de projetos experimentais montado com a intenção de se tornar uma referência para a comunidade acadêmica da UFRJ que tem interesse em empreender e impactar a sociedade através de descobertas científicas e tecnológicas. Acumulando características de um makerspace (oficina de uso coletivo), um fablab (oficina de projetos digitais) e um medialab (laboratório para projetos interdisciplinares em diversas áreas como design, artes, comunicação etc), este espaço físico permite o compartilhamento de recursos, equipamentos e serviços para transformar o conhecimento adquirido na Universidade em inovações e atividades empreendedoras. Assim, o espaço busca ser referência para aqueles que queiram inovar em suas áreas e precisam de suporte para o desenvolvimento das atividades, promovendo uma rede de apoio a projetos sociais, startups e projetos colaborativos.

Pharma Meeting Brazil 2017 ocorre em maio

No dia 26 de maio será realizado o Pharma Meeting Brazil 2017. O evento acontece na cidade de São Paulo no Novotel Morumbi e é destinado a empresas do setor industrial farmacêutico e do segmento da saúde que estejam oferecendo ou procurando oportunidades de licenciamentos (in e out), co-marketing, co-promotion, além de empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, terceirização de produção, desenvolvimento de novas formas de aplicação e suprimento de APIs.

Mais informações em: http://pharmameetingbrazil.com.br.

 

pharmameetingbrazil2017

 

Inscrições abertas para submissões de trabalhos ao VI Fórum ITE

forumite2017Os interessados em apresentar trabalhos de pesquisa na área de inovação têm até o dia 16 de abril para se inscreverem no VI Fórum de Inovação, Tecnologia e Educação (ITE), promovido pelo Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).

O Fórum ITE começou como um evento bienal constituído de ações propositivas voltadas para a disseminação da cultura de inovação e para a discussão sobre a política institucional de proteção à propriedade intelectual (PI) e outras formas de transferência de tecnologia.

Devido ao seu sucesso no que tange a público e diversidade/qualidade de trabalhos apresentados, o Fórum ITE foi passado à categoria de evento anual, pretendendo oferecer, nesta sexta edição, espaço para a ampliação das ações que integram as dimensões estruturantes do eixo ensino-pesquisa-extensão do IFRJ.

O evento ocorrerá em dois dias completos, nos dias 07 e 08 de junho de 2017, contemplando toda a comunidade dos quinze campi do IFRJ, além do público externo. Está prevista a realização de eventos culturais, mesas-redondas coordenadas, palestras com pesquisadores externos, comunicações orais, sessões de pôsteres e minicursos, em que serão discutidas as maneiras e a importância de inovar para continuar crescendo em um período desfavorável como o atual.

O edital pode ser conferido aqui.

 

Local: Campus Rio de Janeiro - IFRJ, Rua Senador Furtado, nº 121/125, Maracanã.

Agência UFRJ de Inovação firma novos acordos de colaboração

pesquisadorescolaboradoresNo dia 5 de abril, a Agência UFRJ de Inovação recebeu a visita de vários profissionais que revelaram interesse em desenvolver atividades em conjunto com o setor. Na ocasião, foram firmados acordos de colaboração com cada um destes especialistas que dominam uma série de competências que integram os desafios e objetivos inerentes às rotinas da Agência.

O cerne deste modelo de relacionamento está no pressuposto de um mútuo reconhecimento de relevância de práticas profissionais. Segundo Iris Guardatti, responsável pela área de Inovação Social da Agência: “Numa perspectiva de oferta de ganho para ambas as partes envolvidas, os colaboradores passam a usufruir dessa vinculação com a Agência, e têm como benefício a possibilidade de interação com nossos projetos e redes de articulação. Em troca, a Agência se beneficia com algum tipo de contribuição. Neste sentido a Agência reconhece as potencialidades de cada um destes parceiros e o parceiro reconhece as potencialidades da Agência”.

As contribuições em questão serão frutos das próprias competências e interesses dos colaboradores, que podem ou não ter vinculação direta com a UFRJ. É fundamental, contudo, que os projetos estejam associados às demandas e áreas de interesse da Agência, de modo a possibilitar um proveitoso intercâmbio técnico-científico.

É importante ressaltar que este relacionamento não envolve nem recursos financeiros, nem cobrança de presença física. O colaborador fica responsável pela condução de seus próprios projetos e, caso os mesmos dialoguem com os projetos desenvolvidos pela Agência, ações em conjunto podem ser planejadas e executadas tais como cursos, workshops e palestras, por exemplo.

Conforme explica Iris, "A intenção maior é a de estabelecer uma forma de interação produtiva que tenha como base de sustentação a vontade de realizar".

Curso de impressão 3D será ministrado no Espaço Hub UFRJ

cursoimpressao3dAinda estão abertas as inscrições para o curso de impressão 3D oferecido no Espaço Hub, no Parque Tecnológico da UFRJ. Trata-se de uma ótima oportunidade para alunos que estão em busca de estágio e desejam tornar seus currículos mais atraentes.

Durante o curso, serão ensinados todos os processos de criação, desde a modelagem das ideias iniciais até a fabricação por impressão 3D propriamente dita.

O investimento é de R$600, porém as primeiras quatro turmas terão desconto de 40%, 30%, 20% e 10%, respectivamente. As vagas serão preenchidas pela ordem da pré-inscrição!

As aulas da primeira turma têm início no dia 10 de abril, com carga horária de 24h (aulas práticas e teóricas) e serão ministradas das 17h30min às 20h30min, de segunda a quinta.

Os primeiros a realizarem a pré-inscrição receberão um e-mail e então terão 48h para realizar o depósito bancário de um sinal ou do valor integral para garantir a vaga. O pagamento poderá ser realizado por cartão de débito ou crédito em até 3x sem juros, sendo necessário depositar um sinal para garantir a vaga. É oferecido um desconto de 10% no pagamento por depósito bancário.

Os interessados podem conhecer um pouco mais sobre o curso e sobre impressão 3D assistindo a esta entrevista de Pedro Accioly, responsável pelo curso.

O link para realizar a pré inscrição é: https://pedroaccioly3d.typeform.com/to/jbnGHx

Projeto de professores da UFRJ é selecionado no programa InovAtiva Brasil 2017

equipeinovativaO projeto kit hospitalar (Biodetergente + Luminol-UFRJ), desenvolvido por professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi selecionado para participar da 1ª Etapa do Ciclo de Aceleração InovAtiva Brasil 2017. Dentre as 1793 propostas inscritas nesse ciclo de aceleração, o kit apresentado pelos professores da UFRJ Claudio Lopes, Denise Freire e Anderson Fragoso dos Santos, além da estudante Taissa Souza, que estagiou na Agência UFRJ de Inovação, logrou o êxito de ficar entre as 300 com maior potencial inovador de todo o Brasil.

Duas empresas residentes na Incubadora de Empresas COPPE/UFRJ também foram selecionadas. São a Cellen, que criou o primeiro banco de células-tronco para uso animal, e a Vórtex, que desenvolve sistemas de suporte à indústria de óleo e gás e à indústria portuária. A Scrum Half, que é spin-off da graduada GPE, também foi aceita.

O programa InovAtiva Brasil, realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com execução pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), tem por objetivo oferecer capacitação, mentoria e conexão para negócios inovadores no Brasil.

 

Luminol-UFRJ

 

O Luminol-UFRJ foi desenvolvido no Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes. A substância tem potencial de uso em áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos.

O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

IoT movimentará R$ 200 bilhões na economia do Brasil nos próximos dez anos

internetdascoisasDiversas iniciativas tornaram o Brasil referência mundial em digitalização, como a informatização do sistema eleitoral, o programa de declaração do Imposto de Renda, e também a inovação do atendimento virtual oferecido pelo sistema bancário aos usuários. Na avaliação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, o Brasil se prepara agora para o desenvolvimento do mercado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

"Agora, estamos caminhando para ser pioneiros no campo da Internet das Coisas", afirmou Kassab, nesta segunda-feira (27), em Brasília (DF), ao lembrar que o MCTIC, por meio de um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma consultoria de empresas, elabora um plano para o desenvolvimento do mercado de IoT no país. "Tudo, a partir dos próximos anos, terá uma vinculação com a internet. A expectativa é de que esse setor movimente R$ 200 bilhões na economia do Brasil nos próximos dez anos."

Além disso, Kassab ressaltou que o uso da internet no Brasil ganhará um impulso com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será utilizado para melhorar de forma significativa o sistema de defesa do país na área de fronteira, levar banda larga a equipamentos públicos nas áreas de saúde e educação, além de garantir o acesso à internet da população que vive em regiões de difícil acesso.

Ele reforçou ainda que o curso jurídico, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), é importante para a boa gestão da internet.

O secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que coordena o Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br), destacou que o comitê é uma iniciativa da qual o país se orgulha. "O CGI foi criado há 20 anos com uma estrutura multissetorial que reuniu governo, academia, terceiro setor e setor privado para discutir internet. Foi algo realmente inovador."

Inscrições abertas para o 3º Prêmio Engie de Inovação

A ENGIE Brasil está organizando a 3ª edição do Prêmio ENGIE Brasil de Inovação e está buscando soluções inovadoras relacionadas a Cidades do Amanhã nas seguintes áreas: Geração Descentralizada de Energia, Mobilidade Urbana Sustentável, Eficiência Energética, Iluminação Pública e Smart Grid. O vencedor será premiado durante o ENGIE Brasil Innovation Day 2017, que acontecerá no Museu do Amanhã, Rio de Janeirio, no dia 01 de junho, e participará do ENGIE Innovation Week, um evento internacional de inovação em Paris. As inscrições podem ser feitas até o dia 07 de maio através do site: www.engiefab.com

 

premioengie2017

Palestra sobre Propriedade Intelectual marca aula inaugural do IMA/UFRJ

palestraIMANo dia 14 de março, o auditório do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA) sediou a aula inaugural do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Polímeros. O evento comemorou os 40 anos do programa, que é oferecido desde março de 1977, e contou com uma palestra de Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação.

As boas vindas aos novos alunos ficaram a cargo do professor Luis Claudio Mendes (diretor do IMA) e do professor Emerson Oliveira da Silva (coordenador). Os docentes fizeram questão de pontuar a excelência dos cursos de mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros, que já renderam, respectivamente, 495 dissertações e 277 teses. Atualmente ambos estão avaliados com conceito 7 pela CAPES.

A professora Elizabeth Monteiro e o professor emérito Ailton de Souza Gomes também estiveram presentes na aula inaugural. Os docentes contaram a trajetória do Instituto desde a sua origem e destacaram os esforços despreendidos pela sua fundadora, a professora Eloisa Biasotto Mano.

O Uso Ético da Informação e da Propriedade Intelectual

Na sequência, Ricardo Pereira, responsável pela Agência UFRJ de Inovação, apresentou a palestra intitulada O Uso Ético da Informação e da Propriedade Intelectual. Logo no início de sua apresentação, Ricardo suscitou uma provocação aos presentes. "Faz algum sentido que nos apropriemos do conhecimento gerado dentro desta instituição?", provocou.

Diante da dúvida instaurada, ele explicou que o caráter público da Universidade, de nenhuma forma, anula a necessidade de proteção intelectual do conhecimento que nela é gerado. “Suponhamos que um pesquisador da UFRJ desenvolva um novo fármaco com potencial para salvar várias vidas. O desenvolvimento de um novo medicamento demanda muitos investimentos e um grande esforço dos pesquisadores. Caso este medicamento não venha a ser patenteado, qualquer pessoa poderá produzi-lo e comercializá-lo. Isso em tese. Mas e na prática? Vocês acham que é uma pessoa comum, um trabalhador, um operário quem chegará, de fato, a produzir esse medicamento? Ou será uma empresa farmacêutica, possivelmente de outro país, com recursos e grande capacidade de investimento que irá se apoderar dele? E, pior, sem gerar qualquer tipo de retorno à instituição”.

Em seguida, completou: “Através da proteção intelectual, fica assegurado que qualquer pessoa ou empresa poderá explorar o conhecimento gerado na UFRJ. Mas elas ficam obrigadas a pagar royalties à Universidade quando os respectivos produtos chegarem à cadeia produtiva, o que pode, inclusive, financiar a continuidade das pesquisas futuramente”.

Outro ponto levantado por Ricardo foi uma dúvida que, surpreendentemente, acomete ainda hoje vários pesquisadores. Trata-se do dilema entre publicar ou patentear suas pesquisas. Segundo ele, esta se trata, na verdade, de uma falsa questão: “A dúvida entre patentear ou publicar é uma mera questão de timing. Estas ações não se excluem. Não há impedimentos para publicar e patentear, mas é primordial ter em mente que a ordem das escolhas afeta profundamente o resultado”.

Uma história comumente lembrada em ambientes acadêmicos para destacar a importância da patente é a origem do fármaco Captopril, usado para tratar hipertensão. A substância é produzida a partir do veneno de uma serpente brasileira, a jararaca, e diversas revistas médicas mencionam o professor da USP Sérgio Henrique Ferreira como seu inventor. Na década de 60, no entanto, ele publicou a íntegra de seu estudo em revistas internacionais, sem se preocupar com o potencial econômico de sua criação. Poucos anos depois, um laboratório norte-americano patenteou a técnica para obter o princípio ativo e passou a vender o remédio em todo o mundo com um nome comercial.

Se por um lado, a academia cumpriu seu papel de gerar conhecimento, por outro, deu aos laboratórios internacionais a possibilidade de produzir um medicamento anti-hipertensivo que há anos tem rendido bilhões de dólares para as multinacionais farmacêuticas e absolutamente nenhum retorno financeiro à universidade onde se deu a gênese de seu desenvolvimento. Exemplos do tipo ilustram bem as consequências práticas do desconhecimento acerca da propriedade intelectual ou, em muitos casos, como comentou Ricardo Pereira, “de uma aversão ideológica em relação ao patenteamento”.

Contingenciamentos e orçamento insuficiente afetam pesquisadores

Durante a palestra, Ricardo Pereira também comentou que neste momento de enorme restrição orçamentária pelo qual passa a Universidade, a Agência UFRJ de Inovação segue em busca de um apoio institucional mais forte. “Atualmente o custo médio de depósito de patente gira em torno de R$5400. Hoje em dia, em função dos cortes de orçamento, os próprios professores estão tendo que arcar com este custo”, explicou. Até por conta disso, a Agência tem realizado uma avaliação minuciosa do que deve ou não a ser protegido. “A proteção intelectual através de uma patente, ou de um registro de software, por exemplo, não faz sentido caso o produto em questão não chegue ao mercado. Em última análise, a transferência de tecnologia é a razão de ser dos núcleos de inovação tecnológica. É fundamental que tenhamos mais apoio institucional para poder levar estes processos adiante”, disse Ricardo, que em seguida destacou os principais casos de sucesso do portfólio da Agência UFRJ de Inovação.

Embalagens inovadoras combatem o desperdício de produtos hortifrutícolas

Um dos casos citados foi o que envolve a pesquisa da professora Elen Beatriz Acordi Vasques Pacheco, do próprio Instituto de Macromoléculas, e que resultou em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Os esforços conjuntos envolvendo a UFRJ, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como mangas, mamões, caquis, morangos e palmitos, entre outros. Resultantes de um processo de escaneamento 3D que determina a melhor forma de armazenar estes alimentos, as embalagens são compostas por uma bandeja reciclável de geometrias variadas, além de uma base articulada e retornável que se dobra e arma com um simples movimento, o que reduz o tempo de montagem. Além disso, seus formatos são compatíveis com os pallets utilizados tanto no Brasil quanto na Europa, viabilizando a sua utilização tanto no mercado doméstico quanto nos países que importam de nós estes produtos.

A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

Não é a toa que as embalagens obtiveram reconhecimento nacional, ganhando o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a condecoração veio através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial.

Ministro da Inovação da Irlanda profere palestra no Parque Tecnológico da UFRJ

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No dia 16 de março, o Ministro da Inovação da Irlanda, John Halligan (Minister of State for Training, Skills and Innovation), proferiu uma palestra no auditório do Centro de Pesquisas da Vallourec, no Parque Tecnológico da UFRJ. O evento, cujo tema foi empreendedorismo, inovação e educação, foi promovido pela Agência UFRJ de Inovação e contou com a presença de professores e pesquisadores da Universidade, além de representantes da Unidade Embrapii-Coppe. Ao longo de sua apresentação, o Ministro apresentou as medidas tomadas pelo país para superar a crise e reencontrar o caminho do crescimento econômico e da geração de empregos, além de destacar a necessidade de cooperação entre o Brasil e a Irlanda nas áreas de inovação e pesquisa.

Espirituoso, John Halligan iniciou sua palestra lembrando os presentes de que aquela se tratava da véspera de uma data muito celebrada em seu país, o Saint Patrick’s Day, festa anual comemorada em 17 de março para homenagear a morte do padroeiro da Irlanda. A terra de São Patrício, conforme lembrou o Ministro, foi o berço de cientistas como o físico John Tyndall, responsável por importantes descobertas relativas à radiação infravermelha, e Robert Boyle, considerado um dos pais da Química moderna. John Halligan citou também invenções como a de John Philip Holland, engenheiro que construiu o primeiro submarino a ser oficialmente utilizado pela Marinha dos Estados Unidos e pela Marinha Real Britânica, o HMS Holland 1.

O seu ponto era demonstrar através de exemplos históricos que os irlandeses são pessoas naturalmente criativas. Conforme explicou o Ministro, apesar da Irlanda possuir uma população relativamente pequena (aproximadamente 4,5 milhões de habitantes), estima-se que haja cerca de 70 milhões de descendentes de irlandeses espalhados pelo mundo, muitos dos quais atualmente ocupam posições de destaque em seus respectivos campos de atuação.

Muito disso se deve ao sistema educacional do país, que figura entre os vinte melhores do mundo. Para se ter ideia, todas as universidades irlandesas constam no ranking Top 5% das melhores universidades do mundo*. Segundo o Ministro Halligan, os investimentos do governo irlandês em conhecimento e ensino superior tiveram um crescimento anual médio de 10% na última década. Para efeitos comparativos, as taxas médias da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são de apenas 3%.

Em termos financeiros, isso significa que o governo investe, por ano, mais de 782 milhões de euros em pesquisa nas instituições de ensino superior na Irlanda atualmente. O impacto deste financiamento faz com que as universidades irlandesas liderem pesquisas em diversas áreas de conhecimento, tais como Imunologia, Veterinária e Pesquisa Animal, Nanociência, Ciências da Computação e Ciências dos Materiais.


ministroirlanda2Educação, inovação e interação universidade-indústria

Outra questão muito explorada por John Halligan ao longo de sua apresentação foi a importância da inovação na recuperação econômica da Irlanda. “A combinação de educação de qualidade e inovação invariavelmente leva à geração de empregos. Mas a inovação não pode ser alcançada sem educação. Por isso, investir em tecnologia, pesquisa e inovação sempre acaba passando necessariamente por investimentos em educação”, explicou.

De acordo com o Ministro, as empresas estão voltando a investir na “economia real”, e, por conta deste movimento, há, por parte das multinacionais, um crescente reconhecimento de todos os esforços que são realizados pelo governo irlandês nas áreas de pesquisa e inovação. Ele lembrou que empresas como Google, Facebook, Pfizer, Apple, Intel, Genzyme e EA Games, por exemplo, que demandam mão de obra altamente qualificada, optaram por instalarem seus escritórios na Irlanda.

Por outro lado, Halligan explicou que não se pode depender exclusivamente deste tipo de empresas para a geração de novos postos de trabalho. “Não se pode confiar apenas às multinacionais a geração de novos empregos. Estudos realizados na Irlanda mostraram que as maiores taxas de desemprego do país eram aquelas relativas a trabalhadores que atuavam habitualmente nas pequenas e médias empresas e que acabaram sendo demitidos durante o período de crise econômica”, explicou.

Diante desta constatação, houve uma mudança nas políticas públicas do país, que passaram a tratar com mais equilíbrio a relação entre o incentivo à instalação de multinacionais e o financiamento público das SMEs (pequenas e médias empresas). Segundo Halligan, a combinação entre o aporte de recursos externos provenientes das multinacionais e o oferecimento de suporte e de financiamento às pesquisas desenvolvidas nas universidades, bem como às pequenas e médias empresas locais, foi a fórmula responsável pelo revigoramento do ecossistema empresarial nacional.

Não à toa, segundo a agência Enterprise Ireland, a Irlanda figura hoje como um dos países mais empreendedores da Europa, abrigando: 9 das 10 principais empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação; 8 das 10 principais empresas desenvolvedoras de games; 15 das 20 principais fabricantes de equipamentos médicos; e 50% das principais empresas de serviços financeiros do mundo.

O Ministro comentou que grande parte destes resultados positivos podem ser atribuídos à proximidade entre as universidades locais e a indústria. Quando questionado, por exemplo, pelo professor Andrew Macrae, do Instituto de Microbiologia da UFRJ, sobre como é feita a avaliação da produção docente na Irlanda, o Ministro comentou que lá não existe uma distinção entre a pontuação atribuída a patentes e a publicações, como a que ocorre no Brasil, o que acaba fomentando a disputa comumente conhecida por aqui como “corrida Lattes”. “Isso simplesmente não faz sentido na Irlanda. Nossa filosofia é outra. Lá as universidades colaboram com as empresas. As empresas, por sua vez pagam as universidades para fazerem uso de seus equipamentos e laboratórios. Existe uma estreita conectividade entre ambas. Muitas vezes isso faz com que os pesquisadores acabem deixando a academia para irem trabalhar na indústria. Sempre existirá essa possibilidade”, descreveu.

Mas isso não preocupa Halligan nem um pouco: “As nossas universidades estão sempre formando novos profissionais preparados para assumirem estes cargos que acabam ficando vagos. Esta dinâmica faz parte de um ecossistema científico saudável. Nós estamos sempre olhando para o próximo nascer do sol e nunca para o passado”.

 

*Fonte: QS, Ranking Mundial de Universidades

Incubadora da Coppe/UFRJ abre inscrições para seleção de novas empresas

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A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu edital para seleção de novas empresas focadas em tecnologia e inovação.  As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de maio de 2017 e as informações completas estão no site http://www.incubadora.coppe.ufrj.br.

As propostas apresentadas deverão atender aos critérios: o produto ou serviço deve ser inovador, interagir com a UFRJ e apresentar viabilidade técnica e econômica. Os candidatos devem agendar uma entrevista, através do telefone fornecido no edital, para retirada do roteiro da proposta a ser apresentada.

De acordo com Lucimar Dantas, gerente da Incubadora, “as empresas selecionadas poderão ficar incubadas por um prazo máximo de até três anos, durante os quais terão à disposição infraestrutura física e tecnológica (sala de uso privativo, auditório, salas de reunião, internet e telefonia), além de um pacote de serviços para o desenvolvimento da empresa na área de negócios (assessorias, treinamentos e acompanhamento)”.

Em mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de mais de 80 empresas, responsáveis pela criação de mais de 1272 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2015, as residentes e graduadas alcançaram um faturamento de R$ 288 milhões.

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisas localizados no ambiente acadêmico. A Incubadora possui, atualmente, 23 empresas residentes e 63 graduadas.

INPI abre inscrições para Mini-Curso de Inovação e Propriedade Industrial para Empresários

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Mini-Curso de Inovação e Propriedade Industrial para Empresários", agendado para o dia 19 de abril de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis.
 
As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/842884/lang-pt-BR e os candidatos selecionados serão informados por e-mail.
 
A Academia do INPI não se responsabiliza por falhas dos candidatos no preenchimento ou no envio dos formulários.
 
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar contato com Tatiana Parente, por meio do endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Rede de Inovação Social Latino-Americana (LASIN) prorroga inscrições para workshop

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O conceito de Inovação Social, de acordo com a Stanford Social Innovation Review, é uma nova solução, mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa que as soluções já existentes e cujo valor gerado beneficia, prioritariamente, a sociedade ou uma comunidade como um todo, e não apenas alguns poucos indivíduos.

Em outros termos, as inovações sociais respondem às necessidades de melhorar práticas sociais ou organizacionais, pactuando com a redução das desigualdades e privilegiando a melhoria da qualidade de vida. Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação sempre está em busca de novas articulações e colaborações de dentro e de fora da Universidade, que estimulem o diálogo entre as iniciativas de inovação social.

Um dos frutos deste esforço é um workshop internacional que acontecerá entre os dias 27 e 29 de abril integrando parte dos trabalhos desenvolvidos pelo projeto LASIN (Latin American Social Innovation Network ou Rede de Inovação Social Latino Americana). O evento, que recebe o nome de Studio será realizado nas instalações da UFRJ e da UNIRIO e contará com a Agência UFRJ de Inovação em sua organização, conjuntamente com a COPPE e a SIX (Social Innovation Exchange), que opera em Londres.

A atividade também marca a inauguração da Unidade de Suporte à Inovação Social da UFRJ (USIS). Será, portanto, uma ótima oportunidade para discutir e divulgar o tema da inovação social dentro do ambiente acadêmico.

Serão realizados quatro Studios em diferentes países da América Latina: Chile, Brasil, Colômbia e Panamá, sendo que vinte participantes serão selecionados para participarem do evento nacional. A candidatura pode ser feita por qualquer indivíduo com uma ideia de inovação social (no caso de um grupo, um representante tomará parte nas atividades do Studio). Para tanto, os interessados deverão enviar um texto de 300 palavras para o email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. propondo um desafio que pretendam resolver e explicando o que entendem por inovação social (maiores orientações neste folder).

A definição dos 20 participantes do Studio no Brasil será realizada por comitê composto por membros (professores e técnicos) da UFRJ e UNIRIO, com contribuição da Social Innovation Exchange em etapa única. Serão considerados a clareza na apresentação dos desafios e idéias, bem como seus potenciais de desenvolvimento.

O prazo para submissão foi prorrogado até 31 de março. Os resultados serão divulgados no dia 14 de abril.

Sobre o LASIN

Financiado pela Comissão Europeia e coordenado pela Universidade Caledônia de Glasgow, o projeto envolve um consórcio de treze parceiros, incluindo onze universidades, dentre as quais está a Universidade Federal do Rio de Janeiro. As atividades do projeto se basearão em quatro regiões da América Latina: Mercosul (com sede no Chile), Comunidade Andina (com sede na Colômbia), Brasil e América Central (com sede no Panamá).

Ao longo de três anos, os participantes do projeto vão conceber uma metodologia para nortear uma série de atividades curriculares e extracurriculares dentro das instituições participantes, a fim de promover e apoiar a inovação social. A ideia é que através de unidades especializadas de apoio à inovação social, as universidades possam desenvolver novas iniciativas e ações sustentáveis que contribuam diretamente para a coesão social, a igualdade e o desenvolvimento socioeconômico em cada região.

Embora o projeto envolva diretamente a comunidade acadêmica, ele pretende ter um alcance muito maior, impactando as atividades de organizações comunitárias, autoridades locais, ONGs; pequenas e médias empresas, jovens, mulheres, populações indígenas e muitos outros. Pretende-se que as universidades possam dar um verdadeiro contributo para as suas comunidades através da construção de um novo paradigma para a transferência de conhecimento no ambiente universitário, apoiando o conceito de inovação social como chave para o desenvolvimento e a coesão, tanto a nível regional como internacional.

Venha conhecer o Parque Tecnológico da UFRJ e centros de pesquisa de empresas nacionais e multinacionais

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O Parque Tecnológico da UFRJ abre as suas portas todo mês para visitantes que querem conhecer o ambiente, dentro da UFRJ, que abriga centro de pesquisa de mais de 50 empresas nacionais e internacionais. As visitas são guiadas por profissionais da Instituição e voltadas para qualquer pessoa ou grupo interessado em conhecer o ambiente de inovação, tecnologia e empreendedorismo do Parque.  

O programa consiste em uma apresentação sobre a Instituição, visita a laboratórios e/ou empresas e tour pelas instalações do Parque e da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ a bordo de jardineiras elétricas.

Para participar basta se inscrever pelo site www.parque.ufrj.br.

Parque Tecnológico da UFRJ realiza campanha de doação de sangue

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No dia 20, o Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com o Hemorio, vai promover a segunda edição de sua campanha de doação de sangue. Para doar sangue é preciso estar alimentado e em boas condições de saúde, ter entre 16 e 65 anos (menores devem ter autorização de um responsável), pesar mais de 50kg e trazer um documento de identificação com foto.

A ação será realizada de 9h às 14h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Antes de doar, recomenda-se fazer refeições leves e não gordurosas. Os interessados em participar deverão enviar um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

O auditório do Parque fica no prédio da administração do Parque, na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, ao lado do restaurante Couve-Flor. Mais informações sobre doação de sangue no site do Hemorio. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou ligue para 3733-1841.

Inscrições abertas para o programa Shell Iniciativa Empreendedora

As inscrições para o programa Shell Iniciativa Empreendedora estão abertas para candidatos a partir de 20 anos, com ensino médio completo, que morem no Norte Fluminense ou no Sul Capixaba. O programa tem como missão o desenvolvimento de novas oportunidades econômicas e sociais por meio do fomento a iniciativas de empreendedorismo, possibilitando o surgimento, a capacitação e a formalização de empreendedores locais para serem inseridos na cadeia de valor do setor de Óleo e Gás. Entre os objetivos do programa estão:

- Promover ações de formação e estímulo ao empreendedorismo em municípios do Rio de Janeiro e Espirito Santo;
- Fornecer subsídios de gerenciamento de negócios que permitam a empreendedores organizar suas ideias, objetivos e estratégias em um plano de negócios;
- Apoiar o fortalecimento de instituições e políticas públicas locais de desenvolvimento social e econômico;
- Fomentar nos empreendedores uma cultura de ética, transparência e sustentabilidade e estimular os processos de cooperação em redes;
- Captar voluntários interessados na temática do empreendedorismo sustentável;
- Promover o empreendedorismo como opção efetiva para inserção e permanência do futuro empreendedor no sistema produtivo.

 

Maiores informações em www.iniciativaempreendedora.org.br.

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Proteção para recém-nascidos

Pesquisadores desenvolvem um capacete plástico capaz de resfriar a cabeça de bebês com falta de oxigenação no cérebro

capaceterozentalUma touca inflável, desenvolvida pelo grupo do médico Renato Rozental, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), poderá salvar a vida de milhares de bebês com asfixia perinatal – falta de oxigenação no cérebro –, reduzir sequelas neurológicas permanentes ou, até mesmo, evitar que elas ocorram. A touca é feita de duas lâminas de material plástico flexível superpostas, com as bordas unidas, formando um espaço interno, que, quando inflado com dióxido de carbono (CO2), se molda à cabeça do recém-nascido, formando uma espécie de capacete. O objetivo é resfriar o cérebro da criança, interrompendo as atividades elétricas anormais causadas pela falta de oxigênio, que pode causar lesões irreversíveis ou até mesmo a morte.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que consta da publicação Neonatal and perinatal mortality: Country, regional and global estimates, de 2006, a estimativa de mortes por asfixia em bebês nos países em desenvolvimento é de sete mortes por mil nascimentos, enquanto nos países desenvolvidos essa proporção é inferior a uma morte. Dois estudos no início da década passada, no Brasil, mostraram a prevalência de asfixia em recém-nascidos. O professor de obstetrícia da UFRJ, Jorge Rezende Filho, lembra de um estudo de 2003 feito para uma tese de doutorado defendida na Fiocruz. “Na época, o número de casos de asfixia perinatal, sem ser necessariamente seguido de morte, no Brasil era de 2,1% ou 21 casos por mil partos”, diz. Outro estudo, de pesquisadoras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), publicado na Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano e coordenado pela médica Maria Esther Jurfest Rivero Ceccon, chefe do Centro de Tratamento Intensivo Neonatal 2 do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) da USP, mostrou uma prevalência geral de asfixia em recém-nascidos de 3,2 por mil nascimentos durante o período de janeiro de 2004 a janeiro de 2005 na Unidade Neonatal do Hospital Santa Marcelina, no bairro do Itaim Paulista, na capital paulista.

Existem vários fatores que podem levar à asfixia de bebês durante a gestação ou no momento do parto, segundo Rozental, que é pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz e professor de neurofisiologia da UFRJ. Entre os mais comuns está o estrangulamento causado pelo cordão umbilical enroscado no pescoço, chamado de circular do cordão. “Ela pode também ser originada pelo descolamento da placenta, problema que, às vezes, ocorre durante a gestação”, acrescenta. “A asfixia pode ser causada ainda por traumas que ocorrem durante o parto.”

Seja qual for a causa, a consequência é a queda da taxa de oxigenação do cérebro. Nesse caso, a situação é de emergência médica, porque algumas áreas do tecido encefálico, que variam de caso a caso, ficam mais suscetíveis a lesões. “Se não agirmos rapidamente, podem ocorrer danos neurológicos irreparáveis”, explica Rozental. “Há um período crítico, chamado de janela terapêutica, que é de no máximo quatro horas, em que o recém-nascido precisa receber tratamento.” Além de medicamento, o procedimento padrão, usado há muito tempo, é a hipotermia terapêutica em que a temperatura do cérebro deve ser reduzida para interromper a atividade elétrica anormal, que ocorre quando o cérebro não está recebendo o oxigênio necessário.

A médica Maria Esther explica que todo recém-nascido com asfixia deve ser resfriado imediatamente após o parto e permanecer assim por 72 horas. “O resfriamento diminui o metabolismo no cérebro, evitando ou minimizando lesões”, diz. “Ao mesmo tempo, enquanto é resfriado, é dado ao bebê fenobarbital, medicamento que evita convulsões e pode regenerar alguns lesões cerebrais causadas pela asfixia.” O problema é que o resfriamento só pode ser feito em máquinas e equipamentos mais comuns em grandes hospitais. “Além disso, mesmo nos grandes centros de atendimento, a hipotermia é feita no corpo inteiro, pois não há equipamento para resfriar apenas a cabeça”, explica Rozental. “O risco é que esse procedimento, de baixar a temperatura corporal do recém-nascido, cause arritmia cardíaca e leve o bebê à morte.” Por isso, Rozental e sua equipe buscaram uma solução para ser usada em pequenas cidades e outros locais distantes, sem assistência médica hospitalar adequada, que pudesse, ao mesmo tempo, resfriar apenas o cérebro e dar tempo de o bebê ser transportado a um centro de atendimento médico bem equipado. O capacete flexível é inflado com dióxido de carbono, um gás acessível e barato usado em hospitais, misturado ao oxigênio.

Protótipo e prêmio

Rozental conta que a ideia de desenvolver o dispositivo surgiu há 15 anos, quando ele era professor no Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos. “Desde então, meu trabalho consiste em desenvolver estratégias terapêuticas ou equipamentos para tratar casos de baixa oxigenação, deficiências de fluxo sanguíneo e traumas do sistema nervoso central”, explica. Mas somente em julho de 2015, quando recebeu financiamento do Ministério da Saúde, e posteriormente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), foi possível criar o primeiro protótipo. Em 2017, um lote desses protótipos deverá ser usado em testes com pacientes. O objetivo é conseguir a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a touca possa ser usada no serviço público de saúde dentro de dois anos.

A touca deverá ter um baixo custo de produção. “O preço das máquinas de hipotermia usadas nos hospitais é de US$ 5 mil a US$ 30 mil”, informa Rozental. “Nosso capacete custará no começo entre R$ 600 e R$ 700, preço que deverá cair em dois anos para algo entre R$ 200 e R$ 300, conforme o escalonamento da produção. Se o produto for adotado em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS), nossa expectativa é de que esse valor se reduza ainda mais.” O capacete criado por Rozental recebeu o prêmio de voto popular em 2016 do consórcio “Saving Lives at Birth”, composto pela Fundação Bill & Melinda Gates, Banco Mundial e entidades governamentais dos Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Coreia do Sul. “O projeto foi conceituado como de inovação radical, por não existir no mercado. Foi um dos 49 selecionados entre 750 projetos de 78 países e recebeu o diploma de reconhecimento científico do consórcio.”

Alguns protótipos do capacete estão sendo desenvolvidos no Instituto Vital Brazil (IVB), em Niterói, do governo do estado do Rio de Janeiro. Depois de comprovadas a funcionalidade e a eficiência, o dispositivo será produzido comercialmente por uma empresa. “Ainda temos pela frente cerca de um ano para finalizar e aprimorar o protótipo funcional ideal”, diz Rozental. “Nesse período, estamos selecionando a empresa que irá fabricá-lo em larga escala.”

INPI abre inscrições para Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

INPIlogoAté 13 de março (ou até que todas as 40 vagas sejam preenchidas e um cadastro de reserva formado) estarão abertas as inscrições para a Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas oferecida pelo Instituto Nacional de propriedade Industrial (INPI).

O objetivo é que os participantes, ao final do curso, sejam capazes de: identificar o que são indicações geográficas diferenciando-as das marcas coletivas; reconhecer as diferenças entre a indicação de procedência e a denominação de origem; e identificar corretamente os usos delas em casos concretos. Além disso, deverão ter noções do que consistem os pedidos de registro de marcas coletivas e de indicações geográficas.

O curso será ministrado no dia 24 de março, na Rua Mayring Veiga, 09, Centro, Rio de Janeiro, contando com carga horária total de oito horas. Os pré-requisitos são já haver concluído o Curso Básico presencial de P.I., promovido pelo INPI, ou a conclusão do Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR), modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012.

A oficina é gratuita e as inscrições podem ser feitas aqui.

 

 

Pesquisadores da Coppe desenvolvem sistema para apoiar o combate ao Aedes aegypti

aedescoppe1Pesquisadores da Coppe/UFRJ desenvolveram um sistema que poderá contribuir para tornar mais rápido e eficiente o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. O sistema permite que a informação sobre prováveis focos do mosquito seja transmitida e verificada em tempo real, possibilitando a ação imediata dos agentes de saúde. Também agilizará o acesso à informação, por parte do poder público, cuja missão é combater um inseto que, em poucos dias, passa do estágio de larva à fase adulta. A ferramenta, que vem sendo utilizada por servidores públicos federais, já está disponível para as prefeituras de todos os municípios do país.

Desenvolvida por meio de uma parceria entre o Centro de Apoio a Políticas de Governo (CAPGov) da Coppe, a spin off Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe, e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o sistema pode ser acessado via web ou por aplicativo de celular (disponível tanto para Android como para iOS) e permite o gerenciamento das ações de vistoria e limpeza de focos do mosquito. Desde janeiro vem sendo alimentado por servidores da Administração Pública Federal treinados - cerca de 16 mil até o momento -  que atuam em praticamente todos os estados do país executando tarefas rotineiras de prevenção em seus locais de trabalho.

No último dia 30 de janeiro, o sistema foi disponibilizado para inscrição de municípios interessados em agilizar o combate ao inseto. Diversas prefeituras municipais já buscaram o Ministério em busca de informações para realizar parcerias, dentre as quais Nova Friburgo (RJ), Recreio (MG) e Jequié (BA). Em uma terceira etapa, à sociedade civil poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito, por meio de um "módulo cidadão", no qual cada pessoa, independentemente de treinamento, poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito.

Agilidade e eficácia no monitoramento

Batizado de Combate Aedes, o sistema agiliza o preenchimento do "Formulário de Acompanhamento das Ações Contra o Aedes aegypti", criado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, e torna o monitoramento mais eficaz. Os servidores treinados para atuar no Combate Aedes realizam, uma vez por semana, um "ciclo" pelas instalações de sua unidade, verificando a existência de focos de mosquitos e adotando as providências cabíveis.

aedescoppe2A utilização do sistema vem no bojo de uma bem-sucedida parceria para otimização de gastos em TI.  O projeto é coordenado pelo professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe, Geraldo Zimbrão. "O aplicativo inicialmente vai incentivar os funcionários públicos a relatarem os potenciais focos de proliferação do aedes no seu entorno. Mas ele vai além disso, pois vai permitir acompanhar as ações tomadas pelas equipes responsáveis para eliminar o foco, permitindo a cobrança de ações efetivas", afirma Zimbrão.

"Os dados eram lançados semanalmente. Agora são lançados, em tempo real, e com georreferenciamento. O lançamento, antes declaratório, agora pode ser acompanhado por imagens que comprovam a existência do foco, possibilitando ao agente de saúde determinar uma ação mais rápida naquela região, já que o aplicativo móvel guarda a localização exata, georrefenciada", esclarece o pesquisador da Coppe, Sérgio Rodrigues, que acredita que o uso bem-sucedido do sistema pelos servidores federais possa levar o Combate Aedes a ser utilizado também pelos municípios.

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Eduardo César, o uso do sistema abre novas possibilidades para o enfrentamento ao Aedes, em termos de recursos. "Nós vislumbramos ganhos muito grandes em termos de navegabilidade e usabilidade. O uso do georreferenciamento permite insights de novas formas de combate ao mosquito. Confere ainda mais celeridade e eficiência à resposta do poder público. Isso tem um valor inestimável nesse contexto", afirma Eduardo.

O sistema, que pode ser acessado pela Web ou via App (disponível para celulares com sistema operacional Android, na Google Play), permite o preenchimento de diversos campos de informação, como: treinamento: no qual é registrado o quantitativo de pessoal que recebeu a primeira capacitação;  vistorias: em que o servidor registra o quantitativo de prédios e instalações públicas que receberam um ciclo completo de ações de vistoria e limpeza. O usuário pode ainda indicar a quantidade de focos de larva encontrados e as medidas adotadas.

O Combate Aedes utiliza a plataforma Sistema de Gestão de Limpeza Urbana (Sigelu) que, além do módulo de combate ao mosquito Aedes, gera relatórios inteligentes, mapas operacionais, monitoramento de caminhões, rotas e equipes, conservação urbana e um completo sistema de autuação e gestão de multas para aqueles que sujam a cidade.

Embrapii projeta injeção de R$ 160 milhões em projetos de inovação em 2017

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A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização federal criada para fortalecer a capacidade de inovação brasileira, prevê crescimento de 9% em projetos de inovação em 2017, em relação ao período anterior. O percentual representa um montante de cerca de R$ 160 milhões injetados em alguns dos mais importantes projetos de inovação no Brasil.

A estimativa se deve ao aumento do número de Unidades Embrapii para este ano e ao interesse das empresas, que vêm percebendo no modelo de negócios da organização uma oportunidade de investimento para aumentar a competitividade de seus negócios.

A Embrapii atualmente tem Chamada Pública para credenciar novas Unidades, com resultado que deve ser divulgado em março. Espera-se credenciar até cinco novos institutos de tecnologia neste processo, subindo para 33 o número de Unidades aptas a desenvolver projetos de inovação em parceria com empresas.

“Uma das prioridades dos novos projetos neste ano será a Indústria Química, que de acordo com as políticas públicas de ciência e tecnologia está carente de demandas”, afirma o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães. Ele acrescenta que os setores de Defesa e Saúde também deverão ser contemplados na nova Chamada. “A produção farmacêutica também está em nossos planos. Esperamos credenciar ao menos uma Unidade nesse segmento”, declarou.

Outro dado importante observado é o aumento no nível de confiança das empresas em investir nos projetos de inovação Embrapii. Em 2016, a contrapartida investida pelas empresas foi maior que a dos demais parceiros: 45%. De acordo com o modelo, a Embrapii investe até 1/3 do valor total do projeto, enquanto os valores restantes são divididos entre a empresa e a Unidade. “Esse dado mostra que as empresas estão observando a Embrapii como uma parceira em seus negócios. Acreditamos que essa situação irá se repetir este ano, se não for maior”, acredita Jorge Guimarães.

Ranking – Em 2016, a indústria Eletroeletrônica/Informática liderou o ranking de segmentos que mais investiram em projetos Embrapii: 25,7%, seguido de Metalurgia (16,7%) e Mecânica (11,5%). Esse resultado mostra uma manutenção da tendência obtida pela Pesquisa de Inovação (Pintec) 2014, produzida pelo IBGE, que apontou o setor de Eletricidade com o maior percentual de empresas que realizaram atividades de P&D de forma contínua no período (91,9%).

​​​Coppe​​​ e LNCC ​​​selecionam​​​ ​​​propostas​​​ ​​​de​​​ ​​​uso​​​ ​​​de​​​ ​​​supercomputadores

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O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) estão recebendo propostas para o uso dos supercomputadores Santos Dumont (SDumont) e Lobo Carneiro (LoboC), integrantes do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad). O prazo final para a submissão é 1º de março.

O edital completo pode ser acessado neste link. Todo pesquisador vinculado a uma instituição brasileira, com problema relevante e que demande um sistema computacional de larga escala, pode submeter propostas para utilizar os recursos computacionais do sistema.

O Sinapad é uma infraestrutura de computação de alto desempenho disponível para instituições brasileiras, públicas ou privadas, para suporte a atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento. O Santos Dumont, instalado no LNCC, é o principal nó (Tier-0) dessa infraestrutura. O LoboC atua como nó secundário (Tier-1).

Plenária do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva ocorre no dia 16

A próxima plenária do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva ocorre no dia 16 deste mês. Mais informações no flyer abaixo:

acessibilidadeplenariafevereiro2017

Professores da UFRJ desenvolvem armadilha de alta eficiência para combate ao Aedes aegypti

armadilhaaedesAs temperaturas registradas no último mês não deixam dúvidas. O verão chegou com tudo. Enquanto para muitos a estação é sinônimo de férias e de diversão, para outros o calor avassalador é um verdadeiro estorvo. Independentemente da relação de amor e ódio que o verão sempre suscita, ao menos uma unanimidade também é despertada com a chegada desta época: a preocupação com as enfermidades que têm sido as grandes vilãs dos últimos anos.

Para se ter uma ideia, segundo dados dos últimos boletins epidemológicos do Ministério da Saúde, no ano de 2016, o Brasil registrou 794 óbitos em decorrência de dengue, zika e chikungunya. A maior parte das mortes, 629, foi provocada pela dengue. Vale lembrar que há apenas quatro anos, em 2013, o país teve seu maior surto desta doença, com aproximadamente dois milhões de casos notificados.

No ano passado também foram registrados 265.554 casos prováveis de febre chikungunya no país (129,9 casos para cada 100 mil habitantes). O número é cerca de seis vezes maior do que o de 2015, quando foram notificados 38.499 prováveis casos da doença.

Quanto à zika, em 2016, foram computados 214.193 casos prováveis no país (taxa de incidência de 104,8 casos/100 mil habitantes). Os primeiros registros da doença em território nacional se deram em 2015, nos estados da Bahia e do Rio Grande do Norte, causando grande preocupação principalmente entre as gestantes, por conta da associação do vírus com casos de microcefalia.

As três doenças têm em comum um velho conhecido do povo brasileiro. Elas têm como principal vetor o mosquito Aedes aegypti. Uma vez que não há vacinas ou terapias efetivas para estes vírus, o combate ao vetor continua sendo a principal forma para evitar a disseminação destas doenças.

Não bastasse tudo isso, o início de 2017 já traz consigo o pior surto de febre amarela registrado no Brasil nos últimos dez anos. Diversos casos de óbito já foram relatados, principalmente na região de Minas Gerais desde o começo do ano. A última epidemia ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 casos foram confirmados.

Apesar dos recentes registros estarem relacionados à febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, atualmente existe a preocupação de que possa ocorrer uma reincidência da febre amarela urbana. Na prática, trata-se da mesma doença, mas com transmissão a partir de vetores urbanos, mais especificamente o Aedes aegypti, exatamente como acontece com a dengue, zika, chikungunya e até mesmo com a ainda pouco conhecida febre mayaro. Vale ressaltar que a febre amarela urbana não é registrada oficialmente no Brasil desde 1942, e sua volta representaria um duro golpe na Saúde Pública Brasileira.

Nova armadilha culmina em pedido de patente

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

Tecnologia limpa e amigável ao meio ambiente

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado. Os interessados podem entrar em contato através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

PR2 divulga a criação de nova página no Facebook

pr2facebook

 

Buscando se aproximar ainda mais de seu público, a PR2 (Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa) divulga a criação de sua página no Facebook. O endereço é http://www.facebook.com/pr2ufrj.

Projeto Alunos Contadores de Histórias abre nova turma

alunoscontadoresEstão abertas as inscrições para o projeto de extensão Alunos Contadores de Histórias. O grupo seleciona e capacita, a cada período, 70 novos voluntários para levarem a alegria e a magia dos livros infantis às crianças do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), localizado na Cidade Universitária.

Segundo Regina Fonseca, uma das coordenadoras, a iniciativa tem dois grandes objetivos: “Queremos trazer para o espaço hospitalar um momento de descontração, alegria e entrosamento, além de oferecer um contato literário para as crianças. Nossa grande preocupação é que elas tenham contato com o livro. Ele é sempre nossa ferramenta e nosso tesouro".

Mas os benefícios não são só para os pequenos. Os alunos também aprendem muito. Carolina Ponce, estudante de Defesa e Gestão Estratégica Internacional e apoiadora do projeto, se surpreendeu com o poder da leitura. “A gente entra pensando em ajudar a criança, mas o retorno pessoal é bem maior. Acabamos dando mais valor para algumas coisas da vida”, comenta.

Os únicos requisitos são possuir matrícula ativa nos cursos de graduação ou pós da UFRJ e ter disponibilidade para comparecer em todas as etapas da seleção. As inscrições vão até as 12h do dia 14/2 na página do projeto. A palestra de apresentação acontece em 18/2, quando será exposto o calendário completo.

Em nove anos, o projeto já recebeu quase 900 alunos e atendeu milhares de crianças.

Parque Tecnológico da UFRJ assina convênio com o TusPark na China

tusparkO Parque Tecnológico da UFRJ assinou um acordo de parceria com o TusPark, parque tecnológico da China. O objetivo é incentivar e apoiar a internacionalização das empresas de base tecnológica sediadas nos dois ambientes de inovação, em particular as pequenas e médias empresas, além do próprio Parque da UFRJ. Ligado diretamente à Universidade de Tsinghua, o TusPark é um dos maiores parques do mundo em tamanho e número de empresas residentes, com mais de seis mil companhias instaladas.

O acordo irá permitir que as empresas brasileiras possam prospectar e desenvolver atividades na China e vice-versa. As companhias poderão se instalar de forma gratuita durante 30 dias, durante os quais receberão apoio das respectivas governanças locais no que diz respeito à prospecção, networking, questões tributárias etc. Caso a empresa desenvolva o interesse em passar mais tempo, ela poderá solicitar o status formal de residente nos parques tecnológicos para uma ação mais duradoura.

Para José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, a parceria trará diversos benefícios para as empresas e para o próprio Parque. “O acordo trará bons frutos para todos os envolvidos. Os associados diretamente ligados ao convênio, ou seja, as empresas brasileiras, poderão prospectar oportunidades e desenvolver relacionamentos na China. Trata-se de um grande passo para a internacionalização do Parque Tecnológico da UFRJ e a confirmação de um papel relevante que o Parque pode exercer para o avanço da inovação no país, além de reforçar a imagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro como um importante ator no sistema de tecnologia mundial”, afirma José Carlos Pinto.

O convênio é um aprofundamento do relacionamento que a Universidade Federal do Rio de Janeiro já mantém com a Universidade de Tsinghua, através de uma parceria com a COPPE, que permite a troca de experiências entre pesquisadores, publicações conjuntas e desenvolvimento de tecnologias. Trata-se de uma parceria inédita para parques tecnológicos brasileiros.

Na cerimônia de assinatura do acordo, estavam presentes o TusPark, o Parque Tecnológico da UFRJ, a Embaixada do Brasil em Pequim e representantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da COPPE e do Centro Brasil China.

Chamada internacional incentiva pesquisa focada em transferência de tecnologia

chamadainternacionalO governo da Catalunha, em parceria com a Agência ACCIÓ Trade&Investment, lançou a chamada pública do programa TECNIOspring PLUS para incentivar a mobilidade de pesquisadores. O objetivo é oferecer um contrato empregatício de dois anos, com salário de até 58.5 mil euros por ano, para desenvolver um projeto de pesquisa focado em transferência de tecnologia. As inscrições vão até 1º de fevereiro.

Pesquisadores de todo o mundo podem submeter proposta a qualquer empresa catalã ou centro técnico que tenha reconhecimento comprovado, permanecendo pelo período integral de dois anos (modalidade “Incoming fellowship”). Centros de pesquisa nacionais e internacionais, bem como departamentos de pesquisa e desenvolvimento de empresas privadas, também podem se associar durante o primeiro ano.

O edital é aberto para todas nacionalidades, e cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa Horizon 2020. Os brasileiros devem simplesmente seguir as orientações das Guidelines for Applicants e aplicá-las por meio do formulário disponível neste link. Os candidatos interessados também podem entrar em contato pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Para maiores informações, acesse o edital completo, em inglês, neste link. Todas as informações sobre o programa e os resultados das chamadas anteriores podem ser encontrados no site www.tecniospring.eu.

Maglev-Cobra inicia nova temporada

maglev17O Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ, iniciou no dia 17 de janeiro a temporada oficial de visitações em 2017. É uma boa oportunidade para crianças e jovens estudantes, em férias, conhecerem a tecnologia e levitarem no veículo do futuro.

Abertas ao público, as viagens demonstrativas são realizadas todas as terças-feiras, em dois horários: 11 às 12h e 14 às 15h. Os interessados em testar a tecnologia devem se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..


Em fevereiro o Maglev completará um ano de testes bem-sucedidos. Até o momento, o veículo já transportou 4.200 pessoas, em cerca de 550 viagens de ida e volta, entre as estações dos Centros de Tecnologia I e II da UFRJ, comprovando a eficiência, confiabilidade e segurança da tecnologia.

Atualmente, na linha experimental o veículo transporta 10 passageiros por viagem e circula a uma velocidade de 10 km/hora. No futuro, em escala comercial, poderá conectar módulos extras, de 1,5 metro de comprimento cada, aumentando a capacidade do veículo, que, em percursos mais longos, pode chegar a velocidade de 100 km/h.

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes. A linha experimental construída na Cidade Universitária é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica.

Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

A expectativa é de que o veículo obtenha a certificação e que, em 2020, entre em operação em uma linha de 5 km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, conforme previsto no Plano Diretor da UFRJ. No futuro, a linha poderá ser expandida, fazendo a conexão entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.

INPI abre inscrições para Curso Geral de Propriedade Intelectual à distância

INPIlogoEstão abertas as inscrições, até o dia 3 de fevereiro, para a 1ª edição de 2017 do Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O curso é online, gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual, com enfoque na legislação brasileira. As aulas serão realizadas entre os dias 13 de fevereiro e 14 de abril, com exame final entre 9 e 11 de abril.

Dentre os temas a serem abordados estão: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais. O DL 101 P BR conta com tutoria de especialistas nacionais nos temas abordados.

As inscrições são realizadas diretamente no site de ensino à distância da OMPI, sendo necessário que o interessado se cadastre, inicialmente, no Centro de Usuário da OMPI: https://welc.wipo.int/wipoaccounts/pt/usercenter/public/register.jsf. Os cursos à distância da OMPI estão relacionados na página da Academia da OMPI: http://wipo.int/academy/pt/courses/rp_catalog/index.jsp.

Para informações e mais esclarecimentos sobre os Cursos à Distância do INPI, envie e-mail para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Armadilha para mosquito Aedes

armadilhaparamosquitoaedesRESUMO: A presente invenção descreve uma armadilha para atração, captura e extermínio do mosquito Aedes, preferencialmente a fêmea da espécie Aedes aegypti. A armadilha é baseada na atração pela luz nos comprimentos de onda azul, verde e amarelo, mais sensíveis à retina do mosquito do que a luz ultravioleta e branca usadas em outras armadilhas, em conjunto com a captura por aspiração e extermínio por uma grade elétrica de baixa voltagem.

DESAFIOS E OBJETIVO: O mosquito Aedes aegypti é o vetor principal dos agentes etiológicos da dengue, da Zika, das febres amarela, chikungunya e Mayaro. Uma vez que não há vacinas ou terapias efetivas para estes vírus, o combate ao vetor continua sendo a principal forma para evitar a disseminação destas doenças.

As estratégias de controle e erradicação do Aedes dependem, fundamentalmente, do conhecimento de seus hábitos, a fim de se estabelecer técnicas ambientalmente limpas e mais específicas tendo como alvo as particularidades do mosquito no ambiente em que vivem e se reproduzem.

Fisiologicamente, as espécies de mosquitos são atraídas por luz em diferentes comprimentos de onda, mas isso tem sido pouco explorado na confecção de armadilhas de captura, pois basicamente usa-se a luz ultravioleta ou luz branca como padrão de atração geral de diversas espécies de inseto. Apesar de apresentar hábitos diurnos,  a fêmea do Aedes aegypti possui sensibilidade luminosa bimodal, no ultravioleta e no espectro visível, porém a maior faixa de sensibilidade da retina ocorre nos comprimentos de onda entre o azul, o verde e o amarelo.

SOLUÇÃO: A presente invenção revela uma armadilha elétrica de baixa voltagem, com sistema de aspiração e sistema de atração por luz de LED, na faixa de sensibilidade visual máxima da fêmea do Aedes aegypti, entre os comprimentos de onda azul e amarelo, com pico de luz verde, a fim de servir como ferramenta de combate específico ao vetor e, consequentemente, na diminuição da contaminação pelos vírus Zika, Dengue, Chikungunya, Febre Amarela e Mayaro.

APLICAÇÕES: A tecnologia da armadilha é direcionada para o gênero Aedes, específicamente para a fêmea da espécie Aedes aegypti, transmissora das doenças zika, dengue, chikungunya, febre amarela e mayaro. A armadilha é segura, pode ser produzida com baixo custo em diferentes tamanhos e formatos, e está inserida na concepção de tecnologia limpa, que não causa poluição ambiental e age sobre mosquitos resistentes a inseticidas químicos.

OPORTUNIDADES: Parceria e/ou transferência de tecnologia

OUTRAS INFORMAÇÕES: Proteção solicitada por patente
BR 10 2017 000145 8 – Dispositivo De Armadilha Para Inseto Aedes

CONTATO:
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Telefone: (21) 3373-1788 / 3733-1793

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Inscrições abertas para o curso Universidade das Quebradas 2017

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Muito se fala, dentro do âmbito acadêmico, sobre a importância da troca de saberes e sobre a articulação de experiências culturais e intelectuais produzidas dentro e fora da academia. É justamente visando a atender esta demanda – que hoje se torna urgente em função do impacto do desenvolvimento da cultura das periferias – que foi concebido o Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas.

Promover o encontro entre o conhecimento produzido na academia e aquele produzido na periferia. É este o objetivo da Universidade das Quebradas. Neste sentido, a iniciativa pode ser considerada uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que é um projeto voltado para as comunidades que estão produzindo cultura mesmo sem acesso à produção intelectual das universidades, ele também se volta para a própria comunidade acadêmica, que demonstra uma carência similar em relação ao acesso a outros saberes e formações culturais de fora da Universidade.

Contando com uma metodologia experimental e, portanto, flexível a alterações em função da respostas dos participantes, a Universidade das Quebradas tem como alicerce fundamental o conceito de ecologia de saberes, desenvolvido ainda que de maneiras diferentes por autores como Felix Guattari e Boaventura de Sousa Santos. Por ecologia de saberes esses autores entendem o equilíbrio sistêmico entre as diversas formas de saberes vernaculares e acadêmicos, e a longa trajetória histórica de silenciamento de certos saberes não formais por outras formas dominantes de conhecimento.

Em 2017 serão disponibilizadas 80 vagas para o curso Universidade das Quebradas, que contará com aulas ministradas às terças-feiras, das 10h às 18h, na Faculdade de Letras da UFRJ, no campus do Fundão. As atividades têm início previsto para 4 de abril e término em 28 de novembro. Os participantes deverão ter uma frequência mínima de 75%, além de apresentarem um trabalho final de conclusão do curso.

As inscrições ficam abertas até 1º de março. Os interessados podem se inscrever através dos links que constam neste site.

É importante ressaltar que o curso será absolutamente gratuito e sem burocracias de acesso. Mais informações através do email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

A Universidade das Quebradas é um projeto apoiado pela Agência UFRJ de Inovação.

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas abre inscrições para bolsas e cursos

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O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) está com inscrições abertas até 18 de janeiro para os interessados em participar das Atividades Formativas de Verão, que acontece entre 24 de janeiro e 25 de fevereiro de 2017. O ciclo de atividades está em sua 14ª edição e conta com minicursos, seminários e debates. Ele é organizado pelo grupo de pesquisa "Teoria de campos e partículas elementares". Mais informações podem ser acessadas aqui.

Bolsas

O CBPF também está com inscrições abertas até 7 de fevereiro para 13 bolsas do Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os bolsistas deverão desenvolver projeto em alguma área de pesquisa do CBPF. As bolsas terão vigência de seis meses prorrogáveis até o limite de dois anos. Clique aqui para mais informações.

Somos UFRJ recebeu nova atualização em dezembro

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Suponhamos três casos hipotéticos:

1) Um aluno de graduação tem interesse em desenvolver uma monografia de conclusão de curso sobre a Leishmania, gênero de protozoários que inclui os parasitas causadores das leishmanioses, e precisa de algum professor para orientá-lo.

2) Um jornalista necessita de uma fonte para dar um depoimento sobre a recente epidemia de dengue em uma de suas matérias.

3) Um professor preocupado com as mudanças climáticas, após ler a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019, decide desenvolver uma pesquisa sobre o tema “Eficiência Energética” e está em busca de parceiros para auxiliá-lo.

Apesar de distintos, os casos têm algo em comum: a demanda por especialistas em temas específicos. Como fazer para encontrá-los? Ligar para a Administração Central da UFRJ? Enviar uma mensagem para a página de Facebook da Universidade? Estas soluções possivelmente serão pouco eficientes. Não por conta da má vontade de servidores, mas por causa das próprias dimensões “universais” da Universidade (com perdão da redundância) e da dificuldade que é gerir todo o imenso volume de conhecimento que é aqui gerado.


Um plano B quase instintivo nos dias de hoje seria dar uma “googlada”. Mas resolveria o problema? Certamente demandaria tempo, esforço, e o resultado, possivelmente, não seria o mais satisfatório.

Por outro lado, em questão de segundos, digitando o termo “Leishmania” na plataforma Somos-UFRJ, é possível descobrir que a professora Bartira Rossi Bergmann, do Instituto de Biofísica da UFRJ, já utilizou esta palavra-chave 155 vezes em suas pesquisas. Digitando-se o termo “dengue” na plataforma, é possível chegar a Roberto de Andrade Medronho, Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, que já utilizou a palavra-chave 88 vezes em suas publicações. O mesmo vale para Roberto Schaeffer, professor de Economia da Energia da UFRJ, que por 55 vezes utilizou as palavras-chave “Eficiência Energética” em seus trabalhos.

Estes são apenas alguns exemplos do potencial que o Somos-UFRJ possui e que já vem sendo explorado por membros da comunidade acadêmica, bem como por pessoas externas, já que o acesso ao portal é livre, rápido e completamente intuitivo. Entre outras possibilidades, o software gera uma série de gráficos relacionados à produção acadêmica, às orientações e aos quantitativos de docentes da instituição  Conforme acrescenta Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação: “É difícil não se surpreender positivamente com a facilidade e a eficiência que esta plataforma proporciona a quem a ela recorre. Temos que difundir mais sua existência por toda a UFRJ”.

 

Portal é fruto de parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação

Viabilizado a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a UFMG e a empresa Siemens, o sistema Somos trata-se, na prática, de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Seu objetivo é facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a UFRJ e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. A título de exemplo, apenas a plataforma Somos-UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, a implementação da plataforma pela UFRJ representa um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição.

Em constante desenvolvimento, no dia 16 de dezembro, o sistema foi novamente atualizado. O próximo passo é a inserção dos dados relativos à infraestrutura dos laboratórios da UFRJ. No momento, essas informações estão sendo mapeadas por empresas juniores e inseridas gradativamente na plataforma.

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